Jogos de Facebook e minha eminente morte por inanição
Eu odeio, do fundo do coração, todo o tipo de rede social. Começou com Orkut, passou por outros genéricos e chegou ao Facebook. Me tornei um inexistente virtual em 2007, mas em 2009 eu voltei por motivos profissionais. E foi aí que me deparei com OS JOGOS DE FACEBOOK.
Comecei brincando com o “Mafia Wars“, “jogo chato, ter que ficar esperando carregar barra de energia para realizar os trampo, mó saco”, pensava eu, mas resolvi dar tempo ao tempo e continuei com a minha famiglia. Fui evoluindo, subindo de level, comprando imóveis, derrotando chefões e, o mais legal, destruindo os negócios de outros mafiosos (leia-se: desocupados). Viciei.

Cuba, logo mais estou chegando!
Quando menos percebi, estava passando horas procurando itens raros, construindo hotéis e extorquindo policiais. Implorava aos amigos entrarem na brincadeira, afinal, quanto mais pessoas do meu Facebook jogavam, maior a minha máfia e maior o meu poder de ataque. “Mas eu não vou jogar! Não gosto, não tenho tempo!”, berravam meus amigos desesperados e eu, do alto de meu vício por poder, gritava de volta: “F$%@#-SE! É só para aumentar minha máfia!”. Ninguém entendia. Ninguém entende. Mas é simples! Eu, com meu atual conglomerado de 26 famiglias até consigo “pancadear” outros grupos de até 32, só que mais do que isso eu não aguento… E EU PRECISO DE MAIS! Mais poder!
No level 35 eu conseguirei expandir os negócios para Cuba e, quem sabe, descansar um pouco. Viver da renda de meus investimentos, abrir um restaurante italiano, hotéis à beira da praia e até um bordel – estritamente para contatos políticos, que fique claro!
Porém, meu vício não parou aí. Foi o que eu falei, preciso de tempo para recuperar energia e stamina antes de continuar com minhas negociatas mafiosas. E nesse meio-tempo eu faço o que? Trabalho? Fala sério. Então eu recebi um convite para o “Dungeons & Dragons Tiny Adventures”… Fez-se luz!

Observem o meu garbo enquanto limpo minha lâmina
Ok, ok, o jogo não é, nem de longe, tão “imersivo” quanto criar sua rede mafiosa, mas o simples fatos de recordar as tardes mestrando RPG para um bando de nerds foi o suficiente para me cativar. Criei um Drow Ranger (sempre jogo de Ranger) e me taquei em meio a catacumbas, orcs e feiticeiros. O problema do “D&D Tiny Adventures” (além do tempo infernal entre cada ação) é que o máximo que você pode fazer é torcer para que sua rolagem de dados virtuais favoreça e que você tenha poções de cura o suficiente para terminar a aventura. Porém, existe a possibilidade de amigos de Facebook que também jogam te “buffarem” – eles dão um bônus para suas rolagens de dado – e “healarem” (curarem você). Pronto, esse fato já foi o suficiente para eu e o administrador dos servidores do Arena Turbo, Thiago “BeGOD”, já criarmos um novo vocabulário e começarmos a discutir sobre quem buffou quem: “Ow, não esquece! Bróther que é bróther, buffa os bróther”. Pronto, mais um vício.
E foi o mesmo BeGOD que atua como um demônio e me chama para o “Vampire Wars“, o infame mod de “Mafia Wars”, só que com os seres noturnos. A jogabilidade é a mesma, mas com o visual próprio e a possibilidade de criar um avatar. COMO NÃO VICIAR?! Já estou com meu vampiro no level 7, mas estou com problemas de pessoal em meu “covil”: só três bróther entraram para a brincadeira, logo, estou tomando um sarrafo de qualquer frutinha que se veste com roupas do século XV. Ou seja, se você é bróther, entre para o “Mafia Wars”, “Vampire Wars” e “D&D Tiny Adventures”, me add no Facebook, e ajuda os bróther, seja buffando, batalhando lado-a-lado ou simplesmente fazendo volume para meu exército, afinal, alguém precisa conquistar o mundo nessa bagaça!

Prefiro um “vizu” mais steampunk, sabe?
P.s.: pouco antes de publicar esse post, o amigo Guilherme subiu um artigo em seu blog mostrando um novo jogo para Facebook, “CannonBallz”, só que esse é de Realidade Aumentada. Bom, estou a salvo por enquanto, não tem webcam no iG. Mas já vi alguns modelos para comprar…
P.s.²: a redação do iG (leia-se: 85% de mulheres) está maluca no “FarmVille”, um jogo que te coloca no papel de um hortifrutigranjeiro e sua missão é, bem, se tornar um grande latifundiário – enquanto o MST se debate de raiva. Eu até arrendei uma terrinha e fui plantar umas abóboras, mas vamos ser sinceros, eu lá tenho cara de agricultor?! Hoje minha fazenda serve de abrigo para 15 famílias de sem-terra.

Olha lá minha cara de feliz em meio à natureza e ar puro… ¬¬

só digo uma coisa…
WOW
Grande Caio, quando eu instalar Mafia Wars no meu iPhone minha vida acaba…. estou resistindo!
Vou ajudar consetesa.
Então, tem mais um jogo pra vc viciar o Street racing tbm no facebook….
guerra khan, tbm é legal….
Droga! Também estou viciado demais nessa bagaça no facebook, mal usava ele!! agora q minha amiga me convidou uns tempos atrás… vixiiiiiiiiiiiii!!!!!!
mérda estou visiada emtra aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Meu deus! Estou na mesma situação que vc estava! Estou chantageando amigos pra entrarem no facebook e nos meus clãs de máfia e vampiros!
Ao introduzirem estes games as redes socias é que elas ficaram mais atrativas. Hoje eu só possuo facebook para jogar alguns dos aplicativos que lá existem. Máfia Wars é um deles, agora… Farm Ville é algo que eu não entendo, inclusive postei sobre o game no meu blog… Uma febre incontestável. Um abraço Caio, parabéns pelo post e sucesso. Quem sabe não possamos, futuramente, vir a trabalhar em uma espécie de conjunto. Ou na rede informando, ou matando chefões no Máfia Wars. Um abraço.
E eu que achei que já tinha passado da idade de me viciar …. agora aos 37 não consigo desligar o computador com medo de não receber um Gift ou ficar de fora de uma guerra entre membros da mesma gangue! Preciso de ajuda……. rs