Por que, raios, vocês ainda vão ao Video Games Live?
Hoje o Henrique Sampaio (que você também pode conhecer pelo Arena) me mandou o “pôster” do próximo Video Games Live, que começa a sua turnê brasileira no Rio de Janeiro, no dia 09 de outubro. Assim que o vi já pensei: “Sério? De novo? Ninguém cansa disso?” Bom, então decidi estender essa pergunta/discussão a você, leitor, que, aparentemente, está muito mais interessado na VGL do que eu.
Fui em duas VGLs seguidas, 2007 e 2008 (a título de curiosidade, o evento passa pelo Brasil religiosamente desde 2006, nos Estados Unidos ela apareceu em 2005), e sabe qual foi a única diferença real entre uma e outra? Mais fãs malas. O que me faz lembrar o quão chato fan-boy consegue ser… O que me faz lembrar o porque vídeogame não é levado a sério… O que me faz lembrar que minha mãe me educou para fazer coisas importantes… O que me deixa deprimido.
Sim, eu sei que o repertório muda de ano pra ano. Mas muda tanto assim? Vou te contar como o espetáculo acontece e você vai entender a chatice, ou me odiar se é um fã (normal):
- Vai começar com algum clássico, ou um pout-pourri, no nível de Mario, Zelda, Tetris e Frogger ou uma partida de Pong no telão (fãs aplaudem fervorosamente, mesmo que a imensa maioria mal sabe como um Nintendinho parece);
- Tommy Tallarico vai aparecer pulando feito um maluco (fãs gritam ensandecidamente, mesmo que a maioria não faça ideia quem é esse malucão);
- Orquestra toca “A História dos Games” rapidão (fãs levantam das cadeiras – sim, cadeiras, afinal, é uma orquestra – e começam a se abraçar, comemorando a nerdice juntos);
- Algo mais suntuoso, nível de Halo, e o Tallarico volta ao palco achando que sabe tocar guitarra (fãs começam a chorar compulsivamente pela certeza de que não estão sós no mundo);
- Um convidado aparece para tocar Mario-velocidade-5-no-piano, ou flauta-doce-irritante-na-orelha-da-galera do Zelda (fãs entram em estado catatônico, abraçando as próprias pernas enquanto balançam de um lado para o outro);
- Tallarico coloca um coitado qualquer pra ficar correndo feito tonto no palco num Space Invaders gigante, ou rola uma disputa para ver quem faz o melhor score num Mario velho (fãs começam a louvar Zalgo);
- Orquestra toca One-Winged Angel, do Final Fantasy VII e fim (suicídio coletivo e pauta para o Datena salivar durante semanas em cima dos “videogames violentos”).
Pronto, acabo de fazer você poupar R$ 50 (to ligado que o ingresso esse ano está R$ 90 o mais caro, mas eu sei que os únicos que continuam indo nesse negócio ainda estão no colégio). E por causa de milhares de pessoas que continuam pagando por algo totalmente irrelevante que o Brasil continua sendo um repositório de artistas em derrocada que só aparecem aqui para conseguir pagar a hipoteca de suas mansões.
O que me irrita mesmo é essa escrotice “melanco-nostálgica” que só quem joga videogame tem. Caraca, como vocês e seu amor incomensurável e inesgotável por River Raid enchem o saco. E isso é uma outra discussão… E eu estou ficando velho e chato (mais). O que eu quero entender: por que, raios, vocês vão ao VGL? Ou melhor: você já foi? Vai de novo? POR QUE?!
[UPDATE]: Como era de se esperar do Homem-Enciclopédia Douglas Pereira, ele lembrou outros pontos “interessantes” da VGL:
- A parte técnica, com um local nada apropriado pra uma orquestra e com arranjos bem fraquinhos perto de shows melhores;
- E especialmente o próprio público, que parece que vai só para olhar para o telão e berrar, e não pra ouvir a porra da música;
- Nos vídeos que vi do ano passado, os caras TORCIAM pro vídeo de Street Fighter 2 no meio da música. Fantástico.
Notas relacionadas:

Vou te falar que a VGL, por mais maneira que seja, vale mais a pena se você vir de antemão o que tem de novo no setlist. Sei lá, aposto que teve uma RAÇA que foi no ano em que o Yamaoka se apresentou.
Por mim, dá para pular anos *tranquilamente* se você preferir. Pelo menos o show é bom, e no fim das contas é isso que importa.
Eu já pensei em ir em uma VGL, mas vendo uns vídeos no youtube eu percebi que não é uma boa. O cara vai lá e toca a música do top Gear no piano, mas a turma fica gritando, como as adolescentes no show do Justin Bieber ou Restart (sim amigos é no mesmo nível) e tu não ouve a música. O cara nem precisa tocar, é só meter uma imagem do Zelda no telão e o cara nem precisa tocar a turma vai ficar berrando.
Desculpa galera, tenho 26 e não tenho saco de ir para outro Estado para passar por tudo isso.
Caralho Caio, muito bom….
Esse evento é pior que ir em Animes qq coisa onde negada fica com plaquinhas pentelhando a vida de todos.
Nunca mais retorno em um, nem pra ganhar dinheiro
Só fui em 2008 aqui em Curitiba e gostei.
A galera agitava, mas não era essa insanidade que você descreveu. Enquanto a música tava rolando a galera ficava quieta, então parecia um concerto mesmo.
Se rolasse de novo por aqui eu iria, mas não viajaria pra assistir.
