Videogames são Arte. Ou não.
Faz tempo que não rola uma distribuição de prêmios no Gamer.br, não? Para compensar tanto tempo sem mamata, começo a semana com uma promoção daquelas boas.
Primeiro falo sobre o prêmio: um exemplar do livro Videogame Arte, de Arthur Bobany, editado pela Editora Novas Idéias (saiba mais aqui).

A discussão que o livro traz não é nada nova, mas não é por isso menos interessante: jogos eletrônicos podem ser considerados formas de arte? E é exatamente isso que pergunto aos leitores deste blog: Games, afinal, são arte? Sim ou não? Por quê?
As duas melhores respostas levam:
- um exemplar do livro Videogame Arte
- um exemplar da edição de março da revista Rolling Stone (que só chega às bancas no dia 10 deste novo mês).
Para participar, é só escrever sua opinião no espaço para comentários abaixo. As duas mais interessantes levam os prêmios pelo correio (não deixe de escrever seu endereço de e-mail corretamente, senão não tenho como entrar em contato depois).
Vai, participe.
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Sei que a piada já é BEM velha, mas confira se você não assistiu ainda: os melhores conceitos rejeitados do Wii.
E vamos que vamos, porque a semana promete. Pra mim, pelo menos.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
Claro que sim, em todos os sentidos da arte. Se você pensar na ”estética”, muitos games dão show com seus gráficos e fotografias que beiram a perfeição. No quesito “criatividade”, podemos destacar os enredos/histórias que nos fazem assistir minutos de introdução ao invés de apertar o botão e começar logo o jogo… Para meus pais, professores e chefe, é arte de vagabundo, mas eu insisto em dizer que é a mais pura expressão da arte tecnológica. Mas não abuse, pois na visão de especialistas “alguns” jogos ensinam inclusive a arte da guerra… Quer coisa mais artística que isso?
Claro que vídeo game é arte! Shadow of Colossus por exemplo, é uma verdadeira obra prima! E a tendência é melhorar cada vez mais! E como grande apreciador da arte, irei sempre estar avaliando tais preciosidades!
Como muitos acima, eu também tentei definir arte procurando o dicionário, além da Wikipédia, e encontrei significados parecidos: habilidade, maneira, ofício, algo relacionado à execução prática de uma idéia, ou que contenha princípios didáticos. Em parte, é verdade. A outra parte é o que a arte evoca em outras pessoas, mais em um lado do sentimento, da impressão (ou expressão, se for contar do ponto de vista de quem faz a arte).
Pelos quesitos técnicos e de produção, os games já deveriam ser arte há muito tempo. Já se provou que um jogo pode ser tão ou mais bonito e emocionante do que um filme, que é a arte que mais se aproxima dos games. De fato, essas indústrias tem aspectos muito parecidos, mas porque uma é arte e outra não é? O que as torna tão diferentes? A resposta, assim como o lado do sentimento da arte, está nos olhos de quem vê e ouve. No nosso caso, de quem joga. É aí que os games se provam não ser arte, e provam ser algo maior ainda.
Quem joga busca se divertir acima de qualquer outra coisa. Apreciação pode ser divertimento? Pode, mas acho que esse nunca foi o propósito dos games. Os jogos hoje em dia são lindos, isso é verdade. Mas, pegue como exemplo qualquer jogo ainda não lançado desta nova geração: por mais que ele seja bonito nas fotos e vídeos, a primeira reação que se espera do gamer que os vê é “caramba, mal posso esperar pra jogar esse jogo!”. Há sempre aquela vontade maior, uma empolgação quase infantil de poder jogar o jogo/console o mais rápido possível. Esse tipo de reação/sentimento é raramente, pra não dizer nunca visto em qualquer outra forma de arte. O cinema até se aproxima disso, mas não é igual, porque o filme não muda ao ser visto duas vezes. Já o jogo, como já vimos, pode ser jogado de várias maneiras diferentes.
Por estes motivos acho que videogame não é arte. Ele está além do que compreendemos como arte nos dias de hoje.
Alguns games são pura arte. Cheios de referências, com trilhas sonoras impecáveis e design brilhates. O grande problema é ser muito popular e ainda visto com “apenas” um jogo. Com seu público mais maduro, essa discussão toma forma e expõe aquilo que já sabemos faz tempo: games podem ensinar, divulgar conhecimento, idéias e gerar livres interpretações.
A Vancouver Art Gallery, de Vancouver (ORL?), Canadá, está organizando uma de suas maiores exposições, a KRAZY!, cujo objetivo é apresentar diversas obras de arte contemporâneas. A KRAZY! apresentara HQs, animes e video-games.
Um dos curadores da exposição – pessoa responsavel por selecionar as obras – é Will Wright, um dos maiores game designers do mundo, criador de SimCity, The Sims e Spore, entre outros jogos.
Confira mais no link abaixo:
http://www.canadianarchitect.com/issues/ISArticle.asp?id=81074&issue=03052008
Parece que a resposta realmente é “sim, videogame é arte”.
Video game é arte?
SIM
Porque?
