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23/08/2011 - 17:10

Consumidor bom é o que sabe fazer conta

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Jogador de videogame no Brasil é um bicho carente. E isso acaba com a indústria. Qualquer migalha é motivo de comemoração, qualquer promessa deve ser louvada sem pensar. Jogador de videogame pode ser colocado, tranquilamente, na mesma categoria dos fanáticos religiosos. O pensamento lógico é algo totalmente alheio à cabeça do coitado. À nossa cabeça.

Vamos lá, quantas vezes você já saiu todo feliz e animado após ler a proposta de um novo projeto que visa “alavancar o mercado nacional de games“? Quantas vezes os teus olhos se encheram de lágrimas quando prometeram que fariam o preço do Street Fighter IV sair da casa das centenas de reais para as dezenas? A ingenuidade do consumidor brasileiro (e aí é genérico mesmo) é algo triste de se ver.

E vamos lá, de tantas coisas que já foram prometidas para melhorar o mercado, quantas deram certo? Quantas realmente saíram do papel e ganharam as prateleiras? Não é pessimismo, é realismo. Ceticismo no mais puro sentido da palavra. Análise histórica de fatos. Só faço estas perguntas para tentar te trazer – nos trazer – de volta ao chão, afinal, eu vivo do mercado, meu ganha pão sai diretamente dele, logo, se ele melhorar, meu trabalho melhora junto. A curta história dos games no Brasil aponta para a direção da melhoria, sem dúvidas, mas algo rápido? Improvável.

Façamos contas: se algo é vendido nos Estados Unidos por US$ 60, como é possível o mesmo produto chegar ao Brasil por menos de R$ 100? Logicamente, o valor que chega ao consumidor vem acoplado a diversos custos (logística, marketing, margem de lucro do varejo e outros tantos pontos), mas, pelo bem de argumentação, vamos supor que nossos varejistas comecem a comprar jogos diretamente dos fabricantes, conseguindo fechar o negócio por US$ 40 cada unidade, traduzindo em uns R$ 65.

Hoje a taxa de importação de games chega a cerca de 80%, bom, isso já eleva o preço de R$ 65 para quase R$ 120. Isso sem nenhuma margem de lucro do lojista nacional, sem a logística de transporte do jogo e sem o marketing localizado para cada título. Poucas publishers estão oficialmente no País, então acrescente aí mais o valor de operação no Brasil. Me fala, vender um jogo no Brasil por menos R$ 100 – esqueça o seu bolso por cinco segundos, porque as empresas estão mais preocupadas com os delas – lhe parece rentável? Você, se fosse uma Publisher gringa, venderia um jogo aqui para ter prejuízo?

Basicamente três coisas precisariam acontecer no País para que um game de US$ 60 chegue ao Brasil por R$ 100:

a) Taxa de importação do jogo precisa diminuir mais da metade – isso significa mexer na arrecadação do Governo, quer dizer…
b) As publishers precisariam vender a unidade ao varejo brasileiro mais barato do que ao varejo norte-americano (tente imaginar toda a treta que isso causaria nos EUA, na CASA das produtoras…);
c) A pirataria tem que ser, pelo menos, diminuída em 2/3 para que as produtoras considerem o Brasil um mercado interessante para receber um investimento real (vai, sinceramente, você vai parar de baixar seus Halos pro seu Xbox 360 destravado?).

O mercado brasileiro de games irá melhorar? Sem dúvida alguma. Quando? Deve demorar ainda.

Pelo amor que você tanto tem à indústria, pense antes de apoiar qualquer causa, antes de aceitar qualquer esmola, antes de regozijar em ações “promocionais” aleatórias. Calcule, bote na ponta do lápis, olhe para a maldita lista de jogos que estão vendendo e pondere “isso é realmente algo bom, ou é simplesmente ‘algo ‘”.

Quando você toma atitudes sem pensar, segue toda uma turba manipulada para aceitar tal pensamento, você não passa de “massa de manobra”, não passa de um número em relatórios inflados para aparecer no jornal das 20h. Você é só mais um babaquinha sendo enganado.

Quero acreditar que ninguém quer ser só isso. Quero acreditar que a galera que compra videogame no Brasil consegue pensar no que está fazendo. Somos a geração multidisciplinar, com mais acesso a informação do que qualquer outra.

