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Arquivo da Categoria Opinião

05/10/2009 - 17:30

Hideo Kojima mostra suas armas (ui!)

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Vamos falar sério, ok? TODO MUNDO sabe que o designer Hideo Kojima, criador de “Metal Gear Solid”, é bem… hm… como falar isso? Ok! Ele é uma fruta! Pronto, falei! Ele é uma frutinha, florzinha, curte brincar com a Barbie, belisca o azulejo, morde a fronha e de maneira alguma esconde isso (se você falar que eu estou mentindo é porque nunca viu os cintos de strass que o rapazola usa). Não tenho nada que ver com isso, tampouco acho ruim ou bom, a vida é do cara e ele faz o que bem entende com as “vias de acesso” dele, mas sair mostrando o muque por aí no blog dele… Pô, aí já é exagero!

hideo_kojima_muque

Olha, certeeeeza, certeza de que o bracinho bombadinho aí em cima é dele eu já não tenho, mas o Kotaku afirmou, e o Google Translator confirmou (na medida do possível).

Não vou tirar toda a história do contexto, ok? Essa imagem não foi “de graça” e pulou na net quando o Kojima supostamente falava sobre ter ganhado peso durante a Tokyo Game Show deste ano. Tudo por não ter arranjado tempo para malhar (ohn, tadinho!), logo, ele afirmou que perdeu 2 kg de massa muscular e ganhou de pancinha.

Hm… esse post já tá bem estranho. Parei. Mas antes de acabar, uma dica: confiram os comentários da entrada do blog sobre “miguxos” falando que estão se exercitando como o BIGBOSS.

hideo-kojima
E essa obsessão por “snakes”, heim?

Como um pensador já falou: “Hmmmm essa coca é fanta!”

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  3. TGS 09: “Dead Rising 2” e a cadeira de rodas da morte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Opinião, Teorias Tags: , ,
25/09/2009 - 20:12

TGS 09: “Dead Rising 2” e a cadeira de rodas da morte

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A Tokyo Game Show deste ano está boa (é sério! Confira o blog do Bagaço, nosso enviado especial). Ela só não está ótima porque acontece depois da E3 deste, que vamos concordar, foi estonteante. De qualquer maneira, a forma que a TGS achou de se redimir é colocando as demos jogáveis de vários jogos, entre eles “Dead Rising 2”. Obviamente, não faltam vídeos da carnificina:

Isso já é animal, sério. Eu sou um entusiasta da causa zumbi e acredito piamente no apocalipse morto-vivo que, inevitavelmente, acontecerá nos próximos anos (ando com dois manuais de sobrevivência na mochila para provar a minha crença). Com tudo isso em mente, imagine o quanto eu gosto de games com a temática dos não-mortos. Bom, “Dead Rising” já era muito bom (o fato de poder tirar fotos das bizarrices era uma das grandes sacadas do game), e a Capcom promete manter a qualidade com o novo game da série: “mas como fazer isso?”, pensei, já acreditando que ficaria uma sequência horrível. Errei. E sabe por que?

A Capcom apresentou a cadeira de rodas da morte. O que? Você não sabe como pode ser? Explico: pense numa cadeira de rodas. Não, energúmeno, não é o carrinho de feira da sua vó. Então, uma cadeira de rodas, agora acrescente uma escopeta em cada braço e pronto. THE ULTIMATE HANDICAPPED WEAPON!

CARA! SÉRIO! Obviamente, não encontrei nenhuma imagem da belezoca dando sopa na internet, mas procurando eu encontrei coisas como isso:

wheelchair
wheelchair-hunt3-102920 wheelchair-machine-gun

Uma palavra: medo.

Se eu fosse cadeirante eu super pimparia minha cadeira de rodas desse jeito. Pera… Eu não preciso ser cadeirante para isso… Já sei como gastarei meu final de semana!

