Fazer com que uma mídia – digamos “games” – funcione em outra mídia – talvez “filmes” -, é um trabalho difícil, e muitas vezes acabam em um “epic fail” de proporções… Épicas. Agora, se existe um curso para diretores que querem destruir enredos de games em seus filmes, o seu mestre supremo é o alemão Uwe Boll. Mas os gamers do mundo se cansaram e organizaram uma petição online para que o diretor simplesmente pare de fazer qualquer coisa relacionada a games ou cinema.
“Xá comigo que eu sei o que to fazendo com a adaptação de God of War, champz”
A fama de “Boll, O Destruidor” começou em 2003, com a produção e direção do filme House of the Dead, longa-metragem baseado no shooter on rails homônimo. Pegue um filme bem ruim, aí acrescente a Rita Cadilac tentando representar enquanto, ao fundo, você escuta Hebe Camargo cantando o hino do Ituano… Em slowmotion. Pensou? Então, isso é bem melhor que House of the Dead. Crítica e público odiaram o filme, mas Boll simplesmente não ligou e continuou com a sua saga: em 2005, o facínora lançou Alone in the Dark e BloodRayne, com a mesma – ou pior – qualidade de House of the Dead. O que não dá pra entender muito bem é como Sir Ben Kingsley foi parar em BloodRayne.
O diretor deu um boi por dois anos, mas em 2007 chegaram Postal – o game homônimo é uma das obras-primas do politicamente incorreto, o filme é só ruim mesmo – e BloodRayne: Deliverance (se liga na tara que ele tem por BloodRayne). Já em 2008, Boll lançou Far Cry e se retirou por outros dois anos do tema “filmes de games”, mas, ao que tudo indica, ele volta este ano com BloodRayne: The Third Reich (e ele ainda tem colhões de fazer referências ao nazismo. Ou seja, um homem extremamente a frente de seu tempo).
SE LIGA nos efeitos sonoros de Far Cry
Se você, assim como os outros 352.706 gamers que assinaram a petição, também acha que o gênero deve parar de ser dilapidado por Uwe Boll, assine o documento online.Pense em nossas crianças!
Em uma das atitudes mais sóbrias do mercado nacional de games dos últimos anos, a UZ Games deu a maior bola dentro (ui!) ao anunciar que venderá e comprará games (consoles também!) usados. Leia a matéria na íntegra no Arena Turbo.
De qualquer forma, ainda não tenho certeza como as nossas distribuidoras aceitarão esse modelo de negócio, afinal, nessas negociações de usados, nenhum “dinheiros” vai para elas, ou para as publishers. Mas olhando por um outro lado, elas deveriam ficar felizes, já que o novo serviço irá aquecer o nosso mercado, possibilitando a galera que não está tão bem de grana (todo mundo) colocar as mãos num “Uncharted 2” com uns R$ 50 de “desconto”, dependendo do título usado que tiver em mãos.
Uma outra jogada de mestre – e tiro no pé ao mesmo tempo – foi a exigência da UZ: todo produto usado deverá estar acompanhado de sua respectiva nota fiscal para comprovar sua autenticidade, assim a loja sempre venderá produtos com garantia. Porém, o tiro no pé é que, não sei vocês, mas eu NUNCA guardei a nota fiscal de um game por mais de, sei lá, um mês. Imagino que essa pratica organizacional também não é o ponto forte de todo mundo (eu não quero pensar que sou o único otário com um monte de jogo ruim que não poderá vendê-los, ok?!), logo, precisaremos nos reeducar.
Enfim… Ponto para a UZ Games!
[Update]: Conversei com o pessoal da UZ e tirei uma dúvida. Você não precisará utilizar o seu game usado vendido na UZ diretamente na mesma loja. Você pode embolsar a grana. Porém, o pessoal da rede só pede bom-senso dos consumidores para, por exemplo, não aparecer às 10h, logo que o shopping abriu, querer vender alguma coisa e ficar com o dinheiro, eles precisam de um tempo para ter algum em caixa para poder te repassar.
