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08/04/2009 - 12:31

Setzer & Eu: A Resposta (2ª parte)

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Caros,

Como prometido, hoje publico a segunda parte da resposta do professor Valdemar Setzer sobre a influência de games violentos na sociedade.

Mas antes de seguir com a resposta eu preciso admitir que estou, realmente, embasbacado com o número de comentários! Eu realmente subestimei os leitores, pensei que ninguém leria um texto mais extenso e, tampouco, se dariam ao trabalho de comentar, debater, discutir. Por este motivo, desculpo-me com vocês, leitores.

Para quem não acompanhou o debate desde o começo, ontem eu publiquei a primeira parte da resposta de Setzer junto de alguns links do começo da discussão.

Bom, sem mais delongas, senhoras e senhores, com vocês a segunda e última parte da resposta do professor Setzer:

Em segundo lugar, em minha opinião a CBN não fez nenhum erro. Ela teve a coragem de transmitir minhas idéias, sabendo que eu vou contra a onda. Minhas idéias são baseadas em muita reflexão, estudo e observação, e o Heródoto sabia disso, pois já me entrevistou várias vezes; ele até coordenou um debate em que participei como debatedor, no Centro Cultural Itaú. No entanto, estou plenamente de acordo com o fato de que teria sido ideal ouvir a opinião contrária, isto é, de alguém que seja fanático por vídeo games – mas isso é realmente essencial? A maioria das pessoas acha-os ótimos! Eu sou uma verdadeira “voz que clama no deserto”, (mas sinto-me uma pulga frente à infinita grandeza do autor dessas palavras). Finalmente, não acho que o Heródoto tenha me entrevistado só para aumentar audiência – conheço-o suficientemente para reconhecer sua honestidade; ele certamente queria informar.

> 13/03/2009 – 23:37 Enviado por: Gustavo

> Esse Valdemar Setzer é um hipócrita. Eu só queria fazer uma pergunta para ele na rádio que seria a seguinte: ‘Senhor Valdemar, eu como bacharel em Direito e com um certo conhecimento das leis e fã assíduo dos videogames pois jogo desde os 8 anos de idade (hoje com 25) lhe pergunto: como que eu jogando todos esses anos nunca matei ninguém e sequer tenho uma ‘ficha suja’ perante as autoridades? Do jeito que o senhor afirma quem joga videogame é um assassino’.<

Hipócrita? Qual é a impostura que eu faço? Eu vivo minhas idéias!

Quanto à sua pergunta, Gustavo, em primeiro lugar eu jamais afirmei eu todos os jogadores de vídeo games violentos tornam-se criminosos ou assassinos. Tenho uma teoria para o fato de, como eu falei na entrevista, os casos de homicídios serem apenas a pontinha do iceberg da agressividade induzida pela TV e pelos jogos violentos. Parece-me que o ser humano tem naturalmente uma ojeriza, uma repulsa de matar outra pessoa. Os vídeo games violentos foram desenvolvidos como simuladores de tiro e de batalhas para desensibilizar os soldados americanos. Como eu citei na entrevista, um soldado normal acerta 20% dos tiros, um desensibilizado acerta 90%, segundo uma das pessoas que desenvolveu esses simuladores, o coronel do exército americano Dave Grossman (vejam no google, e várias citações dele no artigo “Efeitos negativos…”). A repulsa que mencionei provavelmente não é totalmente eliminada com os video games violentos. Na entrevista, eu citei que, no entanto, em casos de inconsciência ou semiconsciência (devidos a stress, raiva, medo, emergência, impaciência extrema, sonolência, etc.) o condicionamento produzido pela TV e pelos jogos pode levar uma pessoa, e principalmente um jovem, que obviamente não é um adulto com plena capacidade de autocontrole, a fazer uma agressão mais violenta. No caso do Gutenberg-Gymnasium de Erfurt, em 26/4/02, o primeiro massacre escolar na Alemanha, o rapaz de 19 anos (Steinhäuser) foi andando pela escola e atirando principalmente nos professores, até que um professor olhou-o nos olhos e lhe disse “Agora você pode me matar”. Nesse momento, o garoto caiu em si (isso é o que mais importa aqui: ele estava claramente fora de si), disse “Sr. Heise, por hoje é suficiente” e abaixou a arma. O professor convidou-o para uma conversa, numa sala vizinha, na porta empurrou-o para dentro e trancou-a. Lá o garoto suicidou-se. Ele jogava Wolfenstein, Hitman e Half-life. Leis alemãs de porte de armas e leis escolares (Steinhäuser tinha sido expulso da escola por falsificação de atestado médico e por isso não tinha nenhuma possibilidade de formação profissional), foram mudadas por causa desse caso. Não houve mudança nas leis sobre video games.

