Counter-strike | GameOver
iG

Publicidade

Publicidade

04/11/2009 - 12:39

Strippers não conseguem distrair jogadores de “Counter-Strike”

Compartilhe: Twitter

Em uma das listas de e-mails das quais eu participo hoje pulou o seguinte e-mail: “Strippers não param jogos”. É lógico que eu corri para ver o que se tratava e se não era uma pegadinha (de muito mal-gosto, afinal, não se brinca com strippers), e foi isso que encontrei:

Todos sabemos o poder que o famoso jogo de PC “Counter-Strike” tem sobre as pessoas que o jogam. Este é um daqueles jogos que se pode dizer intemporais e que mesmo com o passar dos anos este continua a ser dos mais jogados na Internet. Na Rússia, um treinador de uma equipe de “Counter-Strike” decidiu contratar umas strippers para distrair os seus pupilos, mas, ao que parece, a coisa não correu como ele queria.

strippers_cs

A lan-house em que decorria a batalha foi inundada de strippers. Estas entraram e começaram a meter-se com os rapazes que estavam a jogar “Counter-Strike”. Elas bem “brincaram” com eles, mas estes veteranos do “Counter-Strike” não descolavam os olhos da tela. Será que estes jovens desistiram das mulheres?

Impotentes perante o grande “Counter-Strike”, as meninas decidiram tirar a roupinha que estava a mais e fazer pequenas brincadeiras perto deles mas mais uma vez sem sucesso. Mesmo com elas a escassos centímetros, eles não descolaram os olhos dos monitores. Como vão poder ver pelas imagens muitos deles estão com cara de quem diz “Quem tem ‘Counter-Strike’ tem tudo”.

strippers_cs2

E eu ainda tento defender os gamers, falando que são pessoas normais e tals. Ledo engano…

(Agradecimento especial a Ewandro Schenkel, o provedor deste e-mail)

P.s.: Eu juro que a tarja preta na menina não é culpa minha…

Notas relacionadas:

  1. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
  2. Dica de filme para o final de semana e “algunas cositas más”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Notícia, games Tags: , , ,
19/06/2009 - 18:34

Dica de filme para o final de semana e “algunas cositas más”

Compartilhe: Twitter

Depois de ler a semi-resenha de Renata Honorato sobre o filme quase-independente “.apenas o fim.”, decidi assisti-lo ontem. Para minha surpresa – “surpresa” digo, pois o meu gosto e o de dona Honorato são explicitamente divergentes. Ela é nintendista e daí o nível só cai – eu gostei do filme! Não só gostei como pretendo dar um pulo de novo no cinema para vê-lo mais uma vez.

“.apenas o fim.” não tem muito haver com games, mas tem tudo haver com quem gosta de games. É bem o que Renata falou: “todo aquele clima de Nick Hornby, The Strokes e ‘Quase Famosos‘”. E vou além, o longa-metragem dá uma sova em muito filminho indie dos States que tem por aí. O filme é um verdadeiro retrato da nossa geração que gosta de games, quadrinhos e morre de amores impossíveis (eu sei, eu sei, falei assim porque é sexta e eu tô cansado). Enfim, assistam e me falem o que acharam. Confiram o trailer:

“CS” liberado!

Exatamente! A Electronic Arts conseguiu contornar a medida do ano passado que impedia a comercialização do “Counter-Strike” no Brasil e ele volta às prateleiras (sabe-se lá em quanto tempo, já que tem toda uma logística para reabastecer as lojas).

Fiz uma matéria sobre o assunto, mas pretendo pesquisar mais semana que vem. Quero saber como a EA conseguiu e por que a Justiça, dessa vez, entendeu que era babaquice proibir a venda do shooter. De qualquer maneira, “Bully” e “Everquest” continuam como personas non gratas no País. Um absurdo e nem preciso me alongar no assunto, já reclamei disso antes com professores e afins (vocês já conhecem toda a história).

E é isso, caríssimos. Bom final de semana a todos e não esqueçam: “Ricos gastam menos do que ganham. Pobres gastam mais do que ganham, acreditando que o mundo acabará em 2014 e com ele o crediário das Casas Bahia”.

