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Arquivo da Categoria Opinião

01/09/2011 - 16:04

Por que, raios, vocês ainda vão ao Video Games Live?

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Hoje o Henrique Sampaio (que você também pode conhecer pelo Arena) me mandou o “pôster” do próximo Video Games Live, que começa a sua turnê brasileira no Rio de Janeiro, no dia 09 de outubro. Assim que o vi já pensei: “Sério? De novo? Ninguém cansa disso?” Bom, então decidi estender essa pergunta/discussão a você, leitor, que, aparentemente, está muito mais interessado na VGL do que eu.

Fui em duas VGLs seguidas, 2007 e 2008 (a título de curiosidade, o evento passa pelo Brasil religiosamente desde 2006, nos Estados Unidos ela apareceu em 2005), e sabe qual foi a única diferença real entre uma e outra? Mais fãs malas. O que me faz lembrar o quão chato fan-boy consegue ser… O que me faz lembrar o porque vídeogame não é levado a sério… O que me faz lembrar que minha mãe me educou para fazer coisas importantes… O que me deixa deprimido.

Sim, eu sei que o repertório muda de ano pra ano. Mas muda tanto assim? Vou te contar como o espetáculo acontece e você vai entender a chatice, ou me odiar se é um fã (normal):

  • Vai começar com algum clássico, ou um pout-pourri, no nível de Mario, Zelda, Tetris e Frogger ou uma partida de Pong no telão (fãs aplaudem fervorosamente, mesmo que a imensa maioria mal sabe como um Nintendinho parece);
  • Tommy Tallarico vai aparecer pulando feito um maluco (fãs gritam ensandecidamente, mesmo que a maioria não faça ideia quem é esse malucão);
  • Orquestra toca “A História dos Games” rapidão (fãs levantam das cadeiras – sim, cadeiras, afinal, é uma orquestra – e começam a se abraçar, comemorando a nerdice juntos);
  • Algo mais suntuoso, nível de Halo, e o Tallarico volta ao palco achando que sabe tocar guitarra (fãs começam a chorar compulsivamente pela certeza de que não estão sós no mundo);
  • Um convidado aparece para tocar Mario-velocidade-5-no-piano, ou flauta-doce-irritante-na-orelha-da-galera do Zelda (fãs entram em estado catatônico, abraçando as próprias pernas enquanto balançam de um lado para o outro);
  • Tallarico coloca um coitado qualquer pra ficar correndo feito tonto no palco num Space Invaders gigante, ou rola uma disputa para ver quem faz o melhor score num Mario velho (fãs começam a louvar Zalgo);
  • Orquestra toca One-Winged Angel, do Final Fantasy VII e fim (suicídio coletivo e pauta para o Datena salivar durante semanas em cima dos “videogames violentos”).

Pronto, acabo de fazer você poupar R$ 50 (to ligado que o ingresso esse ano está R$ 90 o mais caro, mas eu sei que os únicos que continuam indo nesse negócio ainda estão no colégio). E por causa de milhares de pessoas que continuam pagando por algo totalmente irrelevante que o Brasil continua sendo um repositório de artistas em derrocada que só aparecem aqui para conseguir pagar a hipoteca de suas mansões.

O que me irrita mesmo é essa escrotice “melanco-nostálgica” que só quem joga videogame tem. Caraca, como vocês e seu amor incomensurável e inesgotável por River Raid enchem o saco. E isso é uma outra discussão… E eu estou ficando velho e chato (mais). O que eu quero entender: por que, raios, vocês vão ao VGL? Ou melhor: você já foi? Vai de novo? POR QUE?!

[UPDATE]: Como era de se esperar do Homem-Enciclopédia Douglas Pereira, ele lembrou outros pontos “interessantes” da VGL:

  • A parte técnica, com um local nada apropriado pra uma orquestra e com arranjos bem fraquinhos perto de shows melhores;
  • E especialmente o próprio público, que parece que vai só para olhar para o telão e berrar, e não pra ouvir a porra da música;
  • Nos vídeos que vi do ano passado, os caras TORCIAM pro vídeo de Street Fighter 2 no meio da música. Fantástico.

Notas relacionadas:

  1. Piada ou exagero? Como hiperbolizar o jornalismo de games
  2. Epifania do dia: Nintendo e Paulo Coelho
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , , , ,
23/08/2011 - 17:10

Consumidor bom é o que sabe fazer conta

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Jogador de videogame no Brasil é um bicho carente. E isso acaba com a indústria. Qualquer migalha é motivo de comemoração, qualquer promessa deve ser louvada sem pensar. Jogador de videogame pode ser colocado, tranquilamente, na mesma categoria dos fanáticos religiosos. O pensamento lógico é algo totalmente alheio à cabeça do coitado. À nossa cabeça.