Insisto: ainda bem que pouquíssimos jogadores viram assassinos. Mas todos, absolutamente todos, têm sua agressividade aumentada.

> Somente gostaria de fazer essa pergunta para esse professor. Esse tipo de comentário já não tem mais espeço no mundo moderno. É notório que o rapaz possuía problemas psicológicos e necessitava de um acompanhamento por psicólogos e/ou psiquiatras. Agora, culpar os videogames e não dizer um ‘a’ sobre o arsenal que o pai do rapaz possuía em casa é de doer hein!?<

Claro que se culpou o arsenal. Mas o importante é terem citado o fato de ele jogar video games violentos. Isso em geral não é divulgado. Acontece que, aqui na Europa, as pessoas estão caindo na realidade para a qual chamei a atenção há dezenas de anos, e estão começando a tomar atitudes mais drásticas para proibir jogos violentos. A consciência sobre os males dos meios eletrônicos está aumentando: na França, a Baby TV, para crianças até 2 anos, foi proibida (não o é no Brasil). Por que vocês acham que em todo lugar a propaganda de cigarros na TV foi proibida? Por que ela funciona, condicionando os vidiotas a fumarem (é muito cinismo não se ter proibido ainda propaganda de bebidas alcoólicas). Está havendo um movimento em toda a Europa para se impedir acesso a sites impróprios para crianças.

> 17/03/2009 – 10:12 Enviado por: Diogo Figueira

> Sabe qual o grande problema…… é mais fácil a mídia apontar ‘erros’ como a violencia dos games do que os problemas familiares, crianças com disturbio, criança que sofrem agressões dos pais (ou abuso), que é óbvio que uma criança que tem sérios problemas familiares quando exposta a uma quantidade excessiva de violência, não importa se for através da TV, games, na rua brigando, ou vendo o pai espancar a mãe será uma pessoa violenta ou completamente maluca.<

Tudo isso é muito ruim. Mas não se pode ignorar a influência da violência condicionada pela TV e pelos video games. Acontece que é muito fácil evitar isso, em grande parte: é só não tê-los em casa – como eu fiz com meus filhos (em relação à TV), e minhas filhas fazem com meus 6 netinhos (TV e vídeo games – a netinha mais velha tem 12 anos, e nenhum deles jamais jogou um video game). Há um cálculo de que, se a violência fosse banida da TV e dos video games, haveria uma diminuição de 15% na criminalidade.

> Perdeu-se o valor da sociedade, hoje as autoridades, gorverno, mídia e o que for , prefere apontar indústrias por seus problemas , do que ver a real sociedade em que vivemos.<

A real sociedade em que vivemos está destruindo a natureza, o indivíduo e a própria sociedade. É preciso mudar a visão de mundo para reverter essa tendência. Uma mudança essencial é a maneira de encarar os meios eletrônicos.

> Um filho que tem uma boa educação, um ambiente familiar bom, ele pode jogar o jogo que for que isso não servirá de influência, isso se chama CARATER e quem ensina isso é PAI e MÃE.<

Uma boa educação certamente ajuda, mas infelizmente você está ignorando o tremendo poder condicionador da TV e dos games. Acorde, Diogo! Mas não fique em minhas palavras, observe e estude.

Em relação aos meus livros e artigos, aguardo críticas objetivas sobre os dados que cito e sobre minhas próprias idéias, que são conceituais. Entrevistas em rádio ou TV não servem para se transmitir idéias, servem para chamar a atenção para certos problemas ou fatos, e incentivar o estudo do que se escreveu sobre o assunto. A palavra impressa é a que melhor reflete as idéias do transmissor, e a que mais preserva a liberdade do receptor.

6/4/09

Valdemar W Setzer – http://www.ime.usp.br/~vwsetzer

E, para acabar com este debate, amanhã eu publicarei minha resposta à justificativa do professor Setzer sobre sua teoria de que games violentos influenciam a sociedade. Ah, sim! Se você quiser acompanhar melhor esse debate e outras notícias do GameOver, assine o meu RSS.

