E parece que o novo “Wolfenstein” foi banido na Alemanha. Duas chances para você descobrir o motivo… É, eu sabia que você nem precisava. Parece que a versão germânica do game, que deveria esconder todas as suásticas que aparecem nas versões do resto do mundo, acabou por passar umazinha, agora a Activision está pedindo um recall para todas as cópias que ainda estão nas lojas.

Agora vamos falar sério: qual é o problema das pessoas? Por que, raios, um game é banido por ter uma suástica no meio?! Ou melhor, por que os games que contem qualquer “ponto sensível” da sociedade tendem a serem banidos? Falso moralismo infernal. Caraca, “Wolfenstein” se passa durante a 2ª Guerra Mundial, eu sei disso, os alemães sabem disso, então por que a suástica – provavelmente o símbolo mais reproduzido na época – não pode aparecer? Para mim isso é tão estranho. Espero que para você também.
O engraçado é que esse problema com a suástica só aconteceu na Alemanha. Nenhum outro país saiu proibindo “Wolfenstein”. WTF? Seguindo a lógica moralista, não era o MUNDO que deveria banir o símbolo da Terra e não só a Alemanha?
Vamos lá, galera, é só um símbolo que era usado muito antes do bigodinho vir tacando o terror com ele. Não estou desmerecendo as tragédias ocorridas na 2ª Guerra Mundial, o meu problema é com as pessoas que tem algum tipo de terror noturno para com qualquer coisa que as lembre de tal, e vamos concordar, uma parcela cada vez menor da população pode se considerar afetada diretamente pelo evento, ou seja, quem fica chocado está sendo uma mariquinha.
O mesmo problema acontece quando um avatar branco (o provável, em 95% dos casos, personagem principal) bate em um negro: todo mundo já sai às ruas berrando racismo. Entendam, o problema vai muito além dos sopapos inter-raciais, vai desde a criação de toda a história, vai desde a educação recebida por toda a equipe de desenvolvimento – majoritariamente branca. Pô, se o personagem negro fosse o principal e tivesse dando a sova do século no branco ninguém falaria nada. Eu sei que você pensa assim, todos pensam assim. É um comportamento babaca imposto pela sociedade da moralidade falsa, das boas senhoras católicas que lutam pela família.
E nem me deixem entrar na discussão sobre religião nos games. Ou na discussão só da religião…

Dúvido que os alemães falem: “Ufa! Ainda bem que tiraram aquela suástica! Agora posso jogar tranquilo!”
Aliás, outro problema sério que eu tenho é que a tal “moralidade” impede que os games, filmes, séries, contem como foi o lado dos “perdedores”, dos “inimigos” – salvo alguns títulos pontuais. Ué, por que, raios, eu não posso jogar do lado dos nazistas? Isso não faz de mim, necessariamente, um camarada do Hitler que vai querer sair dominando o mundo. Um amigo uma vez me disse que isso é o natural da história: o vencedor é o que tem o direito de contar e retratar o seu lado. De fato, mas acho que do alto de nossa cultura e inteligência teoricamente evoluída, nós já conseguimos olhar as coisas um pouco além, um pouco menos cínicos, certo?
É só um jogo. Vamos fazer esse mantra? Todo mundo junto: É SÓ UM JOGO. Isso. Pode apostar, nem a Activision, nem qualquer outra desenvolvedora, quer desrespeitar o seu avô judeu, ou sua família negra, ou os imigrantes italianos e por aí vai. O que elas querem fazer é um game divertido e se você não acha engraçado é simples, não compre, não jogue. Garanto que qualquer um levantando bandeirolas contra alguma coisa fará com que ela se torne desejada automaticamente (lembrem-se de “Carmageddon”).

E foi essa merdinha que causou toda a merda
Que fique claro, eu não sou racista ou “pró” algum lado político/religioso. Se você me der um jogo divertido no qual eu sou um chinês massacrando mexicanos eu vou me esbaldar tanto quanto um bom jogo que mostra o eticamente correto durante uma sessão de chá das 17h (ok, exagerei, mas vocês entenderam).
Respirem. É só um jogo.
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E isso, uma piada:
