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Arquivo da Categoria Notícia

01/09/2011 - 16:04

Por que, raios, vocês ainda vão ao Video Games Live?

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Hoje o Henrique Sampaio (que você também pode conhecer pelo Arena) me mandou o “pôster” do próximo Video Games Live, que começa a sua turnê brasileira no Rio de Janeiro, no dia 09 de outubro. Assim que o vi já pensei: “Sério? De novo? Ninguém cansa disso?” Bom, então decidi estender essa pergunta/discussão a você, leitor, que, aparentemente, está muito mais interessado na VGL do que eu.

Fui em duas VGLs seguidas, 2007 e 2008 (a título de curiosidade, o evento passa pelo Brasil religiosamente desde 2006, nos Estados Unidos ela apareceu em 2005), e sabe qual foi a única diferença real entre uma e outra? Mais fãs malas. O que me faz lembrar o quão chato fan-boy consegue ser… O que me faz lembrar o porque vídeogame não é levado a sério… O que me faz lembrar que minha mãe me educou para fazer coisas importantes… O que me deixa deprimido.

Sim, eu sei que o repertório muda de ano pra ano. Mas muda tanto assim? Vou te contar como o espetáculo acontece e você vai entender a chatice, ou me odiar se é um fã (normal):

  • Vai começar com algum clássico, ou um pout-pourri, no nível de Mario, Zelda, Tetris e Frogger ou uma partida de Pong no telão (fãs aplaudem fervorosamente, mesmo que a imensa maioria mal sabe como um Nintendinho parece);
  • Tommy Tallarico vai aparecer pulando feito um maluco (fãs gritam ensandecidamente, mesmo que a maioria não faça ideia quem é esse malucão);
  • Orquestra toca “A História dos Games” rapidão (fãs levantam das cadeiras – sim, cadeiras, afinal, é uma orquestra – e começam a se abraçar, comemorando a nerdice juntos);
  • Algo mais suntuoso, nível de Halo, e o Tallarico volta ao palco achando que sabe tocar guitarra (fãs começam a chorar compulsivamente pela certeza de que não estão sós no mundo);
  • Um convidado aparece para tocar Mario-velocidade-5-no-piano, ou flauta-doce-irritante-na-orelha-da-galera do Zelda (fãs entram em estado catatônico, abraçando as próprias pernas enquanto balançam de um lado para o outro);
  • Tallarico coloca um coitado qualquer pra ficar correndo feito tonto no palco num Space Invaders gigante, ou rola uma disputa para ver quem faz o melhor score num Mario velho (fãs começam a louvar Zalgo);
  • Orquestra toca One-Winged Angel, do Final Fantasy VII e fim (suicídio coletivo e pauta para o Datena salivar durante semanas em cima dos “videogames violentos”).

Pronto, acabo de fazer você poupar R$ 50 (to ligado que o ingresso esse ano está R$ 90 o mais caro, mas eu sei que os únicos que continuam indo nesse negócio ainda estão no colégio). E por causa de milhares de pessoas que continuam pagando por algo totalmente irrelevante que o Brasil continua sendo um repositório de artistas em derrocada que só aparecem aqui para conseguir pagar a hipoteca de suas mansões.

O que me irrita mesmo é essa escrotice “melanco-nostálgica” que só quem joga videogame tem. Caraca, como vocês e seu amor incomensurável e inesgotável por River Raid enchem o saco. E isso é uma outra discussão… E eu estou ficando velho e chato (mais). O que eu quero entender: por que, raios, vocês vão ao VGL? Ou melhor: você já foi? Vai de novo? POR QUE?!

[UPDATE]: Como era de se esperar do Homem-Enciclopédia Douglas Pereira, ele lembrou outros pontos “interessantes” da VGL:

  • A parte técnica, com um local nada apropriado pra uma orquestra e com arranjos bem fraquinhos perto de shows melhores;
  • E especialmente o próprio público, que parece que vai só para olhar para o telão e berrar, e não pra ouvir a porra da música;
  • Nos vídeos que vi do ano passado, os caras TORCIAM pro vídeo de Street Fighter 2 no meio da música. Fantástico.

