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Arquivo da Categoria Eventos

25/09/2009 - 20:12

TGS 09: “Dead Rising 2” e a cadeira de rodas da morte

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A Tokyo Game Show deste ano está boa (é sério! Confira o blog do Bagaço, nosso enviado especial). Ela só não está ótima porque acontece depois da E3 deste, que vamos concordar, foi estonteante. De qualquer maneira, a forma que a TGS achou de se redimir é colocando as demos jogáveis de vários jogos, entre eles “Dead Rising 2”. Obviamente, não faltam vídeos da carnificina:

Isso já é animal, sério. Eu sou um entusiasta da causa zumbi e acredito piamente no apocalipse morto-vivo que, inevitavelmente, acontecerá nos próximos anos (ando com dois manuais de sobrevivência na mochila para provar a minha crença). Com tudo isso em mente, imagine o quanto eu gosto de games com a temática dos não-mortos. Bom, “Dead Rising” já era muito bom (o fato de poder tirar fotos das bizarrices era uma das grandes sacadas do game), e a Capcom promete manter a qualidade com o novo game da série: “mas como fazer isso?”, pensei, já acreditando que ficaria uma sequência horrível. Errei. E sabe por que?

A Capcom apresentou a cadeira de rodas da morte. O que? Você não sabe como pode ser? Explico: pense numa cadeira de rodas. Não, energúmeno, não é o carrinho de feira da sua vó. Então, uma cadeira de rodas, agora acrescente uma escopeta em cada braço e pronto. THE ULTIMATE HANDICAPPED WEAPON!

CARA! SÉRIO! Obviamente, não encontrei nenhuma imagem da belezoca dando sopa na internet, mas procurando eu encontrei coisas como isso:

wheelchair
wheelchair-hunt3-102920 wheelchair-machine-gun

Uma palavra: medo.

Se eu fosse cadeirante eu super pimparia minha cadeira de rodas desse jeito. Pera… Eu não preciso ser cadeirante para isso… Já sei como gastarei meu final de semana!

E pensarei melhor se comprarei a camiseta dos meus sonhos:

camiseta

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, games Tags: , , ,
21/08/2009 - 15:01

Acompanhe o primeiro dia de BlizzCon em tempo-real

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É isso aí, macacada! Estarei aqui durante a maior parte do dia possível, cobrindo em tempo-real o primeiro dia da BlizzCon 09. Durante esta sexta-feira, estão programadas informações de “Diablo III”, “StarCraft II” e “World of Warcraft”.

O evento ainda contará com a presença de Ozzy Osbourne, mas eu realmente não sei se ele aparecerá hoje ou amanhã… Cruzem os dedos! Então é isso! Apertem os cintos… “It’s about time”:

Notas relacionadas:

  1. BR Games: Um pedido de desculpas (nem tanto assim, vai)
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, arena news, games Tags: , , , , ,
05/08/2009 - 15:57

BR Games: Um pedido de desculpas (nem tanto assim, vai)

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Sinceramente, se tem uma coisa que eu odeio é ter de admitir que estou, ou estava, errado. Mas existem momentos em que tal postura é necessária, mesmo para megalomaníacos, e esse é um desses momentos: eu peço desculpas ao projeto BR Games, que ataquei ferrenhamente um tempo atrás aqui mesmo.

A desculpa acontece devido a uma notícia que publiquei hoje no Arena Turbo. Nela, a SOFTEX anuncia os 20 selecionados para o BR Games. O que provocou a minha mudança de opinião, e gerou mais um incontentamento também, foi isso:

“Suas empresas integrarão a vertical de games do Brazil IT, projeto de internacionalização competitiva coordenado pela SOFTEX com o apoio técnico e financeiro da Apex-Brasil (www.apexbrasil.com.br). Os jogos vencedores serão apresentados na edição 2010 da Game Connection, evento realizado paralelamente à Games Developers Conference, em São Francisco, nos Estados Unidos”, diz Gláucia Chiliatto, gerente do Brazil IT na SOFTEX.

Agora eu explico, quando o BR Games foi anunciado, o release distribuido, nada de “Brazil IT” e Games Developers Conference (GDC) havia sido passado para a imprensa, e toda essa mobilização e (semi)inclusão brasileira em um festival de games mundial foi omitida. Ou seja, eles pegaram simplesmente a coisa mais legal do projeto e não deixaram claro, pois, se tal iniciativa já estava prevista, ela estava camuflada no emaranhado de acordos e regras do BR Games. Se foi esse o caso, erro meu de não ter lido tudo, erro da assessoria de não deixar claro.

