03/07/2009 - 19:31
Sexta, dia de links. Deu preguiça de escrever eu mesmo as coisas.
O trailer de Gamer, com o Gerard “300″ Butler. Para Hollywood, videogame no futuro vai ser assim. Ok.
E a EGM, vai voltar mesmo? Aqui, o Steve Harris, fundador da marca EGM, explica os motivos para ressuscitar a revista nos Estados Unidos.
Flávia Gasi entrevistou o Bispo Silas, da Igreja Internacional - um dos melhores sites de humor da atualidade. Ah, você não achou engraçado? Pois deveria.
O Jô Auricchio, do Estadão, fez uma resenha em vídeo sobre o Z**bo. Ficou bacana. Pelo menos ele conseguiu testar o negócio.
E tem evento rolando em São Paulo: o Itaú Cultural está abrigando o GamePlay até o fim de agosto, uma exposição sobre interatividade nos jogos eletrônicos. Quem foi, adorou.
E bom final de semana para você.
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02/07/2009 - 14:22
Os últimos dias foram agitados em se tratando de notícia. Tanto que acabei segurando esta Entrevista da Semana com o jornalista Odair Braz Junior. Quem acompanha a imprensa nacional há um bom tempo sabe muito bem quem é ele: ex-editor de revistas como Herói (aquela primeira, de 1994), Ação Games, Nintendo World, daí editor-chefe das publicações da Conrad (inclua a EGM Brasil e o site Herói aí) e com passagens por tantas outras empresas, ele é um dos nomes mais respeitados do Brasil quando o assunto é cultura pop (e Elvis Presley, mas deixa isso pra outra hora).
Hoje, ele é o responsável pelo site GameTV, o portal de games do canal PlayTV. Uma nova versão do site entrou no ar na semana passada, e achei aí um bom gancho para bater um papo com ele aqui. Juneca (para os íntimos) falou sobre o mercado editorial, pirataria, jornalismo de games e vários outros temas. Leia até o fim e não deixe de comentar.
***
Gamer.Br: Você trabalha há muitos anos no mercado editorial de games. Passou por editoras de destaque (Abril, Conrad/Futuro) e participou de várias revistas de relevância. Hoje, trabalha exclusivamente para a internet. Como você define sua trajetória?
Odair Braz Junior: Acho que a minha mudança para veículos de internet acabou sendo um prolongamento do meu trabalho com revistas. Na Conrad, quando a internet pegou pra valer no Brasil, criamos o site Herói e foi uma verdadeira escola pra mim e pra outros jornalistas que lá trabalharam. Dali para frente, o pensamento da editora sempre foi o de ter cada vez mais sites e cada vez mais sites atrelados às revistas. Trabalho já há alguns anos só com internet, o que tem sido bacana também.
Você acompanhou de perto o estouro da bolha da internet e o início da decadência do meio impresso. E agora, é só da internet. Como foi para você se aprimorar em um meio (impresso) e ser obrigado a se preparar para o outro (digital)?
Bom, acho que a gente tem que ter jogo de cintura, né? Teve muita coisa que fui aprendendo na marra mesmo, errando um monte e tal. E com internet eu continuo aprendendo coisas novas todos os dias. Mas no final das contas, o que importa mesmo é você conseguir ter credibilidade e fazer a coisa certa, seja na internet, jornal, revista ou TV, né?
Como você acha que o leitor enxergou sua mudança ao longo dos anos? Primeiro, como editor da Ação Games; daí na Nintendo World e comandando a equipe da Conrad; daí, você acabou se afastando por alguns anos para agora voltar ao comando de um grande veículo. Você acha que o leitor acompanhou, percebeu as mudanças?
Não sei como o público acompanhou. Na verdade nem sei se acompanhou [risos]. Se bem que de vez em quando aparecem uns gatos pingados dizendo que me liam na Herói, Ação Games, Nintendo World e por aí vai. Mas games eu coloco dentro da minha sacola de cultura pop, que envolve cobertura de cinema, quadrinhos, música, séries de TV e também games. E vem aí uma aprofundada maior ainda nesse universo pop. Mas esse assunto fica pra outra oportunidade.
