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15/12/2009 - 19:48

Como perder as esperanças no mercado nacional de games

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Eu sou instintivamente otimista. Para o bem ou para o mal, sempre acredito que “tudo vai dar certo”, mas têm coisas que acabam com qualquer “luz-no-fim-do-túnel”. E foi o que aconteceu com o final de 2009. Notícia atrás de notícia me fizeram desacreditar completamente no mercado nacional de games. Mas amargura só é boa quando dividida com todos, por isso eu separei as principais notícias dos últimos tempos que fizeram com que o meu otimismo se tornasse na pior sensação de final de domingo.

Chegada do PlayStation no Brasil

Na realidade eu encaro essa notícia toda mais como uma piada bem sem-graça do que algo sério. Afinal, por que, raios, a Sony desembarcou com o PlayStation 2 e o PSP no Brasil? Além de ter esquecido completamente do PS3 (nem vou falar da versão Slim…), a fabricante ainda não trouxe nenhuma novidade de fato. Só um site MUITO FEIO.

Projeto de lei 170/06

Então o excelentíssimo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) decidiu que a fabricação ou distribuição de games “violentos”deve se tornar uma atividade criminal. Agora, pequeno aprendiz, pergunte ao senador o que é jogo violento para ele: “(qualquer título que atente contra) os costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”. Como o amigo Jones Rossi (editor da Galileu) comentou, “tem um grupo nos EUA que defende os direitos das montanhas e rochedos. Prevejo a proibição a ‘Shadow of Colossus’ em breve”.

Delegada carioca sobre “Call of Duty: Modern Warfare 2”

Na realidade, essa notícia sobre os comentários da delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, sobre o “MW 2”, me fazem desacreditar mais da humanidade como um todo do que na indústria em si.

Segundo a delegada, a fase no Rio de Janeiro do game não condiz com a realidade das favelas locais. “Eu acredito que o jogo foi criado por pessoas que não convivem com a realidade das comunidades. (O jogo) passou a pior imagem possível e tenta instigar uma ideia de guerra (…) Eu achei que a ação é exagerada. Ela simula mais uma guerra do que uma ação policial. Não fica claro pra quem está jogando qual o objetivo daquela ação, enquanto que, na ação policial, os policiais têm objetivo”. Aí eu penso: será que a delegada Helen conhece o mesmo Rio de Janeiro que eu? Porque, sei lá, vai que existe um Rio de Janeiro pacífico em outro lugar…

Sem falar que o pior é quem teve a brilhante ideia de ir falar com uma DELEGADA sobre um game. Tipo, o que tem a ver? Mesmo que a especialidade dela esteja “próxima” do assunto, isso não a transforma em nenhuma especialista (ainda mais quando ela demonstra, aos 46 segundos do vídeo, todo o “domínio” que possui sobre o controle do console), ou sequer, conhecedora da causa de fato. Trocando em miúdos: uma matéria para, simplesmente e unicamente, requentar uma polêmica ultrapassada – e completamente ilógica (nem vou comentar sobre o título da matéria, que conta com “Call of Duty 2″, por coleguismo de profissão).

As coincidências nas promoções de advergames no Brasil

Essa última foi a gota d’água mesmo. Certo, certo, não houve nenhuma condenação, ninguém foi declarado culpado e tals, mas após tantos indícios e relatos, sou obrigado a acreditar de que existe alguma coisa cheirando muito mal nessas promoções.

O leitor do GameOver pôde acompanhar (1) o desenrolar dessa história (2) nos últimos dias e fazer seu próprio julgamento, mas cada vez mais a situação se complica, como desde a semana passada Paulo Demétrio anda em uma briga eterna com o moderador da comunidade Rexona Tuning Race no Orkut: Paulo não quer deixar seus posts em que achincalhava membros da comunidade visíveis e o moderador insiste na transparência do site.

Enfim, tudo isso só prova que maturidade de verdade no Brasil anda muito em falta e o tiro vai para ambos os lados, empresas e consumidores – estou falando especialmente com vocês, que compram piratas. Enquanto as pessoas não levarem a sério o mercado e deixarem a brincadeira só para os games, nunca seremos levados a sério e aí eu quero ver a galera reclamando com a Nintendo trazendo, sei lá, um Super Nintendo oficialmente ano que vem.

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  3. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , , ,
27/02/2009 - 15:28

Nintendo lança mais um controle clássico para Wii

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Sério, eu queria saber exatamente qual é o tesão que a Nintendo sente pelos seus joysticks. Ok, ok, o Wiimote é fálico, logo, Freud explica. Agora, mais um controle “clássico”? E o pior, parece uma cria bastarda do nosso antigo Dual-Shock de PlayStation One! Classic Controller Pro my ass! Maior cópia descarada!

Como você pode ver (caso você seja cego, como conseguiu chegar até aqui?!), os dois botões para os dedões ficam no mesmíssimo lugar do Dual-Shock, os quatro gatilhos de cima também ficam no mesmo lugar do Dual-Shock…

Isso me faz lembrar uma frase: “É uma cilada, Bino!

And now for something completely different

Se você quer sentir vegonha alheia de minha pessoa, por favor, assista:

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  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, Teorias, arena news, games Tags: , , , , , ,
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