Por gentileza, antes de começar a ler este blog, clique no link logo abaixo e continue o texto. Vale a pena.
<Background de impacto!>
Há muito, muito tempo atrás… Quer dizer, nem tanto tempo assim. Mas isso é relativo. Para uma mosca, que tem uma vida média de uma semana, quatro dias é mais que metade de sua existência. Já para uma tartaruga marinha, que pode chegar a mais de 80 anos sem se esforçar muito – ela nem precisa de uma taça de vinho tinto por dia para ajudar o coração, não que eu ache isso uma grande vantagem -, uma década não é nada.
Enfim, do que estávamos falando mesmo? Era algo sobre o tempo… Longevidade e tartarugas. Não… Ah, sim! Dê um play novamente na música acima, por favor.
Há muito, muito tempo atrás. Algo em torno de 22 anos, encare como quiser. Nascia um pequeno rebento que traria ao mundo o número de R.G.: 43.456.687-9, além de sua incrível sapiensia. Não, esse não era quem vos fala. Quem lhes escreve estava no quarto ao lado, lutando para se desvencilhar do cordão umbilical que o sufocou por mais de um minuto. Médicos afirmaram que isso traria sequelas, mas hoje só sinto uma estranha vontade de andar de lado quando escuto “Meu Deus, o que aqueles flamingos estão fazendo ali junto do Homem-de-Lata e duas lhamas?”.
Aos 4 anos ganhei meu primeiro videogame: um Mega-Drive novinho, com apenas o jogo “Altered Beast”. Durante anos berrei “Rise From Your Grave!” em plenos pulmões toda vez que acordava. Minha mãe, que tinha um senso gamer tão apurado quanto o seu humor, me levou a uma psiquiatra por isso. Fui diagnosticado hiperativo e disléxico, diagnóstico do qual discordo veementemente, afinal, decorar todas as falas de “Altered Beast” (37,5, se você contar que quando leva uma porrada durante um “Power Up!” vale meia frase) é um feito e tanto para uma criança disléxica. A hiperatividade eu não discuto.
Me formei em jornalismo alguns anos após quebrar os dentes da frente de um coleguinha de classe enquanto eu brincava de ser o Jaspion e ele o Satan Goss – por isso fui gentilmente convidado a me retirar do colégio e ditatorialmente proibido de assistir TV por meses.
Ao entrar no mundo jornalístico eu realmente queria ser um repórter de guerras, sabe como é: encontrar outros hiperativos (e suicidas, e psicopatas, e sociopatas, e piromaníacos) como eu. Enfim, levar uma vida tranqüila e produtiva na sociedade. Mas prontamente entendi que o que eu gostava mesmo era de videogame, e logo em seguida descobri que existia jornalista disso também. Passei pela EGM PC, EGM e TRIP antes de chegar ao Arena Turbo, onde fui recebido de braços abertos pela game girl Renata Honorato e seu bichinho de estimação que cuida dos Fóruns do Arena, Thiago “BeGOD” Vilela. Desde então troco minhas folgas pela redação, já que lá temos uma máquina de teste de jogos e “posso” conseguir mais achievements para “Left 4 Dead” e “Team Fortress 2”, entre outros.
E esse blog? Ah, esse blog não pretende ser sério, tampouco puramente inútil. O GameOver quer deixar seu dia um pouco mais surreal, mas ainda assim levando alguma informação no meio. Como fazer isso? Não faço a menor idéia, continue aparecendo. Talvez eu consiga isso. Ou não.
De qualquer forma: “RISE FROM YOUR GRAVE!”