Caio Teixeira | GameOver
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07/10/2009 - 13:19

Novo Arena News VIVE!

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Com muito prazer (ui!) e satisfação que apresentamos o nosso novo Arena News. Com cenário novo, som novo e os mesmos apresentadores (não é possível ter de uma vez só, pessoas…) nos consolidamos como o PRIMEIRO e, obviamente, MELHOR programa de games na web brasileira. Confira as mudanças e dê sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. Ação!
  2. Arena News no ar!
  3. Top 10 Games Baseados em HQs (agora em HD!)
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): arena news Tags: , , , , ,
18/05/2009 - 14:31

Parece que eu “cutuquei” de maneira doída no post do BRGAMES

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No texto passado eu reclamei, botei o dedo na ferida, do novo projeto de incentivo a games no Brasil, o BRGAMES 09. Como já falei antes, aqui é a minha casa e vou SEMPRE falar como eu acho que devo. Eu não tenho medo de ser mal-visto por instituições que estão fazendo algo errado, enganando os outros, desde que meus leitores sempre leiam a verdade (pelo menos a minha verdade) no GameOver. Nesta segunda-feira, recebi um e-mail de uma assessora da Secretaria do Audiovisual, Jane de Alencar, se dizendo ofendida com o meu post passado. Ela deu sua opinião pessoal, que não representa a opinião da Secretaria, e eu respondi a ela, como faço com todos os e-mails que recebo.

Irei publicar agora nossa troca de e-mails, mas, antes, quero deixar uma coisa clara: eu publico o e-mail dela, assim como publiquei os do professor Valdemar Setzer, para sempre manter uma relação extremamente clara com você, leitor do GameOver. Meu objetivo nunca é ofender ou inibir alguém com essa atitude, e sim, mostrar que aqui neste blog, sempre há espaços para todos. Enfim, segue o e-mail de Jane e, logo em seguida, a resposta que enviei nesta manhã:

Prezado Caio: no seu blog você pode ser politicamente incorreto. Concordo. Vivemos em uma democracia e, desde que se preste atenção nos limites da ética e do bom senso, qualquer pessoa tem o direito de se manifestar, ainda bem!

Mas discordo da desqualificação que você faz do Programa BrGames.

Estou me manifestando como cidadã e não refletindo a opinião oficial da SAv.

Para vc o programa é pífio e não altera o quadro de insatisfação gerado pelos altos impostos cobrados dos jogos eletrônicos.

No entanto, para quem não vive nos grandes centros e ainda não se profissionalizou pode ser uma alternativa interessante.
O Brasil é imenso e, geralmente, a maioria dos incentivos, ofertas, programas etc se concentra na região Sudeste. Um dos objetivos do Edital é descentralizar e democratizar o acesso de todos.

Outra coisa que discordo: quando você perguntou se não seria melhor investir esse dinheiro na diminuição dos impostos, respondemos indicando o setor responsável para responder essa questão.  Não “empurramos” a responsabilidade para a Softex. A SAv se propõe a estimular a ampliação do mercado dos jogos eletrônicos, mas não tem poder para interferir na regulamentação dos impostos. Quem pode atuar mais decisivamente sobre esse problema é a Softex.

No entanto, esse jogo pode virar. Os projetos só andam lentamente no Congresso porque os interessados em sua aprovação não se manifestam, com veemência e contundência, pressionando de forma organizada os responsáveis pela tramitação: deputados e comissões. Esse “lobby” do bem, se feito de forma eficiente – lembre-se que apesar de um deputado se “lixar” para a opinião pública, a maioria depende dos nossos votos! – pode render bons frutos. A indústria brasileira de jogos eletrônicos tem suas representações, associações, sindicatos etc. São essas entidades que podem atuar no Congresso para que o projeto do deputado Carlito Meers tramite rapidamente e seja aprovado. Os deputados e responsáveis pelas Comissões precisam ser convencidos que a lei será boa para o setor, aumentando os empregos, gerando renda etc.

