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23/06/2010 - 13:11

Epifania do dia: Nintendo e Paulo Coelho

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Enquanto eu tomava banho hoje de manhã – momento em que meu pensamento mais “passeia” -, pensando sobre coisas que vimos durante a E3, novidades no Arena e em o que almoçar hoje, cheguei a uma conclusão sobre a Nintendo: ela é o Paulo Coelho dos games. Calma, eu explico.

Quem lê com certa frequência acho que entenderá os meus argumentos, quem não lê… Bem, só isso já explica muita coisa.

O jeito mais fácil de fazer essa comparação, a meu ver, é explicar o que o Paulo Coelho significa para a literatura nacional e mundial e, a partir destes pontos, é só os estenderem para a Nintendo:

Paulo Coelho é um escritor brasileiro, amigo e compositor do Raul Seixas, que já vendeu uma cacetada de livros – cerca de 100 milhões de exemplares, o que não é muito se compararmos a uma J.K. Rowling ou Stephenie Meyer, mas o cara é mais overrated que elas e é por isso que o uso em meu argumento.

Enfim, Paulo Coelho escreveu uns três livros realmente famosos (O Alquimista, Maktub e O Diário de um Mago, algo como o Super Mario, Zelda e Metroid), que foram traduzidos para diversos idiomas e vendidos em centenas de países. Todos eles escritos a décadas atrás e, desde então, Paulo Coelho surfa na onda deles, afinal, ele não precisa se esforçar muito mais, até para a Academia Brasileira das Letras ele foi parar – se isso é um mérito ou não, é outra história. Todos os seus livros são parecidos com os três supracitados (vocês estão pegando a relação?), narrativa (jogabilidade) coerente e até envolvente, história simples para todo mundo entender, preços módicos para todo mundo comprar e uma aura de genialidade que a crítica passada o deu e ninguém mais criticou.

Antes de você sair remoendo sua infância e querer me bater, pense um pouco sobre isso. Vamos concordar com uma coisa: o Paulo Coelho faz bem para a indústria literária nacional e internacional. “Como assim?! Tá maluco?!”, até hoje o meu inconsciente replica rapidamente, apontando o quanto ele sucateia a literatura, atrapalha o desenvolvimento dos “leitores casuais” com histórias ralas e blábláblá. Mas há uma explicação racional: sem um Paulo Coelho, que movimenta rios de dinheiro, a indústria não teria capital para investir em escritores menores, desde nacionais a internacionais. Se o cara escreve bem ou não, é uma história, mas que a indústria precisa dele, é um fato.

Hoje eu enxergo a Nintendo da mesma forma, aliás, até me forcei uma aproximação com a fabricante durante a E3 desse ano. Fui jogar Metroid: The Other M (que gostei), testei o Nintendo 3DS (que achei simplório demais, e não adianta berrar comigo, você não o viu de perto ainda) e até entrevistei um dos cabeças de Donkey Kong Country Returns, Kensuke Tanabe.

Porém, continuo não gostando das plataformas, dos títulos e ideias que a Nintendo tem sobre videogames. Sei lá, não é nem a questão de sempre ter seguido pelo lado da SEGA, depois Sony, é mais a questão de “o que eu acho divertido”. Cenários bonitinhos, com personagens fofinhos, barulhinhos engraçadinhos e histórinhas interessantinhas, muito diminutivo, sabe? Gosto, sim, de grandes narrativas, por mais confusas que sejam (Metal Gear Solid), momentos emocionantes de verdade (Shadow of the Colossus) e realismo, por mais irreal que seja (Call of Duty). Continuo achando que minha infância já passou e que videogame, cada vez mais, envelhece com o jogador. Se isso é bom ou ruim, é uma outra discussão.