E pensarei melhor se comprarei a camiseta dos meus sonhos:

camiseta

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, games Tags: , , ,
22/09/2009 - 18:48

Suásticas, racismo e outros banimentos babacas

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E parece que o novo “Wolfenstein” foi banido na Alemanha. Duas chances para você descobrir o motivo… É, eu sabia que você nem precisava. Parece que a versão germânica do game, que deveria esconder todas as suásticas que aparecem nas versões do resto do mundo, acabou por passar umazinha, agora a Activision está pedindo um recall para todas as cópias que ainda estão nas lojas.

wolfenstein_box

Agora vamos falar sério: qual é o problema das pessoas? Por que, raios, um game é banido por ter uma suástica no meio?! Ou melhor, por que os games que contem qualquer “ponto sensível” da sociedade tendem a serem banidos? Falso moralismo infernal. Caraca, “Wolfenstein” se passa durante a 2ª Guerra Mundial, eu sei disso, os alemães sabem disso, então por que a suástica – provavelmente o símbolo mais reproduzido na época – não pode aparecer? Para mim isso é tão estranho. Espero que para você também.

O engraçado é que esse problema com a suástica só aconteceu na Alemanha. Nenhum outro país saiu proibindo “Wolfenstein”. WTF? Seguindo a lógica moralista, não era o MUNDO que deveria banir o símbolo da Terra e não só a Alemanha?

Vamos lá, galera, é só um símbolo que era usado muito antes do bigodinho vir tacando o terror com ele. Não estou desmerecendo as tragédias ocorridas na 2ª Guerra Mundial, o meu problema é com as pessoas que tem algum tipo de terror noturno para com qualquer coisa que as lembre de tal, e vamos concordar, uma parcela cada vez menor da população pode se considerar afetada diretamente pelo evento, ou seja, quem fica chocado está sendo uma mariquinha.

O mesmo problema acontece quando um avatar branco (o provável, em 95% dos casos, personagem principal) bate em um negro: todo mundo já sai às ruas berrando racismo. Entendam, o problema vai muito além dos sopapos inter-raciais, vai desde a criação de toda a história, vai desde a educação recebida por toda a equipe de desenvolvimento – majoritariamente branca. Pô, se o personagem negro fosse o principal e tivesse dando a sova do século no branco ninguém falaria nada. Eu sei que você pensa assim, todos pensam assim. É um comportamento babaca imposto pela sociedade da moralidade falsa, das boas senhoras católicas que lutam pela família.

E nem me deixem entrar na discussão sobre religião nos games. Ou na discussão só da religião…

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Dúvido que os alemães falem: “Ufa! Ainda bem que tiraram aquela suástica! Agora posso jogar tranquilo!”

Aliás, outro problema sério que eu tenho é que a tal “moralidade” impede que os games, filmes, séries, contem como foi o lado dos “perdedores”, dos “inimigos” – salvo alguns títulos pontuais. Ué, por que, raios, eu não posso jogar do lado dos nazistas? Isso não faz de mim, necessariamente, um camarada do Hitler que vai querer sair dominando o mundo. Um amigo uma vez me disse que isso é o natural da história: o vencedor é o que tem o direito de contar e retratar o seu lado. De fato, mas acho que do alto de nossa cultura e inteligência teoricamente evoluída, nós já conseguimos olhar as coisas um pouco além, um pouco menos cínicos, certo?

É só um jogo. Vamos fazer esse mantra? Todo mundo junto: É SÓ UM JOGO. Isso. Pode apostar, nem a Activision, nem qualquer outra desenvolvedora, quer desrespeitar o seu avô judeu, ou sua família negra, ou os imigrantes italianos e por aí vai. O que elas querem fazer é um game divertido e se você não acha engraçado é simples, não compre, não jogue. Garanto que qualquer um levantando bandeirolas contra alguma coisa fará com que ela se torne desejada automaticamente (lembrem-se de “Carmageddon”).

wolfenstein_suastica
E foi essa merdinha que causou toda a merda

Que fique claro, eu não sou racista ou “pró” algum lado político/religioso. Se você me der um jogo divertido no qual eu sou um chinês massacrando mexicanos eu vou me esbaldar tanto quanto um bom jogo que mostra o eticamente correto durante uma sessão de chá das 17h (ok, exagerei, mas vocês entenderam).

Respirem. É só um jogo.


..
.