De fato, agora eu acho que o BR Games tem alguma salvação (ênfase imensa no ALGUMA), já que a Secretaria do Audiovisual e a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura pretende mostrar o trabalho nacional lá fora. E em um evento legal.


Não, a imagem não tem nada haver com o post, eu só acho ela engraçada mesmo

Porém, caros amigos, eu reafirmo minha posição de que a tal “ajuda financeira” de R$ 70 mil (para pessoas físicas) e R$ 140 mil (para empresas) ainda é de uma quantia irrisória, até mesmo insultante. Sim, eu sei que esperar algo mais do governo é uma utopia muito grande, próxima da ingenuidade. Mas isso não significa que simplesmente temos que ficar gratos com qualquer migalha que nos joguem.

Então, resumindo: parabéns ao BR Games pela iniciativa internacional, mas shame on you pela verba liberada, ainda acho que tal deveria ser guardado para a diminuição de impostos sobre o mercado de games.

De resto, notícias como a possibilidade da Blizzard desembarcar no Brasil é que me fazem ter um pouco mais de esperança nesse nosso lamaçal gamístico.

Notas relacionadas:

  1. Sobre a conversa com o Ministério da Cultura e a novidade que eu estava guardando
  2. Parece que eu “cutuquei” de maneira doída no post do BRGAMES
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião, arena turbo Tags: , , , , , , ,
17/06/2009 - 16:25

Eu voltei!

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Acho que não preciso dizer mais nada, certo?

De qualquer maneira, reafirmo o vídeo e o título: voltei! Após uma semana de folga (obrigado, Nintendo), um JUCA maluco (sim, eu já sou formado, mas eu queria ver se eu ainda gostava… Não, não gosto) e um e-mail avisando que Valdemar Setzer, meu miguxo, apresentará uma palestra na UniSanta, no próximo dia 20 de junho (valeu, Lincoln, e não esqueça de perguntar por que ele nunca mais me ligou, o machista!), eu voltei.

E eu tenho sede sangue… Ou algo do tipo.

P.s.: O pessoal da UniSanta considera TANTO o professor que desencanaram do “V” e tacaram um “W” no nome dele… Acho que é para dar mais charme… Ou seja, MANDOU BEM, assessoria!

Notas relacionadas:

  1. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
  2. E3: Eu não fui o único
  3. OMFG! – “House” vira game
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Inutilidade (ou não), video Tags: , ,
08/06/2009 - 14:51

E3: Eu não fui o único

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A medida que os dias passam, os nintendistas, chatos como só eles conseguem ser, vão diminuindo sua incidência no GameOver. Os comentários (eu modero todos, se o seu não apareceu é porque sua ofensa foi completamente gratuita e você não leu o post inteiro, assim como a maioria não o fez…) estão ficando mais amenos e as críticas um pouco mais construtivas. Aplausos para você, usuário que leu tudo e deixou de lado o seu lado bufão para propor uma discussão. Bom, antes que pensem que estou arrependido, ou que acho que minha carreira foi para o ralo, ou que estou com medo de ser demitido (entristeçam-se, isso nem passa pela cabeça de minha chefe), reafirmo: eu quis dizer tudo aquilo que escrevi naquele post. Podem continuar com as pedrinhas, elas são de um nível ridículo para qualquer ser humano se importar realmente.

Mas não é para voltar com a discussão que escrevo esse post – ou talvez seja. A questão é que, mesmo eu sabendo com que nível de pessoas eu estava lidando, depois de 100 comentários me perguntei se eu tinha exagerado. Bem, eu fui pesquisar novamente sobre a “conferência” da Nintendo e encontrei que, dos sites que pesquisei (GameTrailers, Joystiq, The Escapist e Eurogamer), TODOS consideraram os melhores momentos da E3 como sendo da Sony e da Microsoft – a Eurogamer considerou “New Super Mario Bros. Wii” como melhor game, mas isso eu achei simplesmente uma piada de mal-gosto. A Nintendo foi reconhecida apenas por seus “Metroid: The Other M”, “Mario Galaxy 2” e “Scribblenauts” (sendo que os dois primeiros eu mesmo ’salvei’ no post anterior). Ou seja, o que os nintendistas quiseram ver foi o meu tom “agressivo” e usaram isso como base de sua argumentação. Não vou falar que fizeram errado, mas somente essa base não dá qualquer valor de crítica. Alguns até clamaram pelo passado dos videogames e que eu devia minha vida, minha alma e minha profissão a o que a Nintendo fez pela indústria… Se vamos seguir essa linha de pensamento, por favor, ajoelhem-se todos para o Tetris (o pior é que eu sei que uma boa parte fará isso com prazer). A questão não é quem temos de reverenciar, e sim quem fez melhor, quem se esforçou, e esse alguém não foi a Nintendo.