O que mais gosto é como pioram o local do show a cada ano. Em 2007 eu cobri para a GameMaster na Via Funchal, em 2008 não fui, mas eles pularam SP, né? Em 2009 foi no antigo Tom brasil, se não me engano (que já era ruim para MPB, para orquestra então) e em 2010 tive problemas pessoas e não pude cobrir… (Soooooo sad)
O que sempre me irritou é que só em 2007 eu consegui ouvir um pouco das músicas. No resto eram apenas berros sem motivo algum.
Gostaria muito de ir se fosse para ver em um lugar com som decente, mas isso só poderia ser na Sala SP ou algum outro local de música classica, o que sei que nunca vai acontecer.
Enquanto isso crianças de 11 anos têm orgasmos quando veêm River Raid na tela. Afinal, jogaram MUITO Atari, são tudo “tru old school”…
Ah, só um parêntese, você esqueceu do “campeonato de cosplay” na pausa do show.
se eu quiser ouvir essas muxixas eu baixo e escuto no meu celular, sem me estressar com niguem e principalmente gastar o meu dinheirinho num show merda desse só idota pra perder tempo com isso mesmo.
Pessoal, é apenas gosto. Teríamos então de descobrir porque algumas pessoas gostam de ir a rodeios para ver animais sofrendo, porque as pessoas vão a estádios, já que muitos vão para brigar. Por que algumas pessoas gostam de rock pesado, se não dá pra entender nada do que cantam. Penso que se algo não lhe agrada, ignore então. Não é melhor buscar algo que lhe interesse? Precisamos respeitar a individualidade e a diversidade. Há tantas coisas de que não gosto e se uma delas está perto de mim, eu me afasto e não fico tentando entender por que aquilo agrada a algumas pessoas. É apenas meu ponto de vista. Abs
Acho que perder tempo é criticar o que tantos gostam. Caio, Meter malho é facil, o dificil é trazer o evento que milhares de fãs como eu curtimos e esperamos meses. Gosto é gosto, não se discuti. É como ouvir um disco que voce gosta “apesar de antigo e arranhado” mil vezes. Ninguem é obrigado a comparecer, só vai quem quer e quem gosta. Caio, sinceramente… voce esta mandando muito mal com sua critica destrutiva. Voce é musico?
Creio eu que para poder colocar qustões de arranjo nas suas critcas no minimo voce tem que ter noções musicais. voce pode é não gostar, o que esta dentro do seu direito, Agora falhar de qualidade de arranjos voce esta entrando numa area que não te compete… ou compete? Fica tranquilo que o show é tão ruim que São Paulo já esgotou. Forte abraço e deixa os outros em paz cara.
Caro Sergio,
Já percebeu como SEMPRE que alguém pede respeito a opinião dos outros, automaticamente, passa a desrespeitar a opinião de quem supostamente teria faltado com o respeito? É uma coisa cíclica bizarra…
É óbvio que gosto se discuti, ainda mais se o seu gosto prejudica todo o resto. Não preciso ser músico para apontar falhas gritantes em organização, repetição, falta de originalidade e chatice dos fãs (que, se você tivesse prestado atenção ao texto, veria que minha principal crítica é exatamente mais às pessoas que comparecem do que ao evento em si).
Quanto a crítica do arranjo, apesar de eu concordar, quem a fez, novamente se houvesse prestado atenção, foi o Douglas. E não é preciso ser músico para criticar, afinal, não é preciso ser músico para apreciar a música, certo? Por que o contrário seria verdade!?
O esgotamento dos ingressos só prova minha teoria que quem comparece a esse tipo de show é um bando de acéfalos que não pensa no que está fazendo, pensando ou escutando.
Essa coisa imbecil que todo leitor tem de tentar impor sua vontade/gosto através de preceitos sociais totalmente retrógrados e politicamente corretos (“Pô, se você num gosta, num fala mal! Se num é músico não tem direito de criticar! Duuhh!”) é um saco. Me apresente uma argumentação decente, que não seja baseada em gosto musical (muito ruim, por sinal), que talvez possamos conversar.
Forte abraço.
Cara! Passei um tempo longe de blogs, tinha até esquecido que o seu existia, acabei vendo essa matéria no meu reader, e lembrei como era bom! hahaha
Continuarei vindo
Caio, percebi que meu comentario te deixou bastante irritado.
Me desculpa pela sinceridade em falar que desmerecer o trabalho de profissionais tão gabaritados é uma atitude desrespeitosa. Voce pode è NUM gostar…como vc disse.
Alterar e denigrir a arte do evento mostra a sua revolta e falta de respeito com o trabalho dos outros. como te falei antes…fica em paz e deixa a galera se divertir.
“Me apresente uma argumentação decente, que não seja baseada em gosto musical (muito ruim, por sinal), que talvez possamos conversar.” Falhou terrivelmente, Sergio.
Você não foi “sincero”, você só continua tentando ser politicamente correto. O que é chato e é o que me irrita. Mas fique tranquilo, não é pessoal, seu comentário só faz parte de uma lista interminável de tantos outros feitos por leitores mal acostumados com o “direito de expressão” e “tem que respeitar o que eu gosto, poxa!”.
Não alterei nada, meu caro. E “denegrir” acho muito forte para algo tão simplório quanto falar que eles não tocam tão bem assim (pelo menos não neste festival). Estou em paz, mas agradeço os votos, e eu não estou impedindo ninguém de se divertir. Muito pelo contrário: adoraria que as pessoas se divertissem com algo de qualidade, e não qualquer migalha que oferecem. Continue indo ao VGL e curtindo, Sergio, minha opinião não deveria te afetar tanto se você tem tanta certeza da qualidade do evento, certo? ;)
Abs!