Notas relacionadas:

  1. Piada ou exagero? Como hiperbolizar o jornalismo de games
  2. Epifania do dia: Nintendo e Paulo Coelho
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , , , ,
26/02/2010 - 16:29

Gamers organizam petição para acabar com filmes de Uwe Boll

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Fazer com que uma mídia – digamos “games” – funcione em outra mídia – talvez “filmes” -, é um trabalho difícil, e muitas vezes acabam em um “epic fail” de proporções… Épicas. Agora, se existe um curso para diretores que querem destruir enredos de games em seus filmes, o seu mestre supremo é o alemão Uwe Boll. Mas os gamers do mundo se cansaram e organizaram uma petição online para que o diretor simplesmente pare de fazer qualquer coisa relacionada a games ou cinema.

uwe
“Xá comigo que eu sei o que to fazendo com a adaptação de God of War, champz”

A fama de “Boll, O Destruidor” começou em 2003, com a produção e direção do filme House of the Dead, longa-metragem baseado no shooter on rails homônimo. Pegue um filme bem ruim, aí acrescente a Rita Cadilac tentando representar enquanto, ao fundo, você escuta Hebe Camargo cantando o hino do Ituano… Em slowmotion. Pensou? Então, isso é bem melhor que House of the Dead. Crítica e público odiaram o filme, mas Boll simplesmente não ligou e continuou com a sua saga: em 2005, o facínora lançou Alone in the Dark e BloodRayne, com a mesma – ou pior – qualidade de House of the Dead. O que não dá pra entender muito bem é como Sir Ben Kingsley foi parar em BloodRayne.

O diretor deu um boi por dois anos, mas em 2007 chegaram Postal – o game homônimo é uma das obras-primas do politicamente incorreto, o filme é só ruim mesmo – e BloodRayne: Deliverance (se liga na tara que ele tem por BloodRayne). Já em 2008, Boll lançou Far Cry e se retirou por outros dois anos do tema “filmes de games”, mas, ao que tudo indica, ele volta este ano com BloodRayne: The Third Reich (e ele ainda tem colhões de fazer referências ao nazismo. Ou seja, um homem extremamente a frente de seu tempo).


SE LIGA nos efeitos sonoros de Far Cry

Se você, assim como os outros 352.706 gamers que assinaram a petição, também acha que o gênero deve parar de ser dilapidado por Uwe Boll, assine o documento online.Pense em nossas crianças!

uwe_boll_finger
E isso é só um “incentivo” para seu voto

Valeu pela dica @kadutrisquad !

Notas relacionadas:

  1. Criador de “God of War” debate sobre comercialização de games usados
  2. Coisas que são mais fáceis de se fazer na vida real do que nos games
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, games Tags: , , , , , , , , , , ,
02/02/2010 - 12:28

A UZ Games quer comprar o seu (video)game usado

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Em uma das atitudes mais sóbrias do mercado nacional de games dos últimos anos, a UZ Games deu a maior bola dentro (ui!) ao anunciar que venderá e comprará games (consoles também!) usados. Leia a matéria na íntegra no Arena Turbo.

De qualquer forma, ainda não tenho certeza como as nossas distribuidoras aceitarão esse modelo de negócio, afinal, nessas negociações de usados, nenhum “dinheiros” vai para elas, ou para as publishers. Mas olhando por um outro lado, elas deveriam ficar felizes, já que o novo serviço irá aquecer o nosso mercado, possibilitando a galera que não está tão bem de grana (todo mundo) colocar as mãos num “Uncharted 2” com uns R$ 50 de “desconto”, dependendo do título usado que tiver em mãos.

Uma outra jogada de mestre – e tiro no pé ao mesmo tempo – foi a exigência da UZ: todo produto usado deverá estar acompanhado de sua respectiva nota fiscal para comprovar sua autenticidade, assim a loja sempre venderá produtos com garantia. Porém, o tiro no pé é que, não sei vocês, mas eu NUNCA guardei a nota fiscal de um game por mais de, sei lá, um mês. Imagino que essa pratica organizacional também não é o ponto forte de todo mundo (eu não quero pensar que sou o único otário com um monte de jogo ruim que não poderá vendê-los, ok?!), logo, precisaremos nos reeducar.

Enfim… Ponto para a UZ Games!

