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23/09/2007 - 03:01

Quem cria o hype?

Uma semana daquelas. Nem consegui comentar o Video Games Live que rolou no domingo passado. Aliás, hoje, acontece o show do Rio. No que depender do humor de Tommy Tallarico e Jack Wall, o público carioca vai se acabar – assim como o público do Via Funchal, há uma semana.

Aliás, não só o show em si foi ótimo. O ambiente estava perfeito: público feliz, boa organização, aquele clima de festa e oba-oba digno dos grandes eventos. Tinha merchandising à venda, estande de outras empresas (a Claro) e até videogames para experimentar (Guitar Hero 2, obvio). Encontrei montes de amigos que não via há tempos e conheci em pessoa alguns leitores bacanas deste blog. Enfim, poderia ter um desses por mês que eu nem reclamaria.

Já que não falei do show aqui durante a semana e o assunto esfriou, resolvi escrever a resenha somente para a revista Rolling Stone. Mas por falta de espaço, meu texto acabou derrubado – para usar o jargão jornalístico. Para não deixar o texto cair no limbo, resolvi publicá-lo aqui, a partir das linhas abaixo. Que ninguém me acuse de reciclagem ou uso indevido de material privado…

***

Video Games Live
***(três estrelas)
Via Funchal, São Paulo
16 de Setembro de 2007

Game de ouvido

À primeira vista, imagina-se que sejam raros aqueles capazes de encarar três horas e meia da parceria música clássica/trilhas de jogos proposta pelo Video Games Live. Parece um espetáculo para poucos – e não apenas no lado financeiro da questão: os ingressos da versão 2007 custavam caro até para estudantes que compraram meia-entrada. Mas a casa estava cheia (talvez mais do que no show do ano passado), e a tal mistura, vamos combinar, nem soa mais tão inusitada: os jogos eletrônicos andam tão modernos e elaborados que suas trilhas sonoras não ficam atrás em matéria de complexidade e orquestração.
No espetáculo arquitetado e comandado pelo compositor popstar Tommy Tallarico, temas de games de nome pomposo (Final Fantasy, The Legend of Zelda, Myst) ganharam tratamento erudito (com a Orquestra Sinfônica da Petrobras), videoclipes no telão e shows de raio laser, além de interatividade com a platéia (sem tradução simultânea – nem precisava) e distribuição de prêmios no melhor estilo “domingo na TV”. A refeição exigiu paciência para ser digerida por curiosos que citam o Atari como mais recente forma de contato com um videogame, mas foi como um banquete para usuários assumidos da “principal ferramenta de entretenimento do século XXI” – nas palavras dos próprios fãs. No ano que vem, é quase certo, deve ter mais.
PABLO MIYAZAWA

***

E depois, assim que eu fechar aqui, comento sobre a “semana Halo” que acabou de terminar. É claro que furei na festa de lançamento que rolou na sexta passada, mas já me contaram como foi (me disseram que não perdi muito…). E nesta terça, 25, o game chega oficialmente às lojas do Brasil e exterior.

Apesar de que muita gente boa já deu um jeito de descolar sua cópia… e olha que nem estou falando de assessoria de imprensa. E nem estou falando de cópias originais. Sim, as pessoas conseguiram baixar o game mais protegido e antecipado de todos os tempos. Como?

Pois é, Halo 3 ainda rende muito assunto, muita conversa, pano pra manga. Mesmo sem querer, acabamos falando sobre ele. Olha eu aqui como exemplo. E mesmo nas maiores revistas não-especializadas dos Estados Unidos (Wired, Rolling Stone, só para citar duas), o game ganha cobertura massiva – capa, várias páginas – como nunca vi antes acontecer com nenhum outro jogo. Por que será que isso acontece? É isso aí o que chamam de hype?

Alguém deve ser responsável por isso. Mas a gente logo discute esse assunto. Deixa eu dormir.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:

11 comentários para “Quem cria o hype?”