Acredito que seja o resultado de uma Arte Coletiva, produzida por diversos artistas cada qual em sua área de atuação. E o resultado, são OBRAS DE ARTE INTERATIVAS (claro que há exceções), onde o usuário sente-se totalmente envolvido com a obra em si.
Mas os Games só funcionam com capital, investimentos financeiros, alguns podem questionar, mas acredito que como em muitas áreas, há aqueles que buscam o lucro, e há aqueles que cobram o necessário para angariar futuros projetos.
É isso o que penso.
Abraços!
Uma forma de expor idéias audio-visuais somadas a um conjunto de regrar que consegue manter pessoas entretidas e atentas, o video game não é só arte, e a concepção máxima de como repassar ideias e conceitos de uma pessoa pra outra com uso da tecnologia, é educação!
Game é arte? Eu acho que sim, mas esse é um tópico difícil de tirar uma resposta definitiva.
Nesse mundinho exageradamente comercial de hoje, observamos uma incrível banalização de todas as formas de expressão artística. Música, cinema, teatro, literatura… As mídias de massa tomaram todas essas artes para si e moldaram-nas para que funcionem bem no mercado. A originalidade, a criatividade e a inventividade que, arrisco dizer, são os elementos principais de uma obra de arte, deram lugar ao repetitivo e ao comercialmente seguro.
É obvio que isso não é uma regra geral, ainda há muita produção de qualidade por aí, mas cada vez mais estas se tornam ofuscadas e de díficil acesso. São poucos os artistas que conseguem superar a necessidade de lucro, de retorno financeiro, e isso é compreensível.
Num cenário como esse, é espantoso perceber os games como excessão à regra. O vídeo-game, que nasceu praticamente junto com essa “era da mídia” e sempre apontado como simplês entretenimento, hoje começa a expressar e explorar suas capacidades artísticas de forma sensacional, andando na contra-mão das outras artes.
Talvez possamos atribuir esse fato à evolução tecnológica, que hoje permite aos desenvolvedores extrapolarem na imaginatividade, mas a verdade é que sempre houve potencial artístico nos games, pois ele reúne em si várias artes para formar uma nova, inédita. O roteiro, as concept arts, a trilha sonora… cada um desses fatores se torna, em games bem trabalhados como “ocarina of time”, “okami”, “Final Fantasy”, “Call of Duty”, “Metal Gear” etc, um pequeno fragmento de um objeto final do qual não pode ser dito nada menor que “obra de arte”. Os games bem feitos nos emocionam, nos envolvem com sua história, enredo, trilha e estética e, por serem interativos, talvez até mais do que um bom filme. Confesso que mais de uma vez meus olhos marearam enquanto jogava um jogo.
É claro que no mercado de games, como em qualquer outro mercado, há muita porcaria para pouca coisa realmente boa. Isso, aliado com o preconceito e o desconhecimento, levam as pessoas a ignorar o valor artístico dos games. E essa é a principal dificuldade em chamar os games de arte hoje.
Dizem que um objeto artístico se torna arte quando todos começam à observa-lo desta forma. Se for assim mesmo ainda não devemos chamar os games de arte, mas eles estão caminhando, ao meu ver, na diração certa para serem definitivamente chamados assim. Não que todos vão ser artisticamente valiosos, como o “funk do créu” não é para a música ou “deu a louca em hollywood” não é para o cinema.
Enfim, acho que me empolguei demais. O resumo da ópera é: Não acho que os video-games serão a “oitava arte”, mas irão, muito provavelmente, ser a nona.
Games fazem com que os jogadores sintam diversas emoções ao mesmo tempo, como por exemplo; um filme. Tudo se mistura. Felicidade, tristeza, medo do inesperado com a risada do personagem cômico, o ódio e porque não o amor.
Os games não só entretêm; encantam. E olha que até os mais casuais!
Quem não se encantou sem entender ao ver a primeira imagem de um Wii Remote?
É como se fosse uma verdadeira obra de arte. Onde cada um ficou imaginando qual seria a funcionalidade daquele estranho objeto? Posso compará-la então a uma escultura, com formas que só seu criador a interpretasse, sem que seja propriamente a correta.
Mas os games são interpretados! Interpretados em verdadeiras obras primas, como as pinceladas de Okami e as viagens interplanetárias de Mario Galaxy.
Estúpidos aqueles que condenam os admiradores e profissionais dos games. São hipócritas, pois distinguem uma obra pincelada, mas não distinguem o conjunto de uma obra. No caso; os games!
Arte é fazer com que aspectos técnicos ligados às perícias humanas (sons, imagens, formas, jeitos e gostos) transmitam emoções (alegria, angústia, felicidade, revolta, violência, alívio, medo e assim por diante).
Então com certeza podemos dizer que jogos são uma forma de arte, já que temos todas essas emoções e técnicas reunidas muitas vezes em um único jogo.
Sim e nao. Se é arte ou nao, vai da ótica de cada um. Enquantos alguns apreciam cada detalhe do jogo, outros apenas masacram botoes.