[Update]: Conversei com o pessoal da UZ e tirei uma dúvida. Você não precisará utilizar o seu game usado vendido na UZ diretamente na mesma loja. Você pode embolsar a grana. Porém, o pessoal da rede só pede bom-senso dos consumidores para, por exemplo, não aparecer às 10h, logo que o shopping abriu, querer vender alguma coisa e ficar com o dinheiro, eles precisam de um tempo para ter algum em caixa para poder te repassar.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, arena turbo, games Tags: , , , ,
12/01/2010 - 19:42

Lembrete: Quando entrevistar Mike Tyson, não coloque o próprio apanhando em um game no fundo do cenário

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Amigos, o Mike Tyson pode ser um tremendo cretino com uma voz que faria o Ferrugem rir da cara dele. Porém, ele é barra-pesada. Brincar com o excelentíssimo senhor pode ser um passeio sem volta, logo, tome cuidado! Durante uma entrevista (e um showzinho de metira) no WWE’s Monday Night Raw, enquanto Tyson trocava ternuras com o lutador Shawn Michaels – que, por sinal, havia sido sumariamente nocauteado pelo boxeador nos anos 90 -, uma TV no fundo do cenário exibia imagens do game “Fight Night Round 4”. O curioso: Tyson estava sendo demolido por Muhammad Ali nos ringues virtuais, *confira.

*Como podem perceber, a fúria de Lil’ Mike chegou ao YouTube e o vídeo foi retirado do ar… Se ele voltar, coloco novamente.

É claro que Tyson não viu o que estava rolando na telinha, mas, a essa altura do campeonato, ele já deve ter visto. E amigos… Eu não queria estar no mesmo continente que ele quando isso acontecer.

P.s.: Ei você, amigo que gosta e só fala sobre videogames antigos. É, estou falando com você. PARE DE SER CHATO! Fica ainda mais feio porque a maioria que curte fazer o “intelectualzão old school” nasceu no meio dos anos 80, ou seja, um bando de recém-nascidos e não tem vivência do que estão falando. Além do mais, por favor, não tem como acharem “Pac-Man” divertido depois de jogarem “Echochrome”. Compreendido? Grato.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, video Tags: , , , ,
08/01/2010 - 17:20

Rapper sueco faz clipe (deveras genial) baseado em games

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Pãtz, tenho certeza que, assim como eu, vocês também cansaram de tantos destaques que a mídia de games dá para qualquer banda da esquina quando mesclam jogos + música. Não que seja ruim, mas o hype enche o saco. Porém, graças à dica de dona @biab (e o senhor @reifus), cheguei ao clipe “Follow Me”, do rapper sueco Pato Pooh:

A música é boa (apesar de não ser meu estilo predileto) e as referências gamers estão geniais – caraco, além de “All Your Base Are Belong To Us” piscar na tela, a luta entre o “rapper” e o Super-Man no estilo “Marvel vs. Capcom” é genial!

Vale lembrar que esse vídeo está concorrendo a “Melhor Clipe” no MTV Awards da Suécia, logo, se você quiser ajudar o “brothá”, vota lá!

…é agora que eu termino com um “Yo!”, certo?…

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, video Tags: ,
06/01/2010 - 17:02

E 2010, ao que tudo indica, começou

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Caros leitores, o GameOver volta às suas atividades normais oficialmente nesta quarta-feira. Tentando expurgar tudo o que foi consumido durante as festividades por este que vos fala, comecemos moderadamente, por gentileza, afinal, minha cabeça ainda dói. Mas vamos lá!

Se você é um maluco empreendedor que sonha em trabalhar com games no Brasil, mora no Rio de Janeiro e não sabe por onde começar, acalme-se, kakaroto. A empresa T&T (Technology & Training nome original) anunciou, nesta terça-feira (5), o relançamento de seu curso “Game Developer”.

Além do curso, a empresa também oferecerá diversas palestras gratuitas para os interessados na área. É só dar um pulo no site oficial para mais informações.

Mas entendam, nunca ouvi falar sobre esse curso, logo, recomendo que procurem referências antes de sairem se inscrevendo!

E se você, caro leitor, tiver mais informações sobre outros cursos na área, por favor mandem (no e-mail ou comentários mesmo) os links! Muito agradecido.

Notas relacionadas:

  1. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
  2. O dia em que eu calei o Submarino
  3. As galhofadas das promoções de advergames no Brasil (parte 2)
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia Tags: , , ,
15/12/2009 - 19:48

Como perder as esperanças no mercado nacional de games

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Eu sou instintivamente otimista. Para o bem ou para o mal, sempre acredito que “tudo vai dar certo”, mas têm coisas que acabam com qualquer “luz-no-fim-do-túnel”. E foi o que aconteceu com o final de 2009. Notícia atrás de notícia me fizeram desacreditar completamente no mercado nacional de games. Mas amargura só é boa quando dividida com todos, por isso eu separei as principais notícias dos últimos tempos que fizeram com que o meu otimismo se tornasse na pior sensação de final de domingo.

