20/11/2009 - 16:03
Não imaginei que o assunto do post anterior fosse repercutir tanto.
Pelo jeito, nada é mais apaixonante atualmente do que discutir sobre a presença da Sony no mercado brasileiro. É apenas algo que muita gente espera há mais de dez anos (para mais), e finalmente está se tornando verdade, ainda que não da maneira que a maioria sonhava. A quantidade de comentários criticando a maneira com que a empresa começou a vender seus consoles e jogos por aqui é uma prova disso. O brasileiro quer mais, por menos, e melhor. Não que exista algum problema nisso.
Ontem à noite, quinta, 19 de novembro, recebi um e-mail de uma certa assessoria de imprensa: era o release finalmente oficializando a comercialização dos produtos PlayStation no País. É a primeira vez desde junho que a Sony se manifesta diretamente sobre o assunto no Brasil, então acho que isto vale ser divulgado na íntegra. Confira:
A Sony Computer Entertainment America (SCEA), por meio de sua parceria de distribuição exclusiva com a Sony Brasil Ltda., está expandindo seus negócios na América Latina com o lançamento da linha PlayStation® no Brasil. A partir deste mês, os jogadores e entusiastas do entretenimento podem adquirir o PlayStation ® 2, o console mais vendido no mundo, além de dezenas de títulos de games que estarão disponíveis em mais de mil lojas de varejo em todo o País.
O lançamento destaca o compromisso da SCEA em expandir os negócios da linha PlayStation na América Latina e marca o início de uma operação de duas fases para implantação dos produtos e serviços da categoria aos consumidores em todo o País. O Brasil é o lar de uma grande comunidade de entusiastas de jogos, tornando o País o local ideal para a SCEA introduzir a experiência do PlayStation para uma nova legião de fãs.
Mais de 14 títulos de softwares recém-lançados estão disponíveis para compra no Brasil, em diversos gêneros, desde esportivos, passando por ação, até aventura. Isso inclui títulos como Gran Turismo 4 ®, um dos jogos de maior sucesso para o PlayStation 2, e o aclamado God of War II ®. Os consumidores brasileiros terão a oportunidade de testar estes e outros títulos de software em exibição especial nos varejistas selecionados, o que vai proporcionar uma visão completa da experiência única de entretenimento que apenas PlayStation oferece.
O PlayStation 2 será vendido em lojas de varejo de todo o Brasil por R$ 799. Lançamentos e jogos em catálogo para o PlayStation 2 serão vendidos por R$ 119 e R$ 99, respectivamente. Além disso, estarão disponíveis acessórios para PlayStation 2, como o controle analógico DUALSHOCK ® 2 e cartões de memória.
Para obter mais informações sobre o PlayStation, acesse www.us.playstation.com/
Para obter mais informações sobre o PlayStation na América Latina, acesse www.sony-latin.com/playstation
***
Como visto, nenhuma única menção ao PlayStation 3 ou ao PSP em nosso território, ou uma explicação em relação aos preços aqui cobrados. E nem era de se esperar o contrário. Acredito que será apenas isso que escutaremos da Sony, pelo menos nas próximas semanas. Quem sabe antes do Natal eles voltem a falar algo mais. Por enquanto, é pouco, mas é o que temos. E claro, quem souber de mais detalhes, agora é a hora de dizer. Use o espaço democrático aí embaixo.
E bom fim de semana.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: playstation 3 no brasil, ps2, ps3, psp, scea, sony no brasil, sony style
18/11/2009 - 11:58
E foi assim, em silêncio quase, sem nenhum alarde, que hoje, 18 de novembro de 2009, a Sony começou a vender oficialmente seus produtos da linha PlayStation no Brasil.
Está ali, no espaço virtual da Sony Style: o PlayStation 2 e alguns diversos jogos de PS2 e PS3 estão à venda. Tudo com descrições em português, as especificações técnicas, as características. Nas imagens das embalagens dos games de PS3, dá até para ver o selinho de classificação etária do Ministério da Justiça. Bem legal.

Essa é a home da área Games PlayStation do site Sony Style
Mas, infelizmente, ainda não há nada de PlayStation 3, muito menos de PSP, disponíveis na lojinha.