Amigos, o Mike Tyson pode ser um tremendo cretino com uma voz que faria o Ferrugem rir da cara dele. Porém, ele é barra-pesada. Brincar com o excelentíssimo senhor pode ser um passeio sem volta, logo, tome cuidado! Durante uma entrevista (e um showzinho de metira) no WWE’s Monday Night Raw, enquanto Tyson trocava ternuras com o lutador Shawn Michaels – que, por sinal, havia sido sumariamente nocauteado pelo boxeador nos anos 90 -, uma TV no fundo do cenário exibia imagens do game “Fight Night Round 4”. O curioso: Tyson estava sendo demolido por Muhammad Ali nos ringues virtuais, *confira.
*Como podem perceber, a fúria de Lil’ Mike chegou ao YouTube e o vídeo foi retirado do ar… Se ele voltar, coloco novamente.
É claro que Tyson não viu o que estava rolando na telinha, mas, a essa altura do campeonato, ele já deve ter visto. E amigos… Eu não queria estar no mesmo continente que ele quando isso acontecer.
P.s.: Ei você, amigo que gosta e só fala sobre videogames antigos. É, estou falando com você. PARE DE SER CHATO! Fica ainda mais feio porque a maioria que curte fazer o “intelectualzão old school” nasceu no meio dos anos 80, ou seja, um bando de recém-nascidos e não tem vivência do que estão falando. Além do mais, por favor, não tem como acharem “Pac-Man” divertido depois de jogarem “Echochrome”. Compreendido? Grato.
Eu sou instintivamente otimista. Para o bem ou para o mal, sempre acredito que “tudo vai dar certo”, mas têm coisas que acabam com qualquer “luz-no-fim-do-túnel”. E foi o que aconteceu com o final de 2009. Notícia atrás de notícia me fizeram desacreditar completamente no mercado nacional de games. Mas amargura só é boa quando dividida com todos, por isso eu separei as principais notícias dos últimos tempos que fizeram com que o meu otimismo se tornasse na pior sensação de final de domingo.
Chegada do PlayStation no Brasil
Na realidade eu encaro essa notícia toda mais como uma piada bem sem-graça do que algo sério. Afinal, por que, raios, a Sony desembarcou com o PlayStation 2 e o PSP no Brasil? Além de ter esquecido completamente do PS3 (nem vou falar da versão Slim…), a fabricante ainda não trouxe nenhuma novidade de fato. Só um site MUITO FEIO.
Projeto de lei 170/06
Então o excelentíssimo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) decidiu que a fabricação ou distribuição de games “violentos”deve se tornar uma atividade criminal. Agora, pequeno aprendiz, pergunte ao senador o que é jogo violento para ele: “(qualquer título que atente contra) os costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”. Como o amigo Jones Rossi (editor da Galileu) comentou, “tem um grupo nos EUA que defende os direitos das montanhas e rochedos. Prevejo a proibição a ‘Shadow of Colossus’ em breve”.
Delegada carioca sobre “Call of Duty: Modern Warfare 2”
Na realidade, essa notícia sobre os comentários da delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, sobre o “MW 2”, me fazem desacreditar mais da humanidade como um todo do que na indústria em si.
Segundo a delegada, a fase no Rio de Janeiro do game não condiz com a realidade das favelas locais. “Eu acredito que o jogo foi criado por pessoas que não convivem com a realidade das comunidades. (O jogo) passou a pior imagem possível e tenta instigar uma ideia de guerra (…) Eu achei que a ação é exagerada. Ela simula mais uma guerra do que uma ação policial. Não fica claro pra quem está jogando qual o objetivo daquela ação, enquanto que, na ação policial, os policiais têm objetivo”. Aí eu penso: será que a delegada Helen conhece o mesmo Rio de Janeiro que eu? Porque, sei lá, vai que existe um Rio de Janeiro pacífico em outro lugar…
Sem falar que o pior é quem teve a brilhante ideia de ir falar com uma DELEGADA sobre um game. Tipo, o que tem a ver? Mesmo que a especialidade dela esteja “próxima” do assunto, isso não a transforma em nenhuma especialista (ainda mais quando ela demonstra, aos 46 segundos do vídeo, todo o “domínio” que possui sobre o controle do console), ou sequer, conhecedora da causa de fato. Trocando em miúdos: uma matéria para, simplesmente e unicamente, requentar uma polêmica ultrapassada – e completamente ilógica (nem vou comentar sobre o título da matéria, que conta com “Call of Duty 2″, por coleguismo de profissão).
