Entrevista da Semana: Rodrigo Guerra (SDP)
Neste começo de semana braba, nada como um pouco de polêmica e m…. no ventilador para animar os ânimos. O entrevistado da vez é o Rodrigo Guerra, o editor da revista SuperDicas PlayStation (Futuro Comunicação). Apesar do relativo pouco tempo de mercado, o Guerra já pode ser considerado um veterano na área: passou por diversas publicações antes de comandar a revista especializada nos consoles da Sony, sempre deixando claro suas opiniões e pontos de vista – os quais ele fez questão de deixar claro na entrevista polêmica que publico a seguir. Confira, e não deixe de comentar no final.
***
Gamer.Br: Você trabalha há muitos anos no mercado editorial de games. Dê uma geral de sua carreira, e resuma o que aconteceu de lá para cá nesse sentido. Se evoluímos, quanto foi?
Rodrigo Guerra: Costumo dizer que eu era da quarta geração da revista LAN Games, nos idos de 2000, uma finada revista que falava apenas dos jogos em rede era o boom das LAN Houses. Passei pela Gamers e no final de 2003 eu estava freelando para a SDP. Fazia tudo, de detonado, review, preview e até mesmo legendas de fotos nos dias de fechamento, sempre me esforçando para chamar atenção das pessoas que eu tinha como ídolos e os quais hoje são meus amigos. Acompanhando o mercado de games, hoje estamos em uma posição não muito melhor. No lugar do boom das LAN Houses, temos o boom do MMOG. No lugar da pirataria do PSone, temos a do PS2 e do Xbox. No lugar da Playtronic, temos a Microsoft.
Acho que o mercado cresceu sim, mas também aumentou o poder de compra do povo brasileiro. Falando francamente, apenas uma coisa melhorou: o acesso à informação. Agora todos sabem o que acontece no mundo dos games em praticamente em tempo real. Basta saber onde se conectar para ficar por dentro das últimas novidades.
A evolução está caminhando a passos lentos. Mas acredito que após a saída da Nintendo do Brasil em 2003, passamos por uma fase de retrocesso. O crescimento do mercado só voltou agora com a nova geração, liderada pela Microsoft e a venda autorizada, mesmo que importada, da Nintendo.
E o “jornalismo de games”? Como você fez pra aprendê-lo, uma vez que não é formado em jornalismo? A faculdade é algo obrigatório ou não?
Acho que a faculdade é algo muito bom para sua carreira, abre muitas portas e expande os horizontes. Aprendi a “fazer jornalismo de games” a duras penas. Primeiro que no local onde comecei a escrever nem mesmo estrutura tínhamos, era um jovem-adulto desempregado que sabia jogar videogame e escrever detonados. Só que eu fui reformulando o padrão e com novidades quando tinha espaço e tempo para as estratégias.
Quando comecei a freelar para o Fabão, comecei a conhecer pessoas da área. Profissionais como Eduardo Trivella, Théo Azevedo, você [Pablo] e muitos outros me davam dicas, onde melhorar meus textos, onde buscar informações, me relacionando com a indústria e outras fontes. Mas ainda não me sinto um profissional completo, por isso está em meus planos futuros fazer o curso de graduação para melhorar meu trabalho.
Hoje, você acha que faria diferente? O que você recomendaria a alguém que está começando e não saber qual carreira seguir exatamente? O negócio é fazer a faculdade, ou aprender por “outros meios”?
Se eu sonhasse ser jornalista de games, eu teria feito faculdade, mas como nunca pensei ser jornalista de games, fui seguindo o curso do rio. Eu pensava em fazer direito ou medicina, afinal, médicos e advogados ganham bastante dinheiro e com bastante dinheiro eu poderia continuar a jogar todos os videogames nas minhas horas vagas. Só que o acaso aconteceu. Tive muita sorte de ser a pessoa certa, no lugar certo.