Chegada do PlayStation no Brasil

Na realidade eu encaro essa notícia toda mais como uma piada bem sem-graça do que algo sério. Afinal, por que, raios, a Sony desembarcou com o PlayStation 2 e o PSP no Brasil? Além de ter esquecido completamente do PS3 (nem vou falar da versão Slim…), a fabricante ainda não trouxe nenhuma novidade de fato. Só um site MUITO FEIO.

Projeto de lei 170/06

Então o excelentíssimo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) decidiu que a fabricação ou distribuição de games “violentos”deve se tornar uma atividade criminal. Agora, pequeno aprendiz, pergunte ao senador o que é jogo violento para ele: “(qualquer título que atente contra) os costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”. Como o amigo Jones Rossi (editor da Galileu) comentou, “tem um grupo nos EUA que defende os direitos das montanhas e rochedos. Prevejo a proibição a ‘Shadow of Colossus’ em breve”.

Delegada carioca sobre “Call of Duty: Modern Warfare 2”

Na realidade, essa notícia sobre os comentários da delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, sobre o “MW 2”, me fazem desacreditar mais da humanidade como um todo do que na indústria em si.

Segundo a delegada, a fase no Rio de Janeiro do game não condiz com a realidade das favelas locais. “Eu acredito que o jogo foi criado por pessoas que não convivem com a realidade das comunidades. (O jogo) passou a pior imagem possível e tenta instigar uma ideia de guerra (…) Eu achei que a ação é exagerada. Ela simula mais uma guerra do que uma ação policial. Não fica claro pra quem está jogando qual o objetivo daquela ação, enquanto que, na ação policial, os policiais têm objetivo”. Aí eu penso: será que a delegada Helen conhece o mesmo Rio de Janeiro que eu? Porque, sei lá, vai que existe um Rio de Janeiro pacífico em outro lugar…

Sem falar que o pior é quem teve a brilhante ideia de ir falar com uma DELEGADA sobre um game. Tipo, o que tem a ver? Mesmo que a especialidade dela esteja “próxima” do assunto, isso não a transforma em nenhuma especialista (ainda mais quando ela demonstra, aos 46 segundos do vídeo, todo o “domínio” que possui sobre o controle do console), ou sequer, conhecedora da causa de fato. Trocando em miúdos: uma matéria para, simplesmente e unicamente, requentar uma polêmica ultrapassada – e completamente ilógica (nem vou comentar sobre o título da matéria, que conta com “Call of Duty 2″, por coleguismo de profissão).

As coincidências nas promoções de advergames no Brasil

Essa última foi a gota d’água mesmo. Certo, certo, não houve nenhuma condenação, ninguém foi declarado culpado e tals, mas após tantos indícios e relatos, sou obrigado a acreditar de que existe alguma coisa cheirando muito mal nessas promoções.

O leitor do GameOver pôde acompanhar (1) o desenrolar dessa história (2) nos últimos dias e fazer seu próprio julgamento, mas cada vez mais a situação se complica, como desde a semana passada Paulo Demétrio anda em uma briga eterna com o moderador da comunidade Rexona Tuning Race no Orkut: Paulo não quer deixar seus posts em que achincalhava membros da comunidade visíveis e o moderador insiste na transparência do site.

Enfim, tudo isso só prova que maturidade de verdade no Brasil anda muito em falta e o tiro vai para ambos os lados, empresas e consumidores – estou falando especialmente com vocês, que compram piratas. Enquanto as pessoas não levarem a sério o mercado e deixarem a brincadeira só para os games, nunca seremos levados a sério e aí eu quero ver a galera reclamando com a Nintendo trazendo, sei lá, um Super Nintendo oficialmente ano que vem.

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  2. Porque a distribuição digital pode piorar a situação dos games
  3. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , , ,
10/12/2009 - 16:51

As galhofadas das promoções de advergames no Brasil (parte 2)

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Após meu post repercutindo a reportagem de Luis Sucupira e os “coincidentalistas”, alguns leitores do GameOver questionaram a forma “unilateral” com a qual conduzi o texto (o que discordo, mas continuamos). Para tentar amainar os ânimos e seguindo meus princípios de profissão, tentei realizar uma entrevista com Danilo Neves Cruz (o programador dos advergames) e Paulo Roberto Demétrio de Oliveira.

No caso de Danilo, consegui seu e-mail pessoal e lhe mandei uma mensagem pedindo uma entrevista para saber o seu lado da história. Até o momento em que escrevo este post (16h14) não recebi qualquer resposta do programador. Penso eu que ele não quer fazer nenhum comentário até o término do processo.

Já no caso de Paulo Demétrio a história foi outra. Luciano, um dos leitores do GameOver, conhece o competidor e ajudou a fazer um “meio-de-campo” para podermos conversar, afinal, não consegui encontrar nenhum contato direto de Demétrio. O problema surgiu quando ele afirmou que não faria uma entrevista por e-mail, afinal, não queria “espalhar depoimentos meu (sic) sobre o assunto por tudo quanto é canto da internet, onde eu não teria o poder sobre o que está escrito ficando a mercê dos sensacionalistas de plantão”. Demétrio deixou claro que se eu quisesse a entrevista eu teria de conversar com ele diretamente no fórum da Liga Brasileira de Live For Speed (LFSBR).

Contra todos os meus princípios jornalísticos (afinal, nenhum jornalista que se preza entraria nessa. Erro meu), decidi embarcar na dança do competidor e criei meu usuário no fórum. Após fazer considerações e realizar três perguntas (sendo que as duas últimas se limitavam à resposta da primeira e que, nem de longe, sanavam as dúvidas lançadas pela reportagem de Sucupira), esperei a resposta de Demétrio.

Leitores, antes de relatar as respostas do competidor, entendam o motivo de eu não querer realizar a entrevista no fórum:

1º – Ali é o território de Demétrio, ele conhece todos e se sente “seguro”, ou seja, ele se sente confortável a responder de qualquer forma as minhas perguntas;

2º – Os amigos e conhecidos de Demétrio estão todos ali, o defendendo. Qualquer pergunta mais “doída” seria (como foi) respondida por diversos e ajudaria na própria resposta do competidor.

Após três horas, Demétrio respondeu.

E aí outro erro: julguei, do alto de minha inocência ética, que o “entrevistado” tentaria esclarecer, contar o seu lado da história, afinal, era sua honra e hombridade que eram questionadas nas evidências de Sucupira. Ledo engano. Demétrio preferiu adotar uma postura evasiva e cheia de sarcasmos desnecessários e não correspondentes com a atitude do jornalista que vos escreve. Ele escreveu:

Minhas defesas (como se eu precisasse, estou aqui apenas para responder/esclarecer e não para me defender, e faço isso pelas pessoas que considero aqui desse fórum, e não pela situação em si, seria muito mais pratico pra mim simplesmente não falar sobre o assunto), são e continuarão sendo apenas verbais, estamos na internet e ao contrario do que fizeram não vou construir provas no photoshop e muito menos pegar trechos de falas em um forum e dar o sentido que eu quiser. Se alguém quiser alguma prova se tudo ocorreu normal quanto a minha pessoa nos concursos, os interessados devem correr atrás das organizadoras e auditoras do concurso.

E o que deixou claro que qualquer conversa seria infrutífera:

Ao contrário do que pensa, não estou interessado em esclarecer os fatos para provar para toda a internet que sou vitima de ma fé das pessoas, mas estou aqui para esclarecer para aqueles que considero aqui nesse fórum, o resto da internet eu não ligo. Se alguem (sic) acha que ter uma boa imagem na internet para todos ver é algo importante, ai eu creio que é melhor rever tais conceitos pois a vida não pode ser tão superficial quanto uma rede virtual. Salvo em casos onde se trabalha nela e tem todo o seu lado pessoal exposto (Jornalistas sérios por exemplo).

A minha pergunta era a única que ele não havia respondido em seus esclarecimentos anteriores: “Você é amigo de Danilo Neves, como mostram os indícios de Sucupira?”. Sua resposta: “Não”.

Para mim a entrevista acabou ali – já que ele não queria fazer mais nada e prefere continuar enfurnado em sua fortalezinha. Ele preferiu responder as outras perguntas, algo completamente desnecessário já que com a resposta da primeira, ambas deveriam ser ignoradas.

Segue o link para que vocês confiram o “bate-papo” – afinal, entrevista é que aquilo não é – na íntegra.