O PlayStation 2 através da Sony está sendo vendido a R$ 799,00, ou em dez parcelas com juros. Sinta só a descrição do produto:
O sistema PlayStation 2 é o sistema de vídeo completo! Além de possuir DVD/CD incorporado, oferece uma enorme biblioteca de jogos, com mais de 1.800 títulos disponíveis para você se divertir.
Sempre gosto de fazer matemática. Então, vejamos. O PlayStation 2 a R$ 800, levando em consideração o dólar a R$ 1,70 mais ou menos, resulta em um valor convertido de… US$ 470. Vale lembrar que nos Estados Unidos, o console custa US$ 99.
Detalhe que não há nem link para a venda do console PlayStation 3, ou um esperançoso “em breve”.
Na parte de jogos, doze títulos para PS2 e mais 12 para PS3. O destaque da área de “jogos PS3″ é o Uncharted 2: Among Thieves, descrito no site como “o jogo mais premiado da E3″. Há também LittleBig Planet, Folklore, o primeiro Uncharted e alguns da série “Greatest Hits”, como Heavenly Sword, Resistance e SOCOM. Não consegui apurar se eles trazem manual e embalagem em português, mas, aparentemente, são os mesmos produtos que já eram vendidos em lojas brasileiras por intermédio da Synergex.
Os mais novos, como Uncharted 2 e LittleBig são vendidos a R$ 249. Os mais antigos, a R$ 199. Há também a opção de parcelar em até dez vezes, mas há juros de 2,99% ao mês. Aliás, é interessante notar que os únicos produtos da loja Sony Style que ganham juros quando parcelados são os games.
Já os games para PlayStation 2 ganharam um preço genérico de R$ 99. Disponíveis, desde games mais antigos como God of War e Shadow of Colossus, a “lançamentos” mais recentes como Secret Agent Clank. As embalagens dos games disponíveis não trazem os selinhos classificatórios do Ministério da Justiça.
Ainda não compareci à loja física da Sony no Shopping Bourbon para conferir se o processo de vendas ali é o mesmo e se os produtos disponíveis são os mesmos das lojas. Está na lista de coisas a fazer. Quem quiser, pode ir lá conferir e contar aqui a experiência.
Existe também a possibilidade de comprar pelo telefone de televendas da Sony (a saber, 011 – 40037669). Os atendentes aparentemente, estão bem preparados. Gus Lanzetta, jornalista e fiel colaborador do Gamer.br, acabou de fazer o teste do atendimento:
“Hoje liguei para o serviço de relacionamento ao cliente da Sony do Brasil para me informar sobre a venda de produtos da linha PlayStation. Liguei lá e perguntei se ‘estavam vendendo o playstation’. Aí a atendente falou: ‘Sim, hoje começamos a comercializar o playstation 2′, e informou que o console sairia por R$ 799 e seus jogos por R$ 99.
Quando perguntei sobre o PlayStation 3, fui informado de que o console não está a venda, mas os jogos estão sendo vendidos com preços entre R$ 199 e 249. Ela parecia bem preparada e o atendimento não demorou nada. Selecionei ‘venda de produtos’ no menu e ela me atendeu na hora. Não fiquei esperando por nenhuma resposta.”
Quanto aos preços dos produtos, que acho que é o tema que mais interessa a quem aguarda ansiosamente a chegada oficial da Sony ao Brasil, nenhuma novidade: ninguém esperava mesmo que os jogos e consoles sairiam mais baratos do que pelas vias alternativas a que estamos acostumados. Outro detalhe que ainda não consegui checar é se o PlayStation 2 vendido pela Sony Style traz embalagem e manual de instruções em português, mas, pelo menos, agora há a inédita garantia oficial de um ano da Sony. É uma evolução.
A única grande decepção, por enquanto, fica por conta da não-venda do PlayStation 3, muito menos do portátil PSP e seus jogos. Mas a disponibilidade desses produtos, temos esperança, deve ser questão de tempo. Vejamos o que a Sony declara oficialmente sobre o tema – quando o fizer.