Sim, games são arte. Porque, além de levar os gamers até lugares impossíveis, inalcansáveis, eles apresentam uma imersão ímpar, que nenhum livro, filme ou pintura pode proporcionar. É mais imersivo ler O Guarani ou jogar God of War? Jogar GoW, lógico. Trilha sonora, atimosfera, tudo contribui para a experiência. E isso tudo sem se tornar chato ou cansativo um instante siquer.
Games são arte sim. Porque minha mãe sempre me dizia: “Bonito hein, garoto arteiro.”, quando eu não fazia minhas tarefas e ficava jogando videogame.
Definir algo como arte é bastante difícil. Você define um quadro que pode ser um grande borrão de tinta como arte, define uma escultura feita em gesso como arte, e até mesmo a música, algo tão diferente dos outros dois exemplos, também é tida como arte.
O que seria então a arte? Qual o melhor conceito para a definirmos? Algo que engloba dentro de si coisas tão dispares. Arte não é algo que seguiu uma norma, nem são coisas com características iguais. A arte é quando se consegue expressar de alguma forma seus sentimentos, suas idéias, expectativas e anseios.
Os vídeos games então seriam arte? Ora, vamos nos pôr a analisar: Por mais fantasioso que um game possa ser, com seus anões, fadas, magias e reinos distantes, ainda sim são expressão de idéias, sim, idéias que por muito tempo se mantiveram em movimento na cabeça dos Diretores, Designers, Produtores, Programadores, enfim, de toda uma equipe que decidiu trabalhar e dar o melhor de si para fazer com que todas aquelas idéias pudessem se tornar “realidade”. E conseguiram.
Não fosse a imaginação fértil -e põe fértil nisso- de Miyamoto, não teríamos hoje a saudosa Hyrule, o obstinado Link e o fora de forma, porém corajoso, Mario, enfim, de nada adiantaria toda essa imaginação se nada fosse posto em prática, se nada fosse criado a partir daquilo.
Assim como o cinema, os videogames transportam o usuário para dentro de sua realidade, nos contam uma história, nos fazem rir e chorar, nos chocam e nos confortam, e alguns nos envolvem de tal maneira que até somos capazes de sacrificar algumas noites de sono, só pra ver o herói salvar a princesa e livrar o reino das garras do mal. E o mais emocionante é sabermos que temos nossa participação nisso. Sabermos que de alguma forma ajudamos a salvar o reino e a princesa. São sensações como essa que nenhuma outra forma de arte consegue gerar. Sensações como essa que nenhum grande diretor de cinema consegue criar em quem assiste a um filme. São sensações como essa que os games, e só os games, conseguem criar.
Os games se tornaram tão expressivos que hoje há dezenas de filmes baseados – o.k., eles tentam, mas não conseguem- em games famosos, como Tomb Raider, Alone in the Dark, Resident Evil, entre outros. Porém, assim como não se imita uma música em uma fotografia, nem um quadro em uma escultura, os games não podem ser imitados, são uma forma de arte completa e única. Por mais que tentem reproduzir o universo de um game e todas as sensações que ele gera em uma tela de cinema, o resultado nunca é satisfatório, pois uma arte não consegue e nem deve imitar outra arte.
Roteiro, trilha sonora, desenho de personagens e cenários, tudo isso é arte. E os games utilizam todos esses conceitos para criar algo que possa uni-los e ainda sim gerar interatividade e diversão. Aliás, acima de tudo, jogamos vídeo games porque nos divertimos com isso.
Juntando formas de arte que vão desde um roteiro até trilhas sonoras, criando uma interatividade sem igual e divertindo multidões, os games conquistam cada vez mais adeptos, e consolidam seu lugar como uma arte que vai além dos quartos de nerds e crianças. Uma arte sem igual.
Abraços!
Leonardo Marinho
Games são sim obras de arte. Porque todo jogo gera uma emoção ao jogador, assim como toda obra de arte, e inclusive, um jogo é o único lugar onde voce pode interagir com vários tipos de arte ao mesmo tempo.
A musica é arte. As pinturas são artes. Os filmes(cinema) são artes. Imagine um jogo com trilha sonora com orquestra de bethoven, gráficos de Salvador Dali e a interação prospota pela arte moderna ? Algo que se baseia em arte, como musica, pinturas, deve ser também considerado arte, com a vantagem que voce pode interagir com ela.
Games não são artes são peraltices pois levam a nós humanos a vivenciar muitas vezes na pele o que somente em sonhos seria possível.
Games são arte porque envolve vários tipos de arte: a arte gráfica (design de personagens e cenários), arte literária (enredo do jogo e diálogos dos personagens), música (trilhas sonoras) etc. ou seja, com a ajuda da tecnologia essas formas de arte se convergem com a interação e formam o jogo.
Se a arte imita a vida, não há nada nesse mundo que imite melhor a vida do que um jogo. Um game é nada mais nada menos que a simulação da vida.
A Arte é um sentimento expressado em uma tela.Pablo Picasso é considerado louco por seu estilo cubista mas mesmo assim é um dos mais renomados nomes das artes visuais.Os Games são sim uma forma de Arte,um “novo” modelo de arte contemporânea: A “Arte Interativa”!