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27/01/2009 - 17:15

Mais um sociopata é colocado no hall de gamers

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Foi noticiado nesta terça-feira que Erik Salvador Ayala (foto ao lado), acusado de atirar contra nove pessoas em uma danceteria de Portland, nos Estados Unidos, era um jogador assíduo de shooters. Ayala teria feito os disparos em frente a uma boate chamada The Zone, matando duas adolescentes e ferindo mais sete, antes de atirar contra si mesmo.

A matéria, publicada no jornal Oregonian, informa que seis das vítimas não eram dos EUA e estavam em um programa de intercâmbio do Rotary Club. Ayala não morreu, mas está em estado grave no hospital.

De acordo com o artigo do jornal, o motivo dos disparos ainda não foi esclarecido (eu chuto que foi por causa da espinha imensa na testa do rapaz, coisa nojenta), mas afirma que Ayala jogava muito “Resistance: Fall of Man” e “Left 4 Dead” – quem sabe Ayala não estava tentando salvar a humanidade de um ataque de zumbis? Na matéria não é feita nenhuma ligação entre os games e a ação do atirador, mas, sério, precisava? Depois de dar todas essas “dicas”, duvido muito que não seja exatamente este link que as “senhoras repeitadoras da moral e bons-costumes” estejam fazendo.

É engraçado como, atualmente, toda e qualquer ação psicopata é causada pelos games. Ao que parece, os shooters têm treinado muito bem (nem tanto, afinal, Ayala “só” matou dois entre nove. Péssimo frag) os sociopatas do mundo. Os jornais deveriam começar a pensar que cada vez mais pessoas jogam games, logo, cada vez mais assassinos já terão tido algum tipo de contato com videogames. É como relacionar morte diretamente com a vida, já que a grande maioria das pessoas que batem as botas já viveram algum dia.

Proponho que, a partir de agora, assassinatos em massa sejam motivados por resfriado, rubéola e amendoins. Afinal, todo mundo que já comeu um amendoim que estava meio torrado teve aquela insana vontade de pegar a carabina do seu avô e sair atirando contra criancinhas no parquinho, tipo essa:

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, Teorias, games Tags: , , , , , ,
21/01/2009 - 20:02

Garotas gostosas odeiam zumbis

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Ok, estou na Campus Party me divertindo aos baldes com um bando de maluco que prefere passar meses montando uma coisa como essa…


Que não serve para nada, a não ser dar trabalho

Do que, sei lá, organizar uma passeata pelo re inclusão do Dodô no Terra.

Mas o que eu quero ver mesmo não está aqui. Tenho um certo bloqueio quando o assunto é juntar um monte de gente – 6 mil e cacetada, sendo que mais de 60% é homem – embaixo do mesmo teto e racionar a comida. Isso normalmente não dá muito certo, e aqui, na Campus Party, só não acontece uma tragédia violenta porque todos os participantes estão devidamente hipnotizados por seus computadores. De qualquer forma, o que eu quero ver é sangue, cabeças rolando, zumbis e garotas bonitas de bikini (nessa exata ordem).

E não é que alguém escutou minhas preces?! A D3 deve lançar ainda no começo de 2009 o incrível game “Onechanbara: Bikini Zombie Slayers” para Nintendo Wii (algo que, sozinho, faz com que eu repense minhas críticas ferrenhas ao console “de namorada”).

Em 1 minuto e 19 segundos de vídeo de apresentação o jogo se tornou motivo para eu querer um Wii agora. Mentira, ele me conquisto com “Bikini Zombie Slayers”, porque eu não faço idéia do que seja “Onechanbara”, mas sei que não é nada de comer, logo, desnecessário.

Antes de qualquer reação, pegue uma fatia minúscula do seu dia e assista o trailer:

SÉRIO: “Hot chicks hate zombies (Garotas gostosas odeiam zumbis)” é o ápice léxico de qualquer game já produzido, quiçá, de qualquer mídia já inventada! Se bem que disputar com “Die monster! You don’t belong in this world!” recitado com a mesma animação de um monge tibetano mudo no começo de “Castlevania: Symphony of the Night” é um páreo duro.

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Opinião, Trailer, games Tags: , , , , , , ,
20/01/2009 - 20:53

Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!

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É engraçado ver como as pessoas que tem pouca afinidade com os games os encaram. Hoje um amigo veio me perguntar sobre como estavam os gamers na Campus Party. Parei, ponderei:

- Como assim, “como estão”? – retruquei
- É! Como estão? Deve ser mó legal um monte de gente que gosta das mesmas coisas juntos, se divertindo juntos…
- Não é exatamente assim…
- Ah, fala sério! Eles devem combinar partidas, comemorar juntos e tals!

Obviamente que este meu amigo tem o mesmo conhecimento do mundo de games que eu tenho sobre o mundo da matemática. Eu sei que se Joãozinho tem uma barra de chocolate e ganha mais ele vai ficar com duas, além de ser um tremendo sortudo e ter de se esconder da horda de pessoas que irão querer um pedaço. E o conhecimento se acaba logo como começou, na semi-nulidade.


