A medida que os dias passam, os nintendistas, chatos como só eles conseguem ser, vão diminuindo sua incidência no GameOver. Os comentários (eu modero todos, se o seu não apareceu é porque sua ofensa foi completamente gratuita e você não leu o post inteiro, assim como a maioria não o fez…) estão ficando mais amenos e as críticas um pouco mais construtivas. Aplausos para você, usuário que leu tudo e deixou de lado o seu lado bufão para propor uma discussão. Bom, antes que pensem que estou arrependido, ou que acho que minha carreira foi para o ralo, ou que estou com medo de ser demitido (entristeçam-se, isso nem passa pela cabeça de minha chefe), reafirmo: eu quis dizer tudo aquilo que escrevi naquele post. Podem continuar com as pedrinhas, elas são de um nível ridículo para qualquer ser humano se importar realmente.
Mas não é para voltar com a discussão que escrevo esse post – ou talvez seja. A questão é que, mesmo eu sabendo com que nível de pessoas eu estava lidando, depois de 100 comentários me perguntei se eu tinha exagerado. Bem, eu fui pesquisar novamente sobre a “conferência” da Nintendo e encontrei que, dos sites que pesquisei (GameTrailers, Joystiq, The Escapist e Eurogamer), TODOS consideraram os melhores momentos da E3 como sendo da Sony e da Microsoft – a Eurogamer considerou “New Super Mario Bros. Wii” como melhor game, mas isso eu achei simplesmente uma piada de mal-gosto. A Nintendo foi reconhecida apenas por seus “Metroid: The Other M”, “Mario Galaxy 2” e “Scribblenauts” (sendo que os dois primeiros eu mesmo ’salvei’ no post anterior). Ou seja, o que os nintendistas quiseram ver foi o meu tom “agressivo” e usaram isso como base de sua argumentação. Não vou falar que fizeram errado, mas somente essa base não dá qualquer valor de crítica. Alguns até clamaram pelo passado dos videogames e que eu devia minha vida, minha alma e minha profissão a o que a Nintendo fez pela indústria… Se vamos seguir essa linha de pensamento, por favor, ajoelhem-se todos para o Tetris (o pior é que eu sei que uma boa parte fará isso com prazer). A questão não é quem temos de reverenciar, e sim quem fez melhor, quem se esforçou, e esse alguém não foi a Nintendo.
A maneira com que eu me referi à Nintendo é a mesma que muitos outros gostariam usar, porém, ou lhes falta coragem (cojones) ou lhes sobra o “politicamente correto”. No GameOver é exatamente o contrário e me orgulho disso.
Enfim, confiram os links das reportagens e escutem o podcast do GameTrailers (abaixo). Não que eu precisasse de alguma afirmação do que eu já sabia, mas agora sei que outros colegas da área também se sentiram ofendidos com a babaquice do Vitality Sensor…
- Eurogamer’s Best of E3 2009
- Susan’s Five Favorites from E3 (The Escapist)
- Joystiq’s Best of E3 2009
E chega desse assunto que eu tenho mais o que fazer.