Só uma coisa me intriga: se ele não tem nada a esconder, se ele é a vítima de uma grande conspiração que quer ver sua cabeça em uma bandeja, qual é o problema de conceder uma entrevista oficial? Aliás, eu fui o único (ingênuo, diga-se de passagem) que foi atrás da sua versão dos fatos. Não sei, mas outros (1) sites (2) estão acompanhando o caso e, até agora, não vi nenhum deles eximindo os citados completamente do ocorrido.

(Nota: até mesmo representantes das empresas que desenvolveram os advergames dos quais os citados participaram os consideram suspeitos, leiam nos comentários do Brainstorm #9)

Novamente, leitores, pesquisem, pensem, não tomem minha palavra como verdade universal. Comparem as posturas de cada um dos lados e tirem suas próprias conclusões.

Enquanto isso, acompanho o caso de perto.

[UPDATE]: Coisas muito “estranhas” andam caindo no meu colo, como essa troca de mensagens no Orkut de Rafael Brejão (competidor que venceu o “Rexona Energizing XRace” e alguns acham que não foi muito justo) e um amigo. O print é do meu próprio PC, confira e pense sobre o assunto (clique na imagem para aumentá-la):

orkut_brejao_

E a lista de amigos de Brejão…

orkut_brejao_danilo1

Notas relacionadas:

  1. Espaço para direito de resposta do Submarino está liberado
  2. O dia em que eu calei o Submarino
  3. As galhofadas das promoções de advergames no Brasil
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , ,
07/12/2009 - 19:14

As galhofadas das promoções de advergames no Brasil

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Com a dica do amigo Guilherme cheguei ao texto do jornalista Luis Sucupira com certo receio, afinal, na minha cabeça bizarra o site Fórum PCs é algo mais técnico, mais voltado para os über-nerds da computação (aqueles caras que brincam com equações do 3º Grau como se fossem bolinhas-de-gude). Me enganei.

Sucupira levantou uma grande questão sobre as “coincidências” que têm acontecido nas promoções realizadas por advergames no Brasil. Eu vou resumir a reportagem, mas aconselho veementemente que você a leia na íntegra.

Sucupira, fazendo uma pesquisa básica, chegou a uma conclusão da qual eu já desconfiava a tempos: o jeitinho brasileiro também já chegou nos advergames. E os personagens principais das “coincidências” nessas promoções são Paulo Roberto Demétrio de Oliveira e Danilo Neves Cruz. Calma, eu explico.

Ou melhor, Sucupira explica, dando quatro exemplos: as promoções “Peugeot 207 Racer”, “T-Racer Punto T-JET”, “Rexonna Energizing XRace” e “Rexona Tuning Race”.

As “casualidades” se apresentam da seguinte forma: os nomes de Paulo Roberto e Danilo Neves aparecem em todas as promoções citadas acima – às vezes só um aparece, em outras os dois. Paulo Roberto é sempre o competidor sortudo, agraciado pelo destino algumas vezes (quando ganha a promoção sem ser o primeiro colocado da disputa), ou usando técnicas escusas para burlar o sistema do jogo (como mostrado no post de Sucupira, quando Demétrio teria conseguido acesso ao código fonte do game e se aproveita disso para melhorar sua pontuação nos campeonatos). Já Danilo Neves é o programador de todos esses advergames. O melhor? Ao que o Orkut indica, eles são amigos.

orkut_paulo_roberto

Como Sucupira disse: “um é pouco; dois pode não ser bom; três, na maioria das vezes, pode ser demais e quatro já é abusar da nossa paciência”. Das promoções citadas, Paulo Roberto ganhou duas, a “Peugeot 207 Racer” e a “Rexona Tuning Race” – sendo que esta última tinha como prêmio uma viagem para a Itália, com direito a dirigir uma Ferrari, porém, somente com uma carteira de habilitação especial (internacional e traduzida) o vencedor poderia dirigir o carro, do contrário, um piloto conduziria a Ferrari e o campeão ficaria de passageiro. Paulo Roberto, com extrema confiança, tirou sua carta internacional 2 semanas antes do resultado da promoção. Ele também ficou em 5º lugar na “T-Racer Punto T-JET”.