P.s.: O Arena Turbo irá lançar uma seção semanal de review e preview dos leitores. O Eduardo já ganhou destaque essa semana com a análise de Prototype. Se você quiser seu texto publicado – e quem sabe o estrelato no fantástico mundo do jornalismo de games – acesse o Fórum Arena Turbo.

Notas relacionadas:

  1. Ação!
  2. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
  3. GamesTown: a esperança dos games no Brasil?
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Trailer, arena turbo, games Tags: , , , , , , , , ,
12/03/2009 - 16:59

Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”

Compartilhe: Twitter

Sério, qual é o problema da imprensa que não é especializada com os games? Ou melhor: qual é o problema da sociedade com os games? Essa semana não está fácil para nós, gamers. Primeiro o Ministério da Saúde da Grã-Bretanha lança uma campanha colocando os videogames como vilões do bem-estar público (de novo), depois uma organização dos Estados Unidos repudia games violentos para Wii e agora essa do atirador alemão, Tim Kretschmer, ser jogador de “Counter-Strike”.

“Um rapaz de 17 anos que forneceu somente seu primeiro nome, Aki, disse que estava estudando com o atirador neste ano em uma escola privada, e o descreveu como uma pessoa quieta e reservada. Aki disse que os dois jogavam poker juntos, pessoalmente e online, assim como um jogo para multiplayer chamado ‘Counter-Strike’ que envolve matar pessoas para completar objetivos”, declarou a AP. Via Baixaki Jogos.


Tim Kretschmer

A primeira coisa que penso é: “e daí que ele jogava ‘CS’?”. É claro, é mais fácil a imprensa esquecer que o pai de Krestchmer tinha 16 armas licenciadas em casa. Mais fácil ainda é esquecer o quão idiota o mesmo pai foi de deixar o arsenal de fácil acesso para Kretschmer. Tampouco a imprensa cogitou a ideia de que, talvez, o governo tenha errado ao legalizar o uso de armas por civis (não que eu seja contra, mas a pauta deve ser levantada. Todos ângulos tem que ser abordados!).

Para piorar, o professor de Ciências da Computação da USP, Valdemar Setzer, afirmou algumas coisas “interessantes” na CBN hoje (ouça o áudio completo da entrevista na CBN, se tiver estômago):

“O problema é que os videogames violentos acabam condicionando imagem e ação, muito pior que a televisão. Com isso o jogador não pode parar para pensar, e isso tudo que ele experimenta acaba gravado em seu subconsciente, e em uma situação extrema, esse treinamento realizado pelos games acaba sendo colocado em prática.”

“Há algumas evidências sobre a relação entre games e violência, mas nenhuma científica. Por exemplo, no massacre da escola Columbine, os jovens usaram jogos de tiro para executar sua matança, simulando até o ambiente escolar nos jogos.”

“Houve um outro caso muito importante, na cidade de Paducah, no Kentucky, em que um garoto entrou numa sala de aula durante um curso dominical em uma igreja e começou a disparar. Deu oito tiros mirando cabeça ou tórax e acertou 100% dos tiros. O mais impressionante é que ele nunca tinha pego uma arma antes, foi tudo treinado com videogames. Em uma solução tipicamente americana, os pais dos garotos que foram atingidos nesse ataque processaram a companhia que transmitiu o filme que, se não me engano, era com o Leonardo DiCaprio, que era justamente sobre um garoto que entrava na sala de aula e matava seus colegas.

O argumento de Setzer continua por mais alguns minutos e nunca, em momento algum, dando uma prova cientifica e irrefutável da ligação entre games e violência. Além disso, o locutor Heródoto Barbeiro, que conduz a entrevista, também não questiona o professor sobre tais provas. A CBN errou FEIO ao tratar as palavras de Setzer, que não é psicólogo, como lei. Errou ainda mais em não trazer nenhum profissional especializado para mostrar o outro lado da história, e piorou a situação, pois o caso de Kretschmer é uma das notícias mais importantes dos últimos dias. Ou seja, tripudiou sobre uma questão secundária para “requentar” a pauta, fazer mais uma chamada e aumentar sua audiência.