Vamos lá, quantas vezes você já saiu todo feliz e animado após ler a proposta de um novo projeto que visa “alavancar o mercado nacional de games“? Quantas vezes os teus olhos se encheram de lágrimas quando prometeram que fariam o preço do Street Fighter IV sair da casa das centenas de reais para as dezenas? A ingenuidade do consumidor brasileiro (e aí é genérico mesmo) é algo triste de se ver.

E vamos lá, de tantas coisas que já foram prometidas para melhorar o mercado, quantas deram certo? Quantas realmente saíram do papel e ganharam as prateleiras? Não é pessimismo, é realismo. Ceticismo no mais puro sentido da palavra. Análise histórica de fatos. Só faço estas perguntas para tentar te trazer – nos trazer – de volta ao chão, afinal, eu vivo do mercado, meu ganha pão sai diretamente dele, logo, se ele melhorar, meu trabalho melhora junto. A curta história dos games no Brasil aponta para a direção da melhoria, sem dúvidas, mas algo rápido? Improvável.

Façamos contas: se algo é vendido nos Estados Unidos por US$ 60, como é possível o mesmo produto chegar ao Brasil por menos de R$ 100? Logicamente, o valor que chega ao consumidor vem acoplado a diversos custos (logística, marketing, margem de lucro do varejo e outros tantos pontos), mas, pelo bem de argumentação, vamos supor que nossos varejistas comecem a comprar jogos diretamente dos fabricantes, conseguindo fechar o negócio por US$ 40 cada unidade, traduzindo em uns R$ 65.

Hoje a taxa de importação de games chega a cerca de 80%, bom, isso já eleva o preço de R$ 65 para quase R$ 120. Isso sem nenhuma margem de lucro do lojista nacional, sem a logística de transporte do jogo e sem o marketing localizado para cada título. Poucas publishers estão oficialmente no País, então acrescente aí mais o valor de operação no Brasil. Me fala, vender um jogo no Brasil por menos R$ 100 – esqueça o seu bolso por cinco segundos, porque as empresas estão mais preocupadas com os delas – lhe parece rentável? Você, se fosse uma Publisher gringa, venderia um jogo aqui para ter prejuízo?

Basicamente três coisas precisariam acontecer no País para que um game de US$ 60 chegue ao Brasil por R$ 100:

a) Taxa de importação do jogo precisa diminuir mais da metade – isso significa mexer na arrecadação do Governo, quer dizer…
b) As publishers precisariam vender a unidade ao varejo brasileiro mais barato do que ao varejo norte-americano (tente imaginar toda a treta que isso causaria nos EUA, na CASA das produtoras…);
c) A pirataria tem que ser, pelo menos, diminuída em 2/3 para que as produtoras considerem o Brasil um mercado interessante para receber um investimento real (vai, sinceramente, você vai parar de baixar seus Halos pro seu Xbox 360 destravado?).

O mercado brasileiro de games irá melhorar? Sem dúvida alguma. Quando? Deve demorar ainda.

Pelo amor que você tanto tem à indústria, pense antes de apoiar qualquer causa, antes de aceitar qualquer esmola, antes de regozijar em ações “promocionais” aleatórias. Calcule, bote na ponta do lápis, olhe para a maldita lista de jogos que estão vendendo e pondere “isso é realmente algo bom, ou é simplesmente ‘algo ‘”.

Quando você toma atitudes sem pensar, segue toda uma turba manipulada para aceitar tal pensamento, você não passa de “massa de manobra”, não passa de um número em relatórios inflados para aparecer no jornal das 20h. Você é só mais um babaquinha sendo enganado.

Quero acreditar que ninguém quer ser só isso. Quero acreditar que a galera que compra videogame no Brasil consegue pensar no que está fazendo. Somos a geração multidisciplinar, com mais acesso a informação do que qualquer outra.

“Mas o que eu faço, então?! Não compro todos os lançamentos só para boicotar os preços abusivos?!”, gritarão alguns acéfalos. Você sabia que nenhum país no mundo consome videogames da mesma maneira que o brasileiro médio? Comprando todos os lançamentos “só para ter”? Essa coisa que o brasileiro enfiou na cabeça de que ele PRECISA ter TODOS os lançamentos NO DIA em que chegaram nas prateleiras é um câncer enfiado na nossa cabeça graças à “Época de Ouro” da pirataria do PS2, quando comprávamos cinco jogos por semana com uns R$ 40 em qualquer barraquinha. Você não precisa de tudo isso, a indústria não funciona dessa forma, caceta! Você simplesmente não irá ter tempo o suficiente para jogar tudo o que você quer comprar (a não ser que você tenha menos de 18 anos, só estude e não tenha uma vida social considerada saudável)! Pare de ser um maldito mimado e pense.

Você, que apoia ou faz parte de qualquer movimento deste tipo, por favor, entenda: também torço pela indústria e para que seus projetos funcionem (orra, será bom até para o meu trabalho), mas, infelizmente, não acredito em milagres. Se me mostrarem fatos e iniciativas concretas, podem me considerar um apoiador.