Vai ser duro entrar na área sendo formado ou não, mas existem caminhos. Ler muito, saber das coisas que rolam no mundo dos jogos é o básico e todo jogador mediano faz isso no seu dia-a-dia. Fazer disso sua profissão é diferente e é necessário que você tenha um bom texto e estilo faltam hoje em dia e é disso que o mercado precisa. Se este é você me mande um e-mail! (risos) Estilo, novidade, bagagem são muito mais necessários para o jornalista de games. Mas ainda assim recomendo a faculdade, afinal, se um dia você cansar dos games, pode partir para música, cinema, esporte, cotidiano… áreas do jornalismo que pedem formação de nível superior.
Como o mercado editorial “de papel” pode superar a concorrência quase desleal com a internet? As revistas vão acabar? Se sim, vai ser logo?
Não. As revistas não vão desaparecer nunca, mas também não podem competir com a internet, isso é fato. O papel do meio de comunicação impresso tem que andar de mãos dadas com a internet. A internet nos deu a opção de imediatismo e o leitor da internet tem algumas necessidades como “quero ler notícias agora”, “quero saber notas dos jogos agora” e “quero saber agora como passa de tal fase”. Isso é justo e você realmente encontra isso na web. O papel da revista, desculpe o trocadilho, deve ser de fazer matérias exclusivas, interessantes, profundas e esclarecedoras. Se não for esta a direção a ser seguida, o leitor vai deixar de a revista de lado.
Qual é o maior problema do mercado nacional hoje?
O problema do mercado brasileiro é a pirataria. Sou contra a pirataria, seja ela, nos jogos, CD de música, série de TV, cinema e onde mais ela seja aplicada. Acho que se conseguíssemos ao menos mudar o quadro, o mercado cresceria ainda mais. Todos reclamam que os jogos são caros, mas ninguém pensa no motivo deles custarem tanto. Se no lugar de comprar jogos da barraquinha alguém comprar na loja, o mercado cresceria mais. Repare no que a indústria lá dos EUA reclama daqui, todas elas são unânimes ao falar que no Brasil, a pirataria é a principal barreira. Sem a pirataria, o mercado seria estimulado e traria benefícios para todos. Uma coisa puxa a outra. Sem a pirataria o mercado está pronto para consumir mais. Consumindo mais, a Microsoft gravaria aqui os discos do Xbox 360, como faz com os de PC. Com os jogos gravados aqui no Brasil, os preços seriam mais acessíveis. Isso faria com que o mercado se fortalecesse, aumentando investimentos, como marketing e até poderia estimular a Sony e a Nintendo virem pra cá, o que aumentaria a competitividade de cada uma das plataformas.
O resumo é que o mercado não apenas tem um “potencial”. O mercado de games do Brasil está consolidado, só que na criminalidade, isso mesmo. Pirataria é crime. Se estivéssemos em qualquer lugar do mundo, um cara comprando um jogo pirata é considerado tão criminoso quanto o cara que vende.
Quando todos se unirem contra a pirataria, vamos ter um mercado de verdade.
Você é o editor de uma revista especializada em PlayStation 2, que, sabemos, no Brasil, é um mercado praticamente tomado pela pirataria. Como lidar com essa contradição, de querer combater a pirataria e fazer uma revista mais legal para seu leitor?
Desde quando entrei na SDP, venho incentivando o leitor a comprar jogos originais. Expliquei as vantagens de se ter um jogo original em um dos meus editoriais e por um tempo eu fui taxado de demagogo por ter este tipo de visão, mas muitos leitores entenderam que esta era uma opinião interessante e estão seguindo as dicas que dei no lugar de gastar R$ 100 com cinco ou seis jogos, comprar apenas um jogo que seja realmente bom e que valha realmente tê-lo na prateleira.
A revista não precisa falar sobre pirataria para ela ser legal. Ela precisa ser incisiva, indicar para o jogador quais são os jogos são legais de serem jogados. Toda edição da SDP aponta para isso a qualidade dos jogos. Se os jogos são divertidos têm destaque, detonado, etc. O retorno que recebemos mostra que estamos no caminho certo.
