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03/03/2008 - 20:11

Videogames são Arte. Ou não.

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Faz tempo que não rola uma distribuição de prêmios no Gamer.br, não? Para compensar tanto tempo sem mamata, começo a semana com uma promoção daquelas boas.

Primeiro falo sobre o prêmio: um exemplar do livro Videogame Arte, de Arthur Bobany, editado pela Editora Novas Idéias (saiba mais aqui).

A discussão que o livro traz não é nada nova, mas não é por isso menos interessante: jogos eletrônicos podem ser considerados formas de arte? E é exatamente isso que pergunto aos leitores deste blog: Games, afinal, são arte? Sim ou não? Por quê?

As duas melhores respostas levam:

- um exemplar do livro Videogame Arte

- um exemplar da edição de março da revista Rolling Stone (que só chega às bancas no dia 10 deste novo mês).

Para participar, é só escrever sua opinião no espaço para comentários abaixo. As duas mais interessantes levam os prêmios pelo correio (não deixe de escrever seu endereço de e-mail corretamente, senão não tenho como entrar em contato depois).

Vai, participe.

***

Sei que a piada já é BEM velha, mas confira se você não assistiu ainda: os melhores conceitos rejeitados do Wii.

E vamos que vamos, porque a semana promete. Pra mim, pelo menos.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:

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40 comentários para “Videogames são Arte. Ou não.”

  1. Andre Ryunoken disse:

    A pergunta é difícil, pois o próprio conceito de arte é deveras abstrato, e segue indefinido (ou multi-definido) até hoje. Um dos conceitos mais bem-aceitos nos descreve a arte como um produto da ação humana que é feito sem um objetivo prático (ao contrário de um martelo ou uma colher, por exemplo), geralmente com intenção estética e que tenha a capacidade de estimular os sentidos e o pensamento. Produto da ação humana? Confere. Sem um objetivo prático? Bem, os jogos eletrônicos fogem dessa definição, pois tem o objetivo de entreter. Porém , quando se trata de estimular os sentidos e o pensamento, poucas coisas superam um jogo eletrônico. Você pode ter sentido raiva da cena fatídica envolvendo Sephirot e Aeris, se emocionado com o desempenho de Celes na casa de Operas ou ainda matutar inconscientemente por horas sobre o que realmente aconteceu em Ico ou Shadow of Colossus, e aonde os dois convergem… Outro conceito bem aceito diz que a arte vem para melhorar o real: uma pessoa ou uma paisagem bonitas podem ser melhoradas em uma pintura ou gravura, por exemplo. Feitos impossíveis na realidade são uma das molas-mestras do cinema e da literatura. E nesse sentido os jogos eletrônicos não ficam atrás, trazendo encanadores que combatem dragões com ajuda de cogumelos ou um porco espinho disposto a combater os robôs do mal com sua velocidade supersônica. Ou ainda um ser humano comum que é envolvido em tramas que o forcem a superar a sua limitada condição. Uma sublimação da realidade, uma realidade melhor, limitada pela imaginação, e por isso mesmo sem limites, se não os de hardware, facilmente superados pela capacidade unicamente humana de abstração. Ou um jogo que consegue que você materialize um bravo guerreiro combatendo dragões furiosos com sua lança, se valendo apenas de um pequeno quadrado que anda por salas monocromáticas e fugindo de um inimigo pixelado quase abstrato não deve ser considerado arte? E nessa longa (e talvez um pouco confusa para os “não-iniciados”) explanação eu nem quis entrar no mérito estético envolvido nos games. O que um dia foi travado por um equipamento cheio de limitações hoje é beneficiado por maquinas que podem reproduzir cada detalhe, cada fio de cabelo e cada poro da pele, luz e sombras, texturas e densidades. Quem negar o trabalho artístico envolvido em um jogo (sem entrar no mérito de artístico x artesanal ) no mínimo esta mal-informado. Enfim, assim como a idéia do que é a arte é muito subjetiva, a opinião a respeito da identificação de jogos como arte é pessoal. E eu, pessoalmente, digo com toda a certeza: Videogames são, sim, Arte, em seu mais puro estado.