De qualquer forma… Nós temos uma escolha. Consumir de maneira saudável e responsável é mais importante do que promessas utópicas.

P.s.: Sim, o GameOver volta com esse texto… E sim, não é bem um artigo, está mais para um desabafo. Mas esse espaço sempre foi assim, certo?!

P.p.s.: Tecnologia é uma coisa fascinante, não? Se liga no primeiro link do “Notas Relacionadas” aqui embaixo… Que saudades deste blog! =)

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião Tags: , ,
23/06/2010 - 13:11

Epifania do dia: Nintendo e Paulo Coelho

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Enquanto eu tomava banho hoje de manhã – momento em que meu pensamento mais “passeia” -, pensando sobre coisas que vimos durante a E3, novidades no Arena e em o que almoçar hoje, cheguei a uma conclusão sobre a Nintendo: ela é o Paulo Coelho dos games. Calma, eu explico.

Quem lê com certa frequência acho que entenderá os meus argumentos, quem não lê… Bem, só isso já explica muita coisa.

O jeito mais fácil de fazer essa comparação, a meu ver, é explicar o que o Paulo Coelho significa para a literatura nacional e mundial e, a partir destes pontos, é só os estenderem para a Nintendo:

Paulo Coelho é um escritor brasileiro, amigo e compositor do Raul Seixas, que já vendeu uma cacetada de livros – cerca de 100 milhões de exemplares, o que não é muito se compararmos a uma J.K. Rowling ou Stephenie Meyer, mas o cara é mais overrated que elas e é por isso que o uso em meu argumento.

Enfim, Paulo Coelho escreveu uns três livros realmente famosos (O Alquimista, Maktub e O Diário de um Mago, algo como o Super Mario, Zelda e Metroid), que foram traduzidos para diversos idiomas e vendidos em centenas de países. Todos eles escritos a décadas atrás e, desde então, Paulo Coelho surfa na onda deles, afinal, ele não precisa se esforçar muito mais, até para a Academia Brasileira das Letras ele foi parar – se isso é um mérito ou não, é outra história. Todos os seus livros são parecidos com os três supracitados (vocês estão pegando a relação?), narrativa (jogabilidade) coerente e até envolvente, história simples para todo mundo entender, preços módicos para todo mundo comprar e uma aura de genialidade que a crítica passada o deu e ninguém mais criticou.

Antes de você sair remoendo sua infância e querer me bater, pense um pouco sobre isso. Vamos concordar com uma coisa: o Paulo Coelho faz bem para a indústria literária nacional e internacional. “Como assim?! Tá maluco?!”, até hoje o meu inconsciente replica rapidamente, apontando o quanto ele sucateia a literatura, atrapalha o desenvolvimento dos “leitores casuais” com histórias ralas e blábláblá. Mas há uma explicação racional: sem um Paulo Coelho, que movimenta rios de dinheiro, a indústria não teria capital para investir em escritores menores, desde nacionais a internacionais. Se o cara escreve bem ou não, é uma história, mas que a indústria precisa dele, é um fato.

Hoje eu enxergo a Nintendo da mesma forma, aliás, até me forcei uma aproximação com a fabricante durante a E3 desse ano. Fui jogar Metroid: The Other M (que gostei), testei o Nintendo 3DS (que achei simplório demais, e não adianta berrar comigo, você não o viu de perto ainda) e até entrevistei um dos cabeças de Donkey Kong Country Returns, Kensuke Tanabe.

Porém, continuo não gostando das plataformas, dos títulos e ideias que a Nintendo tem sobre videogames. Sei lá, não é nem a questão de sempre ter seguido pelo lado da SEGA, depois Sony, é mais a questão de “o que eu acho divertido”. Cenários bonitinhos, com personagens fofinhos, barulhinhos engraçadinhos e histórinhas interessantinhas, muito diminutivo, sabe? Gosto, sim, de grandes narrativas, por mais confusas que sejam (Metal Gear Solid), momentos emocionantes de verdade (Shadow of the Colossus) e realismo, por mais irreal que seja (Call of Duty). Continuo achando que minha infância já passou e que videogame, cada vez mais, envelhece com o jogador. Se isso é bom ou ruim, é uma outra discussão.

Tudo isso só para poder explicar, com um pouco mais de conteúdo, quando me perguntam, com cara de assustados: “Como assim você não gosta da Nintendo?! Sem ela os videogames não existiriam!”. De fato, os videogames poderiam até não existir, mas não irei gostar de algo só porque meu trabalho depende disso. É como você me afirmar que preciso gostar do meteoro que ajudou a extinguir os dinossauros: nós poderíamos não existir, mas dinossauros são muito mais legais.

Pronto, nunca mais falo sobre isso… É sério.