Até amanhã, e aguardem…

Notas relacionadas:

  1. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
  2. Setzer & Eu
  3. Setzer & Eu: A Resposta
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , ,

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31 comentários para “Setzer & Eu: A Resposta (2ª parte)”

  1. Daniel disse:

    Aguardei ansioso a segunda parte do texto do Professor Valdemar, porém me decepcionei, para um professor e detentor de tantos títulos que fez questão de comentar, acho que faltaram argumentos baseados na realidade. Jogar fatos ao vento e dizer que isso é por culpa dos vídeo games até um bêbado desinformado faz em meio a madrugada ao tropeçar em um game boy quebrado jogado na calçada.

    Não vou perder meu tempo mais comentando o assunto, mas aguardo a sua resposta caio, que acredito irá refletir a verdadeira realidade contida nos jogos eletrônicos.

    PS: Só um breve comentário, para um professor que afirma com todas as letras que “todo jogador de vídeo game tem sua agressividade aumentada”, baseado nas palavras ríspidas proferidas pelo professor, como ele nunca jogou vídeo game, podemos concluir que os livros também aumentam a agressividade das pessoas, acho que deveríamos proibir eles também.

    Sem mais para o momento, apenas agradecendo ao Caio por propiciar esse “debate” e demonstrar que falar que vídeo game é fácil o difícil é provar que eles trazem mal à saúde, rs

    Daniel

  2. Fabio Mathias disse:

    Não preciso falar nada, olha o tom dos comentários postados contra ele. Todos agressivos e revoltados, e todas as pessoas que escreveram jogam video-game.

    O professor está CORRETO. Eu jogo video-game e sei que eles me deixam stressado e mais violento que o normal. Porém, pratico muito esporte para aliviar a tensão.

    Talvez, a solução não seja a PROIBIÇÃO, mas sim a MODERAÇÃO. Afinal, no caso da bebida, quem não gosta de uma cervejinha de vez em quando?

    Existem estudos que comprovam que fumar (de 3 a 4 cigarros por dia) após 45 anos trás benefícios, pois a nicotina é estimulante cerebral e combate o Mal Alzheimer. O tempo que você vai levar para desenvolver um câncer será tão grande que morrerá de outros motivos antes.

    Tudo na vida tem que ser feito de forma harmonioza. Se a falta faz mal, pode ter certeza de que o excesso faz mal. Cabe a cada indivíduo se conhecer e saber qual é o próprio limite.

    Parabéns ao professor Setzer, e gostaria de deixar um recado ao Caio Teixeira : apesar de você ter tido uma atitude muito legal em expor os 2 lados da moeda, quero lhe dizer que, você é um cara extremamente PARCIAL e com dificuldades de aceitar a opinião contrária, chegando a ser arrogante.

    Encare isso como uma crítica construtiva. Espero que este comentário seja publicado….

  3. DIEGO SILVA disse:

    Acho que para tudo existe um meio termo, os excessos sempre são prejudiciais.
    Todos os casos que o professor citou como violencia geradas por games, ocorre um abuso no tempo dedicado ao game pelo jogador.
    Na minha humilde opnião, acho que os pais precisam impor limites ao conteudo e ao tempo de uso dos games aos seus filhos.
    E caberia ao governo impor uma classificação indicativa para auxiliar o controle dos pais, pois só eles tem o poder de decidir o que é melhor para seus filhos.

  4. Cindy Dalfovo disse:

    Me entristece ver um acadêmico com um visão tão parcial do assunto, baseando-se unicamente em algumas pesquisas como se dissesse “veja, eu estou certo por causa dessas pesquisas!”. Pesquisas sozinhas não provam nada, estatísticas são apenas números que, coitados, costumam ser vilmente manipulados.

    Jogos violentos podem deixar as pessoas mais agressivas? Podem. Mas enxergar apenas isso é ter uma visão muito simples de uma questão muito, muito mais complexa. Dizer que, sem jogos violentos, haveria uma redução de 15% da violência é usar números a seu bel prazer. É, no mínimo, ignorar que o ser humano é um animal intrinsecamente violento e que a violência em jogos, filmes, etc, é apenas um reflexo disso.