Como funciona o dia a dia de um portal especializado? Como é a rotina, quem faz o quê?
Bom, a gente tem uma equipe aqui de gente que curte muito games. Curtem e sabem do assunto bem mais do que eu. Minha função é dar uma organizada geral, tentar abrir um pouco a cobertura do site para que não fique tão focada apenas em hardnews. Acho que fizemos diversas matérias diferentes nesse tempo em que estou aqui e também mantivemos o noticiário mais quente. Aqui na redação, todo mundo meio que faz de tudo: todos escrevem análises, fazem matérias, notas e assim por diante. Nossa cobertura, ainda no site velho, era um pouco limitada por conta dos problemas que tínhamos, dos vários bugs que existiam. Agora acho que temos uma possibilidade bem melhor de aprimorar nossa cobertura.
A pergunta crucial quando o assunto é site: existe grana para bancá-los? Os anunciantes tradicionais de revista estão mesmo migrando para a internet?
Olha, a coisa não é fácil ainda para os sites. A gente sabe que a grana para anúncios em sites está aumentando, mas ainda não é um volume bom. Além disso, boa parte desse dinheiro acaba parando nos grandes portais. Então, é um trabalho de formiguinha mesmo de ir aumento a audiência e ao mesmo tempo ter um departamento comercial forte. Mas ainda é difícil de ver grana de publicidade.

O que esta nova versão do GameTV traz de novidades em relação à anterior? Qual o foco, a proposta do site? Ser uma extensão do canal de TV apenas?
Bom, primeiro de tudo: o site antigo estava muito bugado. Quem navegava nele todos os dias podia notar isso facilmente, não é segredo o que estou falando. E isso aconteceu por vários motivos que não cabem aqui. Agora, com o site novo, acredito que temos a chance de fazer um trabalho melhor. Dito isso, o site não é uma extensão da PlayTV. Ele tem vida própria, mas vamos ter uma interação cada vez maior entre site e TV. Algumas novidades já vão aparecer nesse sentido em breve. Além disso, essa mudança no GameTV faz parte de uma reestruturação da PlayTV, que terá novidades em sua programação e já tem um site novinho no ar, ainda em versão beta. Esse bate-bola entre site e TV já funcionou bem no passado em termos de audiência. Agora queremos aliar a audiência com a “conversa” com a TV.
Fiz uma pesquisa aqui no site há uns meses, perguntando “Revistas especializadas em games hoje no Brasil: sim, não ou depende?” Você foi um dos únicos que respondeu “Não”. Você ainda reforça essa opinião?
Mantenho minha opinião, sim. A internet não vai parar de crescer e, uma hora ou outra, vai acabar engolindo as revistas. O que não quer dizer que elas não continuarão a existir. Vão continuar, mas em número menor e mais caras. Vai haver uma peneira de revistas e as boas vão ficar. Mas o mesmo vale para sites. Acredito que daqui pra frente, apenas os bons vão ficar. Acho que acabou aquela história de que “qualquer um pode ter um site”. Um blog acho que todo mundo pode ter, agora um site que funcione, tenha audiência, seja relevante, não é todo mundo que pode ter mais.
Como você vê a cobertura jornalística de games daqui uns anos?
Nesta última E3, eu pude ver claramente como é que as empresas tratam os jornalistas da área de games. Lá eles recebem um site brasileiro da mesma maneira que recebem um repórter da CNN. O tratamento é o mesmo e às vezes até melhor, porque as empresas sabem que estão falando com alguém que entende profundamente do assunto. No Brasil ainda não é assim. Você fala que é jornalista de games e aí é só esperar as piadinhas de sempre. Então, acho que isso tende a mudar aos poucos no Brasil e acho que já está mudando. Mas muito devagar. Agora com relação à cobertura específica, acho que tende a se concentrar cada vez mais em menos sites e também passará a ser mais multimídia em vez de apenas textos e imagens. Acho que logo mais o GameTV estará dando nossa contribuição nesse sentido.
O jornalismo de games brasileiro ainda é muito inexperiente, na prática? O que falta?