É difícil fazer uma revista exclusiva para certa plataforma, sem ter o apoio irrestrito e constante da fabricante? Que tipos de problemas você enfrenta todos os meses?
O maior problema da SDP é que ela é uma revista sobre PlayStation no Brasil. As softhouses não olhavam para nós como profissionais, e sim como um veículo para divulgação de seus jogos para os “pirateiros”. Pelo menos foi uma das respostas que eu recebi de uma produtora recentemente. A estratégia que tivemos foi a de desassociar a revista da pirataria, manter longe de nossas páginas os temas que afastem as produtoras, para, assim, conseguirmos ter uma relação saudável com as mesmas.
Para você ter uma idéia, hoje, até mesmo a Sony (empresa que jamais cedia materiais para o Brasil) está enviando material para nós, como foi o caso de Rogue Galaxy e God of War II. Este tipo de relacionamento tem sido bastante interessante não só para a revista, mas para o leitor, que recebe notícias, previews e até detonados com certa antecipação.
Pergunto isso sempre pra todo mundo: a imprensa de games nacional é “chapa-branca”?
Falando a real, acho que é um pouco sim. Ninguém fala dos problemas que os jogos online estão causando à comunidade todos os meses aparecem novos MMOGs por aqui. No jogos convencionais, é outro dilema. Se um jogo está sendo divulgado (com um anúncio) na revista, tem que ter cuidado com o que se escreve, qual nota vai se dar, e por aí vai. Acontece que as empresas de games no Brasil não têm muito dinheiro para anunciar, o que faz com que os departamentos comerciais das editoras interfiram de alguma forma na publicação – como por exemplo, fazer preview de um jogo que sabemos que é ruim só de se ver as imagens. Acontece que não estamos nos EUA, onde já aconteceu de uma revista publicar um anúncio de um jogo e, na mesma edição, dar um review ao jogo com o selo “Lixo do mês”. Lá o cara tem que anunciar, pois se ele não fizer isso, o game vai ser definitivamente enterrado na prateleira. Aqui existem muitas publicações que estão dispostas a dar uma nota alta para um jogo ruim. Não falo que isso ocorra nas grandes editoras como na Europa, Abril ou Futuro. Acho que acontece mais nas editoras pequenas, que precisam de todo e qualquer dinheiro que aparecer, nem que seja de um jogo que é notoriamente ruim.
Pelo que você acompanha do mercado brasileiro, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
Estamos lentos por uma série de razões. Veja bem, nosso país tem uma população de mais de 150 milhões de pessoas acima dos 10 anos de idade. Se levarmos em consideração que a maioria é de jovens e adultos, temos um mercado muito além do razoável. Todos hoje em dia têm alguma forma de contato com a tecnologia, portanto, estão a um passo dos jogos. Se o mercado tem todo este potencial, por que não crescer? Pelos impostos? Pela ausência das produtoras? Não. Está faltando investir na idéia. Lembro que na época em que eu era adolescente, tinha comercial do Mega Drive na TV, com Sonic e tudo mais.
O mercado retraiu e está voltando a crescer, mas a explosão só vai acontecer quando toda a cadeia estiver alinhada. Jogos lançados oficialmente nós já temos, o próximo passo é diminuir a carga tributária para diminuir estes preços, o que diminuiria também o apelo dos jogos piratas.
Mas o mais importante é mostrar os jogos para o maior número de pessoas que for possível. As produtoras têm que anunciar seus jogos fora dos meios convencionais. Tem que ter o anúncio do próximo FIFA no Globo Esporte. Do Need of Speed antes dos filmes de ação, e por aí vai. Quando todos os adultos do país não olharem para os jogos como “coisa para criança”, teremos um mercado decente, como o do México ou de Portugal.
Você, que já jogou tudo, faça a previsão: quem vai ganhar a próxima geração dos consoles?