As coincidências nas promoções de advergames no Brasil
Essa última foi a gota d’água mesmo. Certo, certo, não houve nenhuma condenação, ninguém foi declarado culpado e tals, mas após tantos indícios e relatos, sou obrigado a acreditar de que existe alguma coisa cheirando muito mal nessas promoções.
O leitor do GameOver pôde acompanhar (1) o desenrolar dessa história (2) nos últimos dias e fazer seu próprio julgamento, mas cada vez mais a situação se complica, como desde a semana passada Paulo Demétrio anda em uma briga eterna com o moderador da comunidade Rexona Tuning Race no Orkut: Paulo não quer deixar seus posts em que achincalhava membros da comunidade visíveis e o moderador insiste na transparência do site.
Enfim, tudo isso só prova que maturidade de verdade no Brasil anda muito em falta e o tiro vai para ambos os lados, empresas e consumidores – estou falando especialmente com vocês, que compram piratas. Enquanto as pessoas não levarem a sério o mercado e deixarem a brincadeira só para os games, nunca seremos levados a sério e aí eu quero ver a galera reclamando com a Nintendo trazendo, sei lá, um Super Nintendo oficialmente ano que vem.
Após meu post repercutindo a reportagem de Luis Sucupira e os “coincidentalistas”, alguns leitores do GameOver questionaram a forma “unilateral” com a qual conduzi o texto (o que discordo, mas continuamos). Para tentar amainar os ânimos e seguindo meus princípios de profissão, tentei realizar uma entrevista com Danilo Neves Cruz (o programador dos advergames) e Paulo Roberto Demétrio de Oliveira.
No caso de Danilo, consegui seu e-mail pessoal e lhe mandei uma mensagem pedindo uma entrevista para saber o seu lado da história. Até o momento em que escrevo este post (16h14) não recebi qualquer resposta do programador. Penso eu que ele não quer fazer nenhum comentário até o término do processo.
Já no caso de Paulo Demétrio a história foi outra. Luciano, um dos leitores do GameOver, conhece o competidor e ajudou a fazer um “meio-de-campo” para podermos conversar, afinal, não consegui encontrar nenhum contato direto de Demétrio. O problema surgiu quando ele afirmou que não faria uma entrevista por e-mail, afinal, não queria “espalhar depoimentos meu (sic) sobre o assunto por tudo quanto é canto da internet, onde eu não teria o poder sobre o que está escrito ficando a mercê dos sensacionalistas de plantão”. Demétrio deixou claro que se eu quisesse a entrevista eu teria de conversar com ele diretamente no fórum da Liga Brasileira de Live For Speed (LFSBR).
Contra todos os meus princípios jornalísticos (afinal, nenhum jornalista que se preza entraria nessa. Erro meu), decidi embarcar na dança do competidor e criei meu usuário no fórum. Após fazer considerações e realizar três perguntas (sendo que as duas últimas se limitavam à resposta da primeira e que, nem de longe, sanavam as dúvidas lançadas pela reportagem de Sucupira), esperei a resposta de Demétrio.
Leitores, antes de relatar as respostas do competidor, entendam o motivo de eu não querer realizar a entrevista no fórum:
1º – Ali é o território de Demétrio, ele conhece todos e se sente “seguro”, ou seja, ele se sente confortável a responder de qualquer forma as minhas perguntas;
2º – Os amigos e conhecidos de Demétrio estão todos ali, o defendendo. Qualquer pergunta mais “doída” seria (como foi) respondida por diversos e ajudaria na própria resposta do competidor.
Após três horas, Demétrio respondeu.
E aí outro erro: julguei, do alto de minha inocência ética, que o “entrevistado” tentaria esclarecer, contar o seu lado da história, afinal, era sua honra e hombridade que eram questionadas nas evidências de Sucupira. Ledo engano. Demétrio preferiu adotar uma postura evasiva e cheia de sarcasmos desnecessários e não correspondentes com a atitude do jornalista que vos escreve. Ele escreveu:
Minhas defesas (como se eu precisasse, estou aqui apenas para responder/esclarecer e não para me defender, e faço isso pelas pessoas que considero aqui desse fórum, e não pela situação em si, seria muito mais pratico pra mim simplesmente não falar sobre o assunto), são e continuarão sendo apenas verbais, estamos na internet e ao contrario do que fizeram não vou construir provas no photoshop e muito menos pegar trechos de falas em um forum e dar o sentido que eu quiser. Se alguém quiser alguma prova se tudo ocorreu normal quanto a minha pessoa nos concursos, os interessados devem correr atrás das organizadoras e auditoras do concurso.