A maneira com que eu me referi à Nintendo é a mesma que muitos outros gostariam usar, porém, ou lhes falta coragem (cojones) ou lhes sobra o “politicamente correto”. No GameOver é exatamente o contrário e me orgulho disso.

Enfim, confiram os links das reportagens e escutem o podcast do GameTrailers (abaixo). Não que eu precisasse de alguma afirmação do que eu já sabia, mas agora sei que outros colegas da área também se sentiram ofendidos com a babaquice do Vitality Sensor

- Eurogamer’s Best of E3 2009
- Susan’s Five Favorites from E3 (The Escapist)
- Joystiq’s Best of E3 2009

E chega desse assunto que eu tenho mais o que fazer.

Notas relacionadas:

  1. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  2. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
  3. Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Opinião, games Tags: , , , , , ,
05/06/2009 - 20:15

Minhas impressões sobre a E3 – Segunda Parte

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Primeiramente: caraco, como a cutucada nos nintendistas doeu, heim? Até ameaçado de ser processado eu fui! O mais engraçado, pelo o pouco que li do thread no fórum da concorrência (onde tudo surgiu), é que a maioria nem sequer leu o texto inteiro. Ou seja, críticas vazias e ataques pessoais completamente desnecessários… Enfim, foi uma boa diversão para minha sexta-feira e ótimo para a audiência do GameOver. Ah, sim, antes que pensem que estou polemizando para ganhar confete, deem um pulo lá atrás, nos posts, e vejam como eu escrevo, sobre o que eu escrevo e para quem eu escrevo, depois vamos discutir sobre jornalismo, parcialidade e inteligência.

Enfim! Vamos ao final da minha opinião sobre a E3 deste ano. Hoje eu falo sobre os games que eu gostei e sobre a conferência da Sony.

Sony

Comecemos assim, eu sou sonysta, mas a minha paixão arrefeceu com o lançamento do PlayStation 3, que para mim foi colocado no mercado precipitadamente. De qualquer forma, este ano eu acho que o PS3 vai (não sei ao certo para onde) e os indicativos se mostraram ainda melhores nesta E3.

Confesso que quase chorei durante a apresentação do exclusivo “The Last Guardian”, antes conhecido como “Project TRICO”. Sério, eu fico simplesmente embasbacado o quão perfeito os títulos da Team ICO conseguem ser. “Shadow of the Colossus” entra fácil na lista Top 10 de melhores jogos.

Agora, “God of War III” decepcionou, como um amigo afirmou: “’GoW III’ é um ‘GoW II’ em HD” e depois de assistir ao vídeo eu não posso concordar mais. Cadê os 200 personagens simultaneamente na mesma tela que cabem em “Dead Rising 2”? E as novidades de movimentos? Sei não, mas eu comprarei para completar a saga de Kratos (maldito vício).

E o “Gran Turismo 5”? Não gosto muito de jogos de corrida onde eu não posso atropelar velhinhas de andador enquanto atravessam a rua.

Mas as “bugigangas”… Ah, elas foram sensacionais! O anúncio do PSP Go! foi mais do que bem-vindo (mesmo todo mundo já sabendo que ele apareceria), afinal de contas, o seu concorrente direto DSi já havia sido lançado há meses. O fato de ele perder o UMD não me assustou em nada, aquela coisa era meio que inútil mesmo, já que a maioria das pessoas baixa os jogos e armazena nos cartões. E os serviços como Media Go e o streaming direto de vários canais (a Sony fechou um contrato de conteúdo com a Sky) para o portátil são ótimos, apesar de eu achar eles um tanto quanto inúteis para o usuário normal do PSP aqui no Brasil e a nossa internet de ÚLTIMA geração.