Eu acho que falta mesmo é mais esse contato mais próximo com a indústria de games. Muitas vezes a gente vê as coisas acontecerem lá longe nos EUA e no Japão e não participamos dos bastidores da coisa. Não conhecemos os executivos, não temos fontes primárias e coisas assim. Com o crescimento do interesse das empresas no Brasil pode ser que essa história comece a mudar um pouco.
Insisto no tema: O jornalismo de games brasileiro é chapa-branca, ou seja, não fala o que pensa por medo de se comprometer?
Olha, acho que tem muita gente chapa-branca sim no Brasil. Mas, por exemplo, não incluo o GameTV aí. A gente, sempre que aparece um jogo ruim, falamos que é ruim. Na cobertura da E3, por exemplo, falei abertamente que a apresentação da Nintendo foi ruim em relação à da Microsoft, por exemplo. A gente tem esse tipo de liberdade. Agora, há empresas que têm o rabo muito mais preso, obviamente. Tem muita gente que tem medo de perder ali seus anúncios por represália. E isso é uma coisa que as grandes empresas também fazem no Brasil: falou mal do meu jogo? Beleza, não anuncio mais. Não acredito que isso acontecesse com a EGM americana, por exemplo.
A pergunta polêmica de sempre: a pirataria é o problema ou a solução?
Eu acho que a pirataria é ruim pra todo mundo. O próprio jogador que compra o game pirata sai perdendo mesmo tendo pago R$ 15 naquele puta jogão que acabou de sair. Fica com um produto tosco na mão, sem embalagem, sem manual nem nada. Agora é o seguinte também: as empresas grandes, no geral, estavam pouco se importando com o mercado brasileiro. Acredito que elas tenham seus motivos para isso (como a questão dos impostos, que ainda são altos), mas deixaram o mercado ao deus dará. Então, a pirataria dominou mesmo. Você acha que as pessoas têm R$ 200 para gastar em um ou em mais jogos? Claro que vão para a pirataria. É uma droga, mas é a nossa realidade. Espero que com a entrada da Sony no Brasil esta situação comece a mudar. Mas hoje o mundo é assim. Pelo menos no Brasil [risos].
O que você, como editor experiente, recomenda a jovens e futuros jornalistas hoje em dia, que querem tocar seus sites, fazer por conta própria e se manter com isso? O que a questão da não-obrigatoriedade do diploma influencia nessa história?
Eu diria que a vida é dura. Hoje, para conseguir se sustentar com um site noticioso, você tem que ter uma boa estrutura. Como eu falei, não dá mais para sair fazendo um site por farra e ver o que vira. Site é como uma loja: você tem que ter um ponto bom, tem que ter gente trabalhando, tem que pagar salários, pagar colaboradores. Tá, dá para fazer um chamando os amigos para escrever de graça. Mas até quando eles vão topar isso? A internet está ficando cada vez mais profissional. A não ser que você tenha uma idéia genial na manga. Mas é raro alguém reinventar a roda. Com relação à questão do diploma, acho que é irrelevante. Ninguém pedia o diploma e se você é dono de um site noticioso e faz seu trabalho legal, ninguém estará nem aí se você tem diploma ou não. Mas é o seguinte: não precisa mais de diploma, mas ainda tem de aprender o ofício de ser jornalista.
E qual conselho você gostaria que tivessem dito a você quando começou nessa carreira de jornalista de cultura pop-nerd?
Vá fazer alguma coisa que dê dinheiro de verdade [risos]. Não, é assim: ser jornalista dá trabalho. Você trabalha muito e, na maioria das vezes, não é bem remunerado por isso. Muitos chefes acham que uma pessoa sozinha atualiza um site ou que duas pessoas podem fechar uma revista de 80 páginas. Não é assim. Mas se você gosta da coisa, não tem jeito. Se foi pego pelo vírus da adrenalina do fechamento ou de dar uma notícia antes de todo mundo, não tem jeito, você vai continuar nesse trabalho mesmo não ganhando muito. No meu caso, consegui trabalhar com coisas que gostei a vida toda: games, quadrinhos, cinema, série de TV. Mas não é fácil, não vou mentir. Manja aquele papo de matar um leão por dia? Então, ser jornalista é mais ou menos isso. E eu gosto de matar leões todos os dias.