Counter-Strike” é o provável fator que irá provocar a Terceira Guerra Mundial

Tive de explicar ao meu amigo o erro crasso que ele cometia. Gamers não são amigos de outros gamers somente pela coincidência de gostarem de apertar botões e ficarem hipnotizados por pontinhos brilhantes. E vou mais longe, pegue a seguinte situação: você acaba de conhecer um cara que diz “gostar de videogame”, uma incerteza já se implanta ali. Logo em seguida um sorriso amarelo brota nos lábios dos dois. “Qual jogo você gosta?”, alguém solta. Pronto. O alerta sobe para o nível DEFCON-2 e o mundo espera pelo próximo movimento. Se os dois gostarem do mesmo jogo a postura irá mudar automaticamente para um tom cordial, como se dois lordes ingleses acabassem de ter combinado os termos do duelo mortal entre si. E foi algo do tipo que aconteceu nesta situação.


Left 4 Dead” é a prova suprema de amizade. E ele vai te mostrar que você não tem nenhum

Eles marcarão uma data para a partida e, durante alguns minutos, será a sua vida, quero dizer, a vida deles. E isso exemplifica o clima dos games na Campus Party. Assim que outro jogador identifica qual jogo você está rodando em sua máquina, ele vai encontrar o seu servidor e ele vai te desafiar. Não importa sua idade, sua cor ou seu gênero (pensando assim, jogos são um dos campos de batalha mais democráticos do mundo), ele vai querer jogar contra você. “E os jogos com modo cooperativo?”, você deve se perguntar. BALELA! Te respondo. Cooperativo é o prelúdio de uma traição tão suja quanto a do Patolino se fazendo passar por coelha para pegar o Pernalonga.

A Campus Party é isso. Esse bando de jogadores só está junto aqui para dividir a banda-larga de 10 GB de conexão e poder tentar se matar mais rapidamente. Não acredita? Grita “noob” no meio dessa galera. Vão ter que te raspar do chão com uma pá.


Não acredita em mim? Você acha que ele aí cima, que trouxe uma TV de 32 polegadas para a Campus Party iria brincar com essas coisas?

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos Tags: , , , , , ,
19/01/2009 - 22:54

E no começo existiu Zeus

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Por gentileza, antes de começar a ler este blog, clique no link logo abaixo e continue o texto. Vale a pena.

<Background de impacto!>

Há muito, muito tempo atrás… Quer dizer, nem tanto tempo assim. Mas isso é relativo. Para uma mosca, que tem uma vida média de uma semana, quatro dias é mais que metade de sua existência. Já para uma tartaruga marinha, que pode chegar a mais de 80 anos sem se esforçar muito – ela nem precisa de uma taça de vinho tinto por dia para ajudar o coração, não que eu ache isso uma grande vantagem -, uma década não é nada.

Enfim, do que estávamos falando mesmo? Era algo sobre o tempo… Longevidade e tartarugas. Não… Ah, sim! Dê um play novamente na música acima, por favor.

Há muito, muito tempo atrás. Algo em torno de 22 anos, encare como quiser. Nascia um pequeno rebento que traria ao mundo o número de R.G.: 43.456.687-9, além de sua incrível sapiensia. Não, esse não era quem vos fala. Quem lhes escreve estava no quarto ao lado, lutando para se desvencilhar do cordão umbilical que o sufocou por mais de um minuto. Médicos afirmaram que isso traria sequelas, mas hoje só sinto uma estranha vontade de andar de lado quando escuto “Meu Deus, o que aqueles flamingos estão fazendo ali junto do Homem-de-Lata e duas lhamas?”.

Aos 4 anos ganhei meu primeiro videogame: um Mega-Drive novinho, com apenas o jogo “Altered Beast”. Durante anos berrei “Rise From Your Grave!” em plenos pulmões toda vez que acordava. Minha mãe, que tinha um senso gamer tão apurado quanto o seu humor, me levou a uma psiquiatra por isso. Fui diagnosticado hiperativo e disléxico, diagnóstico do qual discordo veementemente, afinal, decorar todas as falas de “Altered Beast” (37,5, se você contar que quando leva uma porrada durante um “Power Up!” vale meia frase) é um feito e tanto para uma criança disléxica. A hiperatividade eu não discuto.

Me formei em jornalismo alguns anos após quebrar os dentes da frente de um coleguinha de classe enquanto eu brincava de ser o Jaspion e ele o Satan Goss – por isso fui gentilmente convidado a me retirar do colégio e ditatorialmente proibido de assistir TV por meses.

Ao entrar no mundo jornalístico eu realmente queria ser um repórter de guerras, sabe como é: encontrar outros hiperativos (e suicidas, e psicopatas, e sociopatas, e piromaníacos) como eu. Enfim, levar uma vida tranqüila e produtiva na sociedade. Mas prontamente entendi que o que eu gostava mesmo era de videogame, e logo em seguida descobri que existia jornalista disso também. Passei pela EGM PC, EGM e TRIP antes de chegar ao Arena Turbo, onde fui recebido de braços abertos pela game girl Renata Honorato e seu bichinho de estimação que cuida dos Fóruns do Arena, Thiago “BeGOD” Vilela. Desde então troco minhas folgas pela redação, já que lá temos uma máquina de teste de jogos e “posso” conseguir mais achievements para “Left 4 Dead” e “Team Fortress 2”, entre outros.

E esse blog? Ah, esse blog não pretende ser sério, tampouco puramente inútil. O GameOver quer deixar seu dia um pouco mais surreal, mas ainda assim levando alguma informação no meio. Como fazer isso? Não faço a menor idéia, continue aparecendo. Talvez eu consiga isso. Ou não.

De qualquer forma: “RISE FROM YOUR GRAVE!

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
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