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Arquivo de março, 2007

09/03/2007 - 12:57

300 e poucos

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Você também queria estar na Game Developers Conference? Como bem disse um amigo, o evento consegue ser tão legal quanto a E3 em certos pontos. Com toda certeza, é algo mais sério e focado no que interessa: games. No ano que vem, já sei onde vou direcionar meus esforços jornalísticos…

***

Ontem assisti ao impressionante 300 de Esparta. As cenas de luta coreografadas, principalmente, são uma belíssima amostra de onde os games chegarão em um futuro não muito distante.


Vai que é sua, Leônidas!


Sai da frente!


Segura essa!

Estréia dia 30 de março. Eu vou ver de novo. Não é o tipo de filme que eu precise recomendar, né?

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
06/03/2007 - 22:07

TV Nintendo ou Nintendo na TV?

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Uma notícia das mais interessantes para o mercado nacional de games saiu hoje no jornal Folha de São Paulo, escondida na página dois da Ilustrada (mais conhecida como a página da Mônica Bergamo, a “coluna social do jornal”).

Na coluna social? Quem lê coluna social? Sabendo disso, por isso mesmo, reproduzo a nota aqui abaixo:

MARIO BROS
Depois de se associar à Telemar, a Gamecorp, produtora que tem como sócio Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula, vai se reunir com a diretoria da Nintendo, que fabrica videogames e jogos, para discutir possibilidade de parceria.

Para quem não sabe, a Gamecorp produz o Play TV, emissora que já se chamou G4, e cujo negócio, entre outras coisas, é fazer jornalismo televisivo de games. Agora, destrinchemos a misteriosa notícia: “se reunir com a diretoria da Nintendo… discutir possibilidade de parceria…”.

Descontando o fato de o jornal ter sido muito vago, imagino que a informação deva ser quente. Mas o que essa notícia quer dizer exatamente?

Se me permite algumas especulações, aqui vai. Ou:

1. … a turma da Nintendo of America estaria disposta a se juntar à Gamecorp para lançar seus produtos oficialmente no Brasil. (Pouco provável)

2. … a Nintendo planeja um programa na televisão brasileira, algo como um “TV Nintendo”, que seria produzido pela equipe da Gamecorp.
(Difícil, mas não impossível).

3. … vamos ainda mais longe: será que a Play TV deixará de existir para se chamar TV Nintendo, ou algo parecido?
(Extremamente improvável).

Ou será que a “possibilidade de parceria” citada não passa do bom e velho contrato de publicidade? Ou seja, a Nintendo compra uns espaços e transmite os comerciais de seus produtos no Play TV?

É mais provável que seja isso, visto que o procedimento era comum para a fabricante nos bons tempos em que era representada pela Playtronic no Brasil. Alguem se lembra? Deve ter vários desses comerciais no YouTube…

Você especula daí, eu tento investigar. Apesar de que o pessoal de lá adora fingir que nada sabe… :)

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
06/03/2007 - 00:26

A diversão em relativo

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A organização do World Cyber Games anunciou hoje as categorias da competição deste ano:

1. Starcraft: Brood War (PC)
2. WarCraft III: The Frozen Throne (PC)
3. Half-Life: Counter-Strike(PC)
4. Command & Conquer 3 Tiberium Wars (PC)
5. Age of Empires III: The WarChiefs (PC)
6. FIFA Soccer 07 (PC)
7. Need For Speed Carbon (PC)
8. Gears of War (Xbox 360)
9. Dead or Alive 4 (Xbox 360)
10.Project Gotham Racing 3 (Xbox 360)

Comece a se preparar: as finais mundiais do WCG rolam em outubro, na chuvosa Seattle, terra do rock dos anos noventa e região bastante próxima às sedes de gigantes dos games como Nintendo e Microsoft. Os felizardos que ganharem o direito de representar o Brasil na disputa podem aproveitar as “férias” para alguns passeios bem interessantes… É o que eu faria.

Pensando em torneios e afins, especulei sobre o seguinte: será que alguém normal e sem treinamento constante consegue encarar uma disputa desse nível e se dar bem? Será que sorte e vontade de vencer contam alguma coisa no que diz respeito a quem ganha ou quem perde? No futebol da vida real, a sorte costuma fazer diferença. E no game?