E isso, uma piada:

3

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , ,
18/09/2009 - 18:27

O dia em que eu calei o Submarino

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Uma semana atrás, exatamente, escrevi um post apontando a lógica – pela falta de melhor de palavras – nonsense de preços do Submarino para com o PlayStation 3 Slim. A loja virtual anunciou a nova versão do console por R$ 2 mil, sendo que a fabricante Sony o havia desenvolvido exatamente para cortar o preço no mundo. Ou seja, o Submarino se acha mais importante, ou num patamar acima, do que a própria Terra. Normal, egocentrismo é o que não falta nesse mundão. Bom, pela prática do bom jornalismo eu enviei o meu texto para a assessoria de imprensa da loja, afirmando que eles teriam total liberdade de resposta e espaço em meu próprio blog.

O Submarino não respondeu.

Vou ser justo, eu enviei o e-mail para a assessoria no dia 15, terça-feira, ou seja, três dias para resposta. Quero acreditar que em um mundo “internético”, as assessorias dedicam seu tempo pesquisando sobre seus clientes, cuidando de sua imagem (é o seu trabalho, bátima!), logo, desde sexta-feira passada a assessoria teve oportunidade de conferir meu post. “Mas seu blog é desconhecido, caraca”, berrarão alguns. De fato, o GameOver não é (AINDA!) um grande expoente no blog roll brasileiro, porém, o iG é, e durante todo o final de semana passado o GameOver esteve em sua capa, prova disso é o fluxo de visitantes e o número de comentários no post inicial. Pensando nisso, acredito que concedi um tempo razoável para a resposta.

Evoco palavras sábias do tempo do Guaraná com rolha: “Quem cala, consente”. De um lado eu fico feliz, afinal, as “acusações” foram verdadeiras e contundentes. Não há defesa. De outro, fico emputecido pela falta de consideração com a imprensa e o consumidor, afinal, é de puro interesse da loja que seu nome não fique tão “feio na fita assim, mano”.

E esse foi o dia em que eu calei o Submarino.

Notas relacionadas:

  1. GamesTown: a esperança dos games no Brasil?
  2. Não se engane, as lojas do Brasil querem arrancar o seu couro com o PS3 Slim
  3. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, arena news Tags: , , ,
15/09/2009 - 18:11

Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado

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E não é que o post da semana passada, sobre o preço absurdo cobrado no Playstation 3 Slim pelo Submarino, teve uma boa repercussão mesmo? Bom, pensando nisso resolvi disponibilizar um espaço de resposta para o Submarino, afinal, todas as pessoas com quem travei discussões, receberam o devido direito de resposta, com a loja virtual não deveria ser diferente.

Você, que acompanha o GameOver, já sabe como funcionam minhas discussões: toda e qualquer troca de e-mail sobre o assunto discutido que eu faço com o “acusado” é devidamente publicada, sem qualquer edição, para manter a maior transparência possível, logo, aqui vai o e-mail que enviei hoje à assessoria de imprensa do Submarino.

Olá, Cristina

Sou jornalista do Arena Turbo, site de games do iG. Semana passada escrevi um post em minha coluna sobre o preço do PlayStation 3 Slim oferecido pelo Submarino, criticando sua política de aumento do valor de uma mercadoria que, supostamente, deveria ter tido seu preço cortado em todo o mundo. Disponibilizo a vocês espaço e destaque para o direito de resposta.

Segue o link: http://colunistas.ig.com.br/gameover/2009/09/11/nao-se-engane-as-lojas-do-brasil-querem-arrancar-o-seu-couro-com-o-ps3-slim/

Grato,
Caio Teixeira

Nos próximos episódios: Será que o Submarino responderá? Será que eles querem meu fígado no prato? Será que eu sofrerei um “acidente”? Será que terá bife acebolado e batata frita na minha janta de hoje? Fiquem ligados!