Ola, Caio
Nao vejo porque dizer que quem gosta do evento prejudica todo o resto. O que prejudica algo eh uma critica infundada como a sua. Acredito que nao tenha argumentos para falar tao mal de um evento que agrada a milhares – talvez o seu gosto que nao esteja bem ‘afinado’. Um evento que perdura a tantos anos e tem um numero tao expressivo de fas nao pode ser tao ruim como voce colocou (criticando ate arranjos que ja ganharam varios premios). Concordo com o Sergio acima – para fazer criticas nesse ambito, apenas quem realmente entenda de musica, o que esta claro que nao eh o seu caso. Orquestra como Petrobras ou Villa Lobos estao no topo do ranking e se as musicas nao fossem de qualidade, duvido muito que esses musicos as executariam. Decepcionante alguem que pretende escrever como “jornalista” possa tecer comentarios desse tipo, desrespeitando nao soh o evento (vide a charge ridicula que fizeram com o cartaz do evento – o que cabe ate mesmo algum tipo de processo judicial por uso indevido de imagem) como tambem os amantes da boa musica e do evento em si, que somam milhares de “acefalos” como voce os descreve em sua resposta a um leitor que defende o evento (outro indicio de que nao respeita nem mesmo as pessoas que estao lendo e respondendo seu post, ja que os julga “acefalos”). Porque questionar os motivos que levam alguem a frequentar ano apos ano esse show, ja que nao quer de fato ouvir as respostas…? O show eh um grande sucesso no mundo inteiro – as musicas sao excelentes, os musicos sao experientes, os compositores e composicoes super respeitados no meio e premiados – e nao eh a gritaria do publico ou os fas (o que pode existir em qualquer show) que vao estragar o brilho dessa grande festa da Game Music – que talvez voce nao saiba, mas inclusive ja tem lugar no Grammy, um dos mais respeitados premios musicais). Sera que eh tao “acefalo” assim curtir esse show…? Ou “acefalo” eh quem o critica sem motivo real…? Bom, independente dos “espiritos de porco” e invejosos de plantao, quem realmente curte Game Music nao pode ficar de fora de um evento que talvez seja a maior expressao do genero no mundo.
Tentarei ser o mais breve possível em responder algumas coisas, caro Jacques:
1 – Imagino que para você acabar gostando da VGL e Game Music você acabe caindo para a categoria de Metaleiro (não se preocupe, a maioria dos gamers comete esse erro), você diz que o fantástico número de fãs comprova que algo é bom? Certo… Sem pesquisar eu posso afirmar com tranquilidade que Justin Bieber, NX Zero, Restart, Cine, McFly e qualquer outra bandinha furreca de “happy-rock” (ou Cláudia Leite, ou Ivete Sangallo, ou Sandy, ou Júnior) tem muito mais fãs e ainda mais fervorosos que os de Game Music. Segundo o seu argumento, isso os classifica como uma categoria de artista muito superior, que pratica uma arte muito melhor que a que você gosta. Torço, do fundo do meu coração, que não seja o caso.
2 – “se as musicas nao fossem de qualidade, duvido muito que esses musicos as executariam”, desculpe, achei que vivíamos em um sistema capitalista, e não no socialismo bonito onde todas as pessoas só trabalham com o que querem e o que acham que merece seu talento. Sistemas econômicos/sociais tendem a ficar meio confusos na minha cabeça… =/
3 – “(outro indicio de que nao respeita nem mesmo as pessoas que estao lendo e respondendo seu post, ja que os julga “acefalos”)” demorou, mas finalmente entenderam. Respeito não é um direito hereditário, é uma conquista de cada um. Não o devo a ninguém.
4 – “ja que nao quer de fato ouvir as respostas…?” não só “escuto” como até respondo algumas delas. Preste atenção, amigo. =)
5 – “dessa grande festa da Game Music”, você realmente precisa visitar outros eventos de música, ou de games para entender o que é “grande”.
6 – “inclusive ja tem lugar no Grammy”, imagino que esteja falando da música em si, e não de como ou onde ela é executada. De fato, sei e acho merecido, em nenhum momento critiquei o estilo, apenas o evento. Novamente, preste atenção.
7 – “quem realmente curte Game Music nao pode ficar de fora de um evento “, então quer dizer que APENAS quem gosta DE VERDADE é quem vai no evento?
Ai ai, é cada um que aparece…
Caio, na DECIMA edição voltaremos o nos falar,ok?.
Tenta ficar tranquilo que o sucesso do evento é INEVITAVEL.
SP já esgotou de MALUCOS E ACEFALOS, não importa…kkkkk. Abração e fica em paz.
“Yadda yadda SUCESSO yadda yadda ESGOTOU yadda yadda FICA EM PAZ”, juro que um dia eu aprenderei a nem perder meu tempo com seres incapazes de argumentar. =/
Ola, Caio
Tambem tentarie ser breve.
1- Nao sou ‘metaleiro’ e tambem nao tenho nada contra quem seja, tampouco contra quem goste de Restart, Ivete Sangalo, Sandy e tantos quantos voce possa citar e criticar. Acredito no livre-arbitrio – cada um curte o que quiser!! Todos tem seu espaco e se esses artistas tem um numero tao relevante de fas, acredito que tenham qualidades e apesar de nao ser fa, respeito quem o seja – nao porque eh um ‘direito adquirido’, mas porque todos tem direito de gostar do que quiserem e nao eh voce quem deve decidir e/ou criticar o que os outros gostam.
