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10/12/2009 - 16:51

As galhofadas das promoções de advergames no Brasil (parte 2)

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Após meu post repercutindo a reportagem de Luis Sucupira e os “coincidentalistas”, alguns leitores do GameOver questionaram a forma “unilateral” com a qual conduzi o texto (o que discordo, mas continuamos). Para tentar amainar os ânimos e seguindo meus princípios de profissão, tentei realizar uma entrevista com Danilo Neves Cruz (o programador dos advergames) e Paulo Roberto Demétrio de Oliveira.

No caso de Danilo, consegui seu e-mail pessoal e lhe mandei uma mensagem pedindo uma entrevista para saber o seu lado da história. Até o momento em que escrevo este post (16h14) não recebi qualquer resposta do programador. Penso eu que ele não quer fazer nenhum comentário até o término do processo.

Já no caso de Paulo Demétrio a história foi outra. Luciano, um dos leitores do GameOver, conhece o competidor e ajudou a fazer um “meio-de-campo” para podermos conversar, afinal, não consegui encontrar nenhum contato direto de Demétrio. O problema surgiu quando ele afirmou que não faria uma entrevista por e-mail, afinal, não queria “espalhar depoimentos meu (sic) sobre o assunto por tudo quanto é canto da internet, onde eu não teria o poder sobre o que está escrito ficando a mercê dos sensacionalistas de plantão”. Demétrio deixou claro que se eu quisesse a entrevista eu teria de conversar com ele diretamente no fórum da Liga Brasileira de Live For Speed (LFSBR).

Contra todos os meus princípios jornalísticos (afinal, nenhum jornalista que se preza entraria nessa. Erro meu), decidi embarcar na dança do competidor e criei meu usuário no fórum. Após fazer considerações e realizar três perguntas (sendo que as duas últimas se limitavam à resposta da primeira e que, nem de longe, sanavam as dúvidas lançadas pela reportagem de Sucupira), esperei a resposta de Demétrio.

Leitores, antes de relatar as respostas do competidor, entendam o motivo de eu não querer realizar a entrevista no fórum:

1º – Ali é o território de Demétrio, ele conhece todos e se sente “seguro”, ou seja, ele se sente confortável a responder de qualquer forma as minhas perguntas;

2º – Os amigos e conhecidos de Demétrio estão todos ali, o defendendo. Qualquer pergunta mais “doída” seria (como foi) respondida por diversos e ajudaria na própria resposta do competidor.

Após três horas, Demétrio respondeu.

E aí outro erro: julguei, do alto de minha inocência ética, que o “entrevistado” tentaria esclarecer, contar o seu lado da história, afinal, era sua honra e hombridade que eram questionadas nas evidências de Sucupira. Ledo engano. Demétrio preferiu adotar uma postura evasiva e cheia de sarcasmos desnecessários e não correspondentes com a atitude do jornalista que vos escreve. Ele escreveu:

Minhas defesas (como se eu precisasse, estou aqui apenas para responder/esclarecer e não para me defender, e faço isso pelas pessoas que considero aqui desse fórum, e não pela situação em si, seria muito mais pratico pra mim simplesmente não falar sobre o assunto), são e continuarão sendo apenas verbais, estamos na internet e ao contrario do que fizeram não vou construir provas no photoshop e muito menos pegar trechos de falas em um forum e dar o sentido que eu quiser. Se alguém quiser alguma prova se tudo ocorreu normal quanto a minha pessoa nos concursos, os interessados devem correr atrás das organizadoras e auditoras do concurso.

E o que deixou claro que qualquer conversa seria infrutífera:

Ao contrário do que pensa, não estou interessado em esclarecer os fatos para provar para toda a internet que sou vitima de ma fé das pessoas, mas estou aqui para esclarecer para aqueles que considero aqui nesse fórum, o resto da internet eu não ligo. Se alguem (sic) acha que ter uma boa imagem na internet para todos ver é algo importante, ai eu creio que é melhor rever tais conceitos pois a vida não pode ser tão superficial quanto uma rede virtual. Salvo em casos onde se trabalha nela e tem todo o seu lado pessoal exposto (Jornalistas sérios por exemplo).

A minha pergunta era a única que ele não havia respondido em seus esclarecimentos anteriores: “Você é amigo de Danilo Neves, como mostram os indícios de Sucupira?”. Sua resposta: “Não”.

Para mim a entrevista acabou ali – já que ele não queria fazer mais nada e prefere continuar enfurnado em sua fortalezinha. Ele preferiu responder as outras perguntas, algo completamente desnecessário já que com a resposta da primeira, ambas deveriam ser ignoradas.

Segue o link para que vocês confiram o “bate-papo” – afinal, entrevista é que aquilo não é – na íntegra.

Só uma coisa me intriga: se ele não tem nada a esconder, se ele é a vítima de uma grande conspiração que quer ver sua cabeça em uma bandeja, qual é o problema de conceder uma entrevista oficial? Aliás, eu fui o único (ingênuo, diga-se de passagem) que foi atrás da sua versão dos fatos. Não sei, mas outros (1) sites (2) estão acompanhando o caso e, até agora, não vi nenhum deles eximindo os citados completamente do ocorrido.

(Nota: até mesmo representantes das empresas que desenvolveram os advergames dos quais os citados participaram os consideram suspeitos, leiam nos comentários do Brainstorm #9)

Novamente, leitores, pesquisem, pensem, não tomem minha palavra como verdade universal. Comparem as posturas de cada um dos lados e tirem suas próprias conclusões.

Enquanto isso, acompanho o caso de perto.

[UPDATE]: Coisas muito “estranhas” andam caindo no meu colo, como essa troca de mensagens no Orkut de Rafael Brejão (competidor que venceu o “Rexona Energizing XRace” e alguns acham que não foi muito justo) e um amigo. O print é do meu próprio PC, confira e pense sobre o assunto (clique na imagem para aumentá-la):

orkut_brejao_

E a lista de amigos de Brejão…

orkut_brejao_danilo1

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , ,
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