E o que deixou claro que qualquer conversa seria infrutífera:
Ao contrário do que pensa, não estou interessado em esclarecer os fatos para provar para toda a internet que sou vitima de ma fé das pessoas, mas estou aqui para esclarecer para aqueles que considero aqui nesse fórum, o resto da internet eu não ligo. Se alguem (sic) acha que ter uma boa imagem na internet para todos ver é algo importante, ai eu creio que é melhor rever tais conceitos pois a vida não pode ser tão superficial quanto uma rede virtual. Salvo em casos onde se trabalha nela e tem todo o seu lado pessoal exposto (Jornalistas sérios por exemplo).
A minha pergunta era a única que ele não havia respondido em seus esclarecimentos anteriores: “Você é amigo de Danilo Neves, como mostram os indícios de Sucupira?”. Sua resposta: “Não”.
Para mim a entrevista acabou ali – já que ele não queria fazer mais nada e prefere continuar enfurnado em sua fortalezinha. Ele preferiu responder as outras perguntas, algo completamente desnecessário já que com a resposta da primeira, ambas deveriam ser ignoradas.
Segue o link para que vocês confiram o “bate-papo” – afinal, entrevista é que aquilo não é – na íntegra.
Só uma coisa me intriga: se ele não tem nada a esconder, se ele é a vítima de uma grande conspiração que quer ver sua cabeça em uma bandeja, qual é o problema de conceder uma entrevista oficial? Aliás, eu fui o único (ingênuo, diga-se de passagem) que foi atrás da sua versão dos fatos. Não sei, mas outros (1) sites (2) estão acompanhando o caso e, até agora, não vi nenhum deles eximindo os citados completamente do ocorrido.
(Nota: até mesmo representantes das empresas que desenvolveram os advergames dos quais os citados participaram os consideram suspeitos, leiam nos comentários do Brainstorm #9)
Novamente, leitores, pesquisem, pensem, não tomem minha palavra como verdade universal. Comparem as posturas de cada um dos lados e tirem suas próprias conclusões.
Enquanto isso, acompanho o caso de perto.
[UPDATE]: Coisas muito “estranhas” andam caindo no meu colo, como essa troca de mensagens no Orkut de Rafael Brejão (competidor que venceu o “Rexona Energizing XRace” e alguns acham que não foi muito justo) e um amigo. O print é do meu próprio PC, confira e pense sobre o assunto (clique na imagem para aumentá-la):
Com a dica do amigo Guilherme cheguei ao texto do jornalista Luis Sucupira com certo receio, afinal, na minha cabeça bizarra o site Fórum PCs é algo mais técnico, mais voltado para os über-nerds da computação (aqueles caras que brincam com equações do 3º Grau como se fossem bolinhas-de-gude). Me enganei.
Sucupira levantou uma grande questão sobre as “coincidências” que têm acontecido nas promoções realizadas por advergames no Brasil. Eu vou resumir a reportagem, mas aconselho veementemente que você a leia na íntegra.
Sucupira, fazendo uma pesquisa básica, chegou a uma conclusão da qual eu já desconfiava a tempos: o jeitinho brasileiro também já chegou nos advergames. E os personagens principais das “coincidências” nessas promoções são Paulo Roberto Demétrio de Oliveira e Danilo Neves Cruz. Calma, eu explico.
As “casualidades” se apresentam da seguinte forma: os nomes de Paulo Roberto e Danilo Neves aparecem em todas as promoções citadas acima – às vezes só um aparece, em outras os dois. Paulo Roberto é sempre o competidor sortudo, agraciado pelo destino algumas vezes (quando ganha a promoção sem ser o primeiro colocado da disputa), ou usando técnicas escusas para burlar o sistema do jogo (como mostrado no post de Sucupira, quando Demétrio teria conseguido acesso ao código fonte do game e se aproveita disso para melhorar sua pontuação nos campeonatos). Já Danilo Neves é o programador de todos esses advergames. O melhor? Ao que o Orkut indica, eles são amigos.