    Em seu trabalho há citações sobre o álcool e o cigarro e suas propagandas na TV. Tais coisas não são vistas com maus olhos hoje por conta apenas de estatísticas, mas pelos seus malefícios passarem a ser bastante visíveis para o público comum: eu não sei que álcool e direção não combinam por causa de propagandas e estatísticas, mas porque sei de inúmeros casos nos quais uma pessoa bêbada se matou no trânsito, já vi pessoas bêbadas e percebi como sua consciência ficava alterada.

    Meu avô fumava. Parou ao ter problemas de coração. Meu pai fuma. Eu nunca precisei ler nenhuma estatística para saber como isso o afetava.

    Ainda assim, é muito mais fácil fazer pesquisas conclusivas sobre alterações químicas do que sobre alterações comportamentais, como no caso das pesquisas que o professor insiste em citar.

    Na realidade, pela característica interativa dos jogos, existem inúmeros casos de pessoas que utilizam jogos para liberarem seu stress, sua violência contida. Afinal, matar e correr em alta velocidade nos videogames não traz consequência alguma. É possível focalizar sua adrenalina e descarregá-la ali, para depois desligar o videogame e ser uma pessoa “civilizada” com seus colegas, com sua família.

    Isso acontece comigo, acontece com muitos dos meus amigos, se criarem um post falando sobre o assunto muitos irão comentar “é, eu também jogo para me desestressar”.

    Como muitos praticam esportes, ou pintam, costuram, algumas pessoas jogam videogames por lazer. Qualquer pessoa saudável consegue enxergar os limites dos videogames, sabe que aquilo é lazer, e simplesmente isso.

    Ah, mas e as crianças? É claro que uma criança pequena não deve jogar Halo. Mas esses jogos possuem algo chamado “classificação etária”, e aí cabe aos pais cuidar de seus filhos, assim como evitam que eles vejam filmes não-recomendados para menores – ou mesmo permitir, conhecendo seu próprio filho. Eu jogava Mortal Kombat quando era um tiquinho de gente. Joguei Wolfenstein. Isso me tornou mais violenta, estressada? Não, não acredito nisso. Eu não me lembro da violência, eu me lembro dos risos de jogar com meus primos, assim como me lembro das brincadeiras de pique-esconde, de pega-pega. Era tudo brincadeira.

    É maléfico para uma criança jogar muito videogame? É. Assim como o é ver muita televisão. Ou comer demais. Até mesmo ler demais – ficar apenas fechado no maravilhoso mundo da literatura pode levar ao ostracismo social. Brincar demais em detrimento dos estudos também é maléfico. Mas nenhum dessas atividades é maléficas por si só, mas sim o seu excesso. E o excesso, como sempre, faz mal.

    Mas, claro, é muito mais fácil ignorar tudo isso, coletar alguns dados e chegar a alguma conclusão. Há exemplos disso no seu trabalho:


    Krahé e Möller (2004) fizeram uma pesquisa na Alemanha com 231 adolescentes de 12 a 14 anos, testando a relação entre o uso e preferência de jogos eletrônicos violentos e sua consequência no favorecimento de pensamentos agressivos, separando inclinações para a agressividade por sexo. Além de terem comprovado que jogos violentos aumentam a agressividade, elas encontraram, numa altíssima correlação, que quem joga muito video game joga muito jogos violentos. Além disso, que meninos jogam mais do que moças, e que os meninos recomendam a outros principalmente jogos violentos, e têm mais inclinação para pensamentos agressivos e uso de violência corporal. Com isso, esse estudo dá indicações de que violência real é gerada pela violência nos jogos.

    Garotos gostam de brincar de guerra. Da antiguidade aos tempos de hoje, junte duas crianças, dois gravetos, e você as verá duelando e usando os gravetos como espadas. Isso é herança cultural, é instintivo – desde os tempos das cavernas, o homem sempre teve a responsabilidade de proteger seu lar. Hoje nós somos mais “civilizados” e proteger o lar não costuma envolver sangue, claro, mas o instinto continua lá.

    Observando isso, é interessante notar a conclusão “ Com isso, esse estudo dá indicações de que violência real é gerada pela violência nos jogos”. Espera, e em que ponto eles provam que não é o contrário? Que não se tratam de garotos intrinsecamente mais violentos que preferem jogos que dêem vazão a essa sua característica pessoal? Ainda que o estudo refute a teoria da catarse através do videogame, citando falta de dados, não é possível indicar onde fica provado, com precisão, a relação causa-e-efeito entre jogar jogos violentos e se tornar mais violento. Sim, as estatísticas parecem boas, mas o que elas mostram? Os números são suficientes para mostrar que são especificamente os jogos que causaram a violência, e não a violência que causou os jogos? Oras, eu não poderia usar exatamente as mesmas estatísticas e mudar o argumento para “jovens com maiores tendências violentas sentem maior inclinação por jogos violentos”?