Sempre me pego pensando nisso e fico em dívida entre o Wii e o 360. O Wii tem grandes chances de levar esta, mas para isso precisará de mais jogos bons. Para ser honesto, o console tem poucos games que você pode comprar e se sentir feliz, como Twilight Princess, Wario Ware e Super Paper Mario. Se as softhouses não derem apoio com games bons, vai acontecer a mesma coisa que já acontece com o DS – para o qual só a Nintendo faz os jogos bons.
O 360 tem a vantagem de estar há mais tempo no mercado, tem uma biblioteca enorme de ótimos jogos, mas tem que limpar a barra lá no Japão, onde a Konami, Square Enix e muitas outras estão olhando com mais atenção o PS3, mesmo sendo um console sem muitos títulos bons, vende (muito) mais que o 360 por lá.
Para a Sony voltar à liderança, o que eu acho que é bem difícil, vai ter que mostrar que não está apenas copiando o que a concorrência está fazendo. Mais jogos interessantes precisam ser lançados, como Eye of Judgment.
A minha aposta é o Wii, afinal, ele é o console que mais vende e isso foi o que garantiu a liderança do PS2 até hoje, pois quanto maior a base instalada, mais jogos são lançados para a plataforma.
Como você enxerga o mercado de games nacional daqui uns cinco anos?
Na pior das hipóteses, vai estar a mesma coisa. Isso só vai mudar se os jogadores se unirem, fazerem protestos pela queda de impostos, escolherem melhor seus representantes e pararem de comprar jogos piratas. As empresas brasileiras têm que acreditar mais seria muito legal ver um comercial de Halo 3 no Jornal Nacional, ou de Blue Dragon no Cartoon Network.
Nas minhas previsões, vejo um mercado ainda dominado pelos jogos online. O Xbox 360 terá um preço mais acessível para o brasileiro e, por isso, terá vantagem entre os brazucas. O PlayStation 3, no máximo terá uma representação como o Wii, ou seja, uma empresa vai obter a representação da Sony para vender os consoles aqui. A Nintendo estará chegando via importação, o que honestamente não vale muito a pena para o consumidor, que vai estar comprando os consoles contrabandeados o que é uma vergonha. Os games originais continuarão caros como hoje, pois não há nenhuma proposta de redução da carga tributária no congresso, e como sabemos, nossos políticos ainda pensam que os jogos promovem a desordem nacional. Estou sendo realista. Se alguém não se mexer, nada vai mudar. Quem é que vai dar o primeiro passo?
E onde você se vê no mercado de games nacional daqui uns cinco anos?
Daqui a cinco anos quero estar formado em jornalismo e continuar fazendo este trabalho que é mágico. Mas quero alçar vôos mais altos, trabalhando em veículos mais dinâmicos, como a internet, rádio ou a televisão, mas sempre aparecendo nas páginas das revistas especializadas para tirar as fotos engraçadinhas dos editoriais.

uma otima entrevista…o guerra é gente fina!!mostro que mesmo sem ter uma facu,ele consegue se sair bem!!parabens!!
Gostei. Opiniões fortes e definidas. Mesmo sem ter a graduação, o Guerra é muito mais jornalista do que outros graduados por aí.
Fiquei meio puto com o Guerra quando ele deu nota baixa para COD3 do WII.
Segundo ele o principal motivo da nota, foi pq ele não conseguia andar e atirar ao mesmo tempo.
Detalhe importante: tenho um sobrinho de 5 anos que consegue =D
Po Guerra, tenha mais vontade na hora de fazer os reviews.
Dá-lhe Gilsomar!!!
Só um coisa, se os jogos para PS2, por exemplo, custassem R$ 100,00 por aqui eu compraria mais originais, assim como compro vários para PC.
Tem duas vezes a mesma pergunta?
[Pelo que você acompanha do mercado brasileiro, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?]
É impressão minha ou essa pergunta foi feita duas vezes? :/
E tem muito jogo original e bom de PS2 sendo vendido a menos de R$ 100,00 nas Lojas Americanas. É só procurar.