Como Sucupira disse: “um é pouco; dois pode não ser bom; três, na maioria das vezes, pode ser demais e quatro já é abusar da nossa paciência”. Das promoções citadas, Paulo Roberto ganhou duas, a “Peugeot 207 Racer” e a “Rexona Tuning Race” – sendo que esta última tinha como prêmio uma viagem para a Itália, com direito a dirigir uma Ferrari, porém, somente com uma carteira de habilitação especial (internacional e traduzida) o vencedor poderia dirigir o carro, do contrário, um piloto conduziria a Ferrari e o campeão ficaria de passageiro. Paulo Roberto, com extrema confiança, tirou sua carta internacional 2 semanas antes do resultado da promoção. Ele também ficou em 5º lugar na “T-Racer Punto T-JET”.
Já Danilo Neves participou do desenvolvimento de todas as promoções – em tempo, a promoção que Paulo Roberto não participou, “Rexona Energizing XRace”, foi vencida por Rafael Brejão, também amigo de Danilo Neves. E que havia ficado em 6º lugar, mas recebeu o prêmio porque a comissão julgadora “não encontrou” os outros cinco melhores colocados que Brejão.
Casualidades.
Aliás, o resultado do “T-Racer Punto T-JET” até foi parar na Justiça de São Paulo, com outros participantes reclamando da maneira “dobrada” pela qual Paulo Roberto acabou se classificando, usando uma falha do jogo (aliás, os outros competidores que fizeram essa reclamação foram expulsos do campeonato pela comissão. Fica melhor a cada coincidência).
De qualquer forma, sejamos justos, isso tudo é especulação. Coincidências encontradas com uma pesquisa básica, nada que não seja achado por qualquer pessoa mais curiosa.
Mas e se não forem? E se uma maracutaia digna de formação de quadrilha está minando as chances de qualquer pessoa que não seja amigo de Danilo Neves – ou que não seja o próprio Paulo Roberto – de ganhar uma promoção de advergames de maneira honesta no Brasil?
Leiam a matéria na íntegra, vejam as outras coincidência encontradas, formem sua opinião, comentem. Quanto a mim, deixo (ansiosamente) espaço aberto para todos os “coincidentalistas” (uma nova seita, eu diria) citados neste post.
[UPDATE]: Assim como afirmei em meu post, deixo um espaço aberto para todos os envolvidos. Mas para melhorar a apuração da história, hoje (8) eu enviei um e-mail para Danilo Neves pedindo uma entrevista. Como é tradição do GameOver, toda a troca de e-mails será publicada para deixar clara a transparência da conversa. Acompanhem:
Olá, Danilo. Como vai?
Antes de qualquer coisa, deixe-me apresentar: meu nome é Caio Teixeira, sou o editor de games do iG (Arena Turbo).
Ontem eu li uma matéria no Fórum PCs, escrita pelo jornalista Luis Sucupira, onde o seu nome é citado diversas vezes. Caso você não a tenha lido, segue o link: http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=261910
Bom, eu gostaria de escutar a sua versão da história mostrada por Sucupira. Você estaria disposto a conversar? Afinal, as “acusações” feitas a você são sérias e acredito que você queira expor o seu lado.
Graças ao amigo Graça (sim, é o nome dele), tiver a oportunidade de ler uma reportagem… Ou melhor, um conjunto de citações que a publicação “The New Yorker” reuniu em uma matéria sobre “The Beatles: Rock Band” – que tem como título DOENTE: “Video Games Maiores que Jesus” (se eu, que sou ateu, achei um exagero…).
Olha, eu não estou na indústria a muito tempo, mas posso afirmar tranquilamente que os exageros proferidos pela publicação ganham de longe sobre qualquer discurso evangélico. Sério. Separei os que eu considero como “Top 5 das piadas (ou vergonha) do jornalismo de games”:
O novo game da Nintendo, Duck Hunt, é um jogo sobre caçar patos, certo? Errado! Ele é tão maior que isso. No seu âmago, o jogo tem uma rica narrativa onde nós somos os patos e a sociedade a arma. Simplesmente tente levantar a pistola contra a televisão e você terá uma crise existencial. Por que matar? É por que nos mandaram? Ou é por que fomos feitos para isso? Esse game superou Nietzsche e derrubou Sartre apenas com seu pequeno cartucho de plástico.