Tudo isso só para poder explicar, com um pouco mais de conteúdo, quando me perguntam, com cara de assustados: “Como assim você não gosta da Nintendo?! Sem ela os videogames não existiriam!”. De fato, os videogames poderiam até não existir, mas não irei gostar de algo só porque meu trabalho depende disso. É como você me afirmar que preciso gostar do meteoro que ajudou a extinguir os dinossauros: nós poderíamos não existir, mas dinossauros são muito mais legais.

Pronto, nunca mais falo sobre isso… É sério.

P.s.: Falando em E3, escuta o podcast improvisado que gravamos no último dia de feira, ficou… Peculiar.

Notas relacionadas:

  1. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  3. E3: Eu não fui o único
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Opinião Tags: , , , , , , , ,
12/08/2009 - 19:28

Porque a distribuição digital pode piorar a situação dos games

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Eu sei, eu sei. Quando acontece qualquer discussão entre vendas físicas e digitais eu sempre acabo do lado da segunda. Mas hoje o Bagaço me mandou um artigo que me fez repensar (só um pouco) a minha posição.

O artigo, publicado ontem no Gaming Dungeon (em inglês), mostra como as grandes produtoras e desenvolvedoras estão se aproveitando do mercado digital para realizar o bom e velho monopólio. De acordo com o texto, pela distribuição digital não precisar de um comerciante, de um distribuidor (eles chamam de “The Middle Man” e eu não consegui pensar em um termo melhor em português), os consumidores ficam a mercê de todas as vontades da fabricante que, invariavelmente, vai querer lucrar, ou seja, deixar o preço lá em cima. Isso acontece porque quando um jogo digital é vendido, possivelmente, não existirá concorrência, limitando as escolhas do usuário e por consequência pregando o preço lá em cima.

Pelo o que senti, todo o artigo do Gaming Dungeon foi motivado por uma frase de Bobby Kotick, CEO da Activision Blizzard, quando foi perguntado por que o preço de “Modern Wafare 2” (cerca de 55 euros) era mais alto que nos Estados Unidos: “o preço é esse e eu aumentaria mais se eu pudesse”. E olha que o valor nem foi tão mais alto assim, cerca de 5 euros mais caro. De fato, Kotick deu uma bela derrapada na diplomacia ao soltar essa pérola, mas ele também assustou todos, mostrando que os preços de seus – e por que não de toda a indústria – games gravitam quase que ao seu bel prazer.

O Gaming Dungeon acerta ao afirmar que quando o consumidor tem mais opções de adquirir seu produto – como acontece na mídia física – mais variantes do preço original devem aparecer favorecendo o seu interesse. Mas isso não é nada novo e todo mundo que sabe o mínimo de oferta e procura já conhecia toda a maracutaia.


Este pode não ser mais o seu deus…

Agora, o que o artigo me fez prestar atenção é que, de fato, os games digitais – mesmo sem precisar da logística, da caixinha e dos custos de produção – estão custando a MESMA coisa. Ora, caro amigo batráquio, eles estão nos ferrando de verde-e-amarelo, caracoles! Sim, imagino que você tenha percebido, mas eu, no afã consumista do Steam e seus malditos Weekend Deals nunca havia parado para pensar. E o artigo está certo.

Outra predição realizada na matéria é que, assim que a distribuição digital se firmar como seu novo deus, e as Microsofts, Sonys e Nintendos se encontrarão em uma posição tranquila de ditadoras de preços, já que não terá para onde o consumidor correr. Bom, é aí que meu pensamento diverge: apesar da minha fobia de perseguição e conspiração mundial, eu acho que, no final, o consumidor sempre dá um jeito. Por mais tapados que somos, no final o barco do comércio acaba pendendo para o nosso lado, ainda mais pelos games não serem artigos de primeira necessidade (bom, não para a maioria do mundo), basta pararmos de comprar para o preço cair, certo?

Bom, eu acho… Talvez.

Notas relacionadas:

  1. Rapidinhas: “L4D” de graça, EDGE chega no País e site gringo no Brasil
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  3. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, Teorias, games Tags: , , , , , , ,
17/06/2009 - 16:25

Eu voltei!

