iG

Publicidade

Publicidade
23/04/2007 - 20:58

Entrevista da Semana: Jorge Filho (Kaizen)

Compartilhe: Twitter

Todo mundo só sabe falar de Second Life: a grande imprensa o descobriu e o elegeu “a nova mania da internet”; As grandes empresas resolveram investir pesado, comprando ilhas e vendendo seus peixes dentro do mundo virtual; E até os jogadores hardcore, que dificilmente se deixam levar pelas febres populares, estão dando o braço a torcer e aderindo à brincadeira. E hoje, oficialmente, a versão nacional do “jogo” começa a rolar por aqui. Para tentar compreender um pouco mais deste fenômeno, o Gamer.br conversou com Jorge Filho, country manager da Kaizen Games, empresa responsável pelo lançamento de Second Life no Brasil. Jorge, que tem sete anos de mercado e passagens por outras empresas de games como Devworks e Legacy Interactive, respondeu às perguntas rapidamente, por e-mail, e falou bem menos do que eu esperava. Mas as respostas são objetivas e dão o recado. Confira, e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: Você já trabalhou em uma empresa de jogos para celular. Agora, está em uma empresa cuja especialidade são os MMOGs. Qual é o segmento mais interessante para se trabalhar?
Jorge Filho: Os MMOGs. Eles são fascinantes, com milhares de jogadores simultâneos, e são muito mais complexos e motivadores.

De uma hora para outra, Second Life se tornou um queridinho não apenas da mídia, como também das empresas de fora do ambiente gamer. Por que esse sucesso repentino? Seria uma tentativa desesperada dessas empresas e da mídia em tomar parte de uma nova ferramenta da chamada “revolução digital”?
Não, é decorrência da amplitude do Second Life, o que na maioria dos casos gera uma diversidade próxima da vida real, com um toque de “Mundo Ideal”.

Empresas criam suas ilhas dentro de Second Life. Bandas fazem shows e promovem discos. O que mais poderá ser feito no futuro com uma ferramenta como essa?  A Linden Lab fica pensando nesse tipo de coisa o tempo todo, ou está por enquanto deixando a coisa “funcionar sozinha”?
A Linden concebeu o Second Life para que ele seja resultado das ações e criações de seus residentes, portanto, ele caminha por si só.

Mas Second Life pode ser considerado um jogo? Se não, então por que é tratado como tal?
O Second Life é um Metaverse (ou seja, um mundo virtual, uma realidade paralela), e como tal não tem quests e limitações de ambiente que são as principais características de um jogo.

Você acha que Second Life foi pensado e visa atrair a atenção de jogadores convencionais de videogame, ou é direcionado a outro público?
É direcionado para todos os públicos, inclusive o de gamers convencionais.

O quanto um produto como Second Life prejudica (ou ajuda) o crescimento do mercado de videogames convencionais, seja consoles, seja PC?
Acho que mostra aos não gamers um pouco do “ambiente in game”, portanto pode torná-los gamers também, por que não?

Second Life e outros MMOGs como World of Warcraft exigem uma dedicação mais profunda do jogador. Muito se discute que jogos com estas características não prejudicam o mercado, porque fazem o consumidor passar tempo demais em um único jogo, sem comprar e consumir outros títulos. Você concorda?
Acredito que em relação ao Second Life isso não se aplica justamente por ele essencialmente não possuir um publico gamer.

No Brasil, os MMORPGs para PC fazem bastante sucesso. Você acha que isso indica que o mercado brasileiro é mais parecido com o coreano do que com o norte-americano, por exemplo?
É complicado afirmar isso, acho que o mercado brasileiro nem é como o coreano e muito menos como o americano, alias, acho que ele ainda não tem uma cara definida. E quando tiver, será uma cara própria, um “mix” dos dois, aparentemente com os “olhos mais puxados”.

Os games online formam um mercado completamente distinto do mercado de consoles. Você acha que haverá espaço para ambos ao mesmo tempo daqui uns 10 anos, mais ou menos?
Os consoles também caminham para o online. Em dez anos, consoles, PCs… tudo será online.