Quem joga sabe a resposta. Em uma disputa de joysticks ou teclados, sorte e vontade não fazem diferença alguma. Game não é jogo de azar, nem mesmo em se tratando de uma versão digital de pôquer online. O alto nível dos torneios internacionais comprova: torna-se cada vez mais acentuada a diferença entre os ciberatletas profissionais e os jogadores casuais de fim de semana.

Premiações, viagens e torneios internacionais à parte, quem você acha que se diverte mais jogando? O player hardcore ou o player casual?

Gostaria de saber a sua opinião antes de dar a minha. Fique à vontade e clique aí embaixo.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
02/03/2007 - 01:18

Entrevista da Semana: André Faure (TecToy Mobile)

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A Entrevista da Semana desta semana (opa) é com o André Faure, Gerente de Marketing da TecToy Mobile. Após passar anos na equipe de marketing da Microsoft, onde cuidou do lançamento de games para PC, Faure mudou de área e tornou-se gerente de produtos da Futuro Comunicação, onde cuidava de revistas, especiais e eventos. Dois anos depois, entrou na TecToy, onde se tornou especialista em lançamentos de games para celular. Na conversa, ele fala sobre este mercado ainda em expansão e opina sobre pirataria, convergência digital, nova geração e mais. Leia, opine e comente ao final.

***

Gamer.br: Você começou a carreira em uma fabricante de jogos e consoles. Já passou pelo lado da imprensa. Hoje, trabalha em uma produtora de jogos. Qual dos lados da moeda você mais gostou de participar?
André Faure: Correndo o risco de passar bem perto do clichê, todos os lados têm pontos mais e menos positivos. Escolher é difícil, pois do lado do fabricante, existe a facilidade da grande estrutura, dos grandes recursos; da imprensa, a diversidade de contatos e a proximidade com os gamers propriamente ditos; e na produtora, o prazer de poder interferir diretamente na criação de jogos. Escolher um é bem complicado. Posso dizer que sou uma pessoa privilegiada por ter a possibilidade de experimentar todos os lados deste mercado maravilhoso que é o de games.

Qual é a melhor parte de trabalhar com games em uma área relativamente “burocrática” que é a sua?
Acredito que seja a oportunidade de criar produtos e maneiras diferentes de oferecer entretenimento digital para as pessoas; de passar o dia pensando em como criar e comunicar games, e de até influenciar nos próprios produtos, para que os usuários tenham uma satisfação maior com o game, experimentando o melhor da jogabilidade, com uma ótima qualidade.

Como está hoje o mercado de games para celular? Os críticos costumam dizer que os jogos são muito limitados e que as pessoas não estão interessadas realmente em jogar em seus telefones…
O mercado de games para celular cresce de forma estável, 18% ao ano, já a pelo menos dois anos. A Jupiter Research determinou o valor do mercado de games para celular no mundo em 2006 em 3 bilhões de dólares, e em 2011 a estimativa oficial é de 18 bilhões de dólares (!). Ou seja, é um mercado que deve crescer seis vezes em cinco anos.
Eu acredito que estes números se confirmem pela própria essência dos games para celular. As pessoas normalmente comparam a categoria de games para celular com as demais categorias, como consoles e PC. E são categorias bem diferentes. O jogo de celular é feito para uma expériência curta, de 5-10 minutos, enquanto a pessoa está se movimentando, ou esperando alguma coisa. É um passatempo. Os games de consoles e PCs são games que exploram a imersão, e qualidades gráficas e complexidades de grandes enredos e histórias. Convenhamos, não é uma experiência cabível para um passatempo. Além disso, os consumidores de jogos de celulares vão além dos gamers. São pessoas comuns, os famosos “casual gamers”, que procuram entretenimento digital mais simples e mais acessível, seja em custo, seja em dificuldade. E mesmo assim, isso não nos impede de trazer jogos incríveis para o celular, como Sonic e Double Dragon.

