Em uma das listas de e-mails das quais eu participo hoje pulou o seguinte e-mail: “Strippers não param jogos”. É lógico que eu corri para ver o que se tratava e se não era uma pegadinha (de muito mal-gosto, afinal, não se brinca com strippers), e foi isso que encontrei:
Todos sabemos o poder que o famoso jogo de PC “Counter-Strike” tem sobre as pessoas que o jogam. Este é um daqueles jogos que se pode dizer intemporais e que mesmo com o passar dos anos este continua a ser dos mais jogados na Internet. Na Rússia, um treinador de uma equipe de “Counter-Strike” decidiu contratar umas strippers para distrair os seus pupilos, mas, ao que parece, a coisa não correu como ele queria.
A lan-house em que decorria a batalha foi inundada de strippers. Estas entraram e começaram a meter-se com os rapazes que estavam a jogar “Counter-Strike”. Elas bem “brincaram” com eles, mas estes veteranos do “Counter-Strike” não descolavam os olhos da tela. Será que estes jovens desistiram das mulheres?
Impotentes perante o grande “Counter-Strike”, as meninas decidiram tirar a roupinha que estava a mais e fazer pequenas brincadeiras perto deles mas mais uma vez sem sucesso. Mesmo com elas a escassos centímetros, eles não descolaram os olhos dos monitores. Como vão poder ver pelas imagens muitos deles estão com cara de quem diz “Quem tem ‘Counter-Strike’ tem tudo”.
E eu ainda tento defender os gamers, falando que são pessoas normais e tals. Ledo engano…
(Agradecimento especial a Ewandro Schenkel, o provedor deste e-mail)
P.s.: Eu juro que a tarja preta na menina não é culpa minha…
O Kotaku apelou e seguiu a minha linha de “posts canalhas”: entrevistaram a atriz pornô Raven Alexis – que se auto-intitula “estrela da pornografia real” (então o que as outras fazem é de “brinks”?!). Fiz um resumão da entrevista abaixo. Para lê-la na íntegra é só dar um pulo no Kotaku. Enjoy:
Com seus olhos castanhos, 22 anos e cabelos presos, Raven acaba de assinar um contrato com a produtora de vídeos adultos Digital Playground e seu primeiro filme pela empresa está marcado para o dia 29 de dezembro.
Mas essa é sua face pública. Sua vida secreta é cheia de lascívia nerd: LAN parties, “Star Trek“, “World of Warcraft” e modding de PCs.
“Eu comecei a jogar quando tinha 13 ou 14 anos, logo quando “Age of Empires” foi lançado, e desde então não parei”, conta Raven.
A atriz também é viciada em “WoW”, “jogo desde que foi lançado e passei por todas as expansões”, comenta. Mas ela não SÓ joga, ela é realmente viciada: “tenho várias contas no ‘WoW’ e diversos personagens, os principais são um Night Elf Druid level 72, um Tauren Hunter level 44 e um Blood Elf Mage level 64”.
Ao contrário de algumas celebridades, Raven prefere não passar os nicks que usa durante as partidas. “Eu gosto dessa vida alternativa, é um ‘lugar’ para descansar, sabe?”, diz.
Agora, queridos leitores, se isto foi ou não uma jogada de marketing para atrair os nerds – como se fosse muito necessário… -, não posso saber. O que eu não tenho dúvida é do “talento” da garota:
Antes de qualquer coisa. Você conhece a Vanessão, certo? Só para certificar:
Bom, agora que você já conhece Vanessão podemos continuar com o post. Uns game designers dementes (entenda: “dementes”, nesse caso, quer dizer “geniais”), do site aparentemente iniciante NADACONTRA, decidiram criar um web game da(o) musa(o) Vanessão e, amigos, ficou FODA.
Estou tentando achar o contato dos magnânimos para descobrir que drogas eles usam, mas o site não ajuda. Então, se você os conhece, ajude o pobre jornalista aqui e os informe que PRECISO de uma entrevista.
G-E-N-I-A-L
P.s.: Ao NADACONTRA – Eu amo vocês, de todo o coração.