“Mas o que eu faço, então?! Não compro todos os lançamentos só para boicotar os preços abusivos?!”, gritarão alguns acéfalos. Você sabia que nenhum país no mundo consome videogames da mesma maneira que o brasileiro médio? Comprando todos os lançamentos “só para ter”? Essa coisa que o brasileiro enfiou na cabeça de que ele PRECISA ter TODOS os lançamentos NO DIA em que chegaram nas prateleiras é um câncer enfiado na nossa cabeça graças à “Época de Ouro” da pirataria do PS2, quando comprávamos cinco jogos por semana com uns R$ 40 em qualquer barraquinha. Você não precisa de tudo isso, a indústria não funciona dessa forma, caceta! Você simplesmente não irá ter tempo o suficiente para jogar tudo o que você quer comprar (a não ser que você tenha menos de 18 anos, só estude e não tenha uma vida social considerada saudável)! Pare de ser um maldito mimado e pense.

Você, que apoia ou faz parte de qualquer movimento deste tipo, por favor, entenda: também torço pela indústria e para que seus projetos funcionem (orra, será bom até para o meu trabalho), mas, infelizmente, não acredito em milagres. Se me mostrarem fatos e iniciativas concretas, podem me considerar um apoiador.

De qualquer forma… Nós temos uma escolha. Consumir de maneira saudável e responsável é mais importante do que promessas utópicas.

P.s.: Sim, o GameOver volta com esse texto… E sim, não é bem um artigo, está mais para um desabafo. Mas esse espaço sempre foi assim, certo?!

P.p.s.: Tecnologia é uma coisa fascinante, não? Se liga no primeiro link do “Notas Relacionadas” aqui embaixo… Que saudades deste blog! =)

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
  3. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião Tags: , ,
30/10/2009 - 17:18

Raven Alexis: Atriz pornô e nerd

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O Kotaku apelou e seguiu a minha linha de “posts canalhas”: entrevistaram a atriz pornô Raven Alexis – que se auto-intitula “estrela da pornografia real” (então o que as outras fazem é de “brinks”?!). Fiz um resumão da entrevista abaixo. Para lê-la na íntegra é só dar um pulo no Kotaku. Enjoy:

Com seus olhos castanhos, 22 anos e cabelos presos, Raven acaba de assinar um contrato com a produtora de vídeos adultos Digital Playground e seu primeiro filme pela empresa está marcado para o dia 29 de dezembro.

Mas essa é sua face pública. Sua vida secreta é cheia de lascívia nerd: LAN parties, “Star Trek“, “World of Warcraft” e modding de PCs.

raven

“Eu comecei a jogar quando tinha 13 ou 14 anos, logo quando “Age of Empires” foi lançado, e desde então não parei”, conta Raven.

A atriz também é viciada em “WoW”, “jogo desde que foi lançado e passei por todas as expansões”, comenta. Mas ela não SÓ joga, ela é realmente viciada: “tenho várias contas no ‘WoW’ e diversos personagens, os principais são um Night Elf Druid level 72, um Tauren Hunter level 44 e um Blood Elf Mage level 64”.

raven_2

Ao contrário de algumas celebridades, Raven prefere não passar os nicks que usa durante as partidas. “Eu gosto dessa vida alternativa, é um ‘lugar’ para descansar, sabe?”, diz.

Agora, queridos leitores, se isto foi ou não uma jogada de marketing para atrair os nerds – como se fosse muito necessário… -, não posso saber. O que eu não tenho dúvida é do “talento” da garota:

raven_3

Notas relacionadas:

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Notícia, games Tags: , , , , , , , ,
07/10/2009 - 13:19

Novo Arena News VIVE!

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Com muito prazer (ui!) e satisfação que apresentamos o nosso novo Arena News. Com cenário novo, som novo e os mesmos apresentadores (não é possível ter de uma vez só, pessoas…) nos consolidamos como o PRIMEIRO e, obviamente, MELHOR programa de games na web brasileira. Confira as mudanças e dê sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. Ação!
  2. Arena News no ar!
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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): arena news Tags: , , , , ,
12/03/2009 - 16:59

Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”

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Sério, qual é o problema da imprensa que não é especializada com os games? Ou melhor: qual é o problema da sociedade com os games? Essa semana não está fácil para nós, gamers. Primeiro o Ministério da Saúde da Grã-Bretanha lança uma campanha colocando os videogames como vilões do bem-estar público (de novo), depois uma organização dos Estados Unidos repudia games violentos para Wii e agora essa do atirador alemão, Tim Kretschmer, ser jogador de “Counter-Strike”.