P.s.: Falando em E3, escuta o podcast improvisado que gravamos no último dia de feira, ficou… Peculiar.

Notas relacionadas:

  1. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Opinião Tags: , , , , , , , ,
26/02/2010 - 16:29

Gamers organizam petição para acabar com filmes de Uwe Boll

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Fazer com que uma mídia – digamos “games” – funcione em outra mídia – talvez “filmes” -, é um trabalho difícil, e muitas vezes acabam em um “epic fail” de proporções… Épicas. Agora, se existe um curso para diretores que querem destruir enredos de games em seus filmes, o seu mestre supremo é o alemão Uwe Boll. Mas os gamers do mundo se cansaram e organizaram uma petição online para que o diretor simplesmente pare de fazer qualquer coisa relacionada a games ou cinema.

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“Xá comigo que eu sei o que to fazendo com a adaptação de God of War, champz”

A fama de “Boll, O Destruidor” começou em 2003, com a produção e direção do filme House of the Dead, longa-metragem baseado no shooter on rails homônimo. Pegue um filme bem ruim, aí acrescente a Rita Cadilac tentando representar enquanto, ao fundo, você escuta Hebe Camargo cantando o hino do Ituano… Em slowmotion. Pensou? Então, isso é bem melhor que House of the Dead. Crítica e público odiaram o filme, mas Boll simplesmente não ligou e continuou com a sua saga: em 2005, o facínora lançou Alone in the Dark e BloodRayne, com a mesma – ou pior – qualidade de House of the Dead. O que não dá pra entender muito bem é como Sir Ben Kingsley foi parar em BloodRayne.

O diretor deu um boi por dois anos, mas em 2007 chegaram Postal – o game homônimo é uma das obras-primas do politicamente incorreto, o filme é só ruim mesmo – e BloodRayne: Deliverance (se liga na tara que ele tem por BloodRayne). Já em 2008, Boll lançou Far Cry e se retirou por outros dois anos do tema “filmes de games”, mas, ao que tudo indica, ele volta este ano com BloodRayne: The Third Reich (e ele ainda tem colhões de fazer referências ao nazismo. Ou seja, um homem extremamente a frente de seu tempo).


SE LIGA nos efeitos sonoros de Far Cry

Se você, assim como os outros 352.706 gamers que assinaram a petição, também acha que o gênero deve parar de ser dilapidado por Uwe Boll, assine o documento online.Pense em nossas crianças!

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E isso é só um “incentivo” para seu voto

Valeu pela dica @kadutrisquad !

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, games Tags: , , , , , , , , , , ,
02/02/2010 - 12:28

A UZ Games quer comprar o seu (video)game usado

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Em uma das atitudes mais sóbrias do mercado nacional de games dos últimos anos, a UZ Games deu a maior bola dentro (ui!) ao anunciar que venderá e comprará games (consoles também!) usados. Leia a matéria na íntegra no Arena Turbo.

De qualquer forma, ainda não tenho certeza como as nossas distribuidoras aceitarão esse modelo de negócio, afinal, nessas negociações de usados, nenhum “dinheiros” vai para elas, ou para as publishers. Mas olhando por um outro lado, elas deveriam ficar felizes, já que o novo serviço irá aquecer o nosso mercado, possibilitando a galera que não está tão bem de grana (todo mundo) colocar as mãos num “Uncharted 2” com uns R$ 50 de “desconto”, dependendo do título usado que tiver em mãos.

Uma outra jogada de mestre – e tiro no pé ao mesmo tempo – foi a exigência da UZ: todo produto usado deverá estar acompanhado de sua respectiva nota fiscal para comprovar sua autenticidade, assim a loja sempre venderá produtos com garantia. Porém, o tiro no pé é que, não sei vocês, mas eu NUNCA guardei a nota fiscal de um game por mais de, sei lá, um mês. Imagino que essa pratica organizacional também não é o ponto forte de todo mundo (eu não quero pensar que sou o único otário com um monte de jogo ruim que não poderá vendê-los, ok?!), logo, precisaremos nos reeducar.

Enfim… Ponto para a UZ Games!

[Update]: Conversei com o pessoal da UZ e tirei uma dúvida. Você não precisará utilizar o seu game usado vendido na UZ diretamente na mesma loja. Você pode embolsar a grana. Porém, o pessoal da rede só pede bom-senso dos consumidores para, por exemplo, não aparecer às 10h, logo que o shopping abriu, querer vender alguma coisa e ficar com o dinheiro, eles precisam de um tempo para ter algum em caixa para poder te repassar.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, arena turbo, games Tags: , , , ,
12/01/2010 - 19:42

Lembrete: Quando entrevistar Mike Tyson, não coloque o próprio apanhando em um game no fundo do cenário

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Amigos, o Mike Tyson pode ser um tremendo cretino com uma voz que faria o Ferrugem rir da cara dele. Porém, ele é barra-pesada. Brincar com o excelentíssimo senhor pode ser um passeio sem volta, logo, tome cuidado! Durante uma entrevista (e um showzinho de metira) no WWE’s Monday Night Raw, enquanto Tyson trocava ternuras com o lutador Shawn Michaels – que, por sinal, havia sido sumariamente nocauteado pelo boxeador nos anos 90 -, uma TV no fundo do cenário exibia imagens do game “Fight Night Round 4”. O curioso: Tyson estava sendo demolido por Muhammad Ali nos ringues virtuais, *confira.