Volto sobre o assunto assim que a história se desenvolver. E agradeço ao Gustavo Couto pela dica.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: playstation 2, playstation 3, preço, preços de videogames, psp, sony, sony brasil
16/11/2009 - 23:36
E aí, seu fim de semana foi tão agitado quanto o meu? Espero que sim.
Foi tão agitado que nem pude comparecer ao evento promovido pela Nintendo (Latamel) em São Paulo neste domingo de feriado. Falhei, e até tomei um puxão de orelha dos próprios organizadores por não ter comparecido. Quem foi, disse que foi bacana. Para quem quiser saber mais sobre o evento em si e o jogo lá exibido (a saber, o New Super Mario Bros. Wii), leia a resenha escrita pelo hiperativo Gus Lanzetta, que esteve lá e viu tudo com os próprios olhos.
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E você viu essa? O Brasil é campeão mundial de Guitar Hero.
Isso se você considerar o World Cyber Games como o verdadeiro e único campeonato de videogames do planeta. Como não há outro com tanto peso e nome, então podemos dizer que sim, o Brasil tem o melhor jogador do mundo em Guitar Hero: World Tour.
O paulistano Fábio Jardim, codinome caiomenudo13, foi o campeão da modalidade no World Cyber Games 2009, que rolou neste final de semana em Chengdu, China. Após ter passado invicto para a fase eliminatória, Fábio eliminou um inglês e dois norte-americanos para merecer a medalha de ouro. É digno de parabéns o feito, visto que Fábio tem apenas 14 anos e enfrentou caras mais velhos e, teoricamente, mais preparados – se é que, com a globalização, faz alguma diferença o fato de um game ter sido desenvolvido nos Estados Unidos. Não faz, mas digamos que faça.
O Brasil teria ficado em segundo lugar na classificação geral se tivesse ganho mais uma medalha de ouro no game de snooker Carom 3D. Jean Michel dos Reis Monico, o jeantek, de Vitória (ES), fez valer a tradição brasileira nesse game (o Brasil levou o bronze em 2008, e ouro e bronze em 2007) e alcançou a final. O rapaz de 20 anos acabou perdendo para o representante sul-coreano e ficou com a prata. No total, a delegação brasileira somou duas medalhas e ficou em quarto lugar no geral, atrás de Coréia do Sul. Suécia e Alemanha.

Jean (à esq.) e Fábio, medalhistas no WCG 2009
Vale também ressaltar que os rapazes campeões não trouxeram apenas medalhas da China, mas também grana: Fábio levou um cheque de US$ 7 mil pelo título. Jean, pelo segundo lugar, ganhou US$ 3 mil. Nada mal para um campeonato de joguinhos, não?
Levada em conta a campanha, o saldo da delegação brasileira foi bem positivo: viajaram nove cyberatletas, que competiram em cinco modalidades e trouxeram um ouro e uma prata. É infinitamente melhor do que no ano passado, quando os 17 jogadores brasileiros enviados para Köln (Alemanha) trouxeram apenas uma medalha de bronze.
Imagino que alguém lá na Samsung Brasil deva estar bastante satisfeito neste momento…
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E claro, tem o Zeebo.
O console fabricado pela Tectoy (em parceria com a Qualcomm) finalmente será lançado no restante do Brasil – anteriormente, havia sido colocado à venda apenas no Rio de Janeiro. E a novidade é o novo preço de sugestão ao consumidor: R$ 299 pelo console, com um joystick e dois games já na memória. Jogos exclusivos e com nomes sugestivos como Zeebo Extreme Bóia Cross e Boomerang Sports Queimada poderão ser comprados em breve, diretamente pela rede 3G do Zeebo, por preços a partir de R$ 9,90.
A Tectoy alega que a queda no preço foi garantida graças às vendas do Zeebo também no México: “os componentes passam a ser produzidos em maior escala e por custo menor, o que torna possível a redução do preço do videogame em todo o mundo”, diz o release divulgado para a imprensa. Outra explicação é, ainda conforme o release, “o câmbio estável e o volume de downloads de jogos também permitiram o lançamento em nível nacional por um preço bem menor do que o inicialmente previsto”.