Notas relacionadas:

  1. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
  2. GamesTown: a esperança dos games no Brasil?
  3. Não se engane, as lojas do Brasil querem arrancar o seu couro com o PS3 Slim
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, arena turbo Tags: , , ,
11/09/2009 - 17:27

Não se engane, as lojas do Brasil querem arrancar o seu couro com o PS3 Slim

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Minha indignação é tanta que eu nem sei como começar esse post direito. Sério. Então vamos do começo: quando eu li a matéria publicada no UOL Jogos sobre o preço do “The Beatles: Rock Band” e como é algo tão absurdo que é mais vantagem você viajar até os Estados Unidos e comprar o bundle diretamente lá e trazer para o Brasil, eu já sabia do preço (incríveis R$ 2 mil), mas ok, não esperava algo de muito diferente. Agora, quando a mesma matéria mostrou que as lojas, ou melhor (vamos dar nomes aos bois), o Submarino está cobrando MAIS CARO pelo PS3 Slim do que pela versão antiga, sendo que ambas haviam sofrido um corte de US$ 100 lá fora eu fiquei FULO, para dizer o mínimo. Aos preços: PS3 80GB (versão Phat) – R$ 1.489; PS3 Slim – R$ 1.999. Sabe quanto QUALQUER PS3 está custando nos EUA? US$ 299.

ps3_slim_submarino copy
Política do “Como perder um cliente… pelo menos”

Tudo bem, Submarino, nós vivemos em um País onde a carga tributária que incide sobre os games e consoles é algo tão absurdo que faria qualquer país subdesenvolvido (e nós não seriamos um?) sentir vergonha alheia. Mas, agora, vocês darem a resposta mais chucra dos últimos tempos, isso é injustificável. Com vocês, o Submarino, O Espertão (as partes negritadas são minhas):

O Submarino informa que as estratégias de preço praticadas no Brasil e nos EUA não podem ser comparadas (sim, eles são lúcidos e vocês loucos). Por ser tratar de um lançamento e como toda novidade da Sony no Brasil, o PS3 Slim chega com uma política de preço diferente dos EUA, afinal cada mercado tem suas características (de fato, nossa renda per capita é quatro vezes maior que a deles *sigh*). O que exemplifica isto é o que foi visto no lançamento do primeiro PS3 no Brasil, onde ele custava em torno de R$ 6.000, contra U$$ 599 nos EUA (ah, entendi, vocês justificam uma facada com uma demolição em massa feita no passado, justo). Com o tempo de mercado, a análise de desempenho do item e as ações da concorrência (pirataria, contrabando, acho que estou começando a entender o seu mercado), os preços tendem a cair e se estabilizar (opa! Em míseros 4 salários mínimos e meio, afinal, comer é coisa de pobre, rico vive de fotossíntese, muito mais luxo).

Então deixe eu entender: vocês pegam um produto que teve seu preço cortado MUNDIALMENTE (minha namorada trouxe o meu PS3 Slim por 299 euros) e AUMENTAM o custo dele no Brasil. Ou seja, você acham que todos os seus consumidores são uns otários por comprarem algo que só recebeu aumento no Brasil. Aliás, até me sinto lisonjeado, afinal, nós somos realmente especiais por sermos o único País a ser privilegiado com tal política.

Calma, Submarino! Eu também olhei a concorrência (que é tão ridícula quanto você), mas vamos lá:

- FNAC: (não anunciou o Slim) PS3 80GB – R$ 1.799,00
- Americanas.com: PS3 Slim – R$ 1.999,00 (a versão 80GB sai por R$ 1.599,00)
- GamesTown: (não anunciou o Slim) PS3 80GB – R$ 1.399,00
- Ponto Frio: (não anunciou o Slim) PS3 80GB – R$ 1.424,05

Pelo o que eu entendi, só a Americanas (que feio…) adotou a mesma postura que você. Ridículo. Simplesmente ridículo.

Ok, só vamos recapitular: a versão Slim foi projetada EXATAMENTE para baixar o preço do console PS3 no mundo inteiro e você, Submarino, decide que isso não é bom e decide AUMENTAR. Raios! O que te coloca acima da própria Sony?!?

Eu realmente espero que alguém do seu marketing ou os negociadores (que deveriam ser demitidos por tal afronta contra o consumidor) leia o meu post e venha me explicar onde, exatamente, vocês acharam que seria uma boa ideia, algo justificável, aumentar o CA$#%$*% do preço.