  2. victor vasques de ha disse:

    Na minha opinião, creio que os games devem ser considerados um tipo de arte, afinal já são um tipo de mídia que atinge a massa e muitos dos seus criadores (designer de games) já possuem seus estilos próprios, sejam com seus roteiros ou com o seu estilo visual, reconhecido pelos gamers. Quem não reconhece um Final Fantasy ou Metal Gear quando vê?

    Hoje temos jogos que usam o mesmo processo de criação de filmes blockbusters, considerados a 7° arte, por que então não considerarmos os games a 8°? Para quem ainda dúvida que os games são uma arte, experimente assistir uma edição do Video Games Live.

  3. Anderson Backes disse:

    Na minha humilde opinião, acredito que os jogos deveriam sim ser considerados uma arte, além do mais, antes de ser criado, um jogo passa por vários processos que exploram o intelecto humano, elaboração de roteiro, concept e etc…sendo que alguns dos processos utilizados na elaboração de jogos se assemelhan muito com os do cinema e do teatro e até mesmo da própria printura.
    Além do mais os jogos de vídeo games deixam de ser meras ilustrações estáticas e passam a ter uma total interatividade com os espectadores, o que faz com que os jogadores desenvolvam suas percepções perante ao jogos dos mais variados estilos.
    Para muitos pessoas, os jogos deixam de ser apenas um hobby e passam a se tornar algo necessário, mas bem ao contrário de vício essa dependência pode ser explicada pela busca da interatividade, várias pessoas precisam interagir de alguma forma ao final do dia por exemplo, e num mundo como o nosso onde tudo é muito corrido e não se pode mais tirar tempo para uma caminhada no parque os jogos se tornam uma boa pedida, é aí que entra a importância da trilha sonora, da fotografia, da interatividade e de outras tantas características encontradas nos jogos de hoje.
    Jogos são uma boa saída para o strees do dia a dia, assim como visitar uma exposição de arte, um concerto ou até mesmo um bom filme no cinema. Levando em considaração que os jogos podem até mesmo funcionar como as outras formas de arte porque não considerá-lo uma delas, é por isso que eu acredito que os games devem ser valorizados perante um conceito muito mais artístico e não tão focado apenas na questão do vício, porque hoje em dia até mesmo colecionar quadro vicia, visitar os cinemas também vicia, por isso deve se deixar esse pré-conceito de lado e tentar compreender porque os jogos são uma das formas de interatividades mais conceituadas do mundo.

  4. Pablo Raphael disse:

    Tai um assunto para se pensar.
    Depois eu escrevo sobre o tema… agora vou tomar um café.

  5. Frederico Lohmann Jr disse:

    É comum ouvirmos que “arte é expressão de sentimento” mas acredito que arte seja o que muda aquele que tem contato com a mesma.
    Games nos modificam em vários níveis. Melhoram funções mecânicas, ensinam a pensar sob pontos de vista diferentes, aceleram a capacidade de resolver problemas, emocionam, abrem nossa mente para outras possibilidades. Enfim, nós, jogadores, evoluímos em cada contato com essas obras por mais simples ou profundas que sejam.
    Games são arte, sim, pois sem eles seríamos pessoas inferiores ao que somos.