    É claro que estudos embasados em estatísticas são importantes, longe de mim querer dizer o contrário. Mas o que eu não consigo ver com bons olhos são pesquisas de argumentos tendenciosos a respeito dos números, pesquisas que ignoram dezenas, centenas de outras pesquisas comportamentais em outras áreas que mostram o lado violento do ser humano e como o dia-a-dia do nosso século nos torna mais apressados. Um bom estudo sobre o assunto deveria analisar ambos os lados da questão de maneira imparcial, e não é isso o que eu vejo.

    Bom, agora com licença que eu vou ali matar uns alienígenas e salvar o mundo…

  5. Cindy Dalfovo disse:

    Não preciso falar nada, olha o tom dos comentários postados contra ele. Todos agressivos e revoltados, e todas as pessoas que escreveram jogam video-game.

    O professor está CORRETO. Eu jogo video-game e sei que eles me deixam stressado e mais violento que o normal. Porém, pratico muito esporte para aliviar a tensão.

    O post anterior conta com mais de 70 comentários. Existiram muitos muito bem embasados, e sem nenhum tom de agressão. O professor escolheu justamente os mais “nervosos” para responder.

    Videogame me relaxa, mas te deixa irritado. Dizer que uma ou outra coisa é consequência única é tão errado quanto dizer que crochê é violento porque eu fico irritada só de começar a mexer com agulhas

  6. Carolzinha disse:

    ” Acontece que, aqui na Europa, as pessoas estão caindo na realidade para a qual chamei a atenção há dezenas de anos”

    EGO É UMA COISA FODA.

    acredito que apontar pra uma coisa específica e culpá-la é sempre burrice! Dizer que o garoto alemão perdeu o bom senso de que matar é errado é uma resposta muito simple.

    Existem milhares de documentarios, comoTIROS EM COLOMBINE, e filmes, como TOLERANCIA ZERO, que mostram como é de grande desleixo valer parte pelo todo!

    Olhe na ultima quinzena ou um pouco mais, foi condenado um monstro que enclausurava sua filha por 20 anos, um vietnamita saiu atirando por não ter facilidade em aprender a lingua inglesa um homem que matou seus cinco filhos e depois se matou no carro e te garanto que nenhum deles chegava perto de um ARCADE ou tinha a ultima versão do resident evil.

    Não se pode ser tao surpeficial em assuntos desse tipo. a culpa nao é do video game ou do filme ou por que o pai do cara tinha armas mas um conjunto de tudo isso (e tenho certeza que o playstaion do cara foi o menor dos fatores).

  7. jon disse:

    Esse cara é um lunático. SE chegarem a proibir videogames violentos, vão ter que proibir filmes, livros, revistas, jornais, arte e qualquer forma de comunicação. Nós vemos violência por toda a parte, e ligar isso apenas à videogames, é ridículo.
    Como dito na entrevista, onde entram os outros diversos fatores? Violência doméstica, drogas, distúrbios mentais, a própria sociedade, etc?
    Torço pra que os filhos dele, que crescem sem videogames e televisão, se tornem maníacos sociopatas violentíssimos, pra ver se ele consegue sustentar esse teoria.

    Em contraponto, onde estão as inúmeras matérias e estudos, relacionando os games eletrônicos com melhoras significativas no raciocínio dos pequenos?

    bah

  8. Jefferson disse:

    Só acho o seguinte
    Como poderiam proibir jogos violentos, e deixar o Datena no ar a tanto tempo??
    5 minutos assistindo o Brasil Urgente me deixa mais stressado do que 5 horas jogando GTA

  9. Bebeto disse:

    Ainda mais existem filmes muito mais violentos como jogos mortais que fazem muito sucesso!
    Culpar o videogame eh facil quero ver se ele aprender a jogar, nao vai mais culpar o videogame nunca mais!kk
    Os videogames aumentam nosso raciocínio e nossos reflexos!!!esse cara deve ter reflexos de lesma pra pensar assim

    Bebeto

  10. HellSing disse:

    Penso, logo existo.

