WCG 2007: dois ouros e Brasil em segundo
Enquanto o São Paulo apanhava do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro (merecido?), nossos cyberatletas representavam as cores do país nas finais do World Cyber Games 2007, em Seattle (EUA).
E acredite, como tem acontecido todos os últimos anos, nos demos bem. O Brasil terminou em segundo na classificação geral por medalhas. Subiu um degrau em relação ao torneio de 2005 (em 2006, ficamos em décimo, com uma prata). Desta vez, foram duas medalhas de ouro e uma de bronze no torneio que é considerado a verdadeira “olimpíada dos games” por muita gente. Um dos ouros veio mais uma vez graças a Need for Speed (a versão da vez era a Carbon – em 2005, levamos ouro e prata pela versão Underground 2).
O outro ouro veio de Carom 3D, uma espécie de jogo de sinuca tridimensional que fez sua estréia no torneio. O bronze também veio de Carom. Os dois representantes brasileiros, TheVilMan e iOi_BR, tiveram o azar de se encontrar na semifinal. O segundo foi para o buraco graças ao primeiro, que, na final, encaçapou as chances do italiano Duccio (mas quanto trocadilho infâme!).
Já no Carbon, deu o playArt_SpeedNG, codinome do Rodrigo Nunes, que perdeu só uma das oito partidas que disputou (confira a tabela aqui. O Rodrigo, para quem se lembra, também participou do WCG do ano passado, mas não havia sido tão feliz – ele perdeu a disputa do bronze. Esse ano, como único representante brasileiro, ele se superou e levou o prêmio principal. Parabéns pra ele.
Nas outras categorias, fomos mal e caímos logo nas primeiras fases. A exceção foi em Counter-Strike, no qual o clã g3nerationX chegou às quartas de final e perdeu para o time da Dinamarca (que acabou levando a prata).
De um modo geral, não foi a melhor performance brasileira no quesito medalhas, muito menos no quesito performances em cada categoria. Mesmo assim, ficamos em segundo lugar, empatados com a Coréia do Sul, graças à pulverização na distribuição das medalhas. No total, oito países venceram as doze competições, um recorde duplo na história do torneio.
Qual o próximo passo? Ouvi dizer que o escritório brasileiro da Samsung tem como projeto trazer a final mundial para o nosso país em algum dos próximos torneios. A WCG 2008 rola na Alemanha. E a de 2009, poderia ser por aqui? Eu acho que pode. Com estes resultados recentes, há belíssimas chances.
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Uma pergunta que me faço desde que comecei a acompanhar de perto esse segmento do cyberesporte (em 2003): será que as pessoas normais, ou seja, aquelas que jogam games única e somente por diversão, se importam ou se interessam por este tipo de torneio e seus resultados? Posso estar errado, mas me parece que o interesse do público geral e da mídia em relação a este tipo de evento só diminui a cada ano.
Devo estar errado, já que observo mais de fora do que de dentro. Mas se por um acaso eu estiver certo, vou afirmar que essa tendência de desinteresse contraria aquela previsão bizarra que dizia que, no futuro, os games tomariam o lugar dos esportes normais na preferência da massa. Ouso dizer que é praticamente impossível um jogo eletrônico conseguirá se equiparar ao futebol de verdade no quesitos interesse, emoção e imprevisibilidade. Vide o São Paulo e Corinthians de hoje, por exemplo. Quem imaginaria esse resultado final?
Mas, vai saber. Esse nosso mundo anda tão esquisito…