  6. Pablo Raphael disse:

    Games, afinal, são arte?
    Uma pergunta simples e que parece facil de responder com um “não” categórico de um senhor de idade apreciando um quadro por trás de seu monóculo ou com um “sim” retumbante de garotos com seus portateis nas mãos e camisetas de Star Wars, mas que na verdade, já gerou uma boa discussão.
    O ponto principal é compreender o que é arte. A palavra, segundo a Wikipédia, vem do latin “ars” que siginifica técnica/habilidade. Os gregos usavam o termo “tekné” para expressar a mesma idéia, que era a de que arte era o processo ou produto em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Esse tambem é o sentido adotado na expressão “artes marciais”. Porem, lá pelo século XVIII, os romanticos, que eram os antepassados espirituais dos góticos e dos emos, decidiram definir que arte era “uma faculdade especial da mente humana para ser classificada no meio da religião e da ciência”. A partir dai arte era pintura, escultura, literatura, música, enfim, essas coisas chiques e elegantes e não mais qualquer pericia ou maestria humana.
    Bem, o conceito persistiu e hoje chegamos ao dilema: videogames, que são entretenimento, “joguinhos”, são uma forma de arte? Para Aristoteles e sua turma, claro que sim. Mas e dentro do conceito moderno de arte?
    Como muitos colegas facilmente observam, os games englobam caracteristicas de diversas formas de arte, tais como as pinturas, a narrativa, a musica.. e mesclam essas expressões artisticas num algo maior do que as partes individualmente… infelizmente, esse é o conceito por trás do teatro, da ópera e principalmente, do cinema e com essa história o cinema ganhou o titulo de “sétima arte”.
    Serão os games o primo pobre do cinema? Por isso os jogos “de filme” são ruins?
    A resposta é negativa para ambas as perguntas. Mas para não fugir do assunto, vou me concentrar na primeira. Os games são diferentes do cinema por se valerem de um elemento que os filmes não possuem: a interatividade. E é ai que o videogame trás, lá da Antiguidade, um elemento artistico importante: a técnica. No caso, a técnica de dar à sua audiência o controle. Saber calibrar os controles, para tornar o apertar frenético dos botões na sensação de dominar artes marciais ou ser um guerreiro espartano invencivel, ou a movimentação de uma mira no campo de batalha ao tocar o dedo em uma alavanca, a sensação magica dos pulos de Super Mario ou a imersão causada por ter de apertar o botão de tiro no controle no final de Metal Gear Solid 3… esse é o elemento que, somado aos demais – musica, historia, imagens – transforma os games em uma arte única, inovadora e exclusiva, ao transcender o espetáculo, o cinema e a música, ao permitir que o jogador vivencie a obra por suas próprias mãos.

  7. Rodrigo van Kampen disse:

    Responder à pergunta se videogames são artes é tão difícil quanto responder “qual a utilidade da arte?” São conceitos completamente abstratos sem delineações, ou seja, videogame só é arte dentro de determinadas concepções de arte.
    Eu gosto do conceito de que arte é todo produto humano capaz de gerar emoções, provocar, espantar. Por isso videogame é arte sim senhor!

  8. Bruno Henrique Rodri disse:

    Os games podem ser considerados arte tanto quanto músicas,filmes,quadros,esculturas ou qualquer outro tipo.O que vale ressaltar no caso são os “artistas”,no caso os desenvolvedores pois são estes criam as experiencias de entretenimento,já que game em si é uma arte mais isso não quer dizer que qualquer game possa ser considerada arte.

  9. Gilberto Ataide disse:

    AINDA não.O videogame ainda esta muito atrelado a sua veia comercial, sendo que nenhuma produtora teve empenho em fazer algo que tenha visibilidade cultural,dando destaque as características do videogame fora do seu ambiente de consumo e entretenimento. Em contrapartida , diversos artistas e game designers Indie tentam subverter o modo tradicional de jogo e mostram um outro lado da interação do homem/ maquina cada vez menos linear(pois a interação que temos nos jogos tradicionais não fazem uma relação profunda com o usuário por não permitir ele subverter suas regras e alteras suas rotas e opções por completo) . A saturação de continuações e o crescente caminho das tecnologias dos consoles da nova geração talvez levem a os jogos a um estado cult pela mídia não especializada , pois como todas as outras mídias anteriores, após serem criadas e rejeitas, logo serão amplamente estudadas e premiadas.

  10. Vitor Ishimura disse:

    Fala Pablo, tudo jóia?
    Mesmo trabalhando com arte sequencial por 7 anos e atualmente fazendo arte conceitual pra videogames, eu não acho que um game é uma forma definitiva de arte não. Podem haver exceções, é claro, mas se você falou de arte no puro sentido, acho que os games ainda não entrariam nessa categoria.

    É claro que muitos games tem cenas e artbooks lindíssimos, a parte conceitual é iniciada de forma artística e os melhores artistas de hoje em dia estão migrando pros games, mas arte mesmo não é feita pra ser comercializada e com vendas estimadas em milhões de cópias. Arte é algo mais particular e que expressa os sentimentos do artista e do universo dele. Game, hoje em dia, é um produto comercial para a indústria de entretenimento, feito pra render muitas e muitas verdinhas :D

    Abraços,
    Vitor Ishimura

  11. Alberto "Heenett" disse:

    O que é arte, senão uma forma de se expressar? Games são arte. São a expressão da vontade do ser humano de por vezes escapar da realidade, através de histórias de ficção, fantasia, ou da vontade de encarar a realidade, através das verdades frias de alguns jogos que não poderiam mostrar melhor. São a expressão da natureza competitiva do homem de querer vencer o adversário. São a expressão das emoções do homem, que muitas vezes aparecem na forma de uma boa história que comove, emociona e inspira, histórias estas que poderiam estar nos melhores livros. A natureza dos jogos por si expressa a força de vontade humana de sempre querer ir adiante, de cair e se levantar, de não desistir, de se emocionar, de competir, de se superar. Jogos não são somente obras de arte, como provavelmente estão entre os mais expressivos e genais trabalhos artísticos de nossa época.