…
Hoje, em uma coletiva de imprensa, o Presidente Clinton falou sobre algo chato e que ninguém liga ou se lembra. A única coisa no qual as pessoas conseguem pensar é no novo game de PC chamado The Sims. No jogo, os usuários simulam seu dia a dia com avatares que eles mesmos criam. A única notícia que poderia superar isso seria se Júpiter colidisse com o Sol.
…
Uma princesa foi raptada. O seu nome é Zelda, ela é linda, e eu estou apaixonado por ela.
…
O mundo que conhecemos foi mudado para sempre. Os livros de história precisam ser reescritos. Um novo superpoder emergiu para destruir todos os impérios que vieram antes. Eu estou falando, obviamente, de Pokémon.
…
Qual é o sentido da vida? Tetris.
E é por esse tipo de coisa que o jornalismo de games é sempre levado como uma piada. Caraco, até EU acho uma piada!
Vamos falar sério, ok? TODO MUNDO sabe que o designer Hideo Kojima, criador de “Metal Gear Solid”, é bem… hm… como falar isso? Ok! Ele é uma fruta! Pronto, falei! Ele é uma frutinha, florzinha, curte brincar com a Barbie, belisca o azulejo, morde a fronha e de maneira alguma esconde isso (se você falar que eu estou mentindo é porque nunca viu os cintos de strass que o rapazola usa). Não tenho nada que ver com isso, tampouco acho ruim ou bom, a vida é do cara e ele faz o que bem entende com as “vias de acesso” dele, mas sair mostrando o muque por aí no blog dele… Pô, aí já é exagero!
Olha, certeeeeza, certeza de que o bracinho bombadinho aí em cima é dele eu já não tenho, mas o Kotaku afirmou, e o Google Translator confirmou (na medida do possível).
Não vou tirar toda a história do contexto, ok? Essa imagem não foi “de graça” e pulou na net quando o Kojima supostamente falava sobre ter ganhado peso durante a Tokyo Game Show deste ano. Tudo por não ter arranjado tempo para malhar (ohn, tadinho!), logo, ele afirmou que perdeu 2 kg de massa muscular e ganhou de pancinha.
Hm… esse post já tá bem estranho. Parei. Mas antes de acabar, uma dica: confiram os comentários da entrada do blog sobre “miguxos” falando que estão se exercitando como o BIGBOSS.
E essa obsessão por “snakes”, heim?
Como um pensador já falou: “Hmmmm essa coca é fanta!”
A Tokyo Game Show deste ano está boa (é sério! Confira o blog do Bagaço, nosso enviado especial). Ela só não está ótima porque acontece depois da E3 deste, que vamos concordar, foi estonteante. De qualquer maneira, a forma que a TGS achou de se redimir é colocando as demos jogáveis de vários jogos, entre eles “Dead Rising 2”. Obviamente, não faltam vídeos da carnificina:
Isso já é animal, sério. Eu sou um entusiasta da causa zumbi e acredito piamente no apocalipse morto-vivo que, inevitavelmente, acontecerá nos próximos anos (ando com dois manuais de sobrevivência na mochila para provar a minha crença). Com tudo isso em mente, imagine o quanto eu gosto de games com a temática dos não-mortos. Bom, “Dead Rising” já era muito bom (o fato de poder tirar fotos das bizarrices era uma das grandes sacadas do game), e a Capcom promete manter a qualidade com o novo game da série: “mas como fazer isso?”, pensei, já acreditando que ficaria uma sequência horrível. Errei. E sabe por que?
A Capcom apresentou a cadeira de rodas da morte. O que? Você não sabe como pode ser? Explico: pense numa cadeira de rodas. Não, energúmeno, não é o carrinho de feira da sua vó. Então, uma cadeira de rodas, agora acrescente uma escopeta em cada braço e pronto. THE ULTIMATE HANDICAPPED WEAPON!
CARA! SÉRIO! Obviamente, não encontrei nenhuma imagem da belezoca dando sopa na internet, mas procurando eu encontrei coisas como isso:
Uma palavra: medo.
Se eu fosse cadeirante eu super pimparia minha cadeira de rodas desse jeito. Pera… Eu não preciso ser cadeirante para isso… Já sei como gastarei meu final de semana!