“Um rapaz de 17 anos que forneceu somente seu primeiro nome, Aki, disse que estava estudando com o atirador neste ano em uma escola privada, e o descreveu como uma pessoa quieta e reservada. Aki disse que os dois jogavam poker juntos, pessoalmente e online, assim como um jogo para multiplayer chamado ‘Counter-Strike’ que envolve matar pessoas para completar objetivos”, declarou a AP. Via Baixaki Jogos.


Tim Kretschmer

A primeira coisa que penso é: “e daí que ele jogava ‘CS’?”. É claro, é mais fácil a imprensa esquecer que o pai de Krestchmer tinha 16 armas licenciadas em casa. Mais fácil ainda é esquecer o quão idiota o mesmo pai foi de deixar o arsenal de fácil acesso para Kretschmer. Tampouco a imprensa cogitou a ideia de que, talvez, o governo tenha errado ao legalizar o uso de armas por civis (não que eu seja contra, mas a pauta deve ser levantada. Todos ângulos tem que ser abordados!).

Para piorar, o professor de Ciências da Computação da USP, Valdemar Setzer, afirmou algumas coisas “interessantes” na CBN hoje (ouça o áudio completo da entrevista na CBN, se tiver estômago):

“O problema é que os videogames violentos acabam condicionando imagem e ação, muito pior que a televisão. Com isso o jogador não pode parar para pensar, e isso tudo que ele experimenta acaba gravado em seu subconsciente, e em uma situação extrema, esse treinamento realizado pelos games acaba sendo colocado em prática.”

“Há algumas evidências sobre a relação entre games e violência, mas nenhuma científica. Por exemplo, no massacre da escola Columbine, os jovens usaram jogos de tiro para executar sua matança, simulando até o ambiente escolar nos jogos.”

“Houve um outro caso muito importante, na cidade de Paducah, no Kentucky, em que um garoto entrou numa sala de aula durante um curso dominical em uma igreja e começou a disparar. Deu oito tiros mirando cabeça ou tórax e acertou 100% dos tiros. O mais impressionante é que ele nunca tinha pego uma arma antes, foi tudo treinado com videogames. Em uma solução tipicamente americana, os pais dos garotos que foram atingidos nesse ataque processaram a companhia que transmitiu o filme que, se não me engano, era com o Leonardo DiCaprio, que era justamente sobre um garoto que entrava na sala de aula e matava seus colegas.

O argumento de Setzer continua por mais alguns minutos e nunca, em momento algum, dando uma prova cientifica e irrefutável da ligação entre games e violência. Além disso, o locutor Heródoto Barbeiro, que conduz a entrevista, também não questiona o professor sobre tais provas. A CBN errou FEIO ao tratar as palavras de Setzer, que não é psicólogo, como lei. Errou ainda mais em não trazer nenhum profissional especializado para mostrar o outro lado da história, e piorou a situação, pois o caso de Kretschmer é uma das notícias mais importantes dos últimos dias. Ou seja, tripudiou sobre uma questão secundária para “requentar” a pauta, fazer mais uma chamada e aumentar sua audiência.


No dia seguinte ao ataque, escola foi palco de homenagens às vítimas (foto: Reuters)

Resumindo: se seus pais escutaram tal entrevista obscena na CBN, eles foram instruídos a não deixar mais você jogar videogame e nem ter um computador próprio em seu quarto.

Enquanto não mudarmos essa mentalidade a sociedade perde, pois não são somente os games que são acusados de barbaridades que, na realidade, vem do berço. Isso acontece com todas as mídias, com todos os meios de informação e diversão. Enquanto os “defensores da moral e bons costumes” do Brasil não se informarem para opinar e ainda receberem atenção da mídia, nosso País, e o mundo, continuará sendo empurrado para a imbecilidade. E a família continuará respirando tranquila, podendo tirar a responsabilidade de suas crianças das costas e culpando terceiros.

Update: Como o amigo Tião afirmou, “fazer essa relação entre ‘Counter-Strike’ e soldados melhores é a mesma coisa que afirmar: garotos viciados em ‘SimCity‘ serão ótimos prefeitos”. Resumo perfeito, Tião!

