Nerds | GameOver
iG

Publicidade

Publicidade

24/01/2009 - 02:55

Campus Party: Overdose de energético deixa nerds alucinados no evento

Compartilhe: Twitter

É triste, as drogas hoje em dia não perdoam mais ninguém. E você achando que aquele nerd acanhado, que ficava sentado, encolhido, no canto da sala era o fundo do poço da comunicação… Os nerds da Campus Party, na madrugada deste sábado, mostraram que os tóxicos estão aí, fazendo a vez. “Como assim, drogas no evento?”, você deve se perguntar. Exatamente, drogas, que nesse caso são aceitas pela sociedade: o famigerado energético, que para este grupo, é o suficiente para jogá-los em uma tortuosa alucinação coletiva. No afã do cumprimento da missão jornalística, consegui gravar algumas cenas. Cuidado: as cenas são fortes.

Tudo começou inofensivamente. Por volta das 23h40, um grupo de pessoas iniciou uma ola, tranquila, até mesmo divertida…

Em dado momento, um conglomerado decidiu dar um passo além. Horrorizado, observei os nerds empunhando suas cadeiras e correndo, ensandecidos*, em volta da arena.

É, meus caros, o energético, a bebida maléfica, já corria nas pobres veias dos pequenos nerds, turvando suas mentes, destruindo a timidez, embotando seus sentidos… Basicamente os deixando sem-noção mesmo.

Após alguns minutos de frenesi quase religioso, eles pararam em frente a área musical do evento e começaram a gritar em coro: “Liga o som, liga o som, liga o som!”. Alguns urravam e babavam, outros batiam suas cadeiras no chão, a maioria regredindo ao nível do homo habilis.

Mais alguns minutos e eles decidiram tomar o palco da Campus Party. Fazendo uma estranha corrida de cadeiras, chegaram ao palanque e quando o dominaram, começaram a comemorar como se tivessem acabado de derrubar a Bastilha.

Foi um momento glorioso, mas durou pouco.

Sob o julgo tirânico da organização do evento, seu ânimo foi desmembrado pela carranca bestial do verdugo… Tá, não foi tão difícil assim acabar com a graça do pessoal, afinal, nerds. Seu habitat natural é virtual e não real.

“Pessoal, ontem (quinta-feira) recebemos uma intimação judicial para que parássemos com as festas depois da meia-noite”, disse o Diretor de Comunicação e Marketing (é assim que chamam os carrascos hoje em dia), Beto Andrade. “Existe um hospital logo atrás da Campus e por isso não podemos continuar a música e o barulho”. Alguns protestos tímidos aconteceram, mas a palavra foi fatal: “hoje parou pessoal, mas conseguimos para amanhã (sábado) uma autorização especial para realizarmos a festa de encerramento”.

Cada um voltou ao seu computador meio cabisbaixo, meio vitorioso. O mal havia sido detido. Os anarquistas controlados. Mas eu vi, no olhar de cada um, a sanha de sangue, o ardor da batalha.

Digito este texto escondido embaixo de uma mesa. Escutei boatos de sacrifícios humanos em homenagem ao deus Linuxus. Ainda bem que cortaram o energético.

Errata: Como o caridoso e gentil leitor Van der Lancaster fez o favor de apontar, ensandecidamente escrevi “insandecidos”. Obrigado pelo toque e pelas belas palavras, Lancaster.

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
  3. Sobre tretas, álcool e games na Campus Party
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Estórias Tags: , , , , ,
23/01/2009 - 14:58

Sobre tretas, álcool e games na Campus Party

Compartilhe: Twitter

Tava demorando para a organização da Campus Party conseguir fazer com que os nerds levantassem da cadeira (por isso merecem uma salva de palmas) e fossem reclamar da música apresentada no evento. E olha que não vou falar que eu avisei.

Ontem de noite, durante a apresentação da banda Leme, que veio ao palco principal da Campus com o rapper De Leve, o produtor Flu e o guitarrista Luciano, uma boa parte dos campuseros foi em frente ao palco e fizeram corinho de “Ih… Fora!” (retomando o sucesso de 2005) e alguns mais exaltados acenderam* tochas e pegaram suas foices para fazer com que o grupo, gentilmente, deixasse o palco. Ok, ok, De Leve manda bem e sempre gosta de colocar um humor no seu trabalho. Não vou entrar no mérito se a banda tocava bem ou não, a questão é simples: os nerds não gostam. Os nerds não tem gostado das músicas desde o Teatro Mágico, era questão de tempo para eles se mobilizarem.

Deu vergonha alheia? Claro! Quem gosta de música odeia ver esse tipo de coisa acontecer com uma banda. Poderia ter sido um manifesto diferente do público da Campus? Lógico! Mas no final, a organização do evento merecia – não a banda e nem os campuseros -, já que eles decidiram ignorar solenemente o gosto da maior parte do público. SIM, eu sei que “maioria” não é sinônimo de “sabedoria”, mas peraí, quando você coloca algo no palco principal do evento, com o som no máximo, não quer dizer que você quer agradar a maioria?

Ah sim, e para fechar com chave de ouro, alguns “nerds” decidiram comer bombons com lícor e acabaram ficando bêbados, os iniciantes. Acabaram causando na parte de acampamento da Campus Party e foram expulsos. Mas algo de bom eles fizeram: depois do acontecido, os seguranças sairam feito cães perdigueiros cheirando as bebidas de todos do evento, algo deveras engraçado.

De qualquer forma, tenho que aplaudir meus caros compatriotas gamers. Sabe como é, simplesmente estamos acima dessas frivolidades mundanas. Temos coisas mais importantes para fazer como, sei lá:

Motivationals que só nós achamos engraçados:

Fugir de casa ao nos proibirem de jogar:

Fazer vídeos bizarros:

E outras coisas de mesma importância. E por causa dessas e outras:

Atualização

Acabo de receber um comunicado oficial da Campus Party (segue o print):

Pontos a ressaltar:

1º – Eu sei que todo mundo tem direito de errar, mas “fional” em um comunicado oficial é feio;
2º – E sobre a briga? Sobre a bebida? O que aconteceu com o De Leve? Onde o Mestre dos Magos se meteu?!
3º – Vão repensar sobre as bandas que se apresentarão?

Bom, obrigado, organização, por me mandar um comunicado que não explica nada e pede uma coisa que já estava no site desde o começo do evento.

Errata: como devidamente indicado pelo colega Gravataí Merengue, este blogueiro, que reclamou do erro gráfico no comunicado oficial do evento, também errou ao escrever “ascenderam” ao invés de “acenderam”. É lógico que, ao reclamar de um erro de grafia, eu também cometeria um. Agradecemos ao Santo Murphy pela graça alcançada. Obs.: não precisa de print da tela, Gravataí! Como eu mesmo afirmei no post, todos somos passíveis de erro! ;) E obrigado pelo toque!

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Garotas gostosas odeiam zumbis
  3. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Opinião Tags: , , , , , , ,
Voltar ao topo