Entrevista da Semana: Jack Wall (Video Games Live)
Dando continuidade à rotina, cá está mais uma (pequena) entrevista exclusiva. Desta vez, quem fala é Jack Wall, maestro e um dos criadores do Video Games Live, que rolou neste domingo no Rio de Janeiro. No domingo que vem tem show em São Paulo (vamos?), então nada mais justo que deixar o homem falar agora. Confira o papo rápido que tivemos antes do desembarque da turnê no Brasil. Aliás, alguém aà assistiu ao concerto no Claro Hall? Se sim, comente lá embaixo (não pude ir).
Gamer.br: Você acha que o Video Games Live pode ser apreciado também por pessoas que não jogam/conhecem videogames? Quem curte música clássica, por exemplo: você acha que eles vão curtir tanto quanto o público que gosta de games?
Jack Wall: Nossa plateria é feita de gamers, pais e pessoas que se interessam por música sinfônica. Mas são justamente esses dois últimos grupos que ficam mais surpresos com a qualidade e o poder da nossa música. A experiência que eles possuem dos videogames tem a ver com o tempo dos fliperamas, quando so haviam blips e bloops. Quando eles descobrem o quão intensa e boa a música de games é agora, eles sempre dizem o quanto ficaram impressionados e o quanto querem conferir essa qualidade nos próprios jogos.
Você acha que o videogame pode ser considerado o “novo rock’n'roll”? Explique.
Em diversas maneiras, sim. Quantas bandas já não descobriram os videogames nos últimos tempos? As pessoas estão escutando músicas primeiro nos jogos… aliás, com a quantidade de horas jogadas, dá até para dizer que os videogames são a “rádio do século 21″. Para mim, não é surpresa que as pessoas curtam versões orquestradas das músicas de um game da mesma forma do que curtam o último sucesso de uma banda pop.
Você está por dentro de algum tipo de música brasileira, como a bossa nova, o funk carioca ou até a música eletrônica de grupos como o Cansei de Ser Sexy? Você tem intenção de incorporar sons brasileiros em suas próximas composições?
Adoro incorporar novos sons à s minhas composições. Para a série Myst, viajei para a Europa Oriental (na Polônia), para gravar algumas bandas de lá. Eu adoriaria saber mais sobre todos os tipos de musica para incorporar coisas novas ao som que eu componho. Há alguns anos, eu trabalhei como bartender (o melhor trabalho da minha vida!) em um bar na Filadélfia chamado Apropos. Eles tocavam musica brasileira todas as sextas e sábados. Era muito divertido, eu adorava aquele som. Fiz muitas caipirinhas quando estava lá. Também não vejo a hora de encontrar a “Garota de Ipanema” quando chegar ao Rio!
Por falar nisso… perguntei ao Tommy Tallarico, e agora pergunto a você: quais são seus planos durante esse perÃodo de quase duas semanas no Brasil? Baladas, praias, caipirinha, pesquisa músical, mulheres?
Sim, tudo isso! [risos] Venha e junte-se a nós! E traga os amigos!
***
Aproveitando o espaço e o momento, algumas coisas que esqueci de falar sobre o evento do Xbox 360:
1. O serviço Xbox Live não estará disponÃvel no Brasil, pelo menos por enquanto. Sendo pessimista, dou um prazo de um ano para estar rolando por aqui. Otimista, daqui 6 meses. Tudo depende da Microsoft arrumar a casa e a burocracia para fazer a rede funcionar.
2. Em princÃpio, somente a Electronic Arts (que também representa a Activion e a Ubisoft) está trazendo games para o 360, mas as outras publishers instaladas no Brasil (Vivendi e Atari, principalmente) já estão movendo seus pauzinhos e fazendo contas.
3. A revista oficial do Xbox 360 já não é mais segredo: ela está confirmada para dezembro. Será publicada pela Editora Europa, que faz a Gamemaster e a Dicas e Truques para PlayStation. A equipe da publicação está ganhando novos nomes de peso, então dá para esperar mais um produto bem legal chegando aÃ.
4. Por falar em imprensa, é preciso ressaltar a atenção legal que a Microsoft deu para a chamada “imprensa alternativa”. Além dos jornalistas já tradicionais desse tipo de evento, diversos sites independentes estavam presentes, entre eles o pessoal do Portal Xbox, que faz o melhor site nacional sobre a plataforma. Eles aproveitaram a festa para fazer um “podcast ao vivo” bem bacana, do qual acabei participando. Escute (ou baixe) aqui.
Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: jack wall, tommy tallarico, video games live
Eu fui na VGL do Claro Hall… o show é extasiante, claro, mas isso todos nós sabemos ou já imaginávamos. Alguns pontos que merecem comentário:
1) Eu ganhei o torneio de Guitar Hero 2
heheheh.. ah, ok, foi so pra me gabar. Agora vai:
1) A equipe do som fez MUITA cagada.. não foi pouca não. Tiveram duas microfonias ensurdecedoras e estraga-prazeres no meio do show, teve momentos em que certos instrumentos estavam simplesmente desligados (como a guitarra do Tommy no Halo 3, que simplesmente não saiu, e – pecado mortal – o coral em Liberi Fatali)… foi um horror. Botem o pessoal de SP na chibata pra que isso não aconteça nunca mais!