Já Danilo Neves participou do desenvolvimento de todas as promoções – em tempo, a promoção que Paulo Roberto não participou, “Rexona Energizing XRace”, foi vencida por Rafael Brejão, também amigo de Danilo Neves. E que havia ficado em 6º lugar, mas recebeu o prêmio porque a comissão julgadora “não encontrou” os outros cinco melhores colocados que Brejão.

orkut_brejão

Casualidades.

Aliás, o resultado do “T-Racer Punto T-JET” até foi parar na Justiça de São Paulo, com outros participantes reclamando da maneira “dobrada” pela qual Paulo Roberto acabou se classificando, usando uma falha do jogo (aliás, os outros competidores que fizeram essa reclamação foram expulsos do campeonato pela comissão. Fica melhor a cada coincidência).

De qualquer forma, sejamos justos, isso tudo é especulação. Coincidências encontradas com uma pesquisa básica, nada que não seja achado por qualquer pessoa mais curiosa.

Mas e se não forem? E se uma maracutaia digna de formação de quadrilha está minando as chances de qualquer pessoa que não seja amigo de Danilo Neves – ou que não seja o próprio Paulo Roberto – de ganhar uma promoção de advergames de maneira honesta no Brasil?

Leiam a matéria na íntegra, vejam as outras coincidência encontradas, formem sua opinião, comentem. Quanto a mim, deixo (ansiosamente) espaço aberto para todos os “coincidentalistas” (uma nova seita, eu diria) citados neste post.

[UPDATE]: Assim como afirmei em meu post, deixo um espaço aberto para todos os envolvidos. Mas para melhorar a apuração da história, hoje (8) eu enviei um e-mail para Danilo Neves pedindo uma entrevista. Como é tradição do GameOver, toda a troca de e-mails será publicada para deixar clara a transparência da conversa. Acompanhem:

Olá, Danilo. Como vai?

Antes de qualquer coisa, deixe-me apresentar: meu nome é Caio Teixeira, sou o editor de games do iG (Arena Turbo).

Ontem eu li uma matéria no Fórum PCs, escrita pelo jornalista Luis Sucupira, onde o seu nome é citado diversas vezes. Caso você não a tenha lido, segue o link: http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=261910

Bom, eu gostaria de escutar a sua versão da história mostrada por Sucupira. Você estaria disposto a conversar? Afinal, as “acusações” feitas a você são sérias e acredito que você queira expor o seu lado.

Grato pela atenção,

Caio Teixeira

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Notícia, Opinião, Teorias Tags: , , , , , , , , ,
04/11/2009 - 12:39

Strippers não conseguem distrair jogadores de “Counter-Strike”

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Em uma das listas de e-mails das quais eu participo hoje pulou o seguinte e-mail: “Strippers não param jogos”. É lógico que eu corri para ver o que se tratava e se não era uma pegadinha (de muito mal-gosto, afinal, não se brinca com strippers), e foi isso que encontrei:

Todos sabemos o poder que o famoso jogo de PC “Counter-Strike” tem sobre as pessoas que o jogam. Este é um daqueles jogos que se pode dizer intemporais e que mesmo com o passar dos anos este continua a ser dos mais jogados na Internet. Na Rússia, um treinador de uma equipe de “Counter-Strike” decidiu contratar umas strippers para distrair os seus pupilos, mas, ao que parece, a coisa não correu como ele queria.

strippers_cs

A lan-house em que decorria a batalha foi inundada de strippers. Estas entraram e começaram a meter-se com os rapazes que estavam a jogar “Counter-Strike”. Elas bem “brincaram” com eles, mas estes veteranos do “Counter-Strike” não descolavam os olhos da tela. Será que estes jovens desistiram das mulheres?

Impotentes perante o grande “Counter-Strike”, as meninas decidiram tirar a roupinha que estava a mais e fazer pequenas brincadeiras perto deles mas mais uma vez sem sucesso. Mesmo com elas a escassos centímetros, eles não descolaram os olhos dos monitores. Como vão poder ver pelas imagens muitos deles estão com cara de quem diz “Quem tem ‘Counter-Strike’ tem tudo”.

strippers_cs2

E eu ainda tento defender os gamers, falando que são pessoas normais e tals. Ledo engano…

(Agradecimento especial a Ewandro Schenkel, o provedor deste e-mail)

P.s.: Eu juro que a tarja preta na menina não é culpa minha…

Notas relacionadas:

  1. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
  2. Dica de filme para o final de semana e “algunas cositas más”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Notícia, games Tags: , , ,
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