BUDRUSH!!!
Sim, existem jogos por R$ 99,90, até por R$ 79,90, isso não significa que são os que eu quero comprar.
Além disso, voltando a comparar com o PC, a maioria do jogos por este preço foram lançados há muito tempo e os equivalente de PC você encontra por R$ 49,90 a R$ 29,90.
“Mesmo sem ter a graduação, o Guerra é muito mais jornalista do que outros graduados por aí.”
Boa, Paulo.
Boa entregista, Pablo, ótimas respostas, Guerra.
Só não acho que o Wii seja uma “plataforma de próxima geração” =)
Ótima entrevista!
Amigos do Gamer, o guerra disse uma frase que realmente me deixou pensativo. O que estamos fazendo para mudar isso?
Eu compro somente jogos originais, (XBOX 360), pelo menos 2 por ano, é o que dá, de resto fico jogando DEMO mesmo. Mas acho isso insuficiente.
Então fiquei pensando, porque não nos unir e fazer um protesto, ou um abaixo assinado, faixa em viaduto, sei lá, algo que mostre para o governo que o segmento necessita de atenção. Não podemos deixar somente na mão da Microsoft ou da ABRAGAMES. Estamos perdendo tempo!
Acho que com pequenas atitudes podemos pelos menos tentar.
E ai o que dizem?
Adoro todos os meus poucos amigos do jornalismo de games:
Theo, Pablo, Barbao, Renata, Wandeko, Batz, Trivella, Renatilhos entre outros.
Leio religiosamente este blog do pablito nao so por saber que tem material legal mas porque sei que encontro os picaretas de sempre
Como alguem que entrou no segmento de games, teve de conviver com gente que nao entendia nada e nao tinha visao do futuro digo que estou cada vez mais desesperançoso no segmento.
Se os jornalistas de games tivessem na mao as decisoes e verbas para tocar essa parada talvez fosse pra frente mas tambem talvez nao pois ao inves de ir na reuniao com o deputado a galera preferisse bater um futebolzinho virtual ou jogar uma raid de Karazhan hehehe.
Na verdade o mercado brazuca hoje e ja faz alguns anos ta na mao de gente muito ruim que sao nomeados papas dos negocios e na verdade tao ganhando o seu salariozim e quando houver uma promocao para uma area que nao tenha nada a ver com isso vao zarpar rapidinho.
A area de games hoje pra mim e como se falava antigamente do “Buraco do Morumbi”. Lembram dessa frase que a galera sempre falava pra falar de falcatruas e coisas malfeitas?
Eu agora sou so um gamer e consegui me curar da doenca de tentar fazer do mercado um mundo melhor. Afundei bons anos de uma carreira que poderia ter ido por outros canais mais tradicionais e fiquei na mao de gente da pior estirpe.
Hoje gracas a Deus to me redirecionando e claro nunca deixarei de torcer mas gente voces sabem que continua tudo a mesma M****!!!
Xbox 3k uma piada ne? Assistencia tecnica? hahahaha.
E agora surgiu esse tal de Second Life.
Acho que a maior função de voces jornalistas de games agora e de qualquer jeito desassociar esse lixo poligonal com a palavra GAMES.
Beleza pode chamar de business virtual, gerador de negocios. Isso eu aceito mas PLZ lutem para que nao chamem de games.
Abs a todos velhos guerreiros
Eu tento fazer minha parte contra a pirataria ( ta, confesso que meu Windows é pirata e meu Photoshop tbm, mas juro que é só). Mas será que uma das minhas revistas favoritas faz? A EGM tem pisado na bola ultimamente. Ja melhorou, mas tem cada anúncio bizarro.
acho q quem devia dar o primeiro passo para a carga tributária diminuir é o filho do presidente o lulinha o cara é sócio da playtv tá por dentro do assunto e perto de quem pode fazer alguma coisa!!!! uma industria maior q o cinema e q esse ano pode passar a musica não pode ser ignorada!!!!!