2- Independente de sistemas capitalistas ou nao, se as composicoes nao tivessem qualidade, certamente as musicas dos games seriam apenas “musicas para joguinhos” e nao musicas para serem executadas por Orquestras Sinfonicas (e com isso nao quis dizer que os musicos “escolhem” o que vao tocar, mas que as musicas estao habilitadas para serem tocadas por grandes musicos e grandes orquestras)
3- Se nao deve respeito ninguem, tambem nao deve querer que sua opiniao mediocre e criticas infundadas sejam respeitadas… continuo sem entender sua intencao com esse post…
4- Se julga os leitores que respondem seu post como “acefalos” nem deveria se dar ao trabalho de responde-los…
5- Visito sempre grandes eventos de Games pois costumo prestigiar as manifestacoes do genero e considero o VGL um dos melhores e mais divertidos deles, com um conceito inovador, musical e visualmente incrivel.
6- Percebo que nao eh muito coerente com o que diz, pois em varios momentos criticou a musica – seja em nome de outra pessoa ou nao, respaldou a critica ridicula de que musicas premiadas e executadas com maestria pelos musicos de grandes orquestras tem arranjos “fraquinhos”.
7- Nao sei que parte voce nao entendeu, mas foi exatamente isso que eu disse: quem realmente curte Game Music merece ir a esse evento super bem produzido, que eh uma das grandes expressoes do genero no MUNDO TODO.
Sinto muito que nao goste do evento… Talvez voce tenha uma ideia melhor, ou tenha criado algo melhor… nao eh mesmo…? Ou talvez saiba apenas criticar os que FAZEM e REALIZAM algo.
Eh… depois de ler os posts acima, vejo que voce eh um dos unicos que critica o evento por aqui… Fui a varias edicoes do VGL e posso afirmar que eh um grande evento, que traduz muito bem a magia dos Games e satisfaz a todos que o prestigiam… por acaso voce foi a varias edicoes…? Pode dizer com propriedade que evento eh RUIM?? Baseado em QUE mesmo…?
Infelizmente algumas pessoas nao podem ver o SUCESSO dos outros e precisam criticar algo reconhecidamente BOM para amenizar suas frustracoes…
Acho que deveria se preocupar mais com o que escreve ou o que faz – ja que sua mae “o educou para fazer coisas importantes” acho que tem razao de sobra pra “se sentir deprimido” com o sucesso dos outros …. ;)
Ai, ai… eh cada um que aparece……..
1 – Sim, posso criticar, o direito de livre-expressão está garantido na Legislação… E mesmo que não estivesse;
2 – Qualquer música pode ser tocada por qualquer orquestra, o “tocar música” em nenhum momento está limitado à forma ou por quem é tocada. Caixinhas de som midi são uma merda, mas isso não impossibilita Garota de Ipanema nos elevadores do mundo. O contrário também é verdade. Assim como também é possível, veja só, que uma orquestra possa não ser tão boa quanto seu ouvindo extremamente treinado acha;
3 – “Dever” e “querer” são duas coisas completamente diferentes, por favor, decida-se. Ninguém deve respeito a ninguém, pessoas podem almejar o respeito e até conquistá-lo, mas em nenhum momento o respeito é algo ante factum;
4 – Considerar uma pessoa acéfala não a classifica isenta de resposta e/ou crítica, e é por isso que eu continuo respondendo você;
5 – Visita mesmo? Não parece, ainda mais quando chama algo com 6 anos de idade e replicado de diversas formas de “inovador”: o tocar música;
6 – “Executadas com maestria”, na sua opinião;
7 – A minha pergunta foi retórica pelo absurdo da sua afirmação de que quem não vai a um evento qualquer é desqualificado de poder gostar de qualquer coisa.
Você foi a várias VGLs… Sim, você é o público exato que transforma o evento nessa coisa irrelevante que digo. Não preciso criar algo melhor para criticar alguma coisa… Essa é a beleza da abstração, posso imaginar algo que poderia ser melhor sem precisar fazê-lo, e a livre-expressão me permite escrever sobre isso. Sim, fui em duas edições e posso afirmar tranquilamente que é ruim, baseado na minha experiência empírica: fãs chatos, repetição, falta de criatividade e fãs chatos (sim, é o câncer do evento).
O sucesso da VGL em nenhum momento me incomoda – novamente, o que me incomoda é importância dada ao evento -, aliás, me ajuda, faz pessoas entrarem no meu site, no meu blog e pagar o meu salário (por isso, agradeço você). O que fiz foi uma pensata, você que decidiu se ofender totalmente pelos pontos apresentados.
Fique a vontade para continuar a comentar e trazer mais pageviews. =)
“Yadda yadda SUCESSO yadda yadda ESGOTOU yadda yadda FICA EM PAZ”, juro que um dia eu aprenderei a nem perder meu tempo com seres incapazes de argumentar. =/
Caio, Caio, Caio….
… kkkkkkkk – me parece que o Caio eh que nao sabe argumentar muito bem… ou entao fala em alguma lingua que soh pode ser entendida por “acefalos”… kkkkkkk
Infelizmente eu preciso ver VGL. Eu nunca fui, ao menos preciso ter uma experiência parecida, fazer o que, mea culpa.
No entanto Caio, como podem os jogadores que apreciam uma música de games não ir a única proposta, que mesmo cheia de falhas, mais decente que temos em nosso querido Brasil Varonil?
Sim, no final vai ter One Winged Angel, mas que tem coragem de tirar essa música do repertório? Quem tem coragem de tirar a corrida de Mônaco da Fórmula 1?
Isso não é falta de repertório, é o mecanismo do mesmo, não se tira o icônico, não se tira a base, isso todo mundo quer.
Infelizmente temos que digerir e cagar as peripécias de Mr. Tallarico, querendo aparecer muito mais com sua guitarra, do que a própria Villa Lobos. Mas temos que digerir pois é a única coisa que nós temos.