Acredito que algumas reações de veículos da grande imprensa ao preço inicial do console e ao visual dos primeiros games também tenha colaborado para essa significativa redução. Mas isso é só um comentário, quem sou eu para ter certeza de alguma coisa. Vejamos como a máquina se sai no teste das lojas no período de fim de ano. Afinal, o Natal está aí e todo mundo gosta de ganhar presente.
Eu gosto, você gosta?
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E você adorou Modern Warfare 2? Não? Então espero (mesmo) que sua reação não tenha sido semelhante a esta:
Nem vale a pena traduzir ou buscar legendas…
De vez em quando, só de vez em quando, tenho um pouco de medo desse mundo dos games. Mas logo passa e tudo fica bem.
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2009, Tudo ao mesmo tempo
Tags: carom 3d, guitar hero: world tour, latamel, modern warfare 2, new super mario bros. wii, nintendo brasil, samsung, tectoy, WCG, world cyber games, zeebo
13/11/2009 - 18:26
A semana foi de notícias, muitas notícias. Algumas agradáveis, outras nem tanto. Acompanhe a seguir e veja se você sabe mesmo de tudo:
Modern Warfare 2 bate recorde de vendas: 4,7 milhões de cópias em um dia.
Duvido um pouco desse número, mas deve ser real. É de impressionar.
Ubisoft abre novas contratações e divulga parcerias no Brasil
Já mandou o seu currículo hoje? São 20 vagas disponíveis.
Microsoft baniu mais de 1 milhão de jogadores da rede Xbox Live
Pirateiros não podem mais jogar online. É para ter pena deles?
Electronic Arts anuncia prejuízo de US$ 391 milhões e demissões
Vale tudo para enxugar os gastos – até demitir 1500 pessoas. É triste.
Project Natal deve sair em novembro de 2010 para o Xbox 360
Se for verdade, será bem antes do que eu imaginava.
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Enquanto isso, no Brasil…
…uma franquia internacional de lojas de games se prepara para, em menos de três semanas, inaugurar seu primeiro ponto no país…
…os fãs de esporte eletrônico torcem pelos representantes brasileiros no World Cyber Games, na China – ainda estão no páreo nosso representante em Guitar Hero: World Tour (quartas de final), nosso jogador em FIFA 09 (oitavas de final) e nosso sinuqueiro de Carom 3D (semifinal). Os resultados saem neste domingo…
…a Level Up! anunciou a fundação de “Brasilis”, a cidade brasileira em Ragnarok Online, e também a comemoração do feriado de Proclamação da República nos games Maple Story e Grand Chase…
… a Nintendo se prepara para divulgar o lançamento New Super Mario Bros. Wii neste final de semana, em São Paulo e Rio (veja o flyer no post abaixo)…
… E a Sony, por sua vez, continua em silêncio. Pelo menos por enquanto.
É impressão minha ou o mercado lá de fora está ligeiramente mais agitado do que o nosso? Deve ser coisa da minha cabeça…
Para todos, um bom fim de semana.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: ea, ind, level, level up, microsoft, modern warfare 2, nintendo, project natal, sony, ubisoft, WCG, xbox live
08/11/2009 - 19:25
Aqui está a matéria que publiquei ontem no site da Rolling Stone: uma conversa com o Herman Li, um dos guitarristas do sexteto Dragonforce. Você sabe, a banda que toca aquela absurda “Through the Fire and Flames” em Guitar Hero III. Leia abaixo e saia correndo: o show dos caras em São Paulo começa às 20h, ali no Carioca Club, no bairro de Pinheiros. E parece que ainda tem ingresso.
***
“Eu não jogo Guitar Hero. Prefiro outros tipos de games.” Herman Li, guitarrista e porta-voz do Dragonforce, mostra indisfarçável relutância ao comentar sua relação tortuosa com o videogame musical que alavancou a carreira de sua banda. O sexteto britânico de power metal, que faz neste sábado o primeiro de dois shows no Brasil (hoje, em Curitiba; no domingo, em São Paulo), ganhou notoriedade global graças à inclusão da faixa “Through the Fire and Flames” no jogo Guitar Hero III: Legends of Rock, de 2007. Repleta de idas e vindas, quebras bruscas e solos virtuosos na velocidade da luz, o épico de oito minutos de duração é considerado o desafio definitivo do game, gerando um bizarro culto entre jogadores aficionados que se exibem em performances perfeitas no YouTube.