Faz um tempo que não posto, mas posso explicar! Sairá uma matéria GIGANTE minha na EGW de novembro (a confirmar) e meu tempo foi completamente tomado pelo manuscrito. Mas passou… passou. Agora é hora do que interessa: MULHERES SEMI-NUAS (eu até consigo ver seus olhinhos brilhando, pervertidos), ou melhor, “Bayonetta”!
Lá no Japão – sempre lá… – divulgaram mais uma campanha para o game da bruxa sexy. Deem uma olhada com o que os trabalhadores nipônicos são agraciados no metrô do país:
Analisar a publicidade que é criada em território japonês é coisa para ensandecidos. É tanta informação, tanta referência, tanto grafismo que nós, ocidentais, só podemos assistir suas produções por curtos períodos de tempo (lembra dos moleques que tiveram seus cérebros derretidos por causa de Pokémon?!). Então, aí vai a dica: assista o comercial de “Bayonetta” e depois vá dormir, mais do que isso e você acaba morrendo, ou pior, virando um otaku maluco.
Nota: preste atenção na linguinha… Ahh, quem eu quero enganar! Você SÓ está prestando atenção nisso!
Graças ao amigo Graça (sim, é o nome dele), tiver a oportunidade de ler uma reportagem… Ou melhor, um conjunto de citações que a publicação “The New Yorker” reuniu em uma matéria sobre “The Beatles: Rock Band” – que tem como título DOENTE: “Video Games Maiores que Jesus” (se eu, que sou ateu, achei um exagero…).
Olha, eu não estou na indústria a muito tempo, mas posso afirmar tranquilamente que os exageros proferidos pela publicação ganham de longe sobre qualquer discurso evangélico. Sério. Separei os que eu considero como “Top 5 das piadas (ou vergonha) do jornalismo de games”:
O novo game da Nintendo, Duck Hunt, é um jogo sobre caçar patos, certo? Errado! Ele é tão maior que isso. No seu âmago, o jogo tem uma rica narrativa onde nós somos os patos e a sociedade a arma. Simplesmente tente levantar a pistola contra a televisão e você terá uma crise existencial. Por que matar? É por que nos mandaram? Ou é por que fomos feitos para isso? Esse game superou Nietzsche e derrubou Sartre apenas com seu pequeno cartucho de plástico.
…
Hoje, em uma coletiva de imprensa, o Presidente Clinton falou sobre algo chato e que ninguém liga ou se lembra. A única coisa no qual as pessoas conseguem pensar é no novo game de PC chamado The Sims. No jogo, os usuários simulam seu dia a dia com avatares que eles mesmos criam. A única notícia que poderia superar isso seria se Júpiter colidisse com o Sol.
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Uma princesa foi raptada. O seu nome é Zelda, ela é linda, e eu estou apaixonado por ela.
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O mundo que conhecemos foi mudado para sempre. Os livros de história precisam ser reescritos. Um novo superpoder emergiu para destruir todos os impérios que vieram antes. Eu estou falando, obviamente, de Pokémon.
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Qual é o sentido da vida? Tetris.
E é por esse tipo de coisa que o jornalismo de games é sempre levado como uma piada. Caraco, até EU acho uma piada!
Uma coisa que não podemos negar é o gosto duvidoso das campanhas publicitárias que a Sony inventa para seus consoles. Desde o rapaz que tinha um dedão no lugar de “Zé Pequeno” (não encontrei a matéria, se alguém achar o link, mande! Por favor!) até o “Play Face” bizarro.
Pensando nisso, o Gizmodo lançou um concurso de Photoshop desafiando as pessoas a fazerem o anúncio mais bizarro de PS3. O ganhador foi esse:
P.s.: caso você fique com preguiça de ver os outros, deixo mais uma imagem PERTURBADORA para te convencer que, sim, você precisa dar uma olhada no resto:
Aí a Electronic Arts chamou o lutador profissional Jason “Mayhem” Miller para fazer uma demonstração de seu novo título de MMA (Mixed Martial Arts). Até aí, normal – ou não, já que o pessoal da EA tem uma piscina de bolinhas no meio da sala de reuniões!!! -, é um processo meio rotineiro.
