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Arquivo de outubro, 2007

08/10/2007 - 03:17

WCG 2007: dois ouros e Brasil em segundo

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Enquanto o São Paulo apanhava do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro (merecido?), nossos cyberatletas representavam as cores do país nas finais do World Cyber Games 2007, em Seattle (EUA).

E acredite, como tem acontecido todos os últimos anos, nos demos bem. O Brasil terminou em segundo na classificação geral por medalhas. Subiu um degrau em relação ao torneio de 2005 (em 2006, ficamos em décimo, com uma prata). Desta vez, foram duas medalhas de ouro e uma de bronze no torneio que é considerado a verdadeira “olimpíada dos games” por muita gente. Um dos ouros veio mais uma vez graças a Need for Speed (a versão da vez era a Carbon – em 2005, levamos ouro e prata pela versão Underground 2).

O outro ouro veio de Carom 3D, uma espécie de jogo de sinuca tridimensional que fez sua estréia no torneio. O bronze também veio de Carom. Os dois representantes brasileiros, TheVilMan e iOi_BR, tiveram o azar de se encontrar na semifinal. O segundo foi para o buraco graças ao primeiro, que, na final, encaçapou as chances do italiano Duccio (mas quanto trocadilho infâme!).

Já no Carbon, deu o playArt_SpeedNG, codinome do Rodrigo Nunes, que perdeu só uma das oito partidas que disputou (confira a tabela aqui. O Rodrigo, para quem se lembra, também participou do WCG do ano passado, mas não havia sido tão feliz – ele perdeu a disputa do bronze. Esse ano, como único representante brasileiro, ele se superou e levou o prêmio principal. Parabéns pra ele.

Nas outras categorias, fomos mal e caímos logo nas primeiras fases. A exceção foi em Counter-Strike, no qual o clã g3nerationX chegou às quartas de final e perdeu para o time da Dinamarca (que acabou levando a prata).

De um modo geral, não foi a melhor performance brasileira no quesito medalhas, muito menos no quesito performances em cada categoria. Mesmo assim, ficamos em segundo lugar, empatados com a Coréia do Sul, graças à pulverização na distribuição das medalhas. No total, oito países venceram as doze competições, um recorde duplo na história do torneio.

Qual o próximo passo? Ouvi dizer que o escritório brasileiro da Samsung tem como projeto trazer a final mundial para o nosso país em algum dos próximos torneios. A WCG 2008 rola na Alemanha. E a de 2009, poderia ser por aqui? Eu acho que pode. Com estes resultados recentes, há belíssimas chances.

***

Uma pergunta que me faço desde que comecei a acompanhar de perto esse segmento do cyberesporte (em 2003): será que as pessoas normais, ou seja, aquelas que jogam games única e somente por diversão, se importam ou se interessam por este tipo de torneio e seus resultados? Posso estar errado, mas me parece que o interesse do público geral e da mídia em relação a este tipo de evento só diminui a cada ano.

Devo estar errado, já que observo mais de fora do que de dentro. Mas se por um acaso eu estiver certo, vou afirmar que essa tendência de desinteresse contraria aquela previsão bizarra que dizia que, no futuro, os games tomariam o lugar dos esportes normais na preferência da massa. Ouso dizer que é praticamente impossível um jogo eletrônico conseguirá se equiparar ao futebol de verdade no quesitos interesse, emoção e imprevisibilidade. Vide o São Paulo e Corinthians de hoje, por exemplo. Quem imaginaria esse resultado final?

Mas, vai saber. Esse nosso mundo anda tão esquisito…

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
05/10/2007 - 17:41

Em áudio

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Gamer.br multimídia.

Está no ar uma joint venture entre este blog e o site Audiogame, comandado pelo Gustavo e pelo Batalha. Os caras já são conhecidos no mundinho gamer brasileiro por produzirem podcasts bacanas e cheios de humor e boas referências. Daí, inventaram de me chamar para participar de uma sessão de gravação. Topei: fizemos ao vivo, na padaria aqui ao lado. O resultado está engraçado e ganhou até nome: o Pablocast.

Quem quiser ouvir (é longo e às vezes meio inaudível, mas é engraçado), pode baixar o arquivo aqui (o arquivo tem 22 MB). No tema da conversa, o hype em torno do lançamento de Halo 3.

Este, aliás, é o tema de uma matéria que me arrisquei a fazer recentemente para uma publicação no formato papel. Quando sair, aviso por aqui.

E aliás, este link fala sobre o tema e é interessante (cortesia do Matias). E este vídeo aqui do OuterSpace também. E eu prometo que não volto a tocar sobre este assunto – pelo menos nos próximos 10 dias.

E na semana que vem, me disseram, tem outro podcast.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
02/10/2007 - 01:54

Música para os ouvidos

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Eu deveria usar este espaço para falar sobre as muitas horas consumidas por Halo 3 durante meu final de semana prolongado (tirei folga na sexta). Mas acho melhor esperar até o final chegar (enquanto isso, veja essas manchetes de jornais de todo o mundo a respeito do grande lançamento – algumas trazem trocadilhos piores do que os meus…).