*Como podem perceber, a fúria de Lil’ Mike chegou ao YouTube e o vídeo foi retirado do ar… Se ele voltar, coloco novamente.

É claro que Tyson não viu o que estava rolando na telinha, mas, a essa altura do campeonato, ele já deve ter visto. E amigos… Eu não queria estar no mesmo continente que ele quando isso acontecer.

P.s.: Ei você, amigo que gosta e só fala sobre videogames antigos. É, estou falando com você. PARE DE SER CHATO! Fica ainda mais feio porque a maioria que curte fazer o “intelectualzão old school” nasceu no meio dos anos 80, ou seja, um bando de recém-nascidos e não tem vivência do que estão falando. Além do mais, por favor, não tem como acharem “Pac-Man” divertido depois de jogarem “Echochrome”. Compreendido? Grato.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, video Tags: , , , ,
15/12/2009 - 19:48

Como perder as esperanças no mercado nacional de games

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Eu sou instintivamente otimista. Para o bem ou para o mal, sempre acredito que “tudo vai dar certo”, mas têm coisas que acabam com qualquer “luz-no-fim-do-túnel”. E foi o que aconteceu com o final de 2009. Notícia atrás de notícia me fizeram desacreditar completamente no mercado nacional de games. Mas amargura só é boa quando dividida com todos, por isso eu separei as principais notícias dos últimos tempos que fizeram com que o meu otimismo se tornasse na pior sensação de final de domingo.

Chegada do PlayStation no Brasil

Na realidade eu encaro essa notícia toda mais como uma piada bem sem-graça do que algo sério. Afinal, por que, raios, a Sony desembarcou com o PlayStation 2 e o PSP no Brasil? Além de ter esquecido completamente do PS3 (nem vou falar da versão Slim…), a fabricante ainda não trouxe nenhuma novidade de fato. Só um site MUITO FEIO.

Projeto de lei 170/06

Então o excelentíssimo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) decidiu que a fabricação ou distribuição de games “violentos”deve se tornar uma atividade criminal. Agora, pequeno aprendiz, pergunte ao senador o que é jogo violento para ele: “(qualquer título que atente contra) os costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”. Como o amigo Jones Rossi (editor da Galileu) comentou, “tem um grupo nos EUA que defende os direitos das montanhas e rochedos. Prevejo a proibição a ‘Shadow of Colossus’ em breve”.

Delegada carioca sobre “Call of Duty: Modern Warfare 2”

Na realidade, essa notícia sobre os comentários da delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, sobre o “MW 2”, me fazem desacreditar mais da humanidade como um todo do que na indústria em si.

Segundo a delegada, a fase no Rio de Janeiro do game não condiz com a realidade das favelas locais. “Eu acredito que o jogo foi criado por pessoas que não convivem com a realidade das comunidades. (O jogo) passou a pior imagem possível e tenta instigar uma ideia de guerra (…) Eu achei que a ação é exagerada. Ela simula mais uma guerra do que uma ação policial. Não fica claro pra quem está jogando qual o objetivo daquela ação, enquanto que, na ação policial, os policiais têm objetivo”. Aí eu penso: será que a delegada Helen conhece o mesmo Rio de Janeiro que eu? Porque, sei lá, vai que existe um Rio de Janeiro pacífico em outro lugar…

Sem falar que o pior é quem teve a brilhante ideia de ir falar com uma DELEGADA sobre um game. Tipo, o que tem a ver? Mesmo que a especialidade dela esteja “próxima” do assunto, isso não a transforma em nenhuma especialista (ainda mais quando ela demonstra, aos 46 segundos do vídeo, todo o “domínio” que possui sobre o controle do console), ou sequer, conhecedora da causa de fato. Trocando em miúdos: uma matéria para, simplesmente e unicamente, requentar uma polêmica ultrapassada – e completamente ilógica (nem vou comentar sobre o título da matéria, que conta com “Call of Duty 2″, por coleguismo de profissão).

As coincidências nas promoções de advergames no Brasil

Essa última foi a gota d’água mesmo. Certo, certo, não houve nenhuma condenação, ninguém foi declarado culpado e tals, mas após tantos indícios e relatos, sou obrigado a acreditar de que existe alguma coisa cheirando muito mal nessas promoções.

