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23/10/2007 - 15:06

Sobre o ir e vir

Efêmero e imprevisível, o mercado de games brasileiro se move com uma velocidade quase estonteante.

Ok, estou sendo um pouquinho irônico. Mas aquela idéia de que as pessoas ficam muito tempo trabalhando no mesmo lugar está caindo por terra. Pelo menos é o que os acontecimentos das últimas semanas revelam. Compilei uma pequena lista de fatos que movimentaram o mercado nacional nos últimos 40 dias.

- A novidade é que o Jorge Filho, que estava na Kaizen Games, participando da operação Second Life, agora está na Hoplon. Sim, aquela mesmo, do promissor Taikodom.

- Conforme eu adiantei aqui na semana passada, o Luiz Passos Paredes deixou há menos de um mês a divisão América Latina da Microsoft para se juntar ao projeto/rede Gamers, que deve ser lançado em breve no Brasil.

- Já o Glauco Bueno, que trabalhou durante anos para a Atari no Brasil, atualmente se tornou um dos cabeças da operação canadense Synergex, que já está atuando em nosso mercado há alguns meses.

- O amigo Daniel Trocoli, que era gestor de parceria do site Arena Turbo, do IG, agora é um dos gerentes do portal de jogos casuais Atrativa.

- Do lado do jornalismo, muito vai-e-vem, como já se sabe. O Rodrigo Guerra deixou o cargo de editor da revista SDP, da Futuro. No momento, ele está atuando nas publicações de games da Digerati.

- Nessa onda de mudanças, o Fabio Santana acabou saindo da revista EGM Brasil (também Futuro) para encarar novos projetos editoriais na Editora Europa. Junto com ele, foi o Rômulo Mathei, também ex-EGM.

- O Renato Bueno, que também era da EGM, foi para o portal de notícias G1, da Globo. Ele entrou na vaga que era do Jones Rossi, que voltou para o Jornal da Tarde.

Seria este um reflexo de que nosso mercado se movimenta muito e há sempre vagas e oportunidades surgindo? Ou seria exatamente o contrário – que o negócio não está para peixe, e salve-se quem puder?

Para pensar.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:

9 comentários para “Sobre o ir e vir”

  1. Joe disse:

    Poxa Pablo… e nossa querida EGM, como ficará nessas transações todas de profissionais? Desfalcada, de certo! Logo o Fabão, que melhor representou o espírito de vanguarda da publicação… se foi! Que eu e todos os entusiastas desse conturbado mercado de games e leitores da EGM, sejamos compesados c/ substituições à altura desses grandes profissionais que saem. Então, desejo ainda mais sucesso pra Fabão, Guerra e companhia, que continuem ajudando a dar voz e corpo às contestações, alegrias e anseios dos gamers brasileiros! Um abraço.

  2. Luiz Eduardo disse:

    Fico com a segunda opção. =/

  3. viviane disse:

    salve-se quem puder!
    infelizmente… ou não?

  4. Claudio Prandoni disse:

    Apóio o Luiz Eduardo.

    Mas também acho que quem trabalha sério, com dedicação e respeito – tanto aos demais, como a si próprio e ao tema abordado – conseguem encontrar espaço, mostrar valor e ser valorizados.

  5. César Martins disse:

    Também fico com a segunda opção. Mas ainda assim acho que estas movimentações todas farão bem ao mercado.

  6. Frederico Lohmann Jr disse:

    Sem dúvida, salve-se quem puder.
    Inclusive nós, leitores e fãs.

  7. Leo De Biase disse:

    Salve-se quem puder com certeza.
    O mercado nacional esta encolhendo e nao crescendo.
    Vagas sao cada vez mais escassas, empresas bilionarias la fora fazem investimentos minusculos por aqui e as poucas vagas existentes nao oxigenam com gente nova e sim ficam em uma dança das cadeiras com sempre as mesmas caras.

    Mas devagar e sempre as coisas melhoram.

  8. Lucas Patricio disse:

    Eu acho que o mercado de games do Brasil está se profissionalisando, e apenas os “mais capacitados” estão conseguindo se manter. Eu diria que estamos em uma época “Darwinista”.

    Isos é bom porque nivela por cima a qualidade das publicações e trabalhos na área, mas também acaba restringindo o acesso de pessoas que estão começando agora.

  9. Leo De Biase disse:

    Isso nao tem nada a ver com seleção ou capacitação. Isso tem a ver com encolhimento de verbas e oportunidades que resultam em menos vagas.

    Mercado brasileiro resume-se a importação e não a conhecimento de games. Um profissional de comércio exterior está mais capacitado (usando seus termos) hoje do que um executivo que conhece de games.

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