Agora, os sensores de movimento (que ainda não tem nome) foram geniais. O único problema foi a apresentação deles. Me pareceu que eles só foram anunciados para dar uma resposta para o “Project Natal” e mostrar que a Sony não esqueceu dessa modalidade de captura de movimento. Foi uma apresentação, no mínimo, amadora, com os dois desenvolvedores tão nervosos quanto moleques da quinta série apresentando um seminário sobre genitálias. Ficavam dando risadinhas nervosas e esqueciam do que estavam falando, o que os salvou foi o produto. Sem o espetáculo exagerado que foi o “Project Natal”, a Sony mostrou o que era real, o que eles tinham no momento e com o que eles iriam municiar os desenvolvedores. Ótima física e uma sensibilidade que deu um PAU no Motion Plus.

Porém, não consigo saber se essa apresentação foi realmente tão imprescindível de acontecer nessa E3. O projeto está muito cru ainda. Sem falar que a Sony poderia ter guardado essa carta para conseguir responder a altura da Nintendo na Tokyo Game Show (TGS - setembro deste ano), já que o Shigeru sempre prefere anunciar as novidades da empresa nesse evento.

Resumindo: acredito que os sensores do PS3 devem ser melhores que os do Xbox 360, já que eles são mais reais e não estão mirando a utopia. De qualquer forma, ambos os sistemas colocam o Wii no chinelo devido à capacidade de processamento de cada plataforma ser muito superior, permitindo que os jogos sejam maiores, melhor construídos e mais polidos (e isso, nintendistas, vocês não podem negar).

Games

Alan Wake”, “Heavy Rain: The Origami Killer”, “The Last Guardian” e “Brütal Legend”, são esses os títulos pelos quais eu estou mais ansioso. Sabe, eu realmente estou cansado só de gráficos bonitos, explosões desnecessárias e histórias que beiram o ridículo dos roteiros de filmes pornô. Acredito piamente que estes três títulos prometem histórias tão boas quanto “Grim Fandango” e “Full Throttle”.

Não vou mentir que o novo “Metal Gear Solid: Rising”, “Castlevania: Lords of Shadow”, “Uncharted 2: Among Thieves” e “Splinter Cell Conviction” também me deram coceira nos dedos, mas eles são mais do mesmo, todos são continuações de franquias já consagradas e eles devem apresentar pouca, ou nenhuma alteração fenomenal. Mas os que eu falei ali em cima, esses tem grandes chances de contarem grandes histórias e terem uma jogabilidade diferenciada.

Jogos de esporte que não tem sangue é para sissies, mas eu até gosto de “Pro Evolution Soccer” – o novo “FIFA” também. Porém, eu ainda prefiro um “Madden NFL”, enquanto não inventaram um game do verdadeiro jogo de macho: bocha!

Bom, e a E3 foi isso pra mim: a volta dos velhos tempos, bons lançamentos e a Nintendo me fazendo rir. Espero ansiosamente pela TGS para ver como a Nintendo vai tentar se redimir.

Até a próxima!

P.s.: Ah, sim! Não posso esquecer de mandar um abraço para cada leitor que entrou para me xingar. Valeu, Fórum UOL, você foi uma mãezona!

Notas relacionadas:

  1. Estrela pornô faz review de “Rumble Massage” do Xbox 360
  2. OMFG da semana – Sony registra patente de carrinho controlado pelo PSP
  3. Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião, games Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
04/06/2009 - 18:20

Minhas impressões sobre a E3 – Primeira Parte

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Eu queria estar lá. Começamos com isso. Eu queria muito ter estado lá. A volta da E3 “GRANDE”, a volta dos anúncios “glamurisados”, da purpurina e das booth babes. Pô, odeio neguinho falando que a E3 de 2008 era melhor para trabalhar, mais organizada, #mimimi! Estamos falando de games, não é? Estamos falando de grafismo, de luzes, cores e mulheres semi-nuas, caceta! O show É PRECISO. Enfim, essa não é a questão, estou aqui para dar minhas impressões sobre a feira, sobre os lançamentos e o que podemos ver dela. Vou começar com as grandes fabricantes:

Microsoft

Foi um arregaço! Do começo dos anúncios até as personalidades que eles chamaram ao palco, foi tudo impressionante. Foi tão impressionante que, logo após eu e minha chefe assistirmos a cobertura online, tive ir fumar um cigarro para digerir tudo o que eu tinha assistido.

