O dia em que eu calei o Submarino
Uma semana atrás, exatamente, escrevi um post apontando a lógica – pela falta de melhor de palavras – nonsense de preços do Submarino para com o PlayStation 3 Slim. A loja virtual anunciou a nova versão do console por R$ 2 mil, sendo que a fabricante Sony o havia desenvolvido exatamente para cortar o preço no mundo. Ou seja, o Submarino se acha mais importante, ou num patamar acima, do que a própria Terra. Normal, egocentrismo é o que não falta nesse mundão. Bom, pela prática do bom jornalismo eu enviei o meu texto para a assessoria de imprensa da loja, afirmando que eles teriam total liberdade de resposta e espaço em meu próprio blog.
O Submarino não respondeu.
Vou ser justo, eu enviei o e-mail para a assessoria no dia 15, terça-feira, ou seja, três dias para resposta. Quero acreditar que em um mundo “internético”, as assessorias dedicam seu tempo pesquisando sobre seus clientes, cuidando de sua imagem (é o seu trabalho, bátima!), logo, desde sexta-feira passada a assessoria teve oportunidade de conferir meu post. “Mas seu blog é desconhecido, caraca”, berrarão alguns. De fato, o GameOver não é (AINDA!) um grande expoente no blog roll brasileiro, porém, o iG é, e durante todo o final de semana passado o GameOver esteve em sua capa, prova disso é o fluxo de visitantes e o número de comentários no post inicial. Pensando nisso, acredito que concedi um tempo razoável para a resposta.
Evoco palavras sábias do tempo do Guaraná com rolha: “Quem cala, consente”. De um lado eu fico feliz, afinal, as “acusações” foram verdadeiras e contundentes. Não há defesa. De outro, fico emputecido pela falta de consideração com a imprensa e o consumidor, afinal, é de puro interesse da loja que seu nome não fique tão “feio na fita assim, mano”.
E esse foi o dia em que eu calei o Submarino.
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