Claro, ainda não finalizei a história. Sou um jogador lento, estou curtindo o visual, prestando atenção ao enredo. E até encalho em uns pontos de vez em quando. Só sei que estou na metade, pelo que me informaram. Estou jogando sem pressa, porque já estou sabendo que ele é curto em demasia. Sete horas de jogatina ininterrupta finalizam a brincadeira. E eu lá quero que a brincadeira termine em sete horas? Que graça tem?

Mas preciso comentar sobre a dublagem em português. Sua versão é a importada? Azar o seu. Está perdendo uma experiência consideravelmente memorável. Jogar um game deste calibre com narração e diálogos em português correto é algo que absolutamente recomendo, principalmente para gamers acostumados aos jogos para consoles.

É claro que há pérolas (frases fantásticas como “aee, Masterr Chiff, entra ae e senta essa bunda”, no mais perfeito sotaque carioca) e uma ou outra adaptação imperfeita, mas, no geral, o resultado é incrível. Isso, Microsoft, vá mesmo nos acostumando mal. Depois dessa, quero jogar Metal Gear Solid 4 também no meu idioma. Talvez não tanto em carioquês. Algo mais mesclado, menos regional, seria perfeito.

E voltemos ao jogo.

***

Esses dias, recebi a lista de músicas do próximo Need for Speed – muito originalmente batizado Prostreet. Fiquei animado com a trilha sonora, que normalmente pouco me atrai nos jogos da série. Tem muita coisa bacana, principalmente no que diz respeito à música realmente nova – principalmente pendendo para os lados do eletrônico e do rock.

Destaco:
Bloc Party (um dos meus favoritos atuais, com “Prayer”)
Datarock (dupla norueguesa que toca no festival Planeta Terra, em SP, 10 de novembro – “I Used To Dance With My Daddy”)
Digitalism (que vinha tocar em São Paulo no próximo sábado, mas que, ouvi dizer, cancelou o show – “Pogo”)
Klaxons (uma das bandas mais legais de 2007 – “Atlantis To Interzone”)
MSTRKRFT(que vinha para o último Skol Beats e acabou cancelando – “Neon Knights”)
The Rapture (que também toca no Planeta Terra – “The Sound”)
TV On The Radio (“Wolf Like Me” – hit de 2006)
Yeah Yeah Yeahs (“Kiss Kiss” – as duas últimas tocaram no Tim Festival do ano passado).

Além de tudo isso, não poderia faltar os queridinhos da mídia estrangeira no momento: o nosso Cansei de Ser Sexy (CSS para os gringos), que entra na trilha com a faixa “Odio Odio Odio Sorry C” (belo nome, mas não entendi nada).

O Cansei assumidamente curte games. No ano passado, a Microsoft os convidou para serem garotos-propaganda do mp3 player Zune e acabou presenteando a banda com um Xbox 360 cheio de jogos. O Adriano Cintra, o único homem do septeto, descrevou a ocasião como sendo “o melhor dia da minha vida” (deu na Rolling Stone #1).

Mas não é só no novo Need que o CSS aparece. Confira a trilha de FIFA 08 e veja que eles também fornecem uma música – “Off the Hook”. E temos que bater palmas para o pessoal da EA pela escolha dos nomes brasileiros que fazem parte da trilha deste ano. Se nas versões anteriores tivemos que agüentar nomes questionáveis como Inverga + Num Kebra, Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho e Tribalistas, desta vez, foram escolhidos artistas que fazem algum sentido tanto no exterior quanto para o atual cenário brasileiro (e veja bem, não estou colocando a qualidade em questão aqui).

No caso, além do CSS, a trilha traz os curitibanos do Bonde do Rolê (com a impagável “Solta o Frango”) e a cantora paulistana Céu (“Malemolência”). E além dos brasileiros, no FIFA novo também toca os já citados Datarock e Digitalism, além dos hypados !!!, Art Brut, Noisettes, Peter Bjorn and John e Simian Mobile Disco. Eu gostei – da trilha. Já do game, não sei dizer ainda.

E acho que nem vale a pena comentar o repertório sensacional já confirmado de Guitar Hero III… definitivamente, vou precisar de férias.

***

E já que o assunto é música, e inspirado pelas performances sempre absurdas do video game pianist Martin Leung no Video Games Live, resolvi pincelar outras pérolas gamísticas/musicais no bom e velho YouTube.

Veja o tema de Zelda na guitarra solo. Pensando bem, isso já ficou banal.

Então que tal conferir o tema de Zelda <a href=”http://www.youtube.com/watch?v=8MmEhBkppmE&mode=related&search=
” target=blank>no acordeon?

E o tema de Zelda <a href=”
http://www.youtube.com/watch?v=nJYho56INKU&mode=related&search=” target=blank>no teremin?

E o que dizer do tema de Zelda no baixo de 11 cordas?

E quem já viu um medley de Zelda no ukulele?

E com um quarteto de cordas?

E o tema do último Zelda, com um violino só?

E claro, tem o original e precursor da onda “olha, eu sei tocar bem e sou um gamer maníaco”… Martin Leung tocando seu próprio medley de Zelda.

E isso porque nem falei das finíssimas e bizarras performances do tema de Super Mario Bros. que já vi por aí. Procure que você encontra.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
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