Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Primeiramente: caraco, como a cutucada nos nintendistas doeu, heim? Até ameaçado de ser processado eu fui! O mais engraçado, pelo o pouco que li do thread no fórum da concorrência (onde tudo surgiu), é que a maioria nem sequer leu o texto inteiro. Ou seja, críticas vazias e ataques pessoais completamente desnecessários… Enfim, foi uma boa diversão para minha sexta-feira e ótimo para a audiência do GameOver. Ah, sim, antes que pensem que estou polemizando para ganhar confete, deem um pulo lá atrás, nos posts, e vejam como eu escrevo, sobre o que eu escrevo e para quem eu escrevo, depois vamos discutir sobre jornalismo, parcialidade e inteligência.
Enfim! Vamos ao final da minha opinião sobre a E3 deste ano. Hoje eu falo sobre os games que eu gostei e sobre a conferência da Sony.
Sony
Comecemos assim, eu sou sonysta, mas a minha paixão arrefeceu com o lançamento do PlayStation 3, que para mim foi colocado no mercado precipitadamente. De qualquer forma, este ano eu acho que o PS3 vai (não sei ao certo para onde) e os indicativos se mostraram ainda melhores nesta E3.
Confesso que quase chorei durante a apresentação do exclusivo “The Last Guardian”, antes conhecido como “Project TRICO”. Sério, eu fico simplesmente embasbacado o quão perfeito os títulos da Team ICO conseguem ser. “Shadow of the Colossus” entra fácil na lista Top 10 de melhores jogos.
Agora, “God of War III” decepcionou, como um amigo afirmou: “’GoW III’ é um ‘GoW II’ em HD” e depois de assistir ao vídeo eu não posso concordar mais. Cadê os 200 personagens simultaneamente na mesma tela que cabem em “Dead Rising 2”? E as novidades de movimentos? Sei não, mas eu comprarei para completar a saga de Kratos (maldito vício).
E o “Gran Turismo 5”? Não gosto muito de jogos de corrida onde eu não posso atropelar velhinhas de andador enquanto atravessam a rua.
Mas as “bugigangas”… Ah, elas foram sensacionais! O anúncio do PSP Go! foi mais do que bem-vindo (mesmo todo mundo já sabendo que ele apareceria), afinal de contas, o seu concorrente direto DSi já havia sido lançado há meses. O fato de ele perder o UMD não me assustou em nada, aquela coisa era meio que inútil mesmo, já que a maioria das pessoas baixa os jogos e armazena nos cartões. E os serviços como Media Go e o streaming direto de vários canais (a Sony fechou um contrato de conteúdo com a Sky) para o portátil são ótimos, apesar de eu achar eles um tanto quanto inúteis para o usuário normal do PSP aqui no Brasil e a nossa internet de ÚLTIMA geração.
Agora, os sensores de movimento (que ainda não tem nome) foram geniais. O único problema foi a apresentação deles. Me pareceu que eles só foram anunciados para dar uma resposta para o “Project Natal” e mostrar que a Sony não esqueceu dessa modalidade de captura de movimento. Foi uma apresentação, no mínimo, amadora, com os dois desenvolvedores tão nervosos quanto moleques da quinta série apresentando um seminário sobre genitálias. Ficavam dando risadinhas nervosas e esqueciam do que estavam falando, o que os salvou foi o produto. Sem o espetáculo exagerado que foi o “Project Natal”, a Sony mostrou o que era real, o que eles tinham no momento e com o que eles iriam municiar os desenvolvedores. Ótima física e uma sensibilidade que deu um PAU no Motion Plus.
Porém, não consigo saber se essa apresentação foi realmente tão imprescindível de acontecer nessa E3. O projeto está muito cru ainda. Sem falar que a Sony poderia ter guardado essa carta para conseguir responder a altura da Nintendo na Tokyo Game Show (TGS - setembro deste ano), já que o Shigeru sempre prefere anunciar as novidades da empresa nesse evento.
Resumindo: acredito que os sensores do PS3 devem ser melhores que os do Xbox 360, já que eles são mais reais e não estão mirando a utopia. De qualquer forma, ambos os sistemas colocam o Wii no chinelo devido à capacidade de processamento de cada plataforma ser muito superior, permitindo que os jogos sejam maiores, melhor construídos e mais polidos (e isso, nintendistas, vocês não podem negar).
Games
“Alan Wake”, “Heavy Rain: The Origami Killer”, “The Last Guardian” e “Brütal Legend”, são esses os títulos pelos quais eu estou mais ansioso. Sabe, eu realmente estou cansado só de gráficos bonitos, explosões desnecessárias e histórias que beiram o ridículo dos roteiros de filmes pornô. Acredito piamente que estes três títulos prometem histórias tão boas quanto “Grim Fandango” e “Full Throttle”.
Não vou mentir que o novo “Metal Gear Solid: Rising”, “Castlevania: Lords of Shadow”, “Uncharted 2: Among Thieves” e “Splinter Cell Conviction” também me deram coceira nos dedos, mas eles são mais do mesmo, todos são continuações de franquias já consagradas e eles devem apresentar pouca, ou nenhuma alteração fenomenal. Mas os que eu falei ali em cima, esses tem grandes chances de contarem grandes histórias e terem uma jogabilidade diferenciada.
Jogos de esporte que não tem sangue é para sissies, mas eu até gosto de “Pro Evolution Soccer” – o novo “FIFA” também. Porém, eu ainda prefiro um “Madden NFL”, enquanto não inventaram um game do verdadeiro jogo de macho: bocha!
Bom, e a E3 foi isso pra mim: a volta dos velhos tempos, bons lançamentos e a Nintendo me fazendo rir. Espero ansiosamente pela TGS para ver como a Nintendo vai tentar se redimir.
Até a próxima!
P.s.: Ah, sim! Não posso esquecer de mandar um abraço para cada leitor que entrou para me xingar. Valeu, Fórum UOL, você foi uma mãezona!
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