O leitor do GameOver pôde acompanhar (1) o desenrolar dessa história (2) nos últimos dias e fazer seu próprio julgamento, mas cada vez mais a situação se complica, como desde a semana passada Paulo Demétrio anda em uma briga eterna com o moderador da comunidade Rexona Tuning Race no Orkut: Paulo não quer deixar seus posts em que achincalhava membros da comunidade visíveis e o moderador insiste na transparência do site.

Enfim, tudo isso só prova que maturidade de verdade no Brasil anda muito em falta e o tiro vai para ambos os lados, empresas e consumidores – estou falando especialmente com vocês, que compram piratas. Enquanto as pessoas não levarem a sério o mercado e deixarem a brincadeira só para os games, nunca seremos levados a sério e aí eu quero ver a galera reclamando com a Nintendo trazendo, sei lá, um Super Nintendo oficialmente ano que vem.

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  2. Porque a distribuição digital pode piorar a situação dos games
  3. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , , ,
10/12/2009 - 16:51

As galhofadas das promoções de advergames no Brasil (parte 2)

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Após meu post repercutindo a reportagem de Luis Sucupira e os “coincidentalistas”, alguns leitores do GameOver questionaram a forma “unilateral” com a qual conduzi o texto (o que discordo, mas continuamos). Para tentar amainar os ânimos e seguindo meus princípios de profissão, tentei realizar uma entrevista com Danilo Neves Cruz (o programador dos advergames) e Paulo Roberto Demétrio de Oliveira.

No caso de Danilo, consegui seu e-mail pessoal e lhe mandei uma mensagem pedindo uma entrevista para saber o seu lado da história. Até o momento em que escrevo este post (16h14) não recebi qualquer resposta do programador. Penso eu que ele não quer fazer nenhum comentário até o término do processo.

Já no caso de Paulo Demétrio a história foi outra. Luciano, um dos leitores do GameOver, conhece o competidor e ajudou a fazer um “meio-de-campo” para podermos conversar, afinal, não consegui encontrar nenhum contato direto de Demétrio. O problema surgiu quando ele afirmou que não faria uma entrevista por e-mail, afinal, não queria “espalhar depoimentos meu (sic) sobre o assunto por tudo quanto é canto da internet, onde eu não teria o poder sobre o que está escrito ficando a mercê dos sensacionalistas de plantão”. Demétrio deixou claro que se eu quisesse a entrevista eu teria de conversar com ele diretamente no fórum da Liga Brasileira de Live For Speed (LFSBR).

Contra todos os meus princípios jornalísticos (afinal, nenhum jornalista que se preza entraria nessa. Erro meu), decidi embarcar na dança do competidor e criei meu usuário no fórum. Após fazer considerações e realizar três perguntas (sendo que as duas últimas se limitavam à resposta da primeira e que, nem de longe, sanavam as dúvidas lançadas pela reportagem de Sucupira), esperei a resposta de Demétrio.

Leitores, antes de relatar as respostas do competidor, entendam o motivo de eu não querer realizar a entrevista no fórum:

1º – Ali é o território de Demétrio, ele conhece todos e se sente “seguro”, ou seja, ele se sente confortável a responder de qualquer forma as minhas perguntas;

2º – Os amigos e conhecidos de Demétrio estão todos ali, o defendendo. Qualquer pergunta mais “doída” seria (como foi) respondida por diversos e ajudaria na própria resposta do competidor.

Após três horas, Demétrio respondeu.

E aí outro erro: julguei, do alto de minha inocência ética, que o “entrevistado” tentaria esclarecer, contar o seu lado da história, afinal, era sua honra e hombridade que eram questionadas nas evidências de Sucupira. Ledo engano. Demétrio preferiu adotar uma postura evasiva e cheia de sarcasmos desnecessários e não correspondentes com a atitude do jornalista que vos escreve. Ele escreveu:

Minhas defesas (como se eu precisasse, estou aqui apenas para responder/esclarecer e não para me defender, e faço isso pelas pessoas que considero aqui desse fórum, e não pela situação em si, seria muito mais pratico pra mim simplesmente não falar sobre o assunto), são e continuarão sendo apenas verbais, estamos na internet e ao contrario do que fizeram não vou construir provas no photoshop e muito menos pegar trechos de falas em um forum e dar o sentido que eu quiser. Se alguém quiser alguma prova se tudo ocorreu normal quanto a minha pessoa nos concursos, os interessados devem correr atrás das organizadoras e auditoras do concurso.

E o que deixou claro que qualquer conversa seria infrutífera:

Ao contrário do que pensa, não estou interessado em esclarecer os fatos para provar para toda a internet que sou vitima de ma fé das pessoas, mas estou aqui para esclarecer para aqueles que considero aqui nesse fórum, o resto da internet eu não ligo. Se alguem (sic) acha que ter uma boa imagem na internet para todos ver é algo importante, ai eu creio que é melhor rever tais conceitos pois a vida não pode ser tão superficial quanto uma rede virtual. Salvo em casos onde se trabalha nela e tem todo o seu lado pessoal exposto (Jornalistas sérios por exemplo).