Enquanto isso não acontece, deleto meu usuário do Submarino. Sei que não é muito para uma empresa do seu tamanho, mas, no momento, é o que está no meu poder. Se você, leitor, também achar isso um absurdo, é simples, não compre. Me assaltar vocês não irão mais.

Notas relacionadas:

  1. GamesTown: a esperança dos games no Brasil?
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  3. Comercial do PS3 Slim no Ocidente é BEM diferente do japonês
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , ,
01/09/2009 - 17:43

Coisas que são mais fáceis de se fazer na vida real do que nos games

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Aí você está jogando um “Doom” feliz da vida quando encontra uma mureta na sua frente, você logo pensa: “ok, só pular isso e…”, nada. Não dá para pular a mureta, não dá para abrir a maldita porta não importa quantas granadas você jogue nelas e tampouco é possível atravessar uma parede de arbustos. Maldita vida virtual. Você também se irrita? Então confira a lista e, se lembrar de algo, deixe um comentário:

- Pular pedras de meio metro de altura
Ok, ok, nós sabemos que ainda não existe uma forma de fazer um jogo tecnicamente infinito como o nosso, onde (tecnicamente) podemos ir para qualquer lugar, mas colocar uma maldita pedra de 35 cm como um obstáculo é uma ofensa a qualquer mente pensante.

- Abrir portas sem a maldita chave, mesmo que você destrua o prédio no qual ela está
Certo, toda aventura depende de você encontrar uma chave para abrir aquela porta de madeira já meio quebrada e que você até consegue olhar o outro lado pelos buracos dela. Mas se isso é a aventura NÃO ME DÊ UM MALDITO LANÇADOR-DE-MÍSSEIS porque eu vou gastar toda a munição tentando derrubar aquela Porta-Deus.

- Se arrastar por baixo de uma cerca, ou pular uma
Novamente os designers colocando os limites de uma fase de maneira esdrúxula. Certo, eu tenho que dar uma volta imensa para sair do outro lado de uma parede, ou cerca, ENTÃO NÃO FAÇA ELA TÃO BAIXA OU COM BURACOS POR BAIXO, porque eu vou passar dias tentando pular ou me arrastar!

- Encontrar munição de Magnum (se você jogou “Resident Evil 5″ sabe do que estou falando)
Tudo bem, tudo bem. Você está em uma África sitiada por zumbis, mas caceta! Ainda é a África! Uma zona de conflitos constantes, guerras civis em geral, milícias, enfim, arma é que não pode faltar no lugar então, porque raios, não me deixa achar munição?! Isso vale para qualquer outro jogo que teima em colocar você em uma zona de conflito e com poucas balas.

- Não ser protagonista de uma história
Eu não sei vocês, mas são poucas histórias nas quais eu sou o personagem principal. Já nos games você SEMPRE é o personagem principal, e se não é logo de cara, irá se tornar no final, quando salvar o mundo.

- Piscar os olhos (“Alone in the Dark”)
Começo de “Alone in the Dark”, seu personagem acaba de acordar e na tela escura aparece “Aperte RT para piscar”. Oi? Piscar? Como assim eu tenho que apertar um botão para poder piscar? Espera, eu vou ter que fazer isso para o resto de minhas funções corporais? RT para piscar, LT para usar o pulmão esquerdo, X para o coração bater, Y para o lobo frontal funcionar, A para o fígado, B para o intestino delgado?

- Matar inimigos
Vocês assistem noticiários e sabem muito bem que um tiro já é suficiente para, no mínimo, incapacitar qualquer pessoa. Mas não, nos games você gasta cinco pentes de M41 e mais duas granadas para tirar metade da “vida” do chefão, seja lá o que isso quer dizer.

- Olhar para seus pés (a não ser que você seja um gorducho)
Pegue praticamente qualquer jogo em primeira pessoa. Ok. Agora tente achar seus pés. ELES NÃO EXISTEM! Você é perneta, não foi avisado disso e ainda flutua, algo que você também não sabia.