Mas Li, que nasceu em Hong Kong e fala em um sotaque carregado, garante que a participação no game foi um mero detalhe para a carreira do Dragonforce. “Nós já tinhamos uma enorme base de fãs”, ele dispara, de maneira relativamente ríspida, como se já tivesse respondido centenas de vezes a esse tipo de questão. “É claro que uma grande quantidade de pessoas começou a se interessar por nossa música, mas já éramos o Dragonforce antes de disso, fazíamos shows lotados, éramos reconhecidos na rua”.
Tão recheada de prós quanto de contras, a experiência no ambiente virtual ainda não é de fácil definição para o guitarrista de 34 anos. “Muitos fãs não gostaram muito de estarmos no game. Outros tantos nem nos conheciam, mas passaram a nos detestar. E é claro que muita gente começou a ir aos nossos shows só por causa de ‘Through the Fire and Flames’. Então, foi tudo bem estranho”. Curiosamente, a produtora dos shows do Dragonforce no Brasil tem se utilizado do bordão “a desafiadora banda do Guitar Hero” para divulgar os eventos.
A relação de amor e ódio dos fãs de heavy metal é uma constante na carreira do grupo formado em 1999, cuja música se caracteriza por odes complexas movidas a guitarras e teclados, carregadas de riffs e solos infinitos que remetem ao metal tradicional, à música erudita e até a trilhas sonoras de videogames antigos. “Gosto dos clássicos, como Joe Satriani, Steve Vai. Também respeito o John Petrucci”, Herman Li cita suas influências na guitarra. “Mas hoje, me concentro em meu instrumento, na música que faço em cima do palco. Pratiquei muitos anos desde a adolescência e acho que cheguei a um ponto em que estou satisfeito com o que toco.” Para a estreia em palcos brasileiros, Li promete um panorama dos quatro discos do Dragonforce (o mais recente, Ultra Beatdown, é de 2008) e uma atuação, no mínimo, performática: “Nossos shows serão basicamente divertidos. Vamos interagir com a plateia e mesmo quem não conhece bem a música do Dragonforce irá curtir. Mostraremos serviço lá em cima”.
Dragonforce
8 de novembro, às 20h
Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo/SP
R$ 70 a 110
Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana
Tags: activision, dragonforce, guitar hero III, herman li, through the fire and flames
06/11/2009 - 20:52
A sexta chegou!
Foi uma semana complexa pra mim, como deu para notar. Deve ter sido também pra você. Talvez tenha sido o calor, a secura do ar… pelo menos, choveu e as coisas melhoraram.
A boa é que o final de semana musical promete para quem está em São Paulo. Tem o festival Planeta Terra para os alternativos, o Maquinária para os metaleiros e até o Dragonforce para os fãs de Guitar Hero. E para aqueles que detestam rótulos ridículos, ainda tem o show da banda Gameboys – aquela instrumental que interpreta temas clássicos de games.
Fui convidado pessoalmente pelos caras da banda, mas infelizmente não vou poder ir – terei que comparecer ao Faith No More no Maquinária. Mas fica aí a dica com o flyer que eles me enviaram:

Quem for, depois me conte o que achou.
E amanhã subirei aqui a entrevista que fiz há algumas semanas com o Herman Li, o guitarrista maluco do Dragonforce. Eles, que ficaram famosos de verdade por causa de uma música em Guitar Hero III (embora digam que “já eram famosos antes”), tocam amanhã em Curitiba e no domingo em São Paulo. Quem vai?
***
E a Nintendo no Brasil faz até evento. Você sabia? E é aberto ao público. Quem quiser, pode ir. No caso, é o lançamento oficial de New Super Mario Bros. Wii (clique na imagem para aumentar):

O evento rolará em pleno feriadão de Proclamação da República, mas quem estiver de bobeira pode comparecer, testar o game e ainda ganhar brinde. E depois você fica reclamando que nunca rola nada de novo por aqui…
Não fui irônico. Talvez só um pouquinho, mas faz parte.