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30/06/2009 - 19:38
Este é um dos melhores artigos-manifesto que já li na internet.
Pena que é tudo brincadeira. O importante é entrar no clima, certo?
Mas… e se por um acaso, for de verdade? Daí eu chamaria esse cara para trabalhar comigo. Tipo, gênio.
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30/06/2009 - 02:33
Estou de volta. E não era apenas luto, mas as consequências da morte de Michael Jackson.
Afinal, acontecimento pop como esse, é uma vez a cada 30 anos.
Mas enquanto as coisas não se resolvem por aqui, você vai se divertindo e pensando por aí.
Dá para curtir o astro-rei em emuladores de Moonwalker espalhados pela net. Ou ainda ajudá-lo a se livrar das acusações de pedofilia. Ou mesmo juntar os pedaços de sua vida bizarra. Ou assistir à homenagem incrível do fã que mostrou que Michael era mais poderoso que tudo e todos.
Se nada disso der certo, você ainda pode dar voz a Michael. Tenho certeza que ele terá algo a dizer.
E quando eu retornar ao mundo, a gente volta a se falar por aqui. Não deve demorar.
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25/06/2009 - 22:27
Sem muitas palavras hoje.
Aliás, que diazinho estranho esse 25 de junho de 2009. Repeti por aí o que ouvi - é o “11 de setembro do pop”. O mundo está de ponta-cabeça hoje. Muita gente não vai dormir.
Michael Jackson morreu.

Não há muito o que dizer sobre ele neste instante (estamos trabalhando nisso, aliás). Este é um portal de games, então só dá para relembrar as aparições de Michael Jackson nos jogos, bela lembrança feita pelo pessoal do OuterSpace (obrigado, Bruno Abreu).
E a gente depois pensa mais profundamente no assunto. Use o espaço abaixo para pagar seu tributo ao ícone. Mas pode ter certeza, as coisas já mudaram.
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23/06/2009 - 04:40
Sábado rolou o WCS, World Cosplay Summit para os íntimos - etapa brasileira do maior campeonato de cosplay do mundo. Festa bem organizada, cheia de mídia grande, cheia de gente importante e um monte de plateia empolgada. Foi interessante, como eu disse, tanto quanto evento em si e como experiência antropológica.
Fui jurado pelo quarto ano consecutivo. Acho que dos jurados desse ano, apenas eu e o Arnaldo Oka estivemos em todos. Havia alguns novatos, como o Rafa Losso, da MTV, que sentou do meu lado esquerdo e adorou o evento. Também foi a primeira participação da atriz Renata Takahashi (sentada do meu lado direito). O restante da mesa era composto por diversos outros especialistas (o amigo Marcelo Del Greco) e envolvidos com anime, mangá, cultura oriental e afins.
Sim, os videogames entram nessa categoria do “afins”.
Das 14 duplas que se apresentaram no palco, cinco delas fizeram cosplays de personagens de games. Praticamente um terço, o que é uma boa média (acredito que a mesma dos torneios anteriores). Dificil é sair um pouco dos games da Square quando se trata de cosplay. Duas duplas interpretaram personagens diferentes de Final Fantasy X. Outra fez uma belíssima cena de Final Fantasy III (ou VI, dependendo do seu referencial). Havia ainda uma dupla interpretando personagens de Castlevania: Order of Ecclesia, e outra fazendo uma cena de .hack//G.U..
Também estava bom para os nostálgicos e fãs de cinema: teve A Viagem de Chihiro, Akira, Astro Boy e Princesa Mononoke. E os fãs hardcore de anime curtiram as aparições de One Piece, Digimon, Angelic Layer e Tengen Toppa Gurren Lagann. Bom para todo mundo.
Confesso que, em certos casos, foi difícil dar as notas. Nenhum problema com os critérios (fantasia, performance e fidelidade): acho justos e bem claros. A dificuldade estar em julgar esses critérios diante de apresentações tão díspares, com intenções e ideias diferentes. Algumas duplas claramente queriam interpretar cenas já existentes originalmente. Nenhum problema nisso, Outras, criavam situações do zero, bolando sequências inéditas. Bem legal também. Houve quem quisesse contar a história completa do tal desenho em apenas três minutos, o que também era algo válido. Enfim, tinha de tudo. E justamente por causa da variedade, ficava mais complexo para os jurados darem seus vereditos. Como comparar atuações tão distintas entre si?