No dia seguinte ao ataque, escola foi palco de homenagens às vítimas (foto: Reuters)

Resumindo: se seus pais escutaram tal entrevista obscena na CBN, eles foram instruídos a não deixar mais você jogar videogame e nem ter um computador próprio em seu quarto.

Enquanto não mudarmos essa mentalidade a sociedade perde, pois não são somente os games que são acusados de barbaridades que, na realidade, vem do berço. Isso acontece com todas as mídias, com todos os meios de informação e diversão. Enquanto os “defensores da moral e bons costumes” do Brasil não se informarem para opinar e ainda receberem atenção da mídia, nosso País, e o mundo, continuará sendo empurrado para a imbecilidade. E a família continuará respirando tranquila, podendo tirar a responsabilidade de suas crianças das costas e culpando terceiros.

Update: Como o amigo Tião afirmou, “fazer essa relação entre ‘Counter-Strike’ e soldados melhores é a mesma coisa que afirmar: garotos viciados em ‘SimCity‘ serão ótimos prefeitos”. Resumo perfeito, Tião!

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
  3. Seria Chun-Li uma praticante de pompoarismo?
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , ,
20/01/2009 - 20:53

Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!

Compartilhe: Twitter

É engraçado ver como as pessoas que tem pouca afinidade com os games os encaram. Hoje um amigo veio me perguntar sobre como estavam os gamers na Campus Party. Parei, ponderei:

- Como assim, “como estão”? – retruquei
- É! Como estão? Deve ser mó legal um monte de gente que gosta das mesmas coisas juntos, se divertindo juntos…
- Não é exatamente assim…
- Ah, fala sério! Eles devem combinar partidas, comemorar juntos e tals!

Obviamente que este meu amigo tem o mesmo conhecimento do mundo de games que eu tenho sobre o mundo da matemática. Eu sei que se Joãozinho tem uma barra de chocolate e ganha mais ele vai ficar com duas, além de ser um tremendo sortudo e ter de se esconder da horda de pessoas que irão querer um pedaço. E o conhecimento se acaba logo como começou, na semi-nulidade.


Counter-Strike” é o provável fator que irá provocar a Terceira Guerra Mundial

Tive de explicar ao meu amigo o erro crasso que ele cometia. Gamers não são amigos de outros gamers somente pela coincidência de gostarem de apertar botões e ficarem hipnotizados por pontinhos brilhantes. E vou mais longe, pegue a seguinte situação: você acaba de conhecer um cara que diz “gostar de videogame”, uma incerteza já se implanta ali. Logo em seguida um sorriso amarelo brota nos lábios dos dois. “Qual jogo você gosta?”, alguém solta. Pronto. O alerta sobe para o nível DEFCON-2 e o mundo espera pelo próximo movimento. Se os dois gostarem do mesmo jogo a postura irá mudar automaticamente para um tom cordial, como se dois lordes ingleses acabassem de ter combinado os termos do duelo mortal entre si. E foi algo do tipo que aconteceu nesta situação.


Left 4 Dead” é a prova suprema de amizade. E ele vai te mostrar que você não tem nenhum

Eles marcarão uma data para a partida e, durante alguns minutos, será a sua vida, quero dizer, a vida deles. E isso exemplifica o clima dos games na Campus Party. Assim que outro jogador identifica qual jogo você está rodando em sua máquina, ele vai encontrar o seu servidor e ele vai te desafiar. Não importa sua idade, sua cor ou seu gênero (pensando assim, jogos são um dos campos de batalha mais democráticos do mundo), ele vai querer jogar contra você. “E os jogos com modo cooperativo?”, você deve se perguntar. BALELA! Te respondo. Cooperativo é o prelúdio de uma traição tão suja quanto a do Patolino se fazendo passar por coelha para pegar o Pernalonga.

A Campus Party é isso. Esse bando de jogadores só está junto aqui para dividir a banda-larga de 10 GB de conexão e poder tentar se matar mais rapidamente. Não acredita? Grita “noob” no meio dessa galera. Vão ter que te raspar do chão com uma pá.


Não acredita em mim? Você acha que ele aí cima, que trouxe uma TV de 32 polegadas para a Campus Party iria brincar com essas coisas?

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos Tags: , , , , , ,
Voltar ao topo