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Acho que não preciso dizer mais nada, certo?

De qualquer maneira, reafirmo o vídeo e o título: voltei! Após uma semana de folga (obrigado, Nintendo), um JUCA maluco (sim, eu já sou formado, mas eu queria ver se eu ainda gostava… Não, não gosto) e um e-mail avisando que Valdemar Setzer, meu miguxo, apresentará uma palestra na UniSanta, no próximo dia 20 de junho (valeu, Lincoln, e não esqueça de perguntar por que ele nunca mais me ligou, o machista!), eu voltei.

E eu tenho sede sangue… Ou algo do tipo.

P.s.: O pessoal da UniSanta considera TANTO o professor que desencanaram do “V” e tacaram um “W” no nome dele… Acho que é para dar mais charme… Ou seja, MANDOU BEM, assessoria!

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  2. E3: Eu não fui o único
  3. OMFG! – “House” vira game
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Inutilidade (ou não), video Tags: , ,
08/06/2009 - 18:06

OMFG! – “House” vira game

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Que toquem as trombetas do Fim dos Tempos! Que urrem os terrores noturnos da ira divina! Preparem-se, pecadores, pois tua destruição foi anunciada e teu Deus veio cobrar teus arrependimentos! Chorai tuas mágoas, ó visigodos do novo mundo! E… e… ah, algum puto decidiu que era uma boa ideia fazer um jogo com a série “House.

Agora, qualquer um que se acha corajoso o suficiente, me explique por que, raios, alguém acha que consegue transmitir os ensinamentos do Doutor Gregory House (a.k.a. Sick Bastard) através de um videogame? Entendam, não menosprezo o poder dos consoles, mas não EXISTE maneira de colocá-lo em um game. Exemplos de como isso é impossível:

Quero ver conseguirem passarem toda essa “iluminação” do House para o Nintendo DS, Wii (tá vendo como a Nintendo me provoca, rapá?!) e PCs (shame on you!). “Grey’s Anatomy”, vá lá! Afinal de contas, uma série tão melosa que me faz vomitar arco-íris pode, com qualquer truque mequetrefe de casual game, ser adequada aos games. Mas “House” NUNCA!

Com indignação, me despeço, caros leitores. A partir das 20h desta segunda-feira começa uma folga extremamente merecida (hahaha, desculpem, mas não consigo conter minha risada com o cúmulo do inesperado que é todo o caso). Volto semana que vem, até!

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  3. E3: Eu não fui o único
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), games, video Tags: , , , , ,
08/06/2009 - 14:51

E3: Eu não fui o único

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A medida que os dias passam, os nintendistas, chatos como só eles conseguem ser, vão diminuindo sua incidência no GameOver. Os comentários (eu modero todos, se o seu não apareceu é porque sua ofensa foi completamente gratuita e você não leu o post inteiro, assim como a maioria não o fez…) estão ficando mais amenos e as críticas um pouco mais construtivas. Aplausos para você, usuário que leu tudo e deixou de lado o seu lado bufão para propor uma discussão. Bom, antes que pensem que estou arrependido, ou que acho que minha carreira foi para o ralo, ou que estou com medo de ser demitido (entristeçam-se, isso nem passa pela cabeça de minha chefe), reafirmo: eu quis dizer tudo aquilo que escrevi naquele post. Podem continuar com as pedrinhas, elas são de um nível ridículo para qualquer ser humano se importar realmente.

