Meu dia foi pelo Halo
Como foi o seu Halo Day?
O meu foi normal, até demais. Além de trabalhar (fechando a Rolling Stone de aniversário), conferi a movimentação dos sites brasileiros e gringos entre ontem e hoje. Aproveitei para ler – no papel, claro – a matéria de capa da revista Wired (olha que legal – eles colocam inteira no site), além do artigo de três páginas publicado na Rolling Stone norte-americana (também inteirinho para quem quiser ler). Em ambos, a mesma pauta: repórter é convidado para conhecer os “laboratórios secretos da Bungie”, e sai de lá com a história incrível sobre o maior e mais antecipado game de todos os tempos.
Uau. Estamos falando de duas das revistas mais lidas e famosas dos Estados Unidos. Nenhuma delas é exatamente uma revista de games. Ambas conversam diretamente com o cara de 25-35 anos, consumidor voraz de cultura pop, nível superior, etc. Halo 3 saiu do gueto – aliás, desde que foi anunciado, permaneceu ali por pouquíssimos momentos. Quem foi que o tornou “o game mais antecipado de todos os tempos” – a mídia? Ou a Microsoft e uma de suas melhores estratégias de marketing em todos os tempos?
Óbvio que a movimentação dos portais especializados, brasileiros e gringos, girou em torno da chegada do game ao mercado. Na capa do UOL, ontem, a sugestiva chamada: “Pare de roer as unhas! Halo 3 chegou às lojas.” É sério. Mas será que havia mesmo alguém no Brasil mordendo as pontas dos dedos por causa desse game? Conversando com um amigo jornalista (não-especializado), editor do caderno de informática de um dos maiores jornais do Brasil, descubro que o “hype de Halo” já foi assunto no jornal dessa semana. E compara/contextualiza a chegada do game como “o lançamento mais importante da Microsoft desde o Windows 95″. Será? Deve até ser.
Ainda bem que alguém tem senso de humor nessa história – mas se aproveitando do hype, é claro: os gênios do Mega 64 tiraram um sarro do culto em torno do dia 25 de setembro – the Launch Day. Quem entende inglês precisa ver aqui. E quem tem habilidade manual (opa!), pode tentar utilizá-la construindo seu próprio Master Chief caseiro.
E além da cobertura tradicional (“a espera acabou!”) ou das bizarrices, há aqueles sites que já publicaram os seus guias e detonados hiperdetalhados. Tenho uma grande preguiça desse tipo de matéria, mas confesso que irei apelar para um desses caso eu encalhe em alguma fase. Porque é óbvio que, com tanto hype, eu preciso jogar este game. Nem que seja para ligar, chegar na fase 2 e falar pra todo mundo que joguei – que foi o que aconteceu com uma porção de games nos últimos 6 meses. Mas não acho que será o caso desta vez. Pelo menos vou me esforçar para ser diferente.
Cadê o meu Halo 3 que não chega, Microsoft?