Portanto, vamos dar um voto de confiança no 1º Edital do BrGames e fazer críticas construtivas. Quem sabe o próximo não será uma edição bem mais ousada e aperfeiçoada, graças às sugestões dos artistas e produtores da área?

Finalmente, uma sugestão: ao invés de desqualificar, você e outros sites voltados para os jogos, poderiam ajudar a criar uma teia articulada com a Softex, a SAv  e todos os interessados para conseguir mais geração de emprego e renda no setor de jogos eletrônicos, além de ampliação do mercado interno e externo. Estamos abertos à sugestões e ao diálogo.

Agradeço a atenção e despeço-me cordialmente,

Jane de Alencar

E isso foi o que respondi para ela:

Olá, Jane!

Primeiramente: fiquei realmente impressionado que tenha entrado em blog, ainda mais no post sobre o BRGAMES, sendo que eu nem o destaquei na home do Arena. Logo, presumo que, de alguma forma, você descobriu o meu cantinho, e fico feliz!

Vamos deixar algumas coisas claras antes de eu responder suas críticas. Primeiramente, você acertou completamente em entender que o blog é meu e eu faço o que bem entendo dele, mas errou ao se sentir ofendida (“como cidadão e não refletindo a opinião oficial do SAv”, o que eu duvido, mas tudo bem) pessoalmente pelo texto. Não sei se teve chance de conferir os comentários, que foram poucos exatamente por não tê-lo destacado no Arena Turbo, mas TODOS concordam comigo. E não é só isso, no Twitter esse mesmo texto foi reproduzido em forma de elogio. Ou seja, de todos os acessos que recebi com esse post, você é a única que discorda da minha visão e de meu texto. E isso é ótimo! Precisamos de opiniões contrárias para construir ótimos debates. Mas acho que você não entendeu exatamente o que estão fazendo com esse edital.

Concordo com o problema de nem todos terem, no Brasil, acesso a uma profissionalização mais específica na área de games. Mas aí você esqueceu-se de alguns detalhes: por incrível que pareça, a maior parte das desenvolvedoras de games nacionais não estão do Sudeste e sim no Nordeste e Sul do País. Isso prova que a indústria, mesmo sem nenhuma ajuda do Governo (e incluo aí o Ministério da Cultura), está sendo expandida para fora do eixo, mais comumente relacionado com algo intelectual/industrial/cultural. Não concorda que uma forma melhor de fomentar a tal “profissionalização” da área seria dar educação? Criar cursos de especialização na área? O meu problema com o edital é que ele beneficia uma parte mínima dos profissionais de games e rende frutos apodrecidos, afinal, se o BRGAMES é uma espécie de continuação do “Jogos BR”, que rendeu APENAS 16 demos e dois games completos que NINGUÉM no Brasil jogou, isso, para mim, e todos os meus leitores que se manifestaram, é uma atitude, no mínimo, ingênua.

Quanto aos impostos, cara Jane, como uma cidadã que conclamou ser, você realmente concorda que o SAv, com a ajuda do Ministério da Cultura (estou assumindo que vocês devem manter uma relação próxima), também não poderia fazer o “lobby” do bem? Se você acha que isso está completamente fora das mãos do Audiovisual, que vocês não tem o poder de influenciar em NADA nas decisões, sinceramente, não entendo para o que existe essa Secretaria.

Sinto muito, quanto ao voto de confiança, vocês não receberão o meu. Infelizmente, o Governo me ensinou a não acreditar em nenhuma suposta ajuda que destinam ao setor dos Games. Até mesmo a Projeto de Lei 300/07, do Deputado Carlito Merss, me deixou na mão. A minha crítica construtiva é: não façam isso. Não façam um edital que só serve para enganar a opinião pública de quem não está tão “por dentro” da área e irá achar, graças ao BRGAMES, que o Governo está ligando para área, pois nós dois temos de concordar, ele não liga. Isso tudo é papo. Para mim, parece que o Governo, com esse tipo de ação, quer dar uma de “descolado” e tentar conquistar a opinião de jovens do País.

