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10/02/2008 - 18:53

Mantendo o Otimismo

Faz tempo, mas agora vai.

O Carnaval passou, o que significa, em termos brasileiros, que o ano finalmente começou. E agora sim podemos esperar fatos e acontecimentos realmente relevantes em nosso pobre mercado de games, que ainda caminha em marcha lenta, devagar, quase parando. Não considere isso um pessimismo injustificado. Afinal, o que esperar de um ano que começa com uma pataquada como essa proibição de games tão populares e consagrados como Counter-Strike e EverQuest? Certamente, eu preferiria estar mais otimista, mas não estou tanto.

O protesto público criado pelo blog Liberdade Gamer (no sábado passado, na Avenida Paulista) teve uma boa repercussão na mídia, apesar da adesão aquém do esperado (falava-se em centenas de participantes, foram pouco menos de 50). Mas como costumo repetir, a intenção, neste caso, conta muito. Qualquer iniciativa funciona muito melhor do que simplesmente ficarmos sentados, esperando a coisa melhorar sozinha. Não irá acontecer. Protestos e engajamentos online repercutem, fazem as pessoas pensarem a respeito, mas também não apresentam uma efetividade 100%. O que fazer para enfiar na cabeça dos retrógrados que os videogames não são prejudiciais à saúde e não transformam ninguém em um assassino serial? A não ser, logicamente, se o indivíduo já tiver tendências para tanto. Daí, no caso, cinema, televisão, livros, novelas e qualquer outra manifestação artística podem influenciar, por que não? Por que massacrar sempre os games em primeiro lugar?

Se você está aqui, lendo este texto neste mal-atualizado espaço virtual, é porque gosta de jogar, se interessa por novidades e, principalmente, porque possui um conceito muito bem definido sobre a importância dos videogames, seja sob o ponto de vista cultural, econômico ou social. Games são ferramentas de integração sócio/cultural com alcance quase infinito; são manifestações artístico/culturais de extrema longevidade que representam perfeitos retratos dos tempos em que vivemos; e são os frutos/feramentas de trabalho de uma indústria poderosa do mercado de entretenimento, que gera quantidades impensáveis de dinheiro, emprega milhões de pessoas ao redor do mundo e divertem outros tantos bilhões de caras como eu e você. E nem vou entrar aqui no mérito de que games trazem benefícios à saúde, educam, ensinam, melhoram reflexos e percepção, além de estimular a inteligência e o raciocínio.

É claro, você que está aqui sabe muito bem de tudo isso. Mas é incrível como há pessoas por aí que pensam justamente o contrário e estão dispostas a estragar a vida de muita gente, apenas porque limitam-se a enxergar apenas o lado negativo das coisas. Gente assim existe aos montes, e eles continuarão fazendo o que pensam que devem: cuspindo suas regras arbitrárias, impondo suas argumentações rasas e sem lógica, disseminando seus pensamentos nefastos e pessimistas nas costas de indivíduos livres que querem apenas tirar o melhor do que a vida pode oferecer. E nada mais.

O próximo post, prometo, deve ser mais otimista. Tem que ser. Afinal, 2008 prometia muito. Promete ainda, certo?

***

Dica para o fim do fim de semana: Cloverfield – Monstro. Já viu? Vá ver.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:

17 comentários para “Mantendo o Otimismo”

  1. Daniel Boca Tenreiro disse:

    Enfatizo: Com ou sem manifesto, Counter Strike e Everquest ainda serão encontrados facilmente por aí. O que não pode acontecer é justamente isso que tú disse, deixar que deturpem a imagem dos jogos eletrônicos graças à anencéfalos aspirantes à serial killers. Eu penso que parte dessa culpa (hun…90%?) vem da mídia e da mídia especializada TAMBÉM. Enquanto a mídia comum produz suas matérias comuns, a mídia especializada deveria partir pro arregaço e parar de falar “ah, mas games não são prejudiciais” coise tale. TEM QUE PARTIR PRA CIMA POXA! Quer saber? Tive uma idéia de pauta…e é isso mesmo que vou fazer, meu comentário se encerra por aquí!

  2. Leonardo Marinho disse:

    Falou e disse! Realmente boa parte das pessoas que são contra os games o fazem por enxergar somente o lado negativo da coisa. E teimam em dizer que todo jogador de video game tem grandes chances de se tornar um assassino, ou de tentar coisas loucas como pular de um prédio e tentar voar.
    Mas sabemos que isso não acontece somente com os video games, há pessoas de mentalidade fraca que cometem esse tipo de atrocidade após terem visto um filme que mexeu com os seus-poucos-neurônios.
    E por falar em filmes por que não citamos os montes que saem de Hollywood todo ano? Cheios de violência e sacanagem exacerbada? Estes sim deveriam ser proibidos, mas não, “deixem os filmes em paz, não vamos brigar com Hollywood, afinal é importante. Em vez disso vamos atacar os games, coitados, não vão resistir”.
    É nojento ver uma sociedade se comportando desta forma.
    Engraçado que no Japão as coisas são diferentes… Japão: Lugar do sonho para nós, gamers.
    Mas enfim, sejamos otimistas, como você mesmo disse. 2008 está só começando. As coisas podem piorar, ou melhorar. Mas isso só Deus sabe.
    Valeu Pablo! Abraços!