Mas não é para voltar com a discussão que escrevo esse post – ou talvez seja. A questão é que, mesmo eu sabendo com que nível de pessoas eu estava lidando, depois de 100 comentários me perguntei se eu tinha exagerado. Bem, eu fui pesquisar novamente sobre a “conferência” da Nintendo e encontrei que, dos sites que pesquisei (GameTrailers, Joystiq, The Escapist e Eurogamer), TODOS consideraram os melhores momentos da E3 como sendo da Sony e da Microsoft – a Eurogamer considerou “New Super Mario Bros. Wii” como melhor game, mas isso eu achei simplesmente uma piada de mal-gosto. A Nintendo foi reconhecida apenas por seus “Metroid: The Other M”, “Mario Galaxy 2” e “Scribblenauts” (sendo que os dois primeiros eu mesmo ’salvei’ no post anterior). Ou seja, o que os nintendistas quiseram ver foi o meu tom “agressivo” e usaram isso como base de sua argumentação. Não vou falar que fizeram errado, mas somente essa base não dá qualquer valor de crítica. Alguns até clamaram pelo passado dos videogames e que eu devia minha vida, minha alma e minha profissão a o que a Nintendo fez pela indústria… Se vamos seguir essa linha de pensamento, por favor, ajoelhem-se todos para o Tetris (o pior é que eu sei que uma boa parte fará isso com prazer). A questão não é quem temos de reverenciar, e sim quem fez melhor, quem se esforçou, e esse alguém não foi a Nintendo.

A maneira com que eu me referi à Nintendo é a mesma que muitos outros gostariam usar, porém, ou lhes falta coragem (cojones) ou lhes sobra o “politicamente correto”. No GameOver é exatamente o contrário e me orgulho disso.

Enfim, confiram os links das reportagens e escutem o podcast do GameTrailers (abaixo). Não que eu precisasse de alguma afirmação do que eu já sabia, mas agora sei que outros colegas da área também se sentiram ofendidos com a babaquice do Vitality Sensor

- Eurogamer’s Best of E3 2009
- Susan’s Five Favorites from E3 (The Escapist)
- Joystiq’s Best of E3 2009

E chega desse assunto que eu tenho mais o que fazer.

Notas relacionadas:

  1. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  3. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Opinião, games Tags: , , , , , ,
05/06/2009 - 20:15

Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte

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Primeiramente: caraco, como a cutucada nos nintendistas doeu, heim? Até ameaçado de ser processado eu fui! O mais engraçado, pelo o pouco que li do thread no fórum da concorrência (onde tudo surgiu), é que a maioria nem sequer leu o texto inteiro. Ou seja, críticas vazias e ataques pessoais completamente desnecessários… Enfim, foi uma boa diversão para minha sexta-feira e ótimo para a audiência do GameOver. Ah, sim, antes que pensem que estou polemizando para ganhar confete, deem um pulo lá atrás, nos posts, e vejam como eu escrevo, sobre o que eu escrevo e para quem eu escrevo, depois vamos discutir sobre jornalismo, parcialidade e inteligência.

Enfim! Vamos ao final da minha opinião sobre a E3 deste ano. Hoje eu falo sobre os games que eu gostei e sobre a conferência da Sony.

Sony

Comecemos assim, eu sou sonysta, mas a minha paixão arrefeceu com o lançamento do PlayStation 3, que para mim foi colocado no mercado precipitadamente. De qualquer forma, este ano eu acho que o PS3 vai (não sei ao certo para onde) e os indicativos se mostraram ainda melhores nesta E3.

Confesso que quase chorei durante a apresentação do exclusivo “The Last Guardian”, antes conhecido como “Project TRICO”. Sério, eu fico simplesmente embasbacado o quão perfeito os títulos da Team ICO conseguem ser. “Shadow of the Colossus” entra fácil na lista Top 10 de melhores jogos.

Agora, “God of War III” decepcionou, como um amigo afirmou: “’GoW III’ é um ‘GoW II’ em HD” e depois de assistir ao vídeo eu não posso concordar mais. Cadê os 200 personagens simultaneamente na mesma tela que cabem em “Dead Rising 2”? E as novidades de movimentos? Sei não, mas eu comprarei para completar a saga de Kratos (maldito vício).

E o “Gran Turismo 5”? Não gosto muito de jogos de corrida onde eu não posso atropelar velhinhas de andador enquanto atravessam a rua.