Como as empresas que lançam games online lidam com a questão da pirataria? Por acaso este é um problema que não atinge vocês diretamente?
No nosso caso, os problemas são mínimos e quase não afetam nossa receita.

Pelo que você acompanha do mercado brasileiro de games, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
Nos MMOGs e no mercado de Mobile, vai muito bem. Aliás, mais rápido do que o esperado. Nos outros segmentos, como antes, está devagar.

O que você ainda não viu acontecer no mercado brasileiro e gostaria muito de ver?
Um mercado de consoles e PC sem pirataria.

Você testou os três novos consoles de última geração (Wii, Xbox 360, PS3)? Se sim, qual você acha que ganhará a guerra?
Testei o Wii e o PS3, mas o Wii já venceu.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Renato Viliegas (Play TV)
  2. Entrevista da Semana: Julio Vieitez (Level Up! Games)
  3. Entrevista da Semana: André Faure (TecToy Mobile)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,

Ver todas as notas

9 comentários para “Entrevista da Semana: Jorge Filho (Kaizen)”

  1. Paulo Coelho disse:

    Uau! Impressão minha ou essa foi a entrevista mais rápida do ano? Deu a impressão de que ele estava com pressa, ou tinha um caderninho de respostas pré-prontas do lado…

  2. Renato R K disse:

    Pelas respostas, me pareceu um tanto antipático esse Jorge Filho. Parecia que queria se livrar o quanto antes da entrevista. As peguntas estão maiores do que as respostas!

  3. Carlos F disse:

    Extremamente curta essa entrevista, como deve ter sido feita por e-mail, imagino que o entrevistado estava com bastante pressa para respondê-la de forma tão robótica.

  4. Daniel Oliveira disse:

    “Testei o Wii e o PS3, mas o Wii já venceu.”
    UHAUUAUAHUAHAU
    Esse manja

  5. Marcos Diniz disse:

    Sim, Não, Talvez, Espero. Mais Nextel Impossível, esse deve estar cheio de trabalho.

    Entrevista a galera que frequenta o Gamer BR, Sr. Pablo! Esse cara não mereceu a atenção dada. Quer dizer, eu acho!

    PS.: Bela capa da R.S. deste mês heim! (Marisa Monte em: Eu vejo flores em você). Rs.

    Até +.

  6. 1berto disse:

    É realmente ele foi bem curto e objetivo…
    Caraca…ta todo mundo falando de 2L, oji até vai ter uma festa de comemoração dos 20 anos da Intel no Brasil, organizada pela Overplay no “jogo”!!! Aff, eu preciso colocar mais RAM no meu PC e assinar banda larga…putz to atrazado nessa parada!

  7. 1berto disse:

    Voltando a comentar das curtas respostas, o cara não foi nem um pouco atencioso, fala sério! Se vc falasse que a matéria iria sair na Roling Stones, o cara iria dizer um monte…aff esse povo, ninguem merece!
    Mas deixa, um dia da caça outro do caçador!!!

  8. Mauri disse:

    Esse cara enxerga longe mesmo, afirmou que o Wii venceu. Assino embaixo!!!
    Com relação à entrevista, tive que tomar um litro de àgua depois de lê-la, pois as resposta estavam tão secas… ainda que esse cara não é do marketing!
    hauhuahuha

  9. Thiago Mello disse:

    Entrevistinha fraca essa.
    Não deu emoção alguma, pra fala a verdade quase não terminei de ler.
    Mas minha opinião sobre o Second Life é que para quem joga MMORGS ele não tem graça nenhuma. Você fica como uma besta sem saber oque fazer. Não tem evolução o jogo, eh sempre a mesma mesmisse.
    Acho que ele serve mais para o publico em geral, não para os gamers, que provavelmente prefiririam um WOW.
    Mas isso é minha opinião neh!

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório







Voltar ao topo