2) A tradutora estava super empolgada e animada, mas ela não conhecia muito de jogos. Aà já viu, o público não perdoou. Xingou a menina de tudo o que é nome. Mas eu fiquei muito feliz com uma coisa que ela fez: deu um toco no Tommy, depois que, pela segunda vez, ele fez uma piadinha preconceituosa com brasileiros… o moleque estava demorando a chegar no palco, ele disse “come on… brazilian time!”,. e a intérprete respondeu pra ele “oh, no, I won’t translate that!”. Foi bom que ele parou com as piadinhas, mas enfim, dêem um toque no sujeito que certos comentários advindos de estrangeiros, especialmente americanos, são vistos com maus olhos aqui no Brasil.
3) Os pobres coitados que subiram pra jogar as partes interativas eram MUITO ruins, credo! A dupla que subiu pra jogar Frogger valendo um laptop de U$2.500,00 foi o fim… o primeiro cara fez mÃseros 360 pontos, porque não entendia que ele tinha que pular EM CIMA da tartaruga e não DESVIAR dela (!!), o laptop tava no papo pra segunda jogadora… e ela conseguiu fazer 200 pontos
((((( horroroso!
4) A platéia do evento obviamente não é platéia de concerto do Municipal, eu já sabia disso, mas ainda assim, poderiam ter feito mais silêncio, menos ovações pros vÃdeos durante as músicas, e especialmente, NÃO CANTAROLAREM JUNTO das músicas mais conhecidas, obrigado
De resto, foi isso. Fui no camarim receber meu prêmio e aproveitei para TENTAR tirar uma foto ao lado do Tallarico e do Wall, mas a jumenta da menina da produção não conseguiu bater a foto. Por outro lado, eu entreguei ao Tommy um cartão com meu telefone, pra ele entregar pra Liv Tyler da próxima vez que a encontrasse
Vai que cola!
Olá Pablo, tudo certo?
Entao… Eu fui na VGL, hoje (ou ontem, que seja). Foi muito legal. A dubladora que dava uns furos bem estranhos, mas tudo bem, hehe. E… One Winged Angel poderia ter sido melhor… Nao teve vÃdeo… E colocaram dois caras fantasiados, o que foi meio estranho (a espada era de papelao).
Ah, mas o Video Game Pianist foi ótimo! Tocou até com olhos vendados, uma hora. Bem legal, mesmo. Teve um torneiozinho de Guitar Hero 2, e umas coisinhas lá. Bem legal, valeu a pena. Ah, os camarotes e poltronas estavam com pouca gente…
Recomendado, hehe.
O de Sampa deve ser melhor elaborado, etc, mas esse valeu a pena, também.
Até mais,
Abraço.
P.S.: Estou em um teclado que só tem o acento agudo “acessÃvel”. Por isso a falta de acentos, hehe.
Pablo, no post de hoje do meu blog eu falo um pouco sobre os preços astronômicos dos novos videogames aqui no Brasil, além do estado de nosso mercado de games. Ficarei honrado em receber sua visita. Vai lá: budrush.wordpress.com.
Abraços!
BUDRUSH!!!
Bom, sobre o VGL, todo mundo já falou tudo. Mancada da tradutora, o que custa alguém soprar uma listinha dos jogos para ela antes do inicio do evento? Ai ela não ia errar tanto.
Segundo: DIGA NÃO A MICROFONIA! PeloAmordeDeus! Umas 3 vezes fiquei surdo com a microfonia que rolava. Manera nisso gente.
De resto foi MUITO legal, só esperava que o publico tivesse um pouco mais de disciplina. Tive que incomodar um menino dos seus 14 anos falando: “oi querido, eu sei que tu sabes a letra da música, mas pode ficar quietinho um pouco? Obrigado.”
OBS ao Xará: AÃ, se deu bem heim. Vai fazer festinha com o Tommy Tallarico e ainda levar os amigOs! Tommy caindo no meu conceito horrores. Ao invés de vir pro Brasil passar o rodo nas morenas quer logo o japa! Ô mundo globalizado!
Grande Pablo, muito obrigado pelo elogio e mais ainda pelo link ao site! Você realmente é O CARA!
Por sinal, domingão estaremos no VGL Sampa hein? Pode reservar a cerveja…
Grande abraço!
Bem, eu realmente estou perplexo… teve vgl no rj:? Nao era em sampa? EU ia e nem fui por isso… se foi aki, morte… bem, tirando isso, ficou legalzin o post… otimo ler isso antes de ir pro trabalho.
Abraços
Será mesmo que os jogos third parties serão lançados a r$250 reais no Brasil? Tava muito bom pra ser verdade…