  11. Marcelo da Silveira disse:

    games educativos. Mudando um pouco a tonalidade do debate, gostaria de saber do porquê não haver sites, projetos nas universidades estaduais, federais ou particulares, até mesmo o próprio MEC de disponibilizar, gratuitamente jogos educativos.
    Gostaria de pedir, se o Senhor puder ajudar, estou procurando um programa que funcione no window, linux ou mac que simulasse a tabuada com as 4 funções, outro que ajudasse na alfabetização. A final a máxima: “eduque uma criança para não punir um adulto” é atual. A informática é uma poderosa aliada para a construção e para a destruição do caráter humano.
    Peço ao Senhor que publique, divulgue ou cobre das instituições para que disponibilizem (gratuito ou pago) programas educativos.

  12. Gisele disse:

    Não sei porque o prof. Setzer insiste em defender sua tese aqui, já que os viciados em games não estão nem um pouco dispostos a refletir sobre o tema. Só querem jogar, claro! Quando sair uma pesquisa falando sobre as maravilhas do videogame, de como ele contribui para a evolução da humanidade, aí sim, juntarão suas vozes em uníssono.

  13. Cindy Dalfovo falou tudo! Perfeito…
    Eu sou um exemplo perfeito disso. Tenho 25 anos, designer e um completo viciado em games. E nunca, NUNCA dei um soco na cara de alguém. Ou me envolvi em brigas, intrigas ou qualquer comportamento agressivo… Sou calmo como uma árvore.
    Isso é pura viagem.. Querer generalizar e acusar os games de crimes é loucura.
    O inglês que sei hoje se deve principalmente a curiosidade de saber o desenrolar das histórias nos games. Reflexos, percepção e muitas outras vantagens, idém.
    E se por acaso, um dia eu ficasse irritado ou tivesse qualquer atitude agressiva, nunca culparia a partida de TF2 que perdi ou o bosta do Hunter que pulou na minha cabeça no L4D. E sim a soma do dia de trabalho cansativo, o motorista do ônibus que não parou no ponto, o meu chefe falando no meu ouvido, os prazos apertados e o $ curto no final do mês.
    Como falaram, game é laser…

  14. Gisele,
    Quando alguém comenta minhas opiniões, e não estou de acordo com os comentários, vejo-me na obrigação de esclarecer meus pontos de vista e eventualmente rebater críticas infundadas.
    aaaaaaaaaaaaa, VWS.

  15. DOM disse:

    Muito bem!!!

    Evidente que suas ideias ficaram bem mais claras agora professor. Porem, acho que vc esta equivocado quando se diz solitario nessa sua causa, a midia inteira esta contra os games(em relação a tv, confesso que vc esta quase sozinho). O revoltante e ver a midia destacando os jogos como culpado, não há como relacionar de modo primario à assassinatos. Esse rapaz é como uma bomba muito sensivel, a qualquer momento e qualquer coisa pode desencadear brutalidade, se houvesse um real acompanhamento ele chegaria a esse ponto?

    Quando o senhor diz que video games aumenta a violência, acho que nesse ponto é muito generalizado, pois existe diversas outras coisas que aumenta muito mais a violência, como a corrupção, má distribuição de renda e desigualdade social, ou até uma coisa banal como o transito de grandes capitais. Há pessoas que já nascem com tendencias violentas e isso nao há como controlar, são diversos os fatores que podem desencadear casos como desse rapaz. Por exemplo o viatnamita que atirou em varios colegas, ele nao jogava nenhum game e mesmo assim cometeu os assassinatos, sofria de depressão e é nesse ponto que nós, gamers nos defendemos:

    As pessoas desiquilibradas sao culpadas e se agarrar no argumento que os games são culpados ou qualquer outro fator e desviar o optica do assunto para algo, que de certa forma tem relevancia, porem nao é fator principal. As pessoas merecem destaques nesse caso, pois são doentes e necessitam de tratamento.

  16. DOM disse:

    … e caio mais uma vez parabens pelo post!!!

  17. Humberto Cosentine disse:

    Se os games podem alterar profundamente as reações de pessoas especificamente mais frágeis psiquicamente, ou coisa que o valha, eles, os games não poderiam ser usados em testes para detecção preventiva dessas pessoas, a fim de que se pudesse cuidar das mesmas antes que fizessem alguma violência grave?