  1. Rodrigo Budrush disse:

    Quem é responsável por isso? As verdinhas da Microsoft, é claro. Halo 3 é a prova final de fogo do Xbox 360 frente aos seus rivais. Se fizer jus ao hype, pode significar uma bela vantagem do 3LV em relação ao PS3. E quanto ao VGL, esperava por uma maior repercussão na NET, mas quase não li comentários sobre o show. Vamos ver depois da performance carioca… :)

    BUDRUSH!!!

  2. Lucas Patricio disse:

    Parece que você leu meu blog Pablo: http://goluck.wordpress.com/2007/09/10/hype-importante-ou-nao/

    Hehehe, ou pelo menos recebeu o email ^^

    Realmente essas semanas andam sendo correria total, e eu já vi um pessoal comentando sobre as copias piratas de Halo 3. Mas eu já encomendei minha versão original brazuca que deve chegar logo logo. Até lá, a gente vai pensando se vale tanto a pena o hype.

    Ah, a Revista Oficial do Xbox no Brasil deu nove pra Halo 3, e mês passado 10 pra Bioshock. Será que teremos alguma “surpresa” no melhor do ano?

    Abraços

  3. ai disse:

    I’ll believe your three-star hype…bjs from nyc

  4. Frederico Lohmann Jr disse:

    Eu ainda não consigo enxergar todo esse hype fora dos EUA.
    Halo 3 é um bom jogo, sem dúvida, mas acho que fora de sua pátria-mãe ele é “só” mais um FPS.
    Um exemplo foi o que aconteceu na VGL. Deixaram Halo pro fim, fazendo mta festa e a galera só faltou mandar um “Halo 3? É, quase legal.” Foi engraçadão a cara do Tallarico. :)
    Claro que existem fãs por aqui, assim como existem fãs de jogos mto obscuros, só não vejo a badalação.

  5. Marcos Diniz disse:

    Amigos e Sr. Pablo do Gamer BR.

    Muito legal o VGL desembracar novamente no Brasil, mas infelizmente não tive como ir. Mas não queria falar sobre isso, gostaria de dizer sobre a MICROSOFT com seu HALO3.

    Consegui meu 360 em dezembro do ano passado, fiquei muito feliz em estar na nova geração dos consoles, e tratei de tomar muito cuidado com meu aparelho já que as 3rls existe, e pegam os que menos tem. Infelizmente aconteceu comigo e realmente desanimou muito neste país que o console custa R$2.499,00. Faz uma semana hoje e sinceramente não posso pagar R$450,00 no concerto do console. Fazer o que né? Meu HALO 3 definitivamente foi pro HALO, vou voltar pro meu velho Playstation 2 e meu 360 como fica? Sei lá! Não tenho estomago para pagar a reforma, se bem que a MICROSOFT não deveria de fazer tão pouco dos jogadores e lançar um aparelho com defeito de projeto. É realmente triste, cada vez menos estou acreditando que o cenário disso vai mudar é tudo tão caro e difícil, só para aqueles que podem terão. Enquanto eu, tive um gostinho de ter 8 meses uma ótima máquina de lazer que me custaram 5 jogos originais.

    Desculpe foi só desabafo.

    XBOX360 é realmente um – BOX de surpresas – como a empresa que te criou.

  6. Rodrigo disse:

    É uma pena ver a imprensa usar cópias piratas em suas redações. Quem deveria evitar esse tipo de comportamente acaba incentivando-o. Triste!!

  7. André Pase disse:

    Pablo, por conta da tese e correrias não acompanhei muito além das revistas (acho que é a primeira vez que a Wired deu capa prum jogo em específico, não uma técnica, como o Oddworld), mas acho que tem hype demais nessa jogada. Dei uma fuçada no Bioshock e no Team Fortress 2 e fiquei bem mais animado.

    O Bioshock só vejo reviews bons e de pessoas que jogam muito, só por esfriar um pouco a onda do Halo já tem a minha simpatia :P Mas fiquei bem espantado – e pra bem – com o Team Fortress 2. A direção de arte do jogo é matadora, personagens bem pensados, e deu pra ver que a Valve trabalhou com carinho no projeto. Basta pegar o baita trabalho com as vozes e aqueles curtas que fizeram com os personagens. Se vier uma edição em DVD com os curtas, compro mesmo. Sem falar que parece que não precisa de um micro muito possante pra mexer, menois máquina que o Bioshock.