Confesso que eles abrirem com a apresentação do “The Beatles: Rock Band”, colocando Paul McCartney, Yoko Ono, Ringo Starr e o filho do George Harrison, me deixou decepcionado. Eu achei que não tinha como melhorar ou ficar mais grandioso… Ledo engano.

Modern Warfare 2” foi sensacional, “Tony Hawk Ride” foi muito bom, mas quando mostraram imagens de “Final Fantasy XIII” rodando no Xbox 360 foi épico (até para mim, que sou sonysta declarado). Valve decepcionou muito com “Left 4 Dead 2”, afinal de contas, é a MESMÍSSIMA coisa que o primeiro da série, somente com uns personagens diferentes e uns mapas a mais, nada que uma expansão não cuidasse.

Splinter Cell Conviction” é outro game que eu fiquei maluco para jogar: está fluido, intuitivo e rápido (sem falar que Sam Fisher criou algumas bolas e tá batendo de verdade agora). “Forza 3” animou, mas não sou fã de corrida. “Halo: ODST” foi style e o anúncio do “Halo Reach” também agradou bastante, mas “Alan Wake” arregaçou! Com uma história à lá “Lost” e uma jogabilidade na pegada dos games atuais de tiro (o que não agradou muito, já que se é para ser inovador, seja inovador em tudo, caraco!).

E aí, quando você acha que acabou, o Hideo Kojima sobe ao palco (com cinto de strass! Eu vi, “gracinha”!) e anuncia o “Metal Gear Solid: Rising”, motherfucker!

Bom, e isso foram só os games… Teve o Project Natal. Não vou negar, a primeira vista eu fui crente, fui ingênuo e tremia enquanto a apresentação acontecia. O sistema de reconhecimento de voz, reconhecimento facial, a precisão de captura de movimento, até ele scanear o maldito shape de skate daquela maneira impossível, eu acreditei. Mas a apresentação do “Project Milo”, do Peter Molyneux, me fez ter medo… Medo de verdade, medo de estar assistindo a SkyNet nascendo… E foi por isso que tive que ir fumar um cigarro e respirar. Eu não tava enxergando direito, as luzinhas da Microsoft me enganaram direitinho.

Depois, conversando com amigos da área, eu me recompus. É lógico que a Microsoft forçou a barra no vídeo profissional, é lógico que o processamento do Milo é, basicamente, impossível de acontecer da maneira como foi mostrada – não com a tecnologia que existe atualmente. Isso sem falar nas falhas de lógica, como no vídeo em que o moleque joga um game no qual ele é um Godzilla e para andar para frente com seu personagem, ele também tinha que andar de encontro à TV, ou seja, e quando ele der com a testa no aparelho? O personagem não vai mais para frente?

Enfim, demorei um dia para recobrar meus sentidos e perceber o quão absurda era a demonstração da fabricante. Mas, pensem, mesmo tirando todos esses exageros, o Project Natal não é, no mínimo, impressionante? Ele pega todo o hype do Nintendo Wii e aumenta em 200%, afinal, fará mais do que o Wiimote, com melhores gráficos e maior capacidade de processamento. Não sei, não sei… Tenho uma barreira em (agora) acreditar em tudo aquilo, mas também não consigo deixar de me sentir maravilhado por ele. Sou facilmente impressionável… Mas o que vocês acham?

Nintendo

Vamos deixar uma coisa clara: desde a minha infância eu odeio a Nintendo. Não sei, talvez tenha começado por meu primo ter um Nintendo e eu não gostava do meu primo, aí relacionei. Mas, para mim, sempre foi a dicotomia Sega vs. Nintendo, com a Sega SEMPRE dando um pau na outra.

O ódio aumentou com a era Wii, uns amigos me chamam de nazista dos games, que sou elitista e que não aceito mudanças: tudo isso está certo, menos a última. Não SUPORTO casual gamers e sabe por que? Porque são esses cornos que, sendo maioria, puxam toda a indústria para fazer jogos babacas para pessoas acéfalas e a indústria, como é uma meretriz ávida por dinheiro, vai atrás deles.