  3. Lucas Patricio disse:

    Sabe Pablo, eu gosto de ser otimista. Mas sabe, toda vez que eu me empolgo em achar que as coisas podem “ir” de uma vez, acontece um episódio como esse ultimo.

    É dificil se manter otimista. Mas a gente tenta, não é mesmo? ;)

  4. felipelemes45 disse:

    Gente idiota sempre vai ter! É claro que não devemos abaixar a cabeça!

    Assisti Cloverfield – Mostro. nossa.. muuuito bom. só não gostei do final…

  5. Fabio Bracht disse:

    Sobre otimismo: é bom, eu gosto, eu tenho e eu mantenho apesar do que aconteceu ou possa acontecer. Um dia a coisa “vai”, e esse dia pode ser amanhã.

    Sobre Cloverfield: AAAAHHHH!!!!!! PUTAQUEPARIUQUEFILMEDOCARALHO!! Conselhor pra quem está em dúvida sobre ir ou não assistir: vá. Simplesmente vá. Esse filme vai perder tipo 98% da graça fora da sala escura do cinema. Esse filme, como os melhores games, é sobre IMERSÃO, e nem o melhor home theater do mundo vai conseguir igualar a imersão de uma sala de cinema.

    Ah, conselho 2: não coma muito antes de assistir, nem vá de barriga vazia. Esse filme causa coisas em você.

  6. Gustavo Oliveira disse:

    Eu também tenho fé em 2008.
    Tenhamos calma, o ano acabou de começar.

    Sobre o protesto, foi válida a atitude (eu fui), mas acho que foi pouco expressivo…
    Precisava de mais gente lá…

    Agora o carnaval já passou, o juiz já deve ter voltado de férias e os protestos não devem parar…

  7. Frederico Lohmann Jr disse:

    Grande Pablo, a idéia do protesto é boa mas ela demonstrou exatamente o gamer brasileiro: “Beleza, vai lá e protesta que eu apoio.”
    O que isso demonstra? Que nosso grupo não está disposto a dar a cara a tapa. Via web tudo é fácil, marcar presença é outra história. Ouvi gente dizendo que o protesto era ótimo mas ir até lá seria um mico gigante. O que dizer sobre prioridades?
    Eu não fui (pura preguiça porque são 2 horas pra eu chegar no MASP) então eu não posso criticar, certo? Cada um, cada um.

  8. Marcos Diniz disse:

    É mesmo Sr. Pablo o mercado está devagar pacas, eu que sou super otimista só tenho a lamentar. Ainda bem que estou conseguindo jogar as últimas novidades. É aproveitar. Vai que os VGs são proibidos de vez na terra do Winning Eleven!

    Ops! Quer dizer; Futebol poodiiiii!

    Deus me livre! O povinho….

  9. Joker atomic disse:

    AH… na verdade os video games estão em extinção no brasil, e isso não tem volta…. o povo adotou o computador como meio de entretenimento interativo.somando a isso com o tempo gasto com outras formas de entretenimento, fica dificil utilizar video game . todos continuam jogando mais são mais casuais do que nunca… então a proibição não afeta nada , pois dificilmente um jogador casual vai compra um jogo original….

  10. Frederico Lohmann Jr disse:

    “Na verdade os videogames estão em extinção no Brasil”!!!??? De onde esse cara tirou isso!?
    Colega, tenta sair um pouco do seu (pequeno) círculo, ou mesmo do seu próprio quarto, e dê uma olhada no cenário nacional completo.
    Que viagem.

  11. rodrigo disse:

    Cloverfield? Espetacular! Prestou atenção na cena final do filme, onde o casal está na roda gigante? É um detalhe minúsculo porém intrigante.

  12. Marcel disse:

    Ainda deve ter gente que acha que videogame estraga a TV.

  13. Pablo Raphael disse:

    o gamer.br acabou? :(

  14. Anônimo disse:

    Dead blog detected. Please delete. ;)

  15. Jorge "Pakkii" Pol disse:

    Poxa, o trabalho aí deve estar bem atribulado… tanto tempo sem atualização, hehe. Ainda assim, continuo passando sempre no blog pra ver se tem novidades. Vâmo lá Pablo! Ânimo!

    Espero que as coisas logo voltem ao normal, e então tenhamos atualizações ao menos semanais, hehe.

    Força aí! Abraço!

  16. Bruno disse:

    De verdade a Industria de games merece ser levada a sério e nos ultimos anos isso vem acontecendo. Mas concordo EM PARTES com algumas teses sobre jogos violentos… Vide manhaunt, GTA, CS… Violencia de graça e um certo apelo ao horror. Uma vez dado um “motivo”, uma razão plausivel para se atirar em alguem tira um pouco do peso da violencia. Vide metal gear que é de certa forma violento, mas não chega a ser apelativo

  17. rose disse:

    estou querendo ver o site de sacanagem.

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