Entenda, quem desqualifica esse incentivo sou eu, Caio Teixeira, e o meu blog, o GameOver. O Arena Turbo e todos os sites da “grande mídia” não tem opinião sobre o projeto, e espero que você, e seus superiores, entendam essa imensa diferença. Os sites se limitam a noticiar e foi o que o Arena fez na matéria publicada – http://arenaturbo.ig.com.br/materias/511501-512000/511553/511553_1.html.

Agradeço a abertura sua, e do SAv, para diálogos, mas isso é o mínimo que eu espero de um órgão público: que ele SEMPRE esteja aberto a diálogos com qualquer pessoa, empresa ou instituição. Entretanto, o respeito dirigido ao Arena Turbo por Djalma Petit, que parecia não entender a importância da reportagem, nos faz ficar reticentes quanto a essa “teia” de ajuda. Mas a esperança é a última que morre! Afinal, você veio falar comigo! Que fique claro, esse diálogo será reproduzido no GameOver, afinal, acho que todo o cidadão merece saber o que acontece na mídia e por trás dela. Imagino que isso não será problema algum para o SAv, afinal, a opinião é sua!

Abraços e continue acessando!

Caio Teixeira

Relendo agora percebo que fui muito mais “suave” com Jane do que com Setzer… Tô ficando frouxo… Mas e vocês, leitores, o que acharam disso tudo?

[Update]: O blog GamedevBR também fez um texto legal sobre a pataquada do BRGAMES. Dá uma passada lá!

Notas relacionadas:

  1. Lésbica é expulsa da Xbox Live
  2. GamesTown: a esperança dos games no Brasil?
  3. Sobre a conversa com o Ministério da Cultura e a novidade que eu estava guardando
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , ,
26/03/2009 - 19:47

Convite… (tenho medo do que isso vai gerar)

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Só para não falarem que eu não chamei…

Galere,

Se você está recebendo este convite, das duas uma: ou você está sendo, de fato, convidado, ou você recebeu por engano. Se você é convidado, favor comparecer, se você não é convidado, favor aparecer… com mais bebida, ou melhor, com mais dinheiro para pagar bebida para mim.

Por meio desta eu prometo ficar bêbado o suficiente para amar todo mundo incondicionalmente, achar que sou rico o suficiente para pagar a conta de todos e fazer danças estranhas até que as pessoas se sintam incomodadas o suficiente para me mandarem parar.

Como estarei completando meus 23 solstícios de inverno, provavelmente é o último ano em que você poderá me zuar por faltar apenas um ano antes de fazer 24 anos no dia 24 de março. Sim, sim, minha mãe não teve a MORAL de fechar as pernas por míseras 24 horas para me poupar das brincadeiras que me seguem desde a 5ª série (que foi quando o Júlio Mascarenhas, babaca honorário da minha sala, descobriu o maldito Jogo do Bixo, por falar nisso, ele foi convidado e ele será devidamente oferendado ao deus Quetzcontl como pagamento pelo bom clima no dia da festa).

É isso, compareçam, ou irei pilhar suas aldeias, queimar suas colheitas, envenenar seus poços d´água, usar suas mulheres como escravas sexuais e matar o seu gado.

Grato,

Caio, O Teixeira

Serviço

Onde: Casa Club – Rua Mourato Coelho 973, Vila Madalena
Dia: 27/03 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h – até o último cair
Como funciona: comanda individual, R$ 5 para entrar.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não) Tags: ,
09/03/2009 - 14:12

Arena News no ar!