A gente tentou, e o resultado foi este: a dupla vencedora, Renan Aguiar e Geraldo Cecílio, fez uma interpretação musical de One Piece, com direito a coreografia, toques de humor e pastelão. Foi impressionante, porque mostrou presença de espírito e dedicação. Imagino que tenha sido por esses detalhes que eles ganharam as melhores notas. Mas o que a atuação deles tinha de semelhante com a da dupla segundo colocada, Petra Leão e Alessandra Fernandes, que recriaram uma das cenas-chave do clássico Akira?
Nada, basicamente. Elas poderiam até entrar em concursos distintos, de tão distantes uma da outra. E não estou falando da qualidade, veja bem, e sim dos estilos e propostas. A primeira dupla bolou toda uma performance baseada em dança e gags teatrais, com a trilha de O Estranho Mundo de Jack e diálogos gravados em português. A segunda, manteve uma fidelidade quase cinematográfica à obra original, com efeitos especiais, diálogos falados em japonês (ao vivo) e trilha sonora de impacto (sem falar da maravilhosa motocicleta de Kaneda, que mesmo entrando duas vezes no palco, causou duplo furor). Ambas diferentes, ambas muito boas. Mereceram figurar no topo. Infelizmente, só uma poderia ganhar. E na matemática, essa ciência exata e tão injusta, deu no que deu.

Os vencedores (imagem gentilmente “roubada” do site do WCS
No mais, deu gosto ver o cosplay, esse hobby tão incompreendido quanto questionado, ganhar um evento à altura da empolgação e paixão de seus praticantes. Do ponto de vista gamer, foi também ótimo ver que os jogos continuam como excelente fonte de personagens e tramas interessantes. Foi bom também ver os participantes deixando um pouco de lado as batidas lutas de espada, fumaça e explosões para focar mais em interpretação e narrativa. Afinal, ao contrário do que pensa o imaginário popular, campeonato de cosplay não é um mero desfile de gente fantasiada.
Enviado por: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
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20/06/2009 - 13:55
Dia agitado, apesar de sábado. Quem quiser sair de casa tem duas opções que começam com W.
Uma é ir acompanhar (ou participar, dependendo do seu cacife) a etapa paulistana do World Cyber Games, que vai definir duas vagas na final nacional de Guitar Hero: World Tour e duas para FIFA 09. Começa hoje, termina amanhã, lá na loja da Samsung no Shopping Morumbi. Torneio de videogame não faz sua cabeça? Garanto que pode ser interessante. Eu já cobri um de perto e adorei.
A outra opção é assistir à final da etapa brasileira do World Cosplay Summit, campeonato de cosplay organizado aqui pela editora JBC. Eu abracei a causa e serei jurado pelo quarto ano consecutivo. Campeonato de fantasias parece bizarro em excesso para o seu gosto? Eu recomendo no mínimo como experiência antropológica. Leia como foi em 2007 e em 2008. Quem sabe você não se anima. Vale citar que esse ano não faltarão interpretações de Final Fantasy e que não haverá um único Pokémon ou Dragon Ball. Graças.
Vai, saia de casa.
Enquanto isso, tem gente no mundo que precisa assistir mais TV…
E por falar em Bolívia, reassisti Butch Cassidy ontem. Sensacional, mesmo 40 anos depois. Eu, se fosse você, faria isso hoje antes de dormir.
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17/06/2009 - 23:22
Vida dura aqui, e aí?
Quem tá interessado em games com jogos do Palmeiras, Corinthians e São Paulo, um atrás do outro?
Meu maior problema, por enquanto, é o pôquer - ou a matéria que estou escrevendo sobre. Dá um trabalho… vou te contar. Qualquer hora supero isso.