    E na onda do Halo, os quadrinhos são interessantes, não passa disso. Pelo menos tá acima da média das outras adaptações. O problema é que agora virou indústria Halo – resta ver como a coisa vai andar. Com dois jogos bons (um franquia nova), só fico pensando… Halo? Halo who?? :)

    abração

  8. Jorge Polo disse:

    Bom… Sobre o hype em cima de Halo eu realmente não posso opinar, já que nunca joguei nenhum jogo da série. Até o Jaffe se meteu na história, né? Bom, sei lá, se eu pegar um 360 jogarei esse jogo, hehe. Ouvi dizer que a dublagem está ótima. Hmm… Quanto à cópia pirata que uma editora teria usado em sua publicação, que um visitante comentou abaixo… Não sei que revista é essa. A ROX usou um review americano, com consentimento da própria MS, que eu saiba. Se tem alguma outra que fez o review bem rápido por aqui, não sei.

    Deixando Halo de lado… Nossa, a VGL foi ótima!!! Ao menos aqui no Rio. Teve aquele cara no violão, o Lucas Vandanezi, que mandou muito bem e foi aplaudido de pé, animando muito o público. O Martin Leung tava melhor do que da outra vez, tocando até uma “palhinha” de One Winged Angel, hehe. \\o/ E o final foi beeeem melhor do que o ano passado, apesar da ausência do vídeo (novamente). Teve a guitarra, que deixou a música mais pesada, e diferente. Ele não toca tão bem, mas e daí? XD Ficou bem legal. Só faltaram mesmo os vídeos da Square. =/

    Ah, Pablo, bem que você podia dar a idéia do Mega Driver no show, não? hehe. Eu sei que a EGM já deu, mas sei lá. Ficaria legal, tocando um pouquinho alguns clássicos SEGA (sem falar que Sonic Metal é o que há). Talvez fuja do estilo principal do show, por isso eles não colocam. Mas sei lá. =p

    Abraço.

  9. Jorge Polo disse:

    Só complementando, com coisas que esqueci:

    Gostei muito mais do Segundo Ato do que do Primeiro. O primeiro teve uma música que, em minha opinião, foi muito sem-noção: colocaram um vídeo com imagens reais, de guerra, com uma música lenta e triste pra acompanhar. Não achei a justificativa dele suficiente pra validar a escolha da música. Sei lá, troço mó deprê… Colocassem algo triste dos games, sei lá. Uma vez que eu, ao menos, estava lá pra me emocionar e me divertir com o “mundo dos games”, não com tragédia real, ou coisa do tipo. Fora isso, teve uma ou outra coisa que eu não gostava, no Primeiro Ato — mas por opinião pessoal, sobre os jogos. Sei lá, acho que God of War podia ter voltado. Mas tudo bem, foi muito bom, ainda assim. =D

  10. Israel disse:

    Sou outro que nao posso falar muito sobre o hype de Halo,pois nunca joguei nenhum deles e pelo jeito vou demorar … mas quanto ao show,foi realmente demais só foi como eu comentei com o Fabão depois do show … sei lá,foi meio repetitivo demais
    Eu gostei sim,achei ótimo,me diverti bastante,porem algumas coisas podiam ter mudado como Liberi Fatali,Simple and Clean,myst e civilization.Sao musicas boas e de games muito bons,mas ao meu ver podiam ter sido retirados em troca de coisas novas.

    No mais,foi muito louco,mesmo as musicas que tiveram ano passado estavam com clipes bem mais legais e eu que fiquei procurando o pessoal da futuro depois do show,quando desisti e tava indo embora encontrei vc e todo o pessoal.Simplesmente demais.
    Que se repita ano que vem

  11. BRUNO LIMA disse:

    vim só avisar q por aqui no rio de janeiro, nas duas lojas que acho q pretendiam lançar o halo 3 hj (25/09), nenhuma delas lançou nenhuma das versões do jogo.

    uma pena para um lugar q se pretende ser tão grande a procura do jogo como foi nos eua e em são paulo também.

    abs

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