Nós não gostamos de Sarney, mas o processo democrático o coloca onde está, terceiro em comando do Brasil.
Suas críticas são válidas, mas, quais são minhas opções? Se existem eventos alternativos no Brasil, por que não conheço? Minha falha que não procuro? Sua que não se informa? Do evento que não se mostra? Da mídia que não divulga?
Nesse país a falta de opção é que nos mata! Isso que faz o brasileiro gostar tanto de algo tão mediano. A acefalia citada por você não é a causa de ir ao VGL, mas uma consequência de algo maior, a paixão por jogos de video game.
Moramos num em país em que “Corinthians é república”, “Palmeiras é minha vida” e “São Paulo é soberano”. Nós somos passionais, os fan boys aqui são mais aguerridos que os de lá.
Torcedor de futebol e fan boy é tudo a mesma merda apenas com nome diferente.
Enfim VGL é o que temos, enquanto Press Start e Video Game Orchestra não dão as caras por aqui, vai Tommy toca ai…Que meu amor por One Winged Angel supera e muito você.
Sem dúvida que a falta de opções no País é horrível e prejudica muito, mas discordo completamente da importância que é dada a qualquer coisa. Inclusive esse é o título do post.
Me entristece é a complacência e calmaria que todo mundo tem no Brasil: “Nós não gostamos de Sarney, mas o processo democrático o coloca onde está, terceiro em comando do Brasil.”, triste pracaramba é isso acontecer e todo mundo aceitar, numa boa, como uma inevitabilidade do processo claramente fraco e falho. Vejo notícias do resto do mundo e, sempre, em algum momento, o povo se levanta. Mas não aqui.
E é por isso que escrevo esse tipo de artigo, tentar incutir algum sentimento de revolta, de reflexão: vale a pena mesmo? Se não há outros, por que não penso em uma alternativa? Logicamente, tudo é difícil, inclusive dar a cara a tapa. Sei que escrevo de forma contundente sobre assuntos passionais, e mesmo com alguns comentários infantis, sei que outros tantos leram (concordaram ou discordaram) e pensaram. Minha maneira de fazer algo.
E eu concordo plenamente com a acefalia causada pela paixão aos games. Vejo isso diariamente a cada nova notícia e birrinha de consumidor chato que não consegue dar um passo além, ver logo após seu umbigo, pensar nas consequências do seu fanboysismo. Mas também sei que isso dificilmente mudará, assim como sei que não tarda para o povo começar a eleger políticos de acordo com o time para qual torcem.
Se você nunca foi a um VGL, realmente, deve ir. Você irá ao delírio e ficará encantado, mas, realmente espero, que isso seja apenas da primeira vez… Não quero acreditar que é possível pessoas assistirem a mesma coisa, pagar por ela repetidas vezes, simplesmente por carência. E vamos deixar claro: video game não é necessidade primária para ninguém, todo mundo consegue sobreviver sem isso.
De qualquer forma, obrigado pelo comentário. É difícil por essas bandas =/
Acho impressionante como a galera fica dodói com crítica, né? E se dói, é pq é verdade. Sei nem pq ainda perdem tempo tentando (e falhando miseravelmente) argumentar.
Fui em 3 edições do GamesLive: a 1ª por curiosidade, a 2ª p/ ver a “nova” playlist (e saí de lá puto por não ter me ligado na primeira que rola um playback NERVOSO, tanto nas partes orquestradas quanto na guitarra do Tallarico) 3ª Fui convidado, então aproveitei p/ tirar umas fotos literalmente no “pé” do palco. Foi lá, dividindo o estreito corredor “trincheira” com fotógrafos de outros veículos, que vi esfregado na cara como o Tallarico mal palheta a guitarra durante as músicas)
Independente desses fails, sempre achei a idéia bacana, mas tipo, vai uma vez e acabou. Este ano devo voltar na entrada só p/ comprar o bluray (que tem a compilação de músicas que nunca tocaram aqui, além de serem shows sem galera levantando e berrando) mesmo.
Talvez grande parte das pessoas ainda voltem no Games Live com o mesmo raciocínio de quem (ainda!) volta no Playcenter: reunião de amigos.
Eu vou pelo mesmo motivo que eu vou ao Teatro Municipal ou à Sala São Paulo. Eu gosto de orquestrinha, tocando o que seja.
O sonho da minha vida era tocar pratos. Sabe, todo mundo lá se esforçando e tal, aí eu chegar no fim, bater dois pratos e todo mundo me aplaudir. Emocionante.
Mas então, eu gosto de orquestrinha.
Não é tanto pelos videogames, embora eu goste de videogame e goste de nostalgia tanto quanto aquele tio que ainda ouve Julio Iglesias e anda com camisa aberta por aí. É mais porque a música de orquestrinha combina com “música” de videogame, IMO.
E não é porque eu sou GAMER. Eu sou tão gamer quanto eu sou cozinheiro. E não é porque eu quero “promover a cultura dos videogames no meu país”, porque isso é tão estúpido quanto “trazer o tokusatsu de volta pro Brasil”. É um show, pô. Seria como ir no show do Angra para “promover o metal brasileiro”, né. Aliás, o Angra também faz o mesmo show toda semana. Engraçado.
Sei lá, não tem grandes motivos pra eu ir. Talvez seja porque estou ganhando tanto dinheiro que eu não sei onde gastar. É complicado.
Estou indo pela 4a vez este ano (2007, 2009, 2010, 2011). E toco violino em orquestra.
Não li todos os comentários, talvez esteja repetindo o que alguém já disse.