***
Vários games infestaram minha mesa de trabalho ao longo da semana: GTA IV: Episodes from Liberty City, Forza Motosport 3, DJ Hero… mas, estranhamente, tudo o que consegui jogar esses dias foi Bioshock. Aquele mesmo, de 2007. Devo estar em um momento nostálgico.
Mas depois que a poeira baixar pra valer darei meus pitacos aqui sobre esses e outros games recém-lançados. Mas prefiro que você me fale: quais dos games lançados nas últimas semanas mereceram a compra? Quais são as grandes tranqueiras? Há algum absurdo a ser citado, como essa edição das letras das músicas de Band Hero?
Aliás, a Activision não aprende – ou faz de propósito, o que na prática dá no mesmo: o No Doubt está processando a empresa por ter sido colocado de maneira inadequada no game. É o lance do “assinou, não leu”, ou há má fé envolvida nessa história? É exatamente o que rolou com a Courtney Love em Guitar Hero 5. Ou seja, que preguiça.
Pois então, nos vemos em algum desses shows? Ou se preferir, retorne logo mais, para a atualização do final de semana.
Fui.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: activision, band hero, courtney love, dragonforce, faith no more, gameboys, guitar hero, kurt cobain, maquinária, mercado, new super mario bros. wii, nintendo brasil, no doubt, planeta terra
01/11/2009 - 12:12
…logo mais estaremos de volta com a programação normal. Calma, que está tudo bem agora.
Bom domingo, boa segunda.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
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28/10/2009 - 12:47
Alô, alô, marcianos.
Saí do limbo e cá estamos. Compromissos profissionais cumpridos, revista fechada, cabeça no lugar. É hora de falar sobre o que interessa.
E quer algo mais interessante do que a Electronic Rock Guitar Shirt?

É sério isso.
O site ThinkGeek entrega no Brasil? Se sim, alguém faça o favor de adquirir essa inacreditável camiseta. Ela tem sensores embutidos e acompanha um mini-amplificador para prender na calça. E com a palhetinha (inclusa no pacote), é possível tocar todos os acordes maiores (do, ré, mi, etc) se pressionados os pontos específicos no braço da guitarra desenhada no tecido.
Resumindo: é uma camiseta com guitarra que toca de verdade. É o fim do air guitar! Ainda bem.
Para quem não acredita, é só conferir.
Ah, sim, obviamente, tem também uma Electronic Drum-Kit T-Shirt:

E aparentemente, ela funciona mesmo:
<
Mais, logo mais, ainda hoje.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: air guitar, thinkgeek
21/10/2009 - 02:08
Bom dia, tarde, noite.
A semana está complicada. Quem acompanha meu Twitter sabe – pelo menos, consigo atualizar ali muito de leve. Aqui, está mais difícil. É aquele período complexo do mês em que eu comemoro se consigo almoçar. Fechamento, essas coisas rotineiras.
Mas como você não tem nada com isso, não vou deixá-lo na mão. Mesmo porque, já tem gente reclamando de minhas ausências. Eu também reclamaria, então nisso nós concordamos.
Aproveito o momento para publicar minha coluna Gamer.br que saiu no número de setembro da revista EGW. A edição já saiu da banca, então me permito fazer essa leve “reciclagem”. Quem já leu no papel, pode comentar agora. Quem não viu, aproveite – é como um post/pensata mais longo, que ainda não perdeu a validade.
Vale lembrar que o texto foi escrito antes da revelação do nome do “homem da Sony no Brasil” e no calor de um período de muitos boatos e sem informações oficiais a respeito da atuação da fabricante do PlayStation 3 no País. Não que a situação tenha mudado muito de lá para cá, mas é válido explicar o contexto. Você irá notar que até cheguei a mencionar o Dia das Crianças como uma provável data de alguma revelação importante, mas como é possível conferir em qualquer calendário, nada se concretizou. Infelizmente, nem sempre nossas fontes de informação são infalíveis. E não, não ganhei nenhum presente de Dia das Crianças (aceito doações).