  18. Cevado disse:

    Só complementando o comentário de Cindy:
    Na realidade, pela característica interativa dos jogos, existem inúmeros casos de pessoas que utilizam jogos para liberarem seu stress, sua violência contida. Afinal, matar e correr em alta velocidade nos videogames não traz consequência alguma. É possível focalizar sua adrenalina e descarregá-la ali, para depois desligar o videogame e ser uma pessoa “civilizada” com seus colegas, com sua família.
    ———
    O professor, chega a citar uma influência ao inconsciente por parte dos jogos e televisão. Bem talvez ele devesse estudar um pouco mais psicologia, ou se ao menos se atentasse a ler sobre o assunto, descobriria que os principais estudiosos sobre inconsciente concordam sobre um fato: o que é “absorvido” pelo inconsciente é justamente todas as vontades reprimidas pelo consciente. Logo é impossível uma manifestação de uma vontade influenciar o inconsciente de alguém. Sugiro ao professor ler Freud e Jung, principalmente os estudos dos dois sobre sonhos, principalmente as conclusões de Jung sobre inconsciente coletivo.
    Por fim, a violência é algo intrínseco a natureza de qualquer animal, na realidade o conceito de violência só existe por medo. Como a maioria das “verdades” são baseadas nos medos das pessoas, a idéia de a violência ser algo censurável só pode vir do medo de sua manifestação. Melhor a manifestação por via de meios não nocivos. Ou o professor preferia levar seus netos a grande integração social e nada violenta das torcidas organizadas?

  19. Daniel disse:

    Deus! A única coisa que ele diz é : tv e video games são ruins e ponto. Vamos banir! Internet é coisa do diabo. Cidade? Vamos voltar morar nas cavernas , lá tinha menos violência.

  20. HellSing disse:

    Lá tinha refrigerante?

  21. Danilo Mizuta disse:

    A violência de um jogo de video game é no mesmo nível da violência de um episódio do Tom e Jerry…afinal jogar uma porta contra cabeça de um gato ou joga-lo contra um cachorro raivoso, nem Tommy Verceti teria tal idéia!! Enfim, essa é uma discussão que desde os tempos dos Fatality de Mortal Kombat permanece até os dias de hoje!!

    Mas gostaria que as pesquisas sobre comportamento humano e jogos eletrônicos mostra-se também a influência positiva dos jogos de video game sobre a formação do ser humano.

    Jogos que fazem referência a outras culturas, mitologias, costumes, comportamentos, músicas e até mesmo questões políticas. Eu sei que tudo que é ruim chama mais atenção do que é bom, mas será que ninguém percebe que muitos jogos possuem mais linhas de história que muitos livros por aí? E até mesmo possuem mais conteúdo que muitas revistas, programas de televisão e filmes?

    Parece que o video game e a internet é culpa de todo o mal do mundo..mas caso algumas pessoas possam se lembrar o Partido Nazista matou “só” alguns milhões de pessoas apenas com panfletagem.

    • Gabriel Barudi disse:

      ^^ como estudante de PSicologia devo dizer:
      Nem Freud deixaria isso mais claro doque voce deixou ^^
      Sugestão: pesquise sobre os jogos do DS “Brain Age” Criados por um neurocientista^^

  22. Marcelo Gouveia disse:

    Talvez meu comentário não tenha sido computado (assim desejo), ou se você o removeu. Mas por via das dúvidas, segue novamente, pois tenho certeza de que você é bem democrático e não me furtaria sua credibilidade:

    Olá,

    Como vai caro Professor Valdemar Setzer,

    Com referência ao debate (encarado por mim apenas como um direito de resposta dado ao senhor, pasmo eu, pois o blogueiro em questão é um jornalista) com o Caio Texeira e veiculado – e faço um aparte aqui para depois: não nos esqueçamos disto – num meio eletrônico, gostaria de registrar que estou de acordo com suas idéias e opiniões. Não li nenhum material escrito pelo senhor, situação esta que em breve mudará, pois em casa, minha esposa e eu estamos apenas começando a jornada para a criação de nosso filho de 2 anos.

    Tenho certeza de que o que ele vê na TV ou em games vai influenciá-lo em sua vida, pois me parece uma pequena esponja crescendo sempre mais a cada dia absorvendo tudo que o mundo tem para lhe mostrar, mas não só isso e sim tudo.