Mas as “bugigangas”… Ah, elas foram sensacionais! O anúncio do PSP Go! foi mais do que bem-vindo (mesmo todo mundo já sabendo que ele apareceria), afinal de contas, o seu concorrente direto DSi já havia sido lançado há meses. O fato de ele perder o UMD não me assustou em nada, aquela coisa era meio que inútil mesmo, já que a maioria das pessoas baixa os jogos e armazena nos cartões. E os serviços como Media Go e o streaming direto de vários canais (a Sony fechou um contrato de conteúdo com a Sky) para o portátil são ótimos, apesar de eu achar eles um tanto quanto inúteis para o usuário normal do PSP aqui no Brasil e a nossa internet de ÚLTIMA geração.

Agora, os sensores de movimento (que ainda não tem nome) foram geniais. O único problema foi a apresentação deles. Me pareceu que eles só foram anunciados para dar uma resposta para o “Project Natal” e mostrar que a Sony não esqueceu dessa modalidade de captura de movimento. Foi uma apresentação, no mínimo, amadora, com os dois desenvolvedores tão nervosos quanto moleques da quinta série apresentando um seminário sobre genitálias. Ficavam dando risadinhas nervosas e esqueciam do que estavam falando, o que os salvou foi o produto. Sem o espetáculo exagerado que foi o “Project Natal”, a Sony mostrou o que era real, o que eles tinham no momento e com o que eles iriam municiar os desenvolvedores. Ótima física e uma sensibilidade que deu um PAU no Motion Plus.

Porém, não consigo saber se essa apresentação foi realmente tão imprescindível de acontecer nessa E3. O projeto está muito cru ainda. Sem falar que a Sony poderia ter guardado essa carta para conseguir responder a altura da Nintendo na Tokyo Game Show (TGS - setembro deste ano), já que o Shigeru sempre prefere anunciar as novidades da empresa nesse evento.

Resumindo: acredito que os sensores do PS3 devem ser melhores que os do Xbox 360, já que eles são mais reais e não estão mirando a utopia. De qualquer forma, ambos os sistemas colocam o Wii no chinelo devido à capacidade de processamento de cada plataforma ser muito superior, permitindo que os jogos sejam maiores, melhor construídos e mais polidos (e isso, nintendistas, vocês não podem negar).

Games

Alan Wake”, “Heavy Rain: The Origami Killer”, “The Last Guardian” e “Brütal Legend”, são esses os títulos pelos quais eu estou mais ansioso. Sabe, eu realmente estou cansado só de gráficos bonitos, explosões desnecessárias e histórias que beiram o ridículo dos roteiros de filmes pornô. Acredito piamente que estes três títulos prometem histórias tão boas quanto “Grim Fandango” e “Full Throttle”.

Não vou mentir que o novo “Metal Gear Solid: Rising”, “Castlevania: Lords of Shadow”, “Uncharted 2: Among Thieves” e “Splinter Cell Conviction” também me deram coceira nos dedos, mas eles são mais do mesmo, todos são continuações de franquias já consagradas e eles devem apresentar pouca, ou nenhuma alteração fenomenal. Mas os que eu falei ali em cima, esses tem grandes chances de contarem grandes histórias e terem uma jogabilidade diferenciada.

Jogos de esporte que não tem sangue é para sissies, mas eu até gosto de “Pro Evolution Soccer” – o novo “FIFA” também. Porém, eu ainda prefiro um “Madden NFL”, enquanto não inventaram um game do verdadeiro jogo de macho: bocha!

Bom, e a E3 foi isso pra mim: a volta dos velhos tempos, bons lançamentos e a Nintendo me fazendo rir. Espero ansiosamente pela TGS para ver como a Nintendo vai tentar se redimir.

Até a próxima!

P.s.: Ah, sim! Não posso esquecer de mandar um abraço para cada leitor que entrou para me xingar. Valeu, Fórum UOL, você foi uma mãezona!