Concordo com o que foi dito. O show deixa muito a desejar em inúmeros aspectos, só não usaria palavras tão ácidas para descrevê-lo.
Por que então eu vou novamente? Simples, é o único que vem pro Brasil. Como eu queria que outros concertos de videogame viessem pro Brasil… ou que orquestras nacionais interpretassem algumas composições originais para videogame.
Porra, aí me vem o organizador do evento chorar em comentário? Achei que era só coisa de pivete.
Nossa, eu nunca fui nesse evento, só ouço falar, mas essa é a primeira opinião contrária que vejo a ele, e estranhamente eu meio que concordo.
Apesar de nunca ter ido, só de pensar que começou em 2006 e ainda tem em 2011, e que esse é o período inteiro em que eu estou cursando faculdade, e que na faculdade quando entrei tinha gostos totalmente diferentes do que tenho agora, só de pensar nisso tudo acho que se morasse aí e tivesse ido umas duas vezes teria me enjoado também.
Afinal, não parece ser o tipo de coisa da qual se extrai coisas diferentes toda vez que experimenta, como alguns dos jogos que esse show parece “masturbar” anualmente.
Acho que experimentar uma vez seria mais do que suficiente pra mim, ainda mais com a coisa que parece ser mais irritante do show, os fanboys…. me deu asco imaginar aquela cena do one-winged angel e todo mundo se abraçando. Preferiria se houvesse um show do Anamanaguchi ou do Johnathan Coulton, pelo menos as músicas são originais.
Obrigado pela opinião diferente seu hipster, e parabéns pelo blog, nunca tinha visitado e achei bom. Talvez até volte, HAHA.
Meio revoltada sua crítica, né? hahaha Mas entendo seu ponto de vista. Fui ano passado para cobrir o evento, achei muito legal.
Eu ia esse ano, mas tava achando o valor do ingresso meio ’salgado’, e algumas pessoas falando o mesmo que você comentou aqui, que é quase sempre a mesma coisa. Isso me fez repensar na vontade de ir, devo ficar só no BGS (que esse ano vai ser tudo junto) mesmo, que sei que vale a pena.
Quando à sua crítica, só discordo um pouco no fato dos ‘fan-boys’ serem o motivo que faz o mercado de jogos não ser levado a sério. Talvez até ajude um pouco a diminuir a seriedade, não sei, mas se for, acredito que seja a menor das causas.
Enfim… Como você falou, vale a pena ir no evento, pelo menos uma vez. Na segunda, pelo preço, eu não pago pra ver.
Obs.: Nunca entendi o porque cosplay está presente em TODOS os eventos de games. o_O
abs.
Também nunca fui à VGL, então não posso argumentar com conhecimento de causa, mas o que pude ver pelos vídeos da internet é que ele seria muito maior (e melhor) do que é descrito.
Por isso, acho muito válido essa crítica. Afinal, a VGL chegou aqui em 2006 e o que ela trouxe de bom para o mercado nacional?
Porém, pensando melhor, da pra perceber que a VGL pode ter criado uma cena de game music aqui no país. Hoje temos bandas como Megadriver, 8 Bit instrumental, Game boys e outros que estão crescendo e fazendo sucesso
A maior prova talvez seja a Game Music Brasil que vai acontecer nos próximos meses.
Mas entendo a emoção que aqueles que vão lá sentem ao ouvir as músicas clássicas de Mario, Zelda e Metroid. Mesmo sendo repetitivo. Afinal, posso ouvir sempre a mesma música de Beatles ou Led Zeppelin e ainda achar foda. Assim como ouço a música tema de Zelda e também acho boa, mesmo sendo a mesma música sempre. Isso não há como criticar.
O próprio Teixeira falou que achou muito bom a orquestra tocando na apresentação da Nintendo na E3 desse ano. Então ele deve saber um pouco como é a emoção dos que estão ali na VGL
Agora, em relação ao público, parece ser muito isso mesmo. Apesar de que acho que o Teixeira exagerou em certas partes. O público sabe o que é um nintendinho e sabem quem é o Tallarico, mas a cegueira de achar que tá tudo lindo e maravilhoso também não pode ocorrer.
Porém, tem que ver também que não são todos e que o público que estava na época em que o Teixeira foi pode (eu digo PODE) não ser o mesmo que vai hoje. Assimi como o mercado de games de 2007/2008 não é o mesmo de hoje.
Ignorando gostos e preferências pessoais, só queria dizer que a crítica ignora dois pontos: – As cidades que recebem VGL pela primeira vez (Porto Alegre esse ano, Salvador no ano passado). Naquelas cidades há uma estimativa de pessoas que nunca foram em uma VGL ou, pior, pessoas que QUEREM ir, TEM dinheiro pro ingresso e não vão porque não há tempo hábil de arcar com custo de passagem+hospedagem+tempo livre de ir pra Rio/SP. E quem argumenta com “se quer tanto assim vai pra São Paulo/Curitiba/cidade próxima x” esquece que nem todos (aliás, bem poucos) tem essa facilidade. – Incentivo a eventos. Aqui, pra mim, o ponto mais importante, que foi ignorado totalmente. Se a VGL tem seus defeitos ou qualidades não me interessa: taí o canal aberto das produtoras do evento (Conexão Cultural) e da própria VGL pra se dar o feedback sobre qualquer coisa, positiva ou negativa. O que se ignora na sua crítica é o fato da VGL ser um evento segmentado a um público que é extremamente fragmentado (no caso, gamers e apreciadores de game music) e todo incentivo é válido. Fui, infelizmente, em apenas duas (a primeirissima, em 2006 e no ano passado) e vou ao evento como forma de incentivo, de mostrar que aqui tem um público que pode trazer retorno financeiro a VGL, a produtora, a orquestra, patrocinadores, enfim, todos os envolvidos e que, porra, quem sabe se todo mundo não ir com esse pensamento não surge aí um “PLAY!” ou outros concertos e shows (Black Mages, Anamanaguchi) de mesma categoria, interessados em realizar turnês no Brasil? É de se pensar.