A minha pergunta era a única que ele não havia respondido em seus esclarecimentos anteriores: “Você é amigo de Danilo Neves, como mostram os indícios de Sucupira?”. Sua resposta: “Não”.

Para mim a entrevista acabou ali – já que ele não queria fazer mais nada e prefere continuar enfurnado em sua fortalezinha. Ele preferiu responder as outras perguntas, algo completamente desnecessário já que com a resposta da primeira, ambas deveriam ser ignoradas.

Segue o link para que vocês confiram o “bate-papo” – afinal, entrevista é que aquilo não é – na íntegra.

Só uma coisa me intriga: se ele não tem nada a esconder, se ele é a vítima de uma grande conspiração que quer ver sua cabeça em uma bandeja, qual é o problema de conceder uma entrevista oficial? Aliás, eu fui o único (ingênuo, diga-se de passagem) que foi atrás da sua versão dos fatos. Não sei, mas outros (1) sites (2) estão acompanhando o caso e, até agora, não vi nenhum deles eximindo os citados completamente do ocorrido.

(Nota: até mesmo representantes das empresas que desenvolveram os advergames dos quais os citados participaram os consideram suspeitos, leiam nos comentários do Brainstorm #9)

Novamente, leitores, pesquisem, pensem, não tomem minha palavra como verdade universal. Comparem as posturas de cada um dos lados e tirem suas próprias conclusões.

Enquanto isso, acompanho o caso de perto.

[UPDATE]: Coisas muito “estranhas” andam caindo no meu colo, como essa troca de mensagens no Orkut de Rafael Brejão (competidor que venceu o “Rexona Energizing XRace” e alguns acham que não foi muito justo) e um amigo. O print é do meu próprio PC, confira e pense sobre o assunto (clique na imagem para aumentá-la):

orkut_brejao_

E a lista de amigos de Brejão…

orkut_brejao_danilo1

Notas relacionadas:

  1. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
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  3. As galhofadas das promoções de advergames no Brasil
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , ,
07/12/2009 - 19:14

As galhofadas das promoções de advergames no Brasil

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Com a dica do amigo Guilherme cheguei ao texto do jornalista Luis Sucupira com certo receio, afinal, na minha cabeça bizarra o site Fórum PCs é algo mais técnico, mais voltado para os über-nerds da computação (aqueles caras que brincam com equações do 3º Grau como se fossem bolinhas-de-gude). Me enganei.

Sucupira levantou uma grande questão sobre as “coincidências” que têm acontecido nas promoções realizadas por advergames no Brasil. Eu vou resumir a reportagem, mas aconselho veementemente que você a leia na íntegra.

Sucupira, fazendo uma pesquisa básica, chegou a uma conclusão da qual eu já desconfiava a tempos: o jeitinho brasileiro também já chegou nos advergames. E os personagens principais das “coincidências” nessas promoções são Paulo Roberto Demétrio de Oliveira e Danilo Neves Cruz. Calma, eu explico.

Ou melhor, Sucupira explica, dando quatro exemplos: as promoções “Peugeot 207 Racer”, “T-Racer Punto T-JET”, “Rexonna Energizing XRace” e “Rexona Tuning Race”.

As “casualidades” se apresentam da seguinte forma: os nomes de Paulo Roberto e Danilo Neves aparecem em todas as promoções citadas acima – às vezes só um aparece, em outras os dois. Paulo Roberto é sempre o competidor sortudo, agraciado pelo destino algumas vezes (quando ganha a promoção sem ser o primeiro colocado da disputa), ou usando técnicas escusas para burlar o sistema do jogo (como mostrado no post de Sucupira, quando Demétrio teria conseguido acesso ao código fonte do game e se aproveita disso para melhorar sua pontuação nos campeonatos). Já Danilo Neves é o programador de todos esses advergames. O melhor? Ao que o Orkut indica, eles são amigos.

orkut_paulo_roberto

Como Sucupira disse: “um é pouco; dois pode não ser bom; três, na maioria das vezes, pode ser demais e quatro já é abusar da nossa paciência”. Das promoções citadas, Paulo Roberto ganhou duas, a “Peugeot 207 Racer” e a “Rexona Tuning Race” – sendo que esta última tinha como prêmio uma viagem para a Itália, com direito a dirigir uma Ferrari, porém, somente com uma carteira de habilitação especial (internacional e traduzida) o vencedor poderia dirigir o carro, do contrário, um piloto conduziria a Ferrari e o campeão ficaria de passageiro. Paulo Roberto, com extrema confiança, tirou sua carta internacional 2 semanas antes do resultado da promoção. Ele também ficou em 5º lugar na “T-Racer Punto T-JET”.

