Eu queria estar lá. Começamos com isso. Eu queria muito ter estado lá. A volta da E3 “GRANDE”, a volta dos anúncios “glamurisados”, da purpurina e das booth babes. Pô, odeio neguinho falando que a E3 de 2008 era melhor para trabalhar, mais organizada, #mimimi! Estamos falando de games, não é? Estamos falando de grafismo, de luzes, cores e mulheres semi-nuas, caceta! O show É PRECISO. Enfim, essa não é a questão, estou aqui para dar minhas impressões sobre a feira, sobre os lançamentos e o que podemos ver dela. Vou começar com as grandes fabricantes:
Microsoft
Foi um arregaço! Do começo dos anúncios até as personalidades que eles chamaram ao palco, foi tudo impressionante. Foi tão impressionante que, logo após eu e minha chefe assistirmos a cobertura online, tive ir fumar um cigarro para digerir tudo o que eu tinha assistido.
Confesso que eles abrirem com a apresentação do “The Beatles: Rock Band”, colocando Paul McCartney, Yoko Ono, Ringo Starr e o filho do George Harrison, me deixou decepcionado. Eu achei que não tinha como melhorar ou ficar mais grandioso… Ledo engano.

“Modern Warfare 2” foi sensacional, “Tony Hawk Ride” foi muito bom, mas quando mostraram imagens de “Final Fantasy XIII” rodando no Xbox 360 foi épico (até para mim, que sou sonysta declarado). Valve decepcionou muito com “Left 4 Dead 2”, afinal de contas, é a MESMÍSSIMA coisa que o primeiro da série, somente com uns personagens diferentes e uns mapas a mais, nada que uma expansão não cuidasse.

“Splinter Cell Conviction” é outro game que eu fiquei maluco para jogar: está fluido, intuitivo e rápido (sem falar que Sam Fisher criou algumas bolas e tá batendo de verdade agora). “Forza 3” animou, mas não sou fã de corrida. “Halo: ODST” foi style e o anúncio do “Halo Reach” também agradou bastante, mas “Alan Wake” arregaçou! Com uma história à lá “Lost” e uma jogabilidade na pegada dos games atuais de tiro (o que não agradou muito, já que se é para ser inovador, seja inovador em tudo, caraco!).
E aí, quando você acha que acabou, o Hideo Kojima sobe ao palco (com cinto de strass! Eu vi, “gracinha”!) e anuncia o “Metal Gear Solid: Rising”, motherfucker!

Bom, e isso foram só os games… Teve o Project Natal. Não vou negar, a primeira vista eu fui crente, fui ingênuo e tremia enquanto a apresentação acontecia. O sistema de reconhecimento de voz, reconhecimento facial, a precisão de captura de movimento, até ele scanear o maldito shape de skate daquela maneira impossível, eu acreditei. Mas a apresentação do “Project Milo”, do Peter Molyneux, me fez ter medo… Medo de verdade, medo de estar assistindo a SkyNet nascendo… E foi por isso que tive que ir fumar um cigarro e respirar. Eu não tava enxergando direito, as luzinhas da Microsoft me enganaram direitinho.
Depois, conversando com amigos da área, eu me recompus. É lógico que a Microsoft forçou a barra no vídeo profissional, é lógico que o processamento do Milo é, basicamente, impossível de acontecer da maneira como foi mostrada – não com a tecnologia que existe atualmente. Isso sem falar nas falhas de lógica, como no vídeo em que o moleque joga um game no qual ele é um Godzilla e para andar para frente com seu personagem, ele também tinha que andar de encontro à TV, ou seja, e quando ele der com a testa no aparelho? O personagem não vai mais para frente?
Enfim, demorei um dia para recobrar meus sentidos e perceber o quão absurda era a demonstração da fabricante. Mas, pensem, mesmo tirando todos esses exageros, o Project Natal não é, no mínimo, impressionante? Ele pega todo o hype do Nintendo Wii e aumenta em 200%, afinal, fará mais do que o Wiimote, com melhores gráficos e maior capacidade de processamento. Não sei, não sei… Tenho uma barreira em (agora) acreditar em tudo aquilo, mas também não consigo deixar de me sentir maravilhado por ele. Sou facilmente impressionável… Mas o que vocês acham?
Nintendo
Vamos deixar uma coisa clara: desde a minha infância eu odeio a Nintendo. Não sei, talvez tenha começado por meu primo ter um Nintendo e eu não gostava do meu primo, aí relacionei. Mas, para mim, sempre foi a dicotomia Sega vs. Nintendo, com a Sega SEMPRE dando um pau na outra.
O ódio aumentou com a era Wii, uns amigos me chamam de nazista dos games, que sou elitista e que não aceito mudanças: tudo isso está certo, menos a última. Não SUPORTO casual gamers e sabe por que? Porque são esses cornos que, sendo maioria, puxam toda a indústria para fazer jogos babacas para pessoas acéfalas e a indústria, como é uma meretriz ávida por dinheiro, vai atrás deles.

Eu não sei vocês, mas eu realmente não faço a MENOR questão de ver meus avós nessa posição…
Enfim, foi com esse olhar que eu assisti a conferência da Nintendo na E3. E eu me deleitei com o fracasso retumbante que foi. NINGUÉM aplaudiu, ninguém se empolgou com lhufas do que foi apresentado, nem o deus nintendista Shigeru Miyamoto foi! E tudo isso no dia seguinte a apresentação animal da Microsoft. Ficou feio, pegou mal… Se fosse eu, teria apresentado “Mario Galaxy 2” (que eu odeio, mas é tragável) e “Metroid: The Other M” e pediria para cagar, acabando fugindo pelas portas do fundos.
Pô, os caras vem querer me colocar uma apresentadora que a última coisa que manjava era games, falando sobre inovação, apresentando mais sei-lá-quantas quinquilharias (leia-se “Motion Plus”), e vendendo tudo isso como novidade e revolução? Caraco, isso é falta de respeito, no mínimo! Nintendo DSi?! Faz-me rir, Nintendo!

E a Nintendo tem a pachorra de falar que o DSi é perfeito para policiais! Really?!
No final das contas, eu amei a conferência da Nintendo, já que foi a coisa mais vergonha alheia pela qual já passei. E digo mais: se você, Nintendista, continua pagando pau para a sua empresa predileta depois desse deserviço que ela fez, bem, você é um otário mesmo e merece.
Amanhã eu falarei sobre a Sony, os games fodaços que foram apresentados e minha opinião geral da E3! Até!