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
  3. Seria Chun-Li uma praticante de pompoarismo?
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , ,
16/02/2009 - 14:50

Valentine’s Day: Para que romantismo se você pode ficar sem roupa?

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É sempre aquele mesmo “nhénhénhé”. Dia dos Namorados (que nos Estados Unidos é o St. Valentine’s Day – Dia de São Valentino, tradução livre) é uma data de fofura, chocolate e clichês ilimitados. Algumas pessoas, com um pouco mais de visão empreendedora, acabam em um motel com seus parceiros. Nos games não foi diferente, mensagens melosas envolvendo personagens tomaram o mundo, nerds e geeks se declaravam com cartões fofos de “Left 4 Dead”.

Mas alguns visionários foram mais incisivos na proposta do Valentine’s: no final, toda essa “arte” e “amor” está completamente voltada para a carne. Não adianta me olhar com essa cara ofendida, você quer ver torsos nus, nem que sejam pixelados.

O site FilePlanet FileBlog montou um ensaio caliente com os games “Prince of Persia”, “Half-Life 2”, “Elder Scrolls IV: Oblivion”, “The Witcher” e “Fallout 3”. Por alguma razão obscura eles esqueceram de “Age of Conan”.

*Via Voodoo Extreme

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), games Tags: , ,
13/02/2009 - 19:01

Seria Chun-Li uma praticante de pompoarismo?

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Trabalhar com internet é uma coisa, no mínimo, curiosa. Estou tentando entender como o Google conseguiu relacionar uma matéria sobre o “Street Fighter IV” com um curso de pompoarismo.

Fica a dúvida: seria Chun-Li uma praticante de pompoarismo? Quem sabe a Crimson Viper? Ainda temos Cammy, com uma cara de “experenciada” na coisa… Façam suas apostas!


Akuma… Quem sabe ele não é um dos sortudos que estaria se beneficiando da suposta prática?

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Garotas gostosas odeiam zumbis
  3. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, arena turbo, games Tags: , , , , , , , ,
22/01/2009 - 15:51

Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”

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Vamos analisar uma coisa rapidamente: o que é a Campus Party, resumidamente falando? Um lugar pró-tecnologia e interação digital. Público alvo: em sua maioria jovens do sexo masculino (booooring). Ok, com isso em mente, alguém me responda por que, raios, as principais atrações musicais foram Teatro Mágico e depois uma banda que misturava algumas mixagens (estranhíssimas) com música africana? Antes de qualquer coisa, não estou falando que as bandas são ruins, mas cacilda, por que logo essas?


Não saiu um mísero “Toca Raul“… Esse é o fundo do poço da carreira musical

Alguém precisa dar um toque para a organização da Campus Party (já fiz isso com a assessoria de imprensa) e falar que a maior parte do público não quer isso. Boa parte dessa molecada aqui acha que é metaleira e, com certeza, a outra parte escuta tudo quanto é pop rock. Estou generalizando? Estou. Mas garanto que com isso em mente a organização teria escolhido melhor os artistas que se apresentaram até agora (excluindo os DJs, que conseguiram a façanha de que as cabeças por detrás dos monitores 24h ligados balançassem. Levemente).

Nessa mesma linha sonora, os gamers fizeram bonito. Enquanto uma banda “x” tocava na noite de quarta-feira, com sua dúzia de gatos pingados entusiastas (as Meninas Cantoras de Petrópolis causariam mais furor), alguma alma abençoada decidiu ligar “Rock Band” no telão da área de games e – como diria Durval Lelys, do Asa de Águia, ou qualquer outra banda de axé que o valha – tirou o pé do chão da galera. Ou tirou o chão do pé da galera, ou tirou o pé da galera no chão… não entendo a física envolvida no processo do axé, meu rei (ou rainha).


Isso é axé

Tá, não se pode afirmar que gamers tem como melhor característica a interação física, mas garanto que a animação era maior.


Isso não é axé, que pelo lado musical é ótimo, mas por todos os outros lados é horrível. Sério, não tem um ângulo que salva essa galera…

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos, Opinião, games Tags: , , , , , ,
21/01/2009 - 20:02

Garotas gostosas odeiam zumbis

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Ok, estou na Campus Party me divertindo aos baldes com um bando de maluco que prefere passar meses montando uma coisa como essa…


Que não serve para nada, a não ser dar trabalho

Do que, sei lá, organizar uma passeata pelo re inclusão do Dodô no Terra.