Notas relacionadas:

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  2. OMFG da semana – Sony registra patente de carrinho controlado pelo PSP
  3. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião, games Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
04/06/2009 - 18:20

Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte

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Eu queria estar lá. Começamos com isso. Eu queria muito ter estado lá. A volta da E3 “GRANDE”, a volta dos anúncios “glamurisados”, da purpurina e das booth babes. Pô, odeio neguinho falando que a E3 de 2008 era melhor para trabalhar, mais organizada, #mimimi! Estamos falando de games, não é? Estamos falando de grafismo, de luzes, cores e mulheres semi-nuas, caceta! O show É PRECISO. Enfim, essa não é a questão, estou aqui para dar minhas impressões sobre a feira, sobre os lançamentos e o que podemos ver dela. Vou começar com as grandes fabricantes:

Microsoft

Foi um arregaço! Do começo dos anúncios até as personalidades que eles chamaram ao palco, foi tudo impressionante. Foi tão impressionante que, logo após eu e minha chefe assistirmos a cobertura online, tive ir fumar um cigarro para digerir tudo o que eu tinha assistido.

Confesso que eles abrirem com a apresentação do “The Beatles: Rock Band”, colocando Paul McCartney, Yoko Ono, Ringo Starr e o filho do George Harrison, me deixou decepcionado. Eu achei que não tinha como melhorar ou ficar mais grandioso… Ledo engano.

Modern Warfare 2” foi sensacional, “Tony Hawk Ride” foi muito bom, mas quando mostraram imagens de “Final Fantasy XIII” rodando no Xbox 360 foi épico (até para mim, que sou sonysta declarado). Valve decepcionou muito com “Left 4 Dead 2”, afinal de contas, é a MESMÍSSIMA coisa que o primeiro da série, somente com uns personagens diferentes e uns mapas a mais, nada que uma expansão não cuidasse.

Splinter Cell Conviction” é outro game que eu fiquei maluco para jogar: está fluido, intuitivo e rápido (sem falar que Sam Fisher criou algumas bolas e tá batendo de verdade agora). “Forza 3” animou, mas não sou fã de corrida. “Halo: ODST” foi style e o anúncio do “Halo Reach” também agradou bastante, mas “Alan Wake” arregaçou! Com uma história à lá “Lost” e uma jogabilidade na pegada dos games atuais de tiro (o que não agradou muito, já que se é para ser inovador, seja inovador em tudo, caraco!).

E aí, quando você acha que acabou, o Hideo Kojima sobe ao palco (com cinto de strass! Eu vi, “gracinha”!) e anuncia o “Metal Gear Solid: Rising”, motherfucker!

Bom, e isso foram só os games… Teve o Project Natal. Não vou negar, a primeira vista eu fui crente, fui ingênuo e tremia enquanto a apresentação acontecia. O sistema de reconhecimento de voz, reconhecimento facial, a precisão de captura de movimento, até ele scanear o maldito shape de skate daquela maneira impossível, eu acreditei. Mas a apresentação do “Project Milo”, do Peter Molyneux, me fez ter medo… Medo de verdade, medo de estar assistindo a SkyNet nascendo… E foi por isso que tive que ir fumar um cigarro e respirar. Eu não tava enxergando direito, as luzinhas da Microsoft me enganaram direitinho.

Depois, conversando com amigos da área, eu me recompus. É lógico que a Microsoft forçou a barra no vídeo profissional, é lógico que o processamento do Milo é, basicamente, impossível de acontecer da maneira como foi mostrada – não com a tecnologia que existe atualmente. Isso sem falar nas falhas de lógica, como no vídeo em que o moleque joga um game no qual ele é um Godzilla e para andar para frente com seu personagem, ele também tinha que andar de encontro à TV, ou seja, e quando ele der com a testa no aparelho? O personagem não vai mais para frente?