Eu não sei vocês, mas eu realmente não faço a MENOR questão de ver meus avós nessa posição…

Enfim, foi com esse olhar que eu assisti a conferência da Nintendo na E3. E eu me deleitei com o fracasso retumbante que foi. NINGUÉM aplaudiu, ninguém se empolgou com lhufas do que foi apresentado, nem o deus nintendista Shigeru Miyamoto foi! E tudo isso no dia seguinte a apresentação animal da Microsoft. Ficou feio, pegou mal… Se fosse eu, teria apresentado “Mario Galaxy 2” (que eu odeio, mas é tragável) e “Metroid: The Other M” e pediria para cagar, acabando fugindo pelas portas do fundos.

Pô, os caras vem querer me colocar uma apresentadora que a última coisa que manjava era games, falando sobre inovação, apresentando mais sei-lá-quantas quinquilharias (leia-se “Motion Plus”), e vendendo tudo isso como novidade e revolução? Caraco, isso é falta de respeito, no mínimo! Nintendo DSi?! Faz-me rir, Nintendo!


E a Nintendo tem a pachorra de falar que o DSi é perfeito para policiais! Really?!

No final das contas, eu amei a conferência da Nintendo, já que foi a coisa mais vergonha alheia pela qual já passei. E digo mais: se você, Nintendista, continua pagando pau para a sua empresa predileta depois desse deserviço que ela fez, bem, você é um otário mesmo e merece.

Amanhã eu falarei sobre a Sony, os games fodaços que foram apresentados e minha opinião geral da E3! Até!

Notas relacionadas:

  1. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
  2. Nintendo lança mais um controle clássico para Wii
  3. Um programa para o final de semana e desculpas
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião, Trailer, games Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/05/2009 - 15:19

Um programa para o final de semana e desculpas

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Primeiro às desculpas: caros, fui um canalha por não ter ligado no(s) dia(s) seguinte de minha anedota. Eu sei. Porém, o motivo para tal é (infimamente) plausível, pois fui tomado de assalto por uma matéria gigante (realmente hercúlea, com suas 7 páginas) para a – que já critiquei previamente – revista EGW. O mundo roda… ainda mais depois de umas… Mas acalmem-se, a reportagem (sobre Distribuição Digital e o futuro dos games) chega na edição de junho da revista, logo, aceitem-na como um pedido de perdão pelos dias afastados do GameOver (quando a edição chegar nas bancas, eu aviso).

Quanto ao programa para o final de semana: o GameTrailers, em conjunto com o Spike TV, fez O MELHOR show de games do ano. Exibido na noite da última quinta-feira, o programa traz várias prévias de games que você só veria durante a E3 (o que não deixa de me preocupar, afinal, o que será novidade na feira, então?). São 40 minutos de anúncios como “Mass Effect 2“, “Alien vs. Predator“, “Uncharted 2“, “Need for Speed: Shift” e “Dante’s Inferno“, entre outros. Então prepare o coração (e o inglês enferrujado):

Bom final de semana a todos e não esqueçam: “Se você está vivo, mas não respira. Se fodeu, morto-vivo”.

[UPDATE: Parece que a bagaça do player num tá funfando. Então clica no "GTHD" do player que ele te levará para o site com o vídeo]

[UPDATE²: Ah, pra porra esse vídeo! Toma o link aqui e vai ser feliz! Aproveita e manda o GameTrailer ir beber no cú por causa disso, combinado?!]

P.S.: Tenho conversado com o André Penha, um dos diretores da Abragames, por causa do burburinho que causei com o Ministério da Cultura. Estou bolando ter uma conversa franca com ele sobre o papel da organização na indústria nacional de games. Já trocamos alguns e-mails, mas nada de extremamente especial, estou programando uma entrevista gravada com ele mesmo. Vou atualizando vocês sobre o decorrer das conversas!

Notas relacionadas:

  1. O melhor “pedido” de demissão de todos os tempos
  2. Rapidinhas: “L4D” de graça, EDGE chega no País e site gringo no Brasil
  3. EGM agora é EGW, que tem site, mas mantém numeração… Péra, confundi…
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Trailer Tags: , , , , , , ,
21/05/2009 - 17:58

Melhor (e mais assustador) cosplay do “Silent Hill”

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Eu gosto de “Silent Hill”. Sou apaixonado por survival horrors em geral, mas tenho um medo infernal. Hoje em dia eu até tenho a moral de jogar sozinho, mas quando eu era menor não tinha santo que me fizesse ligar um game da série depois das 20h. E agora vem essa MALUCA (Judith Stephens) e me faz um cosplay perfeito da enfermeira de “Silent Hill”.