Parece que o bom neste instante é jogar o multiplayer do Uncharted 2. Foi um dos trailers mais legais da coletiva da Sony, mas lembro de ter comentado na hora: “Qualquer jogo fica lindo assim em um telão de 20 X 15 m”. É um Pitfall em 3D e com um monte de coisas rolando, e estou louco para jogar, mesmo que seja em uma “telinha” de 46 polegadas como aquela que tenho em casa…
Ou melhor, legal é discutir hoje sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Hum. Se você não sabe do que se trata, é só ir para a home de qualquer portal. Ou no Twitter.
Para aqueles recém-formados, ou não tão recém assim, que se sentem otários ou traídos: não é para tanto, vai. Nada vai mudar. O mercado (inclusive o de games) já está soterrado de não-diplomados, atuando tanto no mercado “oficial” quanto no “paralelo”. E muitas vezes, estes últimos trabalham infinitamente melhor que os orgulhosos donos de canudos. Por outro lado, o que conheço de jornalista diplomado e intelecto-profissionalmente limitado, não tá escrito. Então, não é bem essa - o diploma e sua obrigatoriedade - a questão principal dessa história. Porque o diploma, aquele papel enrolado ou enquadrado, amarelado e escrito em letra cafona, esse já não vale nada faz tempo.
O que vale na conversa são as experiências individuais de cada um. Estudar numa faculdade entrega uma experiência única que não se consegue de nenhuma outra maneira. Se ela não proporciona muito em técnicas ou habilidades, compensa em contatos, em vivência, em cancha (ainda que bem simulada). Já aqueles que conseguem exercer a profissão sem passarem pela faculdade, provavelmente entraram rapidamente na vida profissional e não a largaram mais. Aí, o que conta é o aprender fazendo. Quanto mais experiência da rotina de jornalista, mais técnica, eficiência e manha se consegue. E isso tudo, também não se ensina em faculdade.
Se você ficou na dúvida sobre cursar jornalismo, mas tem vontade, é fácil: faça o curso (se puder pagar). Porque eu insisto que vale a pena, se você estiver disposto a realmente aproveitar o que é possível aprender ali. E até que é bastante coisa - principalmente fora das salas de aula.
Se você já achava besteira e pensa que se vira bem como jornalista sem ter se formado, pode continuar assim. Porque muito provavelmente, você está certo. A faculdade dificilmente lhe ensinará mais sobre essas coisas que você aprendeu sozinho, fazendo.
Complicado? Confuso? É por isso que o debate é tão interessante.
A propósito, sou diplomado. Em jornalismo mesmo, desde 1999. Não me arrependo, porque lá fiz amigos eternos, tive certeza do que queria da vida e me diverti horrores. Mas também não me orgulho, porque tudo o que sei profissionalmente, aprendi fora da faculdade, nas redações da vida, com chefes e companheiros que não necessariamente são formados (em sua maioria, não o são).
E vamos trabalhar, que o fechamento já chegou - e se você trabalha como jornalista, irá em algum momento da vida sofrer com isso, com diploma na parede ou não.
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15/06/2009 - 21:43
Feriado longo… a gente até perde a noção das coisas.
Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? Ou tudo isso junto? A frase consuma com moderação deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames…
Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades… E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a Rolling Stone. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos - já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada. Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro… Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.
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Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o Jorge Lizárraga. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou Electronic Game Show para os curtos de memória - aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.
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E na E3 também encontrei o Kevin Baqai e a equipe da Proximo Games. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.
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E você deve se lembrar que falei sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve. Bem, a revista você já sabe - é a Edge, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?
Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.
Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer - assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro.
Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam…
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E o Zeebo? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?
E para meus colegas da imprensa - alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?
Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá…
Enviado por: pablo - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo
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10/06/2009 - 20:07
Ah, e pra acabar a semana… Green Day: Rock Band?
Não seria má ideia, mesmo.
Também questionei o diretor criativo de The Beatles: Rock Band, durante a E3, sobre a possibilidade de um “Rolling Stones: Rock Band” (não confunda com a revista!). Ele deu uma despistada bem parecida com essa acima. Logo… eles devem estar negociando com todo mundo! Pelo menos é o que parece.
Mas provavelmente ainda não chegaram ao NxZero. Ainda.
E bom feriado.
Enviado por: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
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