  12. Ranieri Damasceno disse:

    Sim. Pronto, é simples. No aspecto musical, trilhas sonoras orquestradas que causam descargas insanas de adrenalina na corrente sanguínea ou, eventualmente, lágrimas contidas de frustrações sublimadas. Mesmo se você for um machão convicto, ou seja, estou falando de experiência própria. (risos)
    Visualmente então nem se fala. Claro, isso se você tiver tempo de PARAR para apreciar a paisagem, os efeitos de luz e sombra em tempo real, a refração da água, NPC´s complexos e algumas vezes mais inteligentes do que você, bilhões de polígonos ultra-realistas para retratar o semblante feminino… (leia-se “peitos balançado de forma independente e libidinosamente realista”) e por aí vai. Pena que no quesito “enredo” e “profundidade da história”, os games das gerações passadas humilhavam os PS3´s da vida.

  13. Filippe Barreto disse:

    Os colegas já abordaram muito bem o tema. Arte para mim é qualquer criação capaz de elevar o ser humano, transformando-o em algo melhor. E penso que para que isto ocorra é preciso uma transmissão de sentimentos do criador para o público que apreciará a obra. As técnicas seriam o meio, através do qual, um coração sonhador materializaria suas emoções mais sinceras no mundo concreto em que vivemos. Com isto, ao entrar em contato com esta sublime essência o ser humano poderia transcender suas próprias limitações conhecendo a alma de outro ser, e aí, por reflexo, acabando a conhecer melhor a si mesmo.

    Eu vejo os games, que eu prefiro chamar de obras interativas, com um potencial imenso, capaz de ir onde nenhum outro meio conseguiu. Pois, como já foi dito, é o único capaz de convergir música, cinema, literatura, pintura e os outros meios classificados hoje como arte. Mas o aspecto que faz esta mídia tão fascinante é mesmo a possibilidade de interagir, abrindo com isto diversas formas de expressão e experimentação. Tão variadas que a linguagem ainda tem muito o que evoluir para alcançar sua plenitude. É neste ponto que as obras interativas ainda tropeçam, na minha opinião. Quando rotulamos como games, estamos limitando as potencialidades da mídia ao simples objetivo de lutar, vencer, ultrapassar obstáculos, marcar pontos, e matar, matar muito… Claro que mesmo assim ainda é possível transmitir emoções, idéias, aperfeiçoando algumas habilidades, psico-motora-cognitivas e em alguns raros casos ainda, conseguindo tocar o coração de fato. Dizem que a vida imita a arte e vice-versa. A vida também pode ser considerada um jogo, e é aí que está o segredo a ser explorado. O jogo da vida é muito mais tênue do que é hoje alcançado nos games. Na minha opinião as obras interativas deverão conseguir levar a dialética do mundo real ao virtual, com todas suas implicações emotivas, possibilitando que o público sinta os reflexos de uma emoção transmitida a ele, onde, através da interação ele poderá responder ao impulso advindo dos sentimentos proporcionados por aquela obra, obtendo com isto a experiência das consequências que o mundo virtual, poeticamente, devolverá ao seu coração. O virtual de volta ao real, em um novo estado de consciência.

    Ao garantir às massas este tipo de elevação, naturalmente se colocará no mais alto grau de apreço artístico com o importante fator de democratizar o acesso a vivências sem que sofra-se consequências que na vida concreta, são algumas vezes irreversíveis, podendo com isto melhorar o comportamento do ser humano no seu dia-a-dia real.

    Por isso eu vejo que as obras interativas ainda não alcançaram o patamar e reconhecimento que merecem. Estando restritas a centenas de milhões de consoles em um mundo de mais de 6 bilhões de pessoas.