Judith ficou famosa durante a Anime Central 2009, em Rosemont (nos EUA), e ainda teve a moral de fazer par com um Pyramid Head em um ensaio no seu Flickr. Sério, eu não to zuando que vou dormir mal pra caracoles essa noite…

(via Gamerview)

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Inutilidade (ou não), Notícia, games Tags: , , ,
30/03/2009 - 20:43

Discussões: Jornalista de games afirma que a indústria de jogos eletrônicos é estúpida e criança

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Antes de mais nada, desculpem-me pela ausência. Estou, desde sexta-feira, tentando limpar minhas artérias de toda a tequila que bebi… Bom, até o momento só posso afirmar que meu fígado me odeia… Voltando à nossa programação:

Durante uma palestra na Game Developers Conference, que aconteceu semana passada em San Francisco, um bando de jornalistas de games foi colocado para debater sobre a indústria. Em minha opinião, isso nunca dá certo. Não se coloca jornalista para debater mercado ou qualquer outra coisa, não me levem a mal, mas nossa profissão é informar e não formar opinião (utopicamente falando), logo, tal debate só poderia ser uma imensa encheção de linguiça chata… Se não fosse pela jornalista Heather Chaplin.

Ela, que é autora do livro “Smartbomb” e crítica de games, afirmou o seguinte na palestra: “Eu cubro games há oito anos, na maioria das vezes em revistas mainstream, e normalmente me vejo atuando simplesmente como uma tradutora”. Sem cansar, Heather já emendou: “… Não é que o meio esteja em sua adolescência (por games serem uma mídia relativamente nova), mas é que vocês são umas porras de adolescentes”, se dirigindo aos desenvolvedores e participantes do evento.

É lógico que os outros jornalistas presentes foram na onda de Heather (jornalista é tudo assim, é só um deles ser do contra que todos também são, automaticamente), mas ninguém foi tão incisivo quanto ela, que ainda disse que não existia nenhum Bob Dylan na indústria de games porque todos nela são bebês.


Sim, eu que dei o HS no Bob Dylan. E foi de mata-pombo… sem mira

Olha, eu realmente poderia sair catando falhas na base de argumentação da jornalista – que para mim só queria botar lenha na fogueira de graça -, mas prefiro me focar no ponto de vista de Jim Sterling, um blogueiro do site Destructoid com quem eu, geralmente, concordo.

De acordo com Sterling, o problema no discurso de Heather é que qualquer um que cobre o mercado de games não deveria nem se considerar jornalista, afinal de contas, “se ser pago para jogar videogames e dizer a estranhos que jogos eles devem comprar não é um trabalho ridículo, eu não sei o que é”, afirmou.

Epa epa epa! Para tudo, Sterling! Não que eu me sinta diretamente ofendido por isso. De fato, ser pago para jogar videogames é um sonho, e eu vivo ele. Mas dizer que o que eu faço, os meus plantões, meus prazos de entrega, minhas metas de unique visitors, minha audiência no Arena Turbo e minhas cobranças são ridículas, aí é sacanagem! Eu não sou pago apenas para jogar, eu tenho responsabilidades, pô!

Sterling diz que considera ter um trabalho ridículo, “mas não entendam errado, eu amo o que eu faço”, ou seja, ele ama ser ridículo. “De qualquer forma, eu acho que atrelar um nome tão importante quanto ‘jornalismo’ a o que fazemos é simplesmente babaca”. Hm… Deixe-me pensar sobre isso, Sterling. Na realidade, o que eu acho babaca é atrelar tanta importância ao jornalismo em si, colocar ele em um pedestal mais alto do que qualquer mortal, ou nicho que se cubra.


Não, o jornalista não é o Senhor dos Magos

Normalmente as pessoas tem esse problema: ou me idolatram por ser jornalista, “que profissão chique!”, ou me odeiam, “seu manipulador de opiniões desgraçado!”. Não façam isso. Jornalismo e, AINDA MAIS, jornalistas não são tudo isso. Não acreditem piamente em nós, não tomem o que falamos como verdade absoluta. Enfim, sejam humanos e usem sua massa encefálica e pensem. Vivam com as próprias pernas.

Quanto ao Sterling, bem, ele já deu melhores pontos-de-vista, então essa passa, garoto.

Notas relacionadas:

  1. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião Tags: , , , ,
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