- Administrar um inventário (ou seus bolsos e mochila)
Tudo bem, os inventários nos games te deixam ver claramente cada objeto, mas caceta! Como que na minha mochila não cabe mais uma chave?! Não dá nem para colocar ela no cinto da minha calça só para eu não ter que jogar fora um kit de primeiros-socorros? Se bem que no completo oposto disso temos o Solid Snake que tem os bolsos que fazem a sacola do gato Felix parecer um porta-moedas.

- Respirar
Você consegue fazer seu personagem respirar em um jogo? Não importa quantos botões aperte. Pois é, nem eu.

- Nadar
Seu personagem anda de bicicleta, pula do 4º andar de um prédio, é atirador profissional, assassino treinado e piloto de fuga, mas basta você jogar ele numa poça d’água de um metro de profundidade que o corno se afoga? Daí que vem o ditado: “água acima do umbigo, sinal de perigo”.

- Intimidar
Você tem um arsenal que vai desde facas de caça até metralhadoras anti-aéreas, mas nada disso importa com o maldito informante que tem os arquivos que você precisa para acabar a missão. Ele ri de suas pistolas e acha você uma criancinha que não sabe usar nada disso. Agora, na vida real, chegue com uma Colt .45 em um vendedor qualquer que ele vai confessar até

Notas relacionadas:

  1. Mimimi: Entre reclamações e zumbis
  2. “Resident Evil 5”: Quase… quase o jogo do ano
  3. Sobre aquela moça que adora colocar gatinhos na boca
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Opinião Tags: , , ,
20/08/2009 - 19:05

Ubisoft lança câmera “Your Shape” para Wii ou Nintendo odeia os gordos do mundo

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Não basta o Wii Fit, não basta o “Wii Sports”, não basta o “Mario and Sonic at the Olympics”, não basta o “EA Sports Active“. Nada é suficiente para a Nintendo e sua raiva arrebatadora contra os gordos (gordinhos, gorduchos, gordotas, escolha seu adjetivo) de todo o mundo. Agora é a vez da Ubisoft levantar a bandeira “anti-pneus” com sua nova câmera de sensor de movimentos “Your Shape”.

Apresentada nesta quinta-feira, durante a GamesCom, a câmera para o Nintendo Wii promete reconhecer todo o seu corpo e fazer um programa de exercícios personalizados para você perder seus quilinhos (ok, ok, você é um(a) gordo(a) mórbido(a), mas vamos ser amigáveis) a mais. Assista e depois eu continuo:

Sei que a câmera não é SÓ para exercícios e, provavelmente, servirá para outras coisas. Então, por que eles mostram primeiro para exercícios?! Por que não mostram direto com exemplos in-games?

Eu tenho algumas perguntas que gostaria de fazer a você e aos mentecaptos da Nintendo: por que, raios, você compra um videogame para emagrecer? Meu deus, o que caracos a Nintendo tem com a “geração saúde” (também conhecidos como “chatos insuportáveis”)? E, finalmente, será que alguém aí lembra daquela coisa gostosa de ficar esparramado no sofá da sala, diminuindo todas as suas funções corporais até quase 0, deixando apenas o seu cérebro e seus dedos fazerem o trabalho? Se eu optei por um videogame – ao invés de ficar lá fora, correndo, andando, sendo assaltado – por que car%$#&* eu vou querer ficar me balançando feito um babaca na frente da TV?

Sei, sei, muitos de vocês gostam dessa coisa interativa, imersão e por aí vai – e tenho certeza que a sua tia acha tudo isso ainda mais legal -, mas, se eu quero imersão de verdade, eu quero um chip no meu cérebro! Quero sentir os cheiros do cenário, sentir o impacto de uma trombada, sentir o frio de uma tundra, enfim, cinco sentidos, manja? Não quero ter que quebrar minha TV, suar minha cueca para ter isso, e o pior, sem ser totalmente, completamente, inexoravelmente, fiel a cada milímetro que eu me movo.

Resumindo: se você é gordo, a Nintendo, Ubisoft e a EA odeiam você. E se você escrever algum comentário cretino me torrando porque te chamei de gordo, bem, é porque você é mesmo e sabe disso.