Mas o que eu quero ver mesmo não está aqui. Tenho um certo bloqueio quando o assunto é juntar um monte de gente – 6 mil e cacetada, sendo que mais de 60% é homem – embaixo do mesmo teto e racionar a comida. Isso normalmente não dá muito certo, e aqui, na Campus Party, só não acontece uma tragédia violenta porque todos os participantes estão devidamente hipnotizados por seus computadores. De qualquer forma, o que eu quero ver é sangue, cabeças rolando, zumbis e garotas bonitas de bikini (nessa exata ordem).

E não é que alguém escutou minhas preces?! A D3 deve lançar ainda no começo de 2009 o incrível game “Onechanbara: Bikini Zombie Slayers” para Nintendo Wii (algo que, sozinho, faz com que eu repense minhas críticas ferrenhas ao console “de namorada”).

Em 1 minuto e 19 segundos de vídeo de apresentação o jogo se tornou motivo para eu querer um Wii agora. Mentira, ele me conquisto com “Bikini Zombie Slayers”, porque eu não faço idéia do que seja “Onechanbara”, mas sei que não é nada de comer, logo, desnecessário.

Antes de qualquer reação, pegue uma fatia minúscula do seu dia e assista o trailer:

SÉRIO: “Hot chicks hate zombies (Garotas gostosas odeiam zumbis)” é o ápice léxico de qualquer game já produzido, quiçá, de qualquer mídia já inventada! Se bem que disputar com “Die monster! You don’t belong in this world!” recitado com a mesma animação de um monge tibetano mudo no começo de “Castlevania: Symphony of the Night” é um páreo duro.

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Opinião, Trailer, games Tags: , , , , , , ,
20/01/2009 - 20:53

Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!

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É engraçado ver como as pessoas que tem pouca afinidade com os games os encaram. Hoje um amigo veio me perguntar sobre como estavam os gamers na Campus Party. Parei, ponderei:

- Como assim, “como estão”? – retruquei
- É! Como estão? Deve ser mó legal um monte de gente que gosta das mesmas coisas juntos, se divertindo juntos…
- Não é exatamente assim…
- Ah, fala sério! Eles devem combinar partidas, comemorar juntos e tals!

Obviamente que este meu amigo tem o mesmo conhecimento do mundo de games que eu tenho sobre o mundo da matemática. Eu sei que se Joãozinho tem uma barra de chocolate e ganha mais ele vai ficar com duas, além de ser um tremendo sortudo e ter de se esconder da horda de pessoas que irão querer um pedaço. E o conhecimento se acaba logo como começou, na semi-nulidade.


Counter-Strike” é o provável fator que irá provocar a Terceira Guerra Mundial

Tive de explicar ao meu amigo o erro crasso que ele cometia. Gamers não são amigos de outros gamers somente pela coincidência de gostarem de apertar botões e ficarem hipnotizados por pontinhos brilhantes. E vou mais longe, pegue a seguinte situação: você acaba de conhecer um cara que diz “gostar de videogame”, uma incerteza já se implanta ali. Logo em seguida um sorriso amarelo brota nos lábios dos dois. “Qual jogo você gosta?”, alguém solta. Pronto. O alerta sobe para o nível DEFCON-2 e o mundo espera pelo próximo movimento. Se os dois gostarem do mesmo jogo a postura irá mudar automaticamente para um tom cordial, como se dois lordes ingleses acabassem de ter combinado os termos do duelo mortal entre si. E foi algo do tipo que aconteceu nesta situação.


Left 4 Dead” é a prova suprema de amizade. E ele vai te mostrar que você não tem nenhum

Eles marcarão uma data para a partida e, durante alguns minutos, será a sua vida, quero dizer, a vida deles. E isso exemplifica o clima dos games na Campus Party. Assim que outro jogador identifica qual jogo você está rodando em sua máquina, ele vai encontrar o seu servidor e ele vai te desafiar. Não importa sua idade, sua cor ou seu gênero (pensando assim, jogos são um dos campos de batalha mais democráticos do mundo), ele vai querer jogar contra você. “E os jogos com modo cooperativo?”, você deve se perguntar. BALELA! Te respondo. Cooperativo é o prelúdio de uma traição tão suja quanto a do Patolino se fazendo passar por coelha para pegar o Pernalonga.