    A Nintendo, ao meu ver, é a que está mais próxima deste ideal, mesmo que ainda explorando pouco a profundidade que abordei, eles, através do Wii e do DS, criaram uma interface capaz de facilitar em muito não apenas o acesso como também a imersão do público nas obras.

    Falta apenas que os criadores tenham a liberdade e a coragem de irem fundo na transposição de seus sonhos mais profundos à realização de suas obras. Liberdade para não ficarem presos a prazos e perspectiva de lucro. E coragem para quebrar paradigmas, onde até revistas conceituadas como a EGM americana, se recusam a avaliar obras que fujam do lugar comum, como Forever Blue.

  14. Rafael Mendonça Sant disse:

    Sim, quando falamos de criações que “transcendem padrões”, como ocorre no caso da música, da pintura e do cinema.

    Para ilustrar: muito daquilo que nas artes plásticas é considerado arte o é justamente porque na época em que foi feito transcendeu os padrões visuais e conceituais na época, ainda que, por exemplo, a arte abstrata seja facilmente reproduzida hoje por uma criança de 4 anos usando tintas ao acaso sobre uma tela branca. Muitas das grandes obras produzidas nos games seguem esse mesmo caminho, inclusive com um exemplo semelhante: jogos antigos foram inquestionavelmente marcantes visual e conceitualmente, marcando e principalmente inspirandoto uma geração, ainda que hoje em dia até um garoto de 15 consiga desenvolver jogos semelhantes aos produzidos nos primeiros videogames, de maneira muito mais fácil sem nem sempre saber de que verdadeiras obras de arte vieram os conceitos que hoje ele utiliza, como milhares de outras pessoas, como um padrão (já não-artístico)

  15. Marcelo Daniel disse:

    Simples…
    O cara tira fora o God of War 2 do PS2, coloca o Sega Classics Collection e fica empanturrando o memory card com saves de jogos infinitamente mais limitados, em gráfico, som, jogabilidade e enredo. Pelo puro prazer de contemplar a criatividade.

    Não vejo muita diferença entre isso e ficar coçando o queixo no MASP

  16. Flávio Demarchi disse:

    Se você pergunta se algo é arte ou não, de um jeito ou de outro você tem que definir o que é arte. Não acho que nenhuma pessoa ou organização do mundo tem esse poder. Se a arte é definida, ela é cercada por critérios semânticos que limitam a sua liberdade. Então, para mim, qualquer coisa pode ser arte, incluindo videogames, dobraduras de papel, bonecos de neve ou até a banda Calypso. : ]
    Por princípio, desconfio de qualquer crítico que vem me dizer o que eu devo ver, ouvir, comer ou jogar.

  17. Alex Frey disse:

    Arte (Latim ars, significando técnica e/ou habilidade) – Wikipédia, o maior MMOG…
    Games são arte no sentido mais pleno da palavra. É a arte do fulano que cria os gráficos, as texturas, podando os excessos, refinando os detalhes, ajustando minuciosamente cada cor. É a arte do ciclano que arranja cada nota musical, cada momento de silêncio que destaca a importância da cena seguinte. A arte do carinha que arranja cada detalhe que irá surpreender quem está jogando, cada obstáculo a ser vencido que se encaixa perfeitamente no contexto. Contexto esse criado por outro artista, a pessoa que desenvolve o enredo, a história em si. Finalmente temos o artista que torna um game a forma mais completa de arte. O jogador, que desenvolve a sua habilidade (ars, do latim, lembra?) ao ponto de ser reverenciado no comunidade como um verdadeiro artista.
    Resta alguma dúvida do direito dos jogos ao status de arte?

  18. menino.Guaiaqui disse:

    Uma resposta elegante seria simples. Prefiro que a sua paciência seja conquistada aqui não como um jogo de palavras e sim como as palavras em jogo, nessa busca da resposta polêmica, mas sempre criativa de cada um que passa pelo GamerBr.
    A arte é, de algum modo, um conceito, é também um procedimento e, sem dúvida, não deixa de ser um desejo. Infelizmente, partindo daí, os temas que se vêem envolvidos ao questionarmos o que seja arte ou não pressupõe algo que extravasa a simples apreciação ou uma definição privilegiada. Porque a arte nestes aspectos (conceito, procedimento e desejo) não é uma garantia, mas uma atitude. Atitude essa que procura se cercar de elementos libertadores em seu próprio meio de expressão. O que é um game-arte ou a arte-gamer, ou seja, o que estes querem dizer ou podem apresentar de modo artístico é um produto. Desse modo, inserido nesse campo específico que é o do consumo, o valor artístico fica limitado. Pensem comigo em qualquer game que seria fiel à resposta sim ou não, os games são arte. O impacto das vendas, caso sejam maiores ou menores, não define necessariamente a idéia veiculada como arte, mas exclusivamente se algo foi ou não alcançado: nada mais que o mercado atingido pelas vendas. Devidamente certos aspectos que se introduzam num produto podem rigorosamente nos colocar em estado de arte, ou seja, nos fazer recorrer a idéias e reconhecer princípios que só a arte poderia incitar ou àquilo que, de modo comum, despertaria menção por seu apreciador. Ainda assim teríamos, enquanto conceito, um comprometimento do princípio, desse estado artístico, qualquer que seja a nossa resposta: sim ou não. Por que se a conceituação é feita para nos deslocar de um sentido privilegiado, se ela é um ato eficaz do pensamento, ela conduziria para algo inusitado: comprar menos daqueles jogos que fugissem da proposta em arte. Em resumo, a aceitação de um título nos libertaria da compulsão pela procura do mesmo, leia-se aqui o mesmo como o que vende mais, em favor daquilo que ainda menos vendável ou perceptível, mas que foi escolhido por ter se diferenciado – reverter os princípios de mercado no entretenimento. Você vai me dizer que a exclusividade é uma máxima do preço, da oferta e da procura já muito conhecida – o filé da discussão em seja em computadores ou consoles. Por outro lado eleger um valor não se reduz ao critério de estipular preços, pois o valor na arte é capaz de romper paradigmas; é aquele algo novo que dificilmente encontramos por aí. E não adianta ficar dividido na escolha de quem vencerá a guerra da nova geração. Então você percebe e até concorda que algo novo não é um produto novo, a novidade da hora, mas um produto do novo e isso é o que se dá nela por extensão como procedimento – algo sem lugar, mas jamais só porque o preço não te agrada. Dizer se os games são arte passou pelo conceito. Dizer o porquê nos levou ao sim e o não tanto como ao procedimento. E quanto ao desejo? Será que mencionar isso simplificaria ainda mais nossa escolha, entre tantas respostas? Olha nem tudo é consenso, mas sabe aquele lugarzinho na sua casa à espera de um game revolucionário? Aquele review ou post que fica demarcado de modo cada vez mais apertado numa página que você gosta de ler? Aquela notícia que você procurou e não rolou ainda? Mais ainda. Sabe aquele tempo que você ficou procurando por novidade? É o seu desejo, o que precisa ainda ser construído…à espera de que o cenário mude, outras paisagens. Caso tenham gráficos melhores, jogabilidade exemplar, coisa e tal, vai ser muito bom. Embora isso é o que falta para que os games sejam arte: alguém precisa ser menos entendido e outros precisam ser mais atendidos. Ainda bem que a arte jamais renegou o acaso.

  19. Pato disse:

    Se hoje a arte pode ser até de consumo por que não podemos admitir os Video Games como artes onde temos diversos autores trabalahando para criar o seu trabalho? Cinema é a setima arte e funciona assim. Video Game é arte sim e como toda arte tem suas obras primas, temas e obras muito ruins que ninguem entende.

  20. Ricardo Kobashigawa disse:

    Sim, são arte, assim como o músico e sua composição, os ingredientes para se fazer uma obra de arte vêm do DOM, SENTIMENTO e HABILIDADE no que faz. Um game não é apenas algo digitalizado com opções, menus e desafios a cumprir, é uma história que desenrola ao decorrer do game, desde a idéia inicial de se fazer um jogo até aquele jogador que fica horas em um jogo para termina-lo. Um jogo sem esses elementos não passa de algo fracassado e não vinga. Assim como a música, que por trás de cada letra, cada composição, há uma história desde o momento da idéia do músico até o momento em que ela chega nas paradas de sucesso. Final Fantasy é uma obra de arte assim como a Nona sinfonia de Beethoven. E claro, uma obra de arte não pode ser copiada por outros autores(mesmo que as pessoas tentem, o jogo original em sí sempre vai ser o topo da cadeia)

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