E cá está. Enjoy.
***
O “Sono da Sony”*
Na feira alemã Gamescom, a empresa japonesa Sony anunciou a redução do preço do PlayStation 3 nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Sim, uma notícia tão globalizada como essas repercutiu no Brasil também. Mesmo que, aparentemente, a gente não tenha nada a ver com isso. É óbvio que a informação da queda do preço do console mais desejado do momento é relevante. Afinal, intimamente, torcemos para que essa redução respingue no mercado brasileiro. Ficamos tradicionalmente animados com esse tipo de coisa, mesmo que, no fim das contas, não faça diferença nenhuma.
Bem, é com esse humor amargo que defino o clima em relação à chegada oficial da Sony Computer Entertainment em nosso território. Essa conversa já está rolando há um bom tempo e, como você sabe, parece não evoluir nunca. Às vezes, parece até mentira. Não que eu não tenha esperança ainda de ver o nosso mercado evoluindo e funcionando de maneira “oficial”. É que eu pensava que as coisas poderiam andar um pouco mais rápido, só para variar.
Acho que até você mesmo, o mais esperançoso dos consumidores brasileiros, já não aguenta mais ler tanta notícia. É sempre a mesma coisa: as grandes multinacionais soltam promessas e mais promessas a respeito do país, falam sobre nosso potencial de desenvolvimento e sobre como fazemos parte dos planos de dominação deles. E aí, despejam um monte de datas, prognósticos e estimativas… E nada mais acontece durante meses. Nem uma palavrinha que seja. Ficamos todos no vácuo, esperando a grande e poderosa empresa fazer alguma coisa na prática.
É o que está acontecendo no caso da Sony.
A última vez que ouvimos algo sólido – ainda que de maneira vaga, é verdade – foi durante a última E3, no início de junho. Se é que ainda sei fazer contas, se passaram três meses desde a última notícia. Hoje, ninguém sabe ao certo o que a Sony irá realizar de verdade em território brasileiro: se irá apenas lançar o PlayStation 2, se irá se arriscar com o PSP e o PS3 logo de cara, se trará a versão Slim para cá junto com o resto do mundo… E é melhor nem mencionarmos Manaus, porque provavelmente nem os habitantes da cidade, nem os trabalhadores da Zona Franca, sabem bem o que vai acontecer por ali.
Eu custo a acreditar que seja tão difícil para uma empresa do porte da Sony organizar seu funcionamento em um país como o nosso. Certamente não pode ser apens uma questão de dificuldades burocráticas ou estratégia mercadológica. Chame de estratégia, se quiser. Também não consigo acreditar que seja mais lucrativo fazer negócio no Equador ou na Venezuela – países em que a Sony já atua com sua área de games – do que no Brasil. Nada contra os hermanos equatorianos e venezuelanos, que fique claro. E aquela história de fazermos parte do BRIC, o grupo de países economicamente mais promissores do planeta? Não deveríamos estar no topo da lista de prioridades? Ou era conversa fiada?
Agora, é hora de soltar uma boa notícia. Exatamente no dia em que foi anunciada a redução de preço do PlayStation 3, uma de minhas fontes internacionais revelou ter participado de um evento organizado pela Sony, voltado aos varejistas latino-americanos. No local, foram divulgadas datas de uma possível estreia da multinacional no Brasil. A estimativa mais otimista fala sobre uma chegada maciça às lojas, ou pelo menos algum anúncio oficial, antes do Dia das Crianças. Na pior das hipóteses, até o Natal teremos consoles Sony oficialmente em nossas lojas. Ah, sim: as datas são em 2009. Pelo menos, é o que dizem. E você aí, ainda acredita?
Eu quero acreditar. Mas, por enquanto, está difícil. Espero que a Sony queime a minha língua.
* Texto publicado na edição 93 da EGW, setembro de 2009.
Autor: pablo - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo
Tags: egw, playstation 2, playstation 3, psp, sony, sony brasil
15/10/2009 - 18:07
O Capitão Lou Albano morreu ontem, aos 76 anos.