E pensarei melhor se comprarei a camiseta dos meus sonhos:
E parece que o novo “Wolfenstein” foi banido na Alemanha. Duas chances para você descobrir o motivo… É, eu sabia que você nem precisava. Parece que a versão germânica do game, que deveria esconder todas as suásticas que aparecem nas versões do resto do mundo, acabou por passar umazinha, agora a Activision está pedindo um recall para todas as cópias que ainda estão nas lojas.
Agora vamos falar sério: qual é o problema das pessoas? Por que, raios, um game é banido por ter uma suástica no meio?! Ou melhor, por que os games que contem qualquer “ponto sensível” da sociedade tendem a serem banidos? Falso moralismo infernal. Caraca, “Wolfenstein” se passa durante a 2ª Guerra Mundial, eu sei disso, os alemães sabem disso, então por que a suástica – provavelmente o símbolo mais reproduzido na época – não pode aparecer? Para mim isso é tão estranho. Espero que para você também.
O engraçado é que esse problema com a suástica só aconteceu na Alemanha. Nenhum outro país saiu proibindo “Wolfenstein”. WTF? Seguindo a lógica moralista, não era o MUNDO que deveria banir o símbolo da Terra e não só a Alemanha?
Vamos lá, galera, é só um símbolo que era usado muito antes do bigodinho vir tacando o terror com ele. Não estou desmerecendo as tragédias ocorridas na 2ª Guerra Mundial, o meu problema é com as pessoas que tem algum tipo de terror noturno para com qualquer coisa que as lembre de tal, e vamos concordar, uma parcela cada vez menor da população pode se considerar afetada diretamente pelo evento, ou seja, quem fica chocado está sendo uma mariquinha.
O mesmo problema acontece quando um avatar branco (o provável, em 95% dos casos, personagem principal) bate em um negro: todo mundo já sai às ruas berrando racismo. Entendam, o problema vai muito além dos sopapos inter-raciais, vai desde a criação de toda a história, vai desde a educação recebida por toda a equipe de desenvolvimento – majoritariamente branca. Pô, se o personagem negro fosse o principal e tivesse dando a sova do século no branco ninguém falaria nada. Eu sei que você pensa assim, todos pensam assim. É um comportamento babaca imposto pela sociedade da moralidade falsa, das boas senhoras católicas que lutam pela família.
E nem me deixem entrar na discussão sobre religião nos games. Ou na discussão só da religião…
Dúvido que os alemães falem: “Ufa! Ainda bem que tiraram aquela suástica! Agora posso jogar tranquilo!”
Aliás, outro problema sério que eu tenho é que a tal “moralidade” impede que os games, filmes, séries, contem como foi o lado dos “perdedores”, dos “inimigos” – salvo alguns títulos pontuais. Ué, por que, raios, eu não posso jogar do lado dos nazistas? Isso não faz de mim, necessariamente, um camarada do Hitler que vai querer sair dominando o mundo. Um amigo uma vez me disse que isso é o natural da história: o vencedor é o que tem o direito de contar e retratar o seu lado. De fato, mas acho que do alto de nossa cultura e inteligência teoricamente evoluída, nós já conseguimos olhar as coisas um pouco além, um pouco menos cínicos, certo?
É só um jogo. Vamos fazer esse mantra? Todo mundo junto: É SÓ UM JOGO. Isso. Pode apostar, nem a Activision, nem qualquer outra desenvolvedora, quer desrespeitar o seu avô judeu, ou sua família negra, ou os imigrantes italianos e por aí vai. O que elas querem fazer é um game divertido e se você não acha engraçado é simples, não compre, não jogue. Garanto que qualquer um levantando bandeirolas contra alguma coisa fará com que ela se torne desejada automaticamente (lembrem-se de “Carmageddon”).
E foi essa merdinha que causou toda a merda
Que fique claro, eu não sou racista ou “pró” algum lado político/religioso. Se você me der um jogo divertido no qual eu sou um chinês massacrando mexicanos eu vou me esbaldar tanto quanto um bom jogo que mostra o eticamente correto durante uma sessão de chá das 17h (ok, exagerei, mas vocês entenderam).
Caio é jornalista e viciado em games, que acaba fazendo hora extra para poder conseguir mais achievements. É editor do Arena Turbo. Já escreveu para a EGM Brasil, EGM PC, TRIP, Estadão.com.br e Mundo Estranho. Contato: cprado@ig.com