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  3. Steam e a minha iminente falência
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, Trailer, games, video Tags: , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 19:51

Jogos de Facebook e minha eminente morte por inanição

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Eu odeio, do fundo do coração, todo o tipo de rede social. Começou com Orkut, passou por outros genéricos e chegou ao Facebook. Me tornei um inexistente virtual em 2007, mas em 2009 eu voltei por motivos profissionais. E foi aí que me deparei com OS JOGOS DE FACEBOOK.

Comecei brincando com o “Mafia Wars“, “jogo chato, ter que ficar esperando carregar barra de energia para realizar os trampo, mó saco”, pensava eu, mas resolvi dar tempo ao tempo e continuei com a minha famiglia. Fui evoluindo, subindo de level, comprando imóveis, derrotando chefões e, o mais legal, destruindo os negócios de outros mafiosos (leia-se: desocupados). Viciei.


Cuba, logo mais estou chegando!

Quando menos percebi, estava passando horas procurando itens raros, construindo hotéis e extorquindo policiais. Implorava aos amigos entrarem na brincadeira, afinal, quanto mais pessoas do meu Facebook jogavam, maior a minha máfia e maior o meu poder de ataque. “Mas eu não vou jogar! Não gosto, não tenho tempo!”, berravam meus amigos desesperados e eu, do alto de meu vício por poder, gritava de volta: “F$%@#-SE! É só para aumentar minha máfia!”. Ninguém entendia. Ninguém entende. Mas é simples! Eu, com meu atual conglomerado de 26 famiglias até consigo “pancadear” outros grupos de até 32, só que mais do que isso eu não aguento… E EU PRECISO DE MAIS! Mais poder!

No level 35 eu conseguirei expandir os negócios para Cuba e, quem sabe, descansar um pouco. Viver da renda de meus investimentos, abrir um restaurante italiano, hotéis à beira da praia e até um bordel – estritamente para contatos políticos, que fique claro!

Porém, meu vício não parou aí. Foi o que eu falei, preciso de tempo para recuperar energia e stamina antes de continuar com minhas negociatas mafiosas. E nesse meio-tempo eu faço o que? Trabalho? Fala sério. Então eu recebi um convite para o “Dungeons & Dragons Tiny Adventures”… Fez-se luz!


Observem o meu garbo enquanto limpo minha lâmina

Ok, ok, o jogo não é, nem de longe, tão “imersivo” quanto criar sua rede mafiosa, mas o simples fatos de recordar as tardes mestrando RPG para um bando de nerds foi o suficiente para me cativar. Criei um Drow Ranger (sempre jogo de Ranger) e me taquei em meio a catacumbas, orcs e feiticeiros. O problema do “D&D Tiny Adventures” (além do tempo infernal entre cada ação) é que o máximo que você pode fazer é torcer para que sua rolagem de dados virtuais favoreça e que você tenha poções de cura o suficiente para terminar a aventura. Porém, existe a possibilidade de amigos de Facebook que também jogam te “buffarem” – eles dão um bônus para suas rolagens de dado – e “healarem” (curarem você). Pronto, esse fato já foi o suficiente para eu e o administrador dos servidores do Arena Turbo, Thiago “BeGOD”, já criarmos um novo vocabulário e começarmos a discutir sobre quem buffou quem: “Ow, não esquece! Bróther que é bróther, buffa os bróther”. Pronto, mais um vício.

E foi o mesmo BeGOD que atua como um demônio e me chama para o “Vampire Wars“, o infame mod de “Mafia Wars”, só que com os seres noturnos. A jogabilidade é a mesma, mas com o visual próprio e a possibilidade de criar um avatar. COMO NÃO VICIAR?! Já estou com meu vampiro no level 7, mas estou com problemas de pessoal em meu “covil”: só três bróther entraram para a brincadeira, logo, estou tomando um sarrafo de qualquer frutinha que se veste com roupas do século XV. Ou seja, se você é bróther, entre para o “Mafia Wars”, “Vampire Wars” e “D&D Tiny Adventures”, me add no Facebook, e ajuda os bróther, seja buffando, batalhando lado-a-lado ou simplesmente fazendo volume para meu exército, afinal, alguém precisa conquistar o mundo nessa bagaça!


Prefiro um “vizu” mais steampunk, sabe?