Quem tem mais de 21 anos nas costas deve se lembrar quem ele é: é simplesmente o cara que fazia o papel do Mario (aquele!) em um seriado televisivo exibido antes do “The Super Mario Bros. Super Show!”, aquele desenho animado pirado bancado pela Nintendo – no Brasil, ele ficou no ar por um bom tempo graças ao glorioso programa da Xuxa.
Para nós, ele era apenas a encarnação humana daquele encanador de bigode. Nos Estados Unidos, Albano era muito cult. Foi um dos mais famosos e odiados lutadores da liga World Wrestling Enterprise (WWE) durante muito tempo. Também participou de um monte de clipes da Cindy Lauper (inclusive aquele famoso dos Goonies) e fez participações em seriados e vários filmes. Mas ficou eternizado como o Super Mario mais realista da história da ficção. Nem a interpretação do Bob Hoskins (que fez o papel do herói naquele filme ridículo para os cinemas) chegava perto do Mario “Jumpman” Mario eternizado por Captain Lou.
É o tipo de notícia que só serve para nos lembrar da falta que aquela época ainda faz.
***
E lembra da Luiza Gottschalk?
O público do Play TV sabe muito bem quem é – Luiza foi VJ e apresentadora do canal durante alguns bons anos. Fez o “Combo Fala+Joga”, entre outros programas, alguns ao lado do Luciano Amaral. Daí houve um monte de reformulações na emissora, ela partiu para outros projetos e há muito não se ouvia falar dela.
O release que recebi esses dias (com a foto ao lado, bem recente) dá pistas do que a Luiza anda fazendo:
“Após figurar na telinha como apresentadora da Play TV, Luiza Gottschalk retoma à montagem de espetáculos teatrais e assina a produção da peça O Arquiteto e o Imperador da Assíria, protagonizada por Paulo Vilhena e Beto Bellini. O espetáculo entrou em cartaz no último dia 08 de outubro, no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro e fica até 20 de dezembro, de quinta à sábado, às 21h e aos domingos, às 20h.
Luiza acaba de voltar da Europa, viagem realizada com o objetivo de estudar e buscar novos formatos e ideias para o teatro e a televisão. “
E há quem ainda chore pela possibilidade de a Luiza retomar sua carreira dedicada aos games na televisão. Será que um dia ela volta?
***
E sobre os novos comandantes das revistas EGW e a Nintendo World? Alguém aí já sabe de alguma novidade?
Eu sei e agora divido com vocês. Com a palavra, o publisher da Tambor, André Forastieri:
“O editor-chefe do núcleo de Tecnologia e Games da Tambor, Fernando Souza Filho, é o responsável por todo o conteúdo destes segmentos. Fernando é editor do site www.pcmag.com.br e ex-editor da revista PC Magazine.
O Fernando e eu [Forastieri] estamos envolvidos em uma atualização do projeto do EGW. Não se trata de mudar tudo, mas naturalmente estes momentos de mudança na equipe são momentos de reflexão. Fazemos a revista faz sete anos, e na mudança de EGM para EGW evitamos ao máximo mudar a revista, queríamos que a continuidade fosse clara. Agora vamos dar alguns passos no sentido de a revista ser mais reflexiva, com mais espaço para opinião, dando mais voz a players de todos os segmentos do mercado.
O plano de transição é nos envolvermos muito para a EGW, revista e site, ficarem exatamente com a cara que queremos. Quando este update no projeto editorial, as novas seções e os ajustes no design do EGW estiverem bem definidos e solidificados, nos afastaremos e traremos um gestor para a EGW. Vamos ver se conseguimos no prazo que nos propusemos, três meses.
(…)
Falando em velhos amigos, o novo editor da Nintendo World é o Renato Siqueira. A revista vai ficar com mais cara de Nintendo. Até porque o Renato foi da Pokémon Club, colaborador da Nintendo World de outros carnavais, e conhecidíssimo no mundo do anime e mangá.”
O Gamer. br dá boa sorte para os envolvidos na empreitada. E você, o que achou disso tudo?
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: andré forastieri, combo fala+joga, egm, egw, jornalismo, lou albano, luciano amaral, luiza gottchalk, mercado, nintendo world, play tv, super mario bros. super show!, tambor
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