Já Danilo Neves participou do desenvolvimento de todas as promoções – em tempo, a promoção que Paulo Roberto não participou, “Rexona Energizing XRace”, foi vencida por Rafael Brejão, também amigo de Danilo Neves. E que havia ficado em 6º lugar, mas recebeu o prêmio porque a comissão julgadora “não encontrou” os outros cinco melhores colocados que Brejão.

orkut_brejão

Casualidades.

Aliás, o resultado do “T-Racer Punto T-JET” até foi parar na Justiça de São Paulo, com outros participantes reclamando da maneira “dobrada” pela qual Paulo Roberto acabou se classificando, usando uma falha do jogo (aliás, os outros competidores que fizeram essa reclamação foram expulsos do campeonato pela comissão. Fica melhor a cada coincidência).

De qualquer forma, sejamos justos, isso tudo é especulação. Coincidências encontradas com uma pesquisa básica, nada que não seja achado por qualquer pessoa mais curiosa.

Mas e se não forem? E se uma maracutaia digna de formação de quadrilha está minando as chances de qualquer pessoa que não seja amigo de Danilo Neves – ou que não seja o próprio Paulo Roberto – de ganhar uma promoção de advergames de maneira honesta no Brasil?

Leiam a matéria na íntegra, vejam as outras coincidência encontradas, formem sua opinião, comentem. Quanto a mim, deixo (ansiosamente) espaço aberto para todos os “coincidentalistas” (uma nova seita, eu diria) citados neste post.

[UPDATE]: Assim como afirmei em meu post, deixo um espaço aberto para todos os envolvidos. Mas para melhorar a apuração da história, hoje (8) eu enviei um e-mail para Danilo Neves pedindo uma entrevista. Como é tradição do GameOver, toda a troca de e-mails será publicada para deixar clara a transparência da conversa. Acompanhem:

Olá, Danilo. Como vai?

Antes de qualquer coisa, deixe-me apresentar: meu nome é Caio Teixeira, sou o editor de games do iG (Arena Turbo).

Ontem eu li uma matéria no Fórum PCs, escrita pelo jornalista Luis Sucupira, onde o seu nome é citado diversas vezes. Caso você não a tenha lido, segue o link: http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=261910

Bom, eu gostaria de escutar a sua versão da história mostrada por Sucupira. Você estaria disposto a conversar? Afinal, as “acusações” feitas a você são sérias e acredito que você queira expor o seu lado.

Grato pela atenção,

Caio Teixeira

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Notícia, Opinião, Teorias Tags: , , , , , , , , ,
14/10/2009 - 15:07

Piada ou exagero? Como hiperbolizar o jornalismo de games

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Graças ao amigo Graça (sim, é o nome dele), tiver a oportunidade de ler uma reportagem… Ou melhor, um conjunto de citações que a publicação “The New Yorker” reuniu em uma matéria sobre “The Beatles: Rock Band” – que tem como título DOENTE: “Video Games Maiores que Jesus” (se eu, que sou ateu, achei um exagero…).

beatles_mk

Olha, eu não estou na indústria a muito tempo, mas posso afirmar tranquilamente que os exageros proferidos pela publicação ganham de longe sobre qualquer discurso evangélico. Sério. Separei os que eu considero como “Top 5 das piadas (ou vergonha) do jornalismo de games”:

O novo game da Nintendo, Duck Hunt, é um jogo sobre caçar patos, certo? Errado! Ele é tão maior que isso. No seu âmago, o jogo tem uma rica narrativa onde nós somos os patos e a sociedade a arma. Simplesmente tente levantar a pistola contra a televisão e você terá uma crise existencial. Por que matar? É por que nos mandaram? Ou é por que fomos feitos para isso? Esse game superou Nietzsche e derrubou Sartre apenas com seu pequeno cartucho de plástico.

Hoje, em uma coletiva de imprensa, o Presidente Clinton falou sobre algo chato e que ninguém liga ou se lembra. A única coisa no qual as pessoas conseguem pensar é no novo game de PC chamado The Sims. No jogo, os usuários simulam seu dia a dia com avatares que eles mesmos criam. A única notícia que poderia superar isso seria se Júpiter colidisse com o Sol.

Uma princesa foi raptada. O seu nome é Zelda, ela é linda, e eu estou apaixonado por ela.

O mundo que conhecemos foi mudado para sempre. Os livros de história precisam ser reescritos. Um novo superpoder emergiu para destruir todos os impérios que vieram antes. Eu estou falando, obviamente, de Pokémon.

Qual é o sentido da vida? Tetris.

E é por esse tipo de coisa que o jornalismo de games é sempre levado como uma piada. Caraco, até EU acho uma piada!

Mais pérolas na matéria do “The New Yorker”.

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, Teorias, games Tags: , , , , , ,
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