caio
cada vez que alguem critica seu ponto de vista voce ironiza o comentario… definitivamente … seu blog (que visitei por acaso mas nao volto nem pra ler a réplica – já que voce vai ironizar de novo) deveria ser escrito só para voce ler – voce escreve, voce comenta (concordando consigo mesmo é claro) e fica feliz!!!
dizer que as musicas são mal executadas pela orquestra e pelos músicos … por favor … voce pode entender de games mas de musica deixa a desejar … por falar nisso, já comprou seu ingesso para 2011 ? deveria, senão não terá argumentos para criticar a versão 2012 , 2013 , 2014 – porque com certeza elas continuarão existindo!
Cara, legal sua publicação.
Eu sou um fã de games. Gosto muito. É verdade que muitos dos fãs tem uma nostalgia gigante quanto aos games. Em parte isso é explicado pela psicologia. Diz-se que um jogo causa num jogador momentos chamados fluxos, os quais são caracterizados por profunda imersão num jogo, na qual se esquecem até de comer.
A nostalgia pode ser explicada por causa dessa profunda imersão num jogo, especialmente se essas imersões ocorreram durante a infância. No meu caso, joguei muito Mário, Mega Man e Sonic durante a infância, até acho legais as músicas clássicas e algumas vezes chega a ser nostálgico. Esse pensamento pode ser aplicado a músicas e momentos vividos por qualquer um.
No entanto, não é culpa dos que gostam todo esse alvoroço (o qual em boa parte dele concordo com vc). Atribuo a maior parte dessa culpa à industria dos jogos, que apelam pra essa característica nostálgica em seus jogos para vendê-los, alimentando esse “vício”. Um ótimo exemplo é o jogo Mega Man 9, na qual não só as músicas são de 8 bits, mas o jogo inteiro é. Até entendo a tentativa da Capcom em usar dessa estratégia, mas não vem ao caso agora…
Até certo ponto, acho compreensível essa nostalgia, mas se há algo que não dá pra aguentar é a nerdice da forma como você comenta. Isso é complicado, mas não irei comentar.
Bom, nunca fui a um VGL. Nesse ano, tentarei ir. Dependendo da experiência, verei se vale a pena pra uma próxima vez, o que, segundo você, não vale. =)
Mas legal o seu post, gostei. Já vou até preparado pro que posso encontrar por lá. Value!
Parabéns pela lucidez e coragem para criticar este evento de músicas onde ninguém ouve nada.
Quem não gostou do que você escreveu não foi na VGL para ouvir uma orquestra tocando. Foram para um encontro de fan-boys, com umas musiquinhas sei-l-a-o-que e um telão massa!!!!!1111! Infelizmente….
Eu fui no evento que ocorreu aqui em Curitiba em 2008 e foi até interessante, mas perdi boa parte da execução das músicas porque o resto dos espectadores ficavam berrando a cada imagem que surgia no telão, como se nunca tivessem visto aquilo. Porra, berraram até para algumas cenas de Metroid Prime, lançado 6 anos antes do evento.
Eu escrevi à respeito e gostaria de compartilhar o texto “for great justice”. Se me permite:
http://www.cubagames.com.br/na-video-games-live-o-que-menos-importa-e-a-musica/
Caio,
você tem todo o direito de ficar revoltado com o evento, pode achar a mesma coisa etc, mas falar mal dos músicos?? Tá zoando, né? Era pra rir, certo? Cara, antes de falar mal de algum daqueles grandes músicos, aprenda o mínimo de música pra entender o belo trabalho que os caras fazem em cima do palco no VGL. Mas peraí, como você disse, não precisa entender de música pra “entender” isso, certo? Então tenha pelo menos bom senso antes de sair vomitando coisas do tipo.
Parte mais engraçada foi você dizendo que o Tallarico acha que sabe tocar guitarra, AHahhAhaa, filhão, o cara trabalha com música há mais de 20 anos, toca muiito no VGL, e você vem dizer isso?? Tsc…
Deve ter acontecido algo com você no VGL, só pode. Você não conseguiu tirar foto com o Mario? Foi isso?
Tem uma galera falando sobre cosplay em evento de game. Não sei se perceberam, mas são cosplays de…… games. (y). Problema é acharem que cosplay se refere só à anime.
Agradeço pelo fato do VGL vir todo ano no Brasil. Sim, tem músicas que tocam em toda turnê, mas nunca me canso de ouví-las e de ver o maravilhoso trabalho que fazem com ‘game music’, fora que nesse evento tive a oportunidade de falar com grandes celebridades do mundo dos games as quais eu jamais poderia ver em outra ocasião. Sobre novidades, em todo o evento tem algo novo. (y)
Fiquei muito feliz por ter ido no VGL2011, o qual aconteceu ontem, após o BGS, que foi bem maneiro, apesar da lotação do local. Esse ano o VGL surpreendeu todo mundo com coisas novas e bem legais. Valeu a pena ter ido. (y)
O seu “flauta-doce-irritante-na-orelha-da-galera do Zelda” também foi bizarro. Grande execução musical das músicas do Zelda nesse maravilhoso instrumento e você manda essa.