Sobre convergência digital: você acha que o próximo passo dos consoles portáteis é a integração de telefones celulares? Ou o que acontecerá será o inverso – celulares trarão games cada vez melhores?
Na minha opinião, acho que as duas coisas irão acontecer. Já existem exemplos tangíveis de convergência, como o “Live Anywhere” do Xbox 360 em um sentido, e de jogos com qualidade gráfica próxima ao PSP nos mais novos modelos de celular com novas GPUs. É um caminho natural, paralelo, e com certeza trará muita inovação, interatividade e diversão para as plataformas móveis.

É uma tarefa ingrata tentar convencer velhos consumidores de videogames de que jogar em um telefone celular pode ser algo interessante e que vale o investimento?
Não é trivial, mas está longe de ser ingrato. Mesmo porque, mais e mais consumidores estão descobrindo as capacidades de jogo de seus celulares, e descobrindo que podem baixar jogos excelentes na telinha. Como celulares e videogames, na minha opinião, são complementares, e não concorrentes, eu acredito que a tendência somos todos nós descobrindo os jogos para celular. Ainda mais com o maior acesso dos consumidores a celulares capazes de executar bons games.

Em um exercício de clarividência, como você enxerga o mercado de games para celular em dois anos, no mundo e no Brasil?
Bom, deixe eu pegar a minha bola de cristal aqui… Bom, o que ela me diz: no mundo, eu acredito que haverá uma consolidação de publishers de games para celular, assim como um tratamento com maior foco por parte das operadoras de celular, que estão aos poucos enxergando o enorme potencial deste mercado. Aliado aos poderosos chips que estão a caminho, posso afirmar que o futuro nos reserva jogos cada vez mais incríveis. No Brasil, acredito que o futuro é bem parecido, mas com uma maturação maior do mercado, que ficará mais parecido com o que vemos hoje na Europa e EUA, com canais de assinatura de games, MMOGs para celular…quem sabe ?
Mas de qualquer maneira, minha opinião sobre o futuro não poderia ser mais otimista.

A pirataria afeta o mercado de games para celular de alguma forma?
Muito pouco. Além da pirataria ser pouco difundida e complicada de realizar, os games para celular estão submetidos à rede das operadoras, que são capazes de bloquear qualquer download pirata. Além disso, a maioria dos celulares possui excelentes softwares de controle de cópias e os preços são super acessíveis. Posso afirmar que um dos motivos para o sucesso do mercado de games para celular é exatamente a pouca ou nenhuma pirataria, o que é excelente para qualquer mercado.

Você enxerga hoje uma solução viável para o problema da pirataria de games no Brasil?
Eu acredito que não exista uma solução perfeita, pois o problema não é cartesiano. Veja, uma grande parte do problema da pirataria envolve a conscientização, o coração das pessoas. O que elas, pessoalmente, acham que é moralmente aceitável ou não. E isso, por si só, pode ser melhorado, mas só depende da educação e conscientização de uma população consumidora. Além disso, temos o problema dos impostos, que é tema recorrente no Brasil, em todos os níveis. O consumidor e as empresas não podem mais arcar com o ônus de querer fazer negócios e consumir no Brasil. E, por último, a lei precisa ser aplicada, fiscalizada, e infelizmente este aspecto também precisa de melhoras. Existe solução? Sim. Perfeita? Dificilmente.

Você jogou os três novos consoles? Qual vai ganhar a disputa
Eu tive o prazer de pôs as minhas mãos nos três consoles sim. E eu penso assim: imagine uma pista de corrida. Imagine os três corredores: o 360, o PS3 e o Wii. Foi dada a largada: o 360 sai disparado. Um tempão depois o Wii acorda, mas em vez de sair correndo atrás do 360, sai correndo na direção oposta ! Mas isso não impede que ele corra bem e receba aplausos. E o PS3 se toca e sai caminhando, com um tênis caríssimo, mas uma torção no pé. Mais ou menos, é isso aí. O 360 é um console maduro, com grandes jogos e a Live, que é uma sacada brilhante. O Wii é uma aposta diferente, casual, e não menos brilhante. E o PS3 deve ainda melhorar muito para conseguir um lugar de elite no hall dos consoles vencedores. Minha aposta é no 360 e no Wii.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Marcel R. Goto (Diverbrás)
  2. Entrevista da Semana: Renato Viliegas (Play TV)
  3. Entrevista da Semana: Julio Vieitez (Level Up! Games)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
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