P.s.: pouco antes de publicar esse post, o amigo Guilherme subiu um artigo em seu blog mostrando um novo jogo para Facebook, “CannonBallz”, só que esse é de Realidade Aumentada. Bom, estou a salvo por enquanto, não tem webcam no iG. Mas já vi alguns modelos para comprar…

P.s.²: a redação do iG (leia-se: 85% de mulheres) está maluca no “FarmVille”, um jogo que te coloca no papel de um hortifrutigranjeiro e sua missão é, bem, se tornar um grande latifundiário – enquanto o MST se debate de raiva. Eu até arrendei uma terrinha e fui plantar umas abóboras, mas vamos ser sinceros, eu lá tenho cara de agricultor?! Hoje minha fazenda serve de abrigo para 15 famílias de sem-terra.


Olha lá minha cara de feliz em meio à natureza e ar puro… ¬¬

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, games Tags: , , , , ,
12/08/2009 - 19:28

Porque a distribuição digital pode piorar a situação dos games

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Eu sei, eu sei. Quando acontece qualquer discussão entre vendas físicas e digitais eu sempre acabo do lado da segunda. Mas hoje o Bagaço me mandou um artigo que me fez repensar (só um pouco) a minha posição.

O artigo, publicado ontem no Gaming Dungeon (em inglês), mostra como as grandes produtoras e desenvolvedoras estão se aproveitando do mercado digital para realizar o bom e velho monopólio. De acordo com o texto, pela distribuição digital não precisar de um comerciante, de um distribuidor (eles chamam de “The Middle Man” e eu não consegui pensar em um termo melhor em português), os consumidores ficam a mercê de todas as vontades da fabricante que, invariavelmente, vai querer lucrar, ou seja, deixar o preço lá em cima. Isso acontece porque quando um jogo digital é vendido, possivelmente, não existirá concorrência, limitando as escolhas do usuário e por consequência pregando o preço lá em cima.

Pelo o que senti, todo o artigo do Gaming Dungeon foi motivado por uma frase de Bobby Kotick, CEO da Activision Blizzard, quando foi perguntado por que o preço de “Modern Wafare 2” (cerca de 55 euros) era mais alto que nos Estados Unidos: “o preço é esse e eu aumentaria mais se eu pudesse”. E olha que o valor nem foi tão mais alto assim, cerca de 5 euros mais caro. De fato, Kotick deu uma bela derrapada na diplomacia ao soltar essa pérola, mas ele também assustou todos, mostrando que os preços de seus – e por que não de toda a indústria – games gravitam quase que ao seu bel prazer.

O Gaming Dungeon acerta ao afirmar que quando o consumidor tem mais opções de adquirir seu produto – como acontece na mídia física – mais variantes do preço original devem aparecer favorecendo o seu interesse. Mas isso não é nada novo e todo mundo que sabe o mínimo de oferta e procura já conhecia toda a maracutaia.


Este pode não ser mais o seu deus…

Agora, o que o artigo me fez prestar atenção é que, de fato, os games digitais – mesmo sem precisar da logística, da caixinha e dos custos de produção – estão custando a MESMA coisa. Ora, caro amigo batráquio, eles estão nos ferrando de verde-e-amarelo, caracoles! Sim, imagino que você tenha percebido, mas eu, no afã consumista do Steam e seus malditos Weekend Deals nunca havia parado para pensar. E o artigo está certo.

Outra predição realizada na matéria é que, assim que a distribuição digital se firmar como seu novo deus, e as Microsofts, Sonys e Nintendos se encontrarão em uma posição tranquila de ditadoras de preços, já que não terá para onde o consumidor correr. Bom, é aí que meu pensamento diverge: apesar da minha fobia de perseguição e conspiração mundial, eu acho que, no final, o consumidor sempre dá um jeito. Por mais tapados que somos, no final o barco do comércio acaba pendendo para o nosso lado, ainda mais pelos games não serem artigos de primeira necessidade (bom, não para a maioria do mundo), basta pararmos de comprar para o preço cair, certo?

Bom, eu acho… Talvez.

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, Teorias, games Tags: , , , , , , ,
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