Veja bem a situação e veja se muitas pessoas vão ao evento novamente porque são idiotas, como você diz. Talvez o idiota seja você, vai saber, que talvez não tenha entendido ainda a grandiosidade do VGL e o reconhecimento que ele gera para a área da ‘game music’ e da indústria de jogos.
Valeu. (y)
P.s.: vê se não perde o próximo VGL, beleza? Um abraço.
Engraçado ver gente tentando hostilizar o Caio.
Meu ingresso já tá comprado. Eu tô, literalmente, saltitante. Porque o VGL não vinha mais pra Porto Alegre, no ano em que vieram, eu só fiquei sabendo depois, e agora depois de um hiato, finalmente vou poder ver o espetáculo.
Mas também estou dando muito valor à oportunidade de tentar ganhar um autógrafo no meu Starcraft II, bem fanboy mesmo, e ver os arranjos e tirar foto e zás. Quero curtir o show como se tivesse 16 anos. Não quero gritar loucamente do início ao fim, mas quero soltar um inadvertido “PUTAQUEPARIU” em alguma música inesperada (porque sim, tô me esforçando pra NÃO saber o que vai rolar, pra ter o máximo possível como surpresa).
E não, não concordo com tudo que o Caio disse. Mas como ele já assumiu o amor por mim em “praça pública” (eu ainda tenho aquele podcast guardado no coração, bejomeliga), eu posso me preocupar em, primeiro, debochar: não vou levar a sério a opinião de alguém que gosta de World of Warcraft.
Trollagem à parte, eu respeito demais esses feladamães do Arena, que moram no meu coração, pra não argumentar seriamente. O que me fez assumir, já há algum tempo atrás, que eu sou uma das pessoas que tem o respeito do Teixeira, porque todas as vezes que troquei idéias com ele, foi nesse sentido. Ou eram piadas escrotas (que nunca têm graça), ou eram argumentações que muito me deram (e ainda dão) gosto, pois sei que enriquecem ambos os lados.
Dada esta explicação inicial, na qual estou sendo propositalmente verborrágico(além de escrever algo enorme só pra filtrar “TL:DR”s), vamos ao ponto:
Discordo, gritantemente, do ponto-de-vista do Teixeira sobre a importância dada a estes eventos. Aliás, permitam-me refrasear sem apagar e escrever de novo: discordo bastante, mas não gritantemente. Acho que, sim, temos que dar MUITA importância a todo tipo de evento de games. Temos que apoiá-los, temos que comparecer, temos que agradecer o esforço de quem os realizou.
Agora… nas partes em que eu concordo com o Caio, (e é a maioria das partes):
Fãs são sempre um saco. Ou melhor, fanboys. Fanboys de Iron Maiden são o que estragam a banda. Fanboys de Kiss são o que me fizeram ter nojo da banda por boa parte da minha adolescência. Porque fanboys veneram demais seus objetos de desejo. E nem eu venero meus deuses com tanto fervor inabalável. Porque tudo é questionável, e nada é absoluto, como me ensinou Assassin’s Creed (ou, na verdade, não me ensinou, mas me deu um jogo de palavras bonito pra descrever isso). Sei que vou no VGL e vou ficar maravilhado, vou berrar, vou arrancar os cabelos, e me divertir feito ganso novo em taipa de açude (tradução simultânea aos que não são familiares com as expressões gaudérias: uma taipa, aqui no sul, é um muro de pedras tipo aqueles que aparecem no Coração Valente. Aqueles que tem na Escócia. São iguaizinhos. Um açude é um córrego. Filhotes de ganso costumam gostar muito destes ambientes, onde a água é calma, e brincam bastante ali).
Sim, falei que devemos colaborar, agradecer o esforço, dar valor e incentivar. Em compensação, isso não significa “AIMEUDEUSAGRADEÇAADEUSETOMMYFUCKINGTALLARICOISGODPELOVGLAQUI”. Não. Também não significa “ai, é melhor que nada”. Se contentar com porcaria é coisa típica de brasileiro, e olha a merda que deu até agora. IMPORTAR-SE com algo, é querer ver aquilo melhorando. Evoluindo. É por isso que, se o Brasil tem pouca coisa relacionada a games, devemos agradecer. Blizzard fez uma dublagem de Starcraft II? BOUA, Silicon & Synapse. Teve alguns defeitinhos, mas beleza, vamos relevá-los: já foi um bom resultado inicial. Agora, se Diablo 3 vier parecendo “A Lenda” do Tom Cruise passando na sessão da tarde, preparem-se, porque eu sou um que vou descer o Immortal King’s Stone Crusher com força. Até porquê, em SCII o humor era cabível, mas Diablo é… bem, é Diablo. Quem precisa de descrição não vai entender igual. O mesmo vale pra qualquer outra coisa: agradeço pelo esforço inicial. Mas me mostrem uma evolução. Mostrem um crescimento na qualidade, no próximo evento, ou edição, ou jogo da franquia. Me mostrem o esforço, e recompensarei com meu respeito e cooperação onde puder.
Então, apesar de discordar um pouco do Caio, é um “friendly disagreement”. Que eu preferia que fosse um discordar hostil, raivoso, só pra eu ficar provocando e intimando ele pra quando lançarem Modern Warfare 3, porque eu sei que tu tem a mesma opinião que eu: a campanha do Blops é legal, mas Modern Warfare é Modern Warfare.
Enfim, já exerci digressão pordemais. Mas acho que é esse tipo de reação que o Caio deseja quando escreve, assim como eu: uma reação. Se for pra discordar, que seja numa argumentação que use pelo menos exercite um Q.I. acima de 70.