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Para quem não viu…

Minha amada chefe Renata Honorato saiu de férias. Durante um mês inteiro estarei no comando tanto do Arena Turbo, quanto do Arena News

There. Will. Be. Blood.

Notas relacionadas:

  1. Ação!
  2. Eu quebro você no “Street Fighter IV”!
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): arena news Tags: , , , , ,
19/01/2009 - 22:54

E no começo existiu Zeus

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Por gentileza, antes de começar a ler este blog, clique no link logo abaixo e continue o texto. Vale a pena.

<Background de impacto!>

Há muito, muito tempo atrás… Quer dizer, nem tanto tempo assim. Mas isso é relativo. Para uma mosca, que tem uma vida média de uma semana, quatro dias é mais que metade de sua existência. Já para uma tartaruga marinha, que pode chegar a mais de 80 anos sem se esforçar muito – ela nem precisa de uma taça de vinho tinto por dia para ajudar o coração, não que eu ache isso uma grande vantagem -, uma década não é nada.

Enfim, do que estávamos falando mesmo? Era algo sobre o tempo… Longevidade e tartarugas. Não… Ah, sim! Dê um play novamente na música acima, por favor.

Há muito, muito tempo atrás. Algo em torno de 22 anos, encare como quiser. Nascia um pequeno rebento que traria ao mundo o número de R.G.: 43.456.687-9, além de sua incrível sapiensia. Não, esse não era quem vos fala. Quem lhes escreve estava no quarto ao lado, lutando para se desvencilhar do cordão umbilical que o sufocou por mais de um minuto. Médicos afirmaram que isso traria sequelas, mas hoje só sinto uma estranha vontade de andar de lado quando escuto “Meu Deus, o que aqueles flamingos estão fazendo ali junto do Homem-de-Lata e duas lhamas?”.

Aos 4 anos ganhei meu primeiro videogame: um Mega-Drive novinho, com apenas o jogo “Altered Beast”. Durante anos berrei “Rise From Your Grave!” em plenos pulmões toda vez que acordava. Minha mãe, que tinha um senso gamer tão apurado quanto o seu humor, me levou a uma psiquiatra por isso. Fui diagnosticado hiperativo e disléxico, diagnóstico do qual discordo veementemente, afinal, decorar todas as falas de “Altered Beast” (37,5, se você contar que quando leva uma porrada durante um “Power Up!” vale meia frase) é um feito e tanto para uma criança disléxica. A hiperatividade eu não discuto.

Me formei em jornalismo alguns anos após quebrar os dentes da frente de um coleguinha de classe enquanto eu brincava de ser o Jaspion e ele o Satan Goss – por isso fui gentilmente convidado a me retirar do colégio e ditatorialmente proibido de assistir TV por meses.

Ao entrar no mundo jornalístico eu realmente queria ser um repórter de guerras, sabe como é: encontrar outros hiperativos (e suicidas, e psicopatas, e sociopatas, e piromaníacos) como eu. Enfim, levar uma vida tranqüila e produtiva na sociedade. Mas prontamente entendi que o que eu gostava mesmo era de videogame, e logo em seguida descobri que existia jornalista disso também. Passei pela EGM PC, EGM e TRIP antes de chegar ao Arena Turbo, onde fui recebido de braços abertos pela game girl Renata Honorato e seu bichinho de estimação que cuida dos Fóruns do Arena, Thiago “BeGOD” Vilela. Desde então troco minhas folgas pela redação, já que lá temos uma máquina de teste de jogos e “posso” conseguir mais achievements para “Left 4 Dead” e “Team Fortress 2”, entre outros.

E esse blog? Ah, esse blog não pretende ser sério, tampouco puramente inútil. O GameOver quer deixar seu dia um pouco mais surreal, mas ainda assim levando alguma informação no meio. Como fazer isso? Não faço a menor idéia, continue aparecendo. Talvez eu consiga isso. Ou não.

De qualquer forma: “RISE FROM YOUR GRAVE!

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
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