A Campus Party é isso. Esse bando de jogadores só está junto aqui para dividir a banda-larga de 10 GB de conexão e poder tentar se matar mais rapidamente. Não acredita? Grita “noob” no meio dessa galera. Vão ter que te raspar do chão com uma pá.


Não acredita em mim? Você acha que ele aí cima, que trouxe uma TV de 32 polegadas para a Campus Party iria brincar com essas coisas?

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos Tags: , , , , , ,
19/01/2009 - 22:54

E no começo existiu Zeus

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Por gentileza, antes de começar a ler este blog, clique no link logo abaixo e continue o texto. Vale a pena.

<Background de impacto!>

Há muito, muito tempo atrás… Quer dizer, nem tanto tempo assim. Mas isso é relativo. Para uma mosca, que tem uma vida média de uma semana, quatro dias é mais que metade de sua existência. Já para uma tartaruga marinha, que pode chegar a mais de 80 anos sem se esforçar muito – ela nem precisa de uma taça de vinho tinto por dia para ajudar o coração, não que eu ache isso uma grande vantagem -, uma década não é nada.

Enfim, do que estávamos falando mesmo? Era algo sobre o tempo… Longevidade e tartarugas. Não… Ah, sim! Dê um play novamente na música acima, por favor.

Há muito, muito tempo atrás. Algo em torno de 22 anos, encare como quiser. Nascia um pequeno rebento que traria ao mundo o número de R.G.: 43.456.687-9, além de sua incrível sapiensia. Não, esse não era quem vos fala. Quem lhes escreve estava no quarto ao lado, lutando para se desvencilhar do cordão umbilical que o sufocou por mais de um minuto. Médicos afirmaram que isso traria sequelas, mas hoje só sinto uma estranha vontade de andar de lado quando escuto “Meu Deus, o que aqueles flamingos estão fazendo ali junto do Homem-de-Lata e duas lhamas?”.

Aos 4 anos ganhei meu primeiro videogame: um Mega-Drive novinho, com apenas o jogo “Altered Beast”. Durante anos berrei “Rise From Your Grave!” em plenos pulmões toda vez que acordava. Minha mãe, que tinha um senso gamer tão apurado quanto o seu humor, me levou a uma psiquiatra por isso. Fui diagnosticado hiperativo e disléxico, diagnóstico do qual discordo veementemente, afinal, decorar todas as falas de “Altered Beast” (37,5, se você contar que quando leva uma porrada durante um “Power Up!” vale meia frase) é um feito e tanto para uma criança disléxica. A hiperatividade eu não discuto.

Me formei em jornalismo alguns anos após quebrar os dentes da frente de um coleguinha de classe enquanto eu brincava de ser o Jaspion e ele o Satan Goss – por isso fui gentilmente convidado a me retirar do colégio e ditatorialmente proibido de assistir TV por meses.

Ao entrar no mundo jornalístico eu realmente queria ser um repórter de guerras, sabe como é: encontrar outros hiperativos (e suicidas, e psicopatas, e sociopatas, e piromaníacos) como eu. Enfim, levar uma vida tranqüila e produtiva na sociedade. Mas prontamente entendi que o que eu gostava mesmo era de videogame, e logo em seguida descobri que existia jornalista disso também. Passei pela EGM PC, EGM e TRIP antes de chegar ao Arena Turbo, onde fui recebido de braços abertos pela game girl Renata Honorato e seu bichinho de estimação que cuida dos Fóruns do Arena, Thiago “BeGOD” Vilela. Desde então troco minhas folgas pela redação, já que lá temos uma máquina de teste de jogos e “posso” conseguir mais achievements para “Left 4 Dead” e “Team Fortress 2”, entre outros.

E esse blog? Ah, esse blog não pretende ser sério, tampouco puramente inútil. O GameOver quer deixar seu dia um pouco mais surreal, mas ainda assim levando alguma informação no meio. Como fazer isso? Não faço a menor idéia, continue aparecendo. Talvez eu consiga isso. Ou não.

De qualquer forma: “RISE FROM YOUR GRAVE!

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
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