Enfim, demorei um dia para recobrar meus sentidos e perceber o quão absurda era a demonstração da fabricante. Mas, pensem, mesmo tirando todos esses exageros, o Project Natal não é, no mínimo, impressionante? Ele pega todo o hype do Nintendo Wii e aumenta em 200%, afinal, fará mais do que o Wiimote, com melhores gráficos e maior capacidade de processamento. Não sei, não sei… Tenho uma barreira em (agora) acreditar em tudo aquilo, mas também não consigo deixar de me sentir maravilhado por ele. Sou facilmente impressionável… Mas o que vocês acham?

Nintendo

Vamos deixar uma coisa clara: desde a minha infância eu odeio a Nintendo. Não sei, talvez tenha começado por meu primo ter um Nintendo e eu não gostava do meu primo, aí relacionei. Mas, para mim, sempre foi a dicotomia Sega vs. Nintendo, com a Sega SEMPRE dando um pau na outra.

O ódio aumentou com a era Wii, uns amigos me chamam de nazista dos games, que sou elitista e que não aceito mudanças: tudo isso está certo, menos a última. Não SUPORTO casual gamers e sabe por que? Porque são esses cornos que, sendo maioria, puxam toda a indústria para fazer jogos babacas para pessoas acéfalas e a indústria, como é uma meretriz ávida por dinheiro, vai atrás deles.


Eu não sei vocês, mas eu realmente não faço a MENOR questão de ver meus avós nessa posição…

Enfim, foi com esse olhar que eu assisti a conferência da Nintendo na E3. E eu me deleitei com o fracasso retumbante que foi. NINGUÉM aplaudiu, ninguém se empolgou com lhufas do que foi apresentado, nem o deus nintendista Shigeru Miyamoto foi! E tudo isso no dia seguinte a apresentação animal da Microsoft. Ficou feio, pegou mal… Se fosse eu, teria apresentado “Mario Galaxy 2” (que eu odeio, mas é tragável) e “Metroid: The Other M” e pediria para cagar, acabando fugindo pelas portas do fundos.

Pô, os caras vem querer me colocar uma apresentadora que a última coisa que manjava era games, falando sobre inovação, apresentando mais sei-lá-quantas quinquilharias (leia-se “Motion Plus”), e vendendo tudo isso como novidade e revolução? Caraco, isso é falta de respeito, no mínimo! Nintendo DSi?! Faz-me rir, Nintendo!


E a Nintendo tem a pachorra de falar que o DSi é perfeito para policiais! Really?!

No final das contas, eu amei a conferência da Nintendo, já que foi a coisa mais vergonha alheia pela qual já passei. E digo mais: se você, Nintendista, continua pagando pau para a sua empresa predileta depois desse deserviço que ela fez, bem, você é um otário mesmo e merece.

Amanhã eu falarei sobre a Sony, os games fodaços que foram apresentados e minha opinião geral da E3! Até!

Notas relacionadas:

  1. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
  2. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  3. Um programa para o final de semana e desculpas
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião, Trailer, games Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/02/2009 - 15:28

Nintendo lança mais um controle clássico para Wii

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Sério, eu queria saber exatamente qual é o tesão que a Nintendo sente pelos seus joysticks. Ok, ok, o Wiimote é fálico, logo, Freud explica. Agora, mais um controle “clássico”? E o pior, parece uma cria bastarda do nosso antigo Dual-Shock de PlayStation One! Classic Controller Pro my ass! Maior cópia descarada!

Como você pode ver (caso você seja cego, como conseguiu chegar até aqui?!), os dois botões para os dedões ficam no mesmíssimo lugar do Dual-Shock, os quatro gatilhos de cima também ficam no mesmo lugar do Dual-Shock…

Isso me faz lembrar uma frase: “É uma cilada, Bino!

And now for something completely different

Se você quer sentir vegonha alheia de minha pessoa, por favor, assista:

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, Teorias, arena news, games Tags: , , , , , ,
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