Portal 2 | GameOver
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25/08/2011 - 11:33

Portal e fan films que mereciam estar no Cannes

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(sente só como essa Chell tá forte, mermão!)

Após assistir ao vídeo aí em cima me peguei pensando: é bizarro a qualidade de fan films que a série Portal inspirou. É impressionante como estes curtas são mais preocupados em explorar as nuances da Chell (personagem principal da série e muda nas horas vagas) do que o fato dela ter uma arma que cria portais. O que é bizarro, não? Afinal de contas, segundo todas as pessoas que consideram games uma mídia incapaz de transmitir emoções “profundas” ou contar histórias interessantes, nós só somos capazes de ter jorros incontroláveis de adrenalina enquanto matamos coisas, certo?

Mas por que essa fascinação pela personagem muda e não por sua arma/capacidade de telportar? O que há de tão interessante na mente de alguém que mal sabe quem é – sinto muito, você precisará conhecer a história de Portal para entender melhor este texto, mas a Wikipedia está aí, né? – e não tem ideia do porque estar presa em um laboratório?

Você jogou os dois games da série Portal? Se sim, por que a história é tão importante? Convenhamos, o título é, atualmente, um dos pináculos do “videogame”, tudo nele é focado na jogabilidade e em como o jogador responderá aos desafios propostos. Bem, nem tudo… Chell está lá. E GlaDOS. E Wheatley, que apareceu neste último game.

Sendo justo, Portal 2 teve muito mais história que o primeiro, contando mais sobre a origem de Chell e do próprio laboratório da Aperture. O caso é que: poucos games impulsionaram vídeos tão “profundos e dramáticos”… Por que?

Particularmente, acho esse segundo muito mais “tenso”

Em que momento o jogador, que controla a própria Chell em uma câmera primeira-pessoa, simpatiza tanto com o sofrimento da personagem? Quando ele foi obrigado a incinerar o Companion Cube (sente só a bizarrice: nós nos ligamos emocionalmente a um objeto inanimado criado dentro de uma realidade virtual nada parecida com a nossa própria realidade… )? Ou foi quando GlaDOS lhe negou a liberdade no primeiro título, ou a traição de Wheatley no segundo? Ou mesmo a redenção de GlaDOS?

Será que o silêncio de Chell, que me colocou num estado de semi-revolta em ambos os jogos, é o que faz o jogador berrar ele mesmo contra toda a trama (ou a favor dela)? E, em um mundo completamente desconhecido (sem identidade, sem rumo, sem perspectiva) por que, raios, Chell quer escapar? Quer viver? POR QUE O JOGADOR QUER JOGAR?!

Portal é demais…

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, games, video Tags: , , , , ,
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