    Por isso, em minha opinião, é ai que entra o papel fundamental dos pais na criação dos filhos, onde devem filtrar (apesar deste mundo modernizado e valores tão diferentes de nossos avós, ainda temos poder para isso) toda e qualquer informação que possa prejudicar o bom desenvolvimento dos pequenos e só, em tempo oportuno e apropriado, mostrar-lhes tudo aquilo que seria impossível resguardar o contato com um bom preparo e acompanhamento.

    Agora ao aparte: os meios eletrônicos estão e estarão cada vez mais incutidos em nossas vidas, não dá para fugir, a TV está mais digital e interativa do que nunca. Não dá para disfarçar ou ir contra a onda como disse em 1897 o ex-presidente da Royal Society, Lord Kelvin: “O rádio não tem futuro”, ou o presidente da Western Union, William Orton, ao rejeitar a oferta de Graham Bell para a compra da sua deficitária companhia telefônica.

    Portanto discordo apenas e totalmente da idéia de banir os games de violência ou ações como das autoridades francesas de proibir o canal Baby TV, pois mostra e leva a um caminho perigoso de intransigência, mão única, autoritarismo que um dia existiu por aqui e que já foi embora. São esses games que geram simuladores de aviões, carros e até mesmo cirurgias médicas que ajudam e desenvolvem profissionais de diversos setores.

    Defendo a idéia do livre arbítrio onde cabe a cada um escolher aquilo lhe parece o mais correto a se fazer, e dos pais serem os totais responsáveis pela criação, todos os atos e atitudes de seus filhos, pois, talvez, seja o único meio de fazer os responsáveis irresponsáveis (como o pai o garoto de Winnenden, que mantinha um arsenal de guerra em casa) a criarem e cuidarem melhor de seus filhos, criando seres civilizados aptos a viver em sociedade.

    Para ser mais breve e concluir, eu com 30 anos hoje, sempre joguei e pretendo continuar até não ter mais condições, quero educar meu filho da melhor maneira possível introduzindo-o aos meios eletrônicos de forma responsável e gradual para não prejudicar o seu desenvolvimento e torná-lo um cidadão de respeito, e quero que eu, ele e as gerações futuras sempre tenham o direito de escolha, que acho fundamental para se manter um mundo livre, justo e harmonizado.

    Como gostaria de compartilhar esta idéia com as pessoas que lêm o blog e o Caio Texeira, vou transcrever integralmente este nos comentários no blog “GameOver”.

    Um abraço,

    Marcelo Gouveia

  23. Caio Teixeira disse:

    Ahh, Marcelo! Faz-me rir!

    Dá uma olhadinha lá nos comentários do post passado antes de sair repetindo coisas… hm… estranhas.

    Não vejo motivo ALGUM para desmerecer ou bloquear ou editar seu comentário! Pense, eu publiquei na íntegra a resposta do professor, porque bloquearia seu comentário?

    Ai ai…

  24. [...] prometido, nesse dois últimos dias dei completo direito de resposta ao professor Valdemar Setzer, que o utilizou como achou [...]

  25. Lapa disse:

    Oi, Caio: achei o comentário da Jane pertinente. Não tenho nenhuma relação com o Ministério da Cultura, mas penso que o baiano Juca está fazendo esforços louváveis para descentralizar os recursos e por isso está apanhando bastante. O pessoal do Rio e SP está berrando contra (sou do Rio).
    Abraços.

  26. [...] discussão do meu colega de trabalho Caio Teixeira e o professor Valdemar Setzer (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5). Uma discussão interessante, onde no meu ponto de vista não existe ganhador. o [...]

  27. willian disse:

    eu amo resident evil conheso os filmes de de quando eu tinha 7
    anos eu ja assisti resident evil 1 o hosbidi maldito 88 vezes, o apocalypse 100 vezes
    , a extiction 91 vezes,
    e degeneration 150 vezes
    , eu sei de tudo ja zerei jogo e h
    resinde evil 45 vezes o 2 codico veronica 55 o 3 66 vezes, o 4, 78 vezes e
    o 5 150 veze
    e o 6 135

  28. Daniel Iunes Moura disse:

    Gostaria de parabenizar Setzer e, dizer-lhe que estou tão impressionado com a objetividade aplicada a ele neste artigo, com a imparcialidade com que consegue tratar um tema, que, aprendi, como publicitário, e, daqui dois anos, pedagogo, que não devemos “tomar partido” de nenhuma situação que envolvam nossas crianças dentro de sala de aula. Devemos sim, evitar que qualquer