Mas o caldo entorna quando Miller percebe que o seu personagem do game conta com as PIORES skills de luta. Amigo, o mano ficou bravo:
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GLU GLU! PEGADINHA DO MALANDRO!
Porém, vamos notar algumas coisas importantes:
a) e não é que o diretor do projeto não caiu de joelhos implorando por sua vida?
b) nenhum outro nerd de criação levantou uma palha para defender o chefinho, ou seja, alguém apanhou depois;
c)se você prestar bem atenção, eu estou no meio das bolinhas, me cagando todo…
Você é machão? Não importa o seu sexo (ou falta dele), mas responda: você é machão? Tem colhões para qualquer coisa? Curte viver a vida perigosamente e ri na cara do perigo? Xinga mãe de traficante e não tem medo da maldição Belchior (aquela que some com as pessoas)? Então eu te desafio a jogar “Lose/Lose” (confira o vídeo mais abaixo).
A premissa é bem simples, saia destruindo os alienígenas que aparecerem na tela no melhor estilo “River Raid”, mas as consequências são cruéis. Cada inimigo criado pelo jogo tem como base um arquivo aleatório do seu computador, ou seja, quando você destrói um inimigo o arquivo que ele representava é deletado do seu PC. Sem dó, sem misericórdia. “Tá, mas e se eu não destruir ninguém?”, vão perguntar os espertões. Ok, quando o player perde o aplicativo se auto-deleta.
Em entrevista a Wired do Reino Unido, os criadores do game dizem: “nós queremos abranger uma questão maior com o conceito de ‘Lose/Lose’. Enquanto a tecnologia cresce, nossa dependência pela mesma também aumenta, mas a nossa noção desse fato não é proporcional. Com o nosso game queremos mostrar o quão dependentes as pessoas estão”.
Bah! Maricas esses criadores, eu diria que o jogo é só para sacanear o computador do “amigo” desprevenido. Então vai, se você é machão, baixe o game, jogue e me mande um print da sua sessão suicida. Eu te desafio.
A Tokyo Game Show deste ano está boa (é sério! Confira o blog do Bagaço, nosso enviado especial). Ela só não está ótima porque acontece depois da E3 deste, que vamos concordar, foi estonteante. De qualquer maneira, a forma que a TGS achou de se redimir é colocando as demos jogáveis de vários jogos, entre eles “Dead Rising 2”. Obviamente, não faltam vídeos da carnificina:
Isso já é animal, sério. Eu sou um entusiasta da causa zumbi e acredito piamente no apocalipse morto-vivo que, inevitavelmente, acontecerá nos próximos anos (ando com dois manuais de sobrevivência na mochila para provar a minha crença). Com tudo isso em mente, imagine o quanto eu gosto de games com a temática dos não-mortos. Bom, “Dead Rising” já era muito bom (o fato de poder tirar fotos das bizarrices era uma das grandes sacadas do game), e a Capcom promete manter a qualidade com o novo game da série: “mas como fazer isso?”, pensei, já acreditando que ficaria uma sequência horrível. Errei. E sabe por que?
A Capcom apresentou a cadeira de rodas da morte. O que? Você não sabe como pode ser? Explico: pense numa cadeira de rodas. Não, energúmeno, não é o carrinho de feira da sua vó. Então, uma cadeira de rodas, agora acrescente uma escopeta em cada braço e pronto. THE ULTIMATE HANDICAPPED WEAPON!
CARA! SÉRIO! Obviamente, não encontrei nenhuma imagem da belezoca dando sopa na internet, mas procurando eu encontrei coisas como isso:
Uma palavra: medo.
Se eu fosse cadeirante eu super pimparia minha cadeira de rodas desse jeito. Pera… Eu não preciso ser cadeirante para isso… Já sei como gastarei meu final de semana!
E pensarei melhor se comprarei a camiseta dos meus sonhos:
Caio é jornalista e viciado em games, que acaba fazendo hora extra para poder conseguir mais achievements. É repórter e sub-editor do Arena Turbo. Já escreveu para a EGM Brasil, EGM PC, TRIP, Estadão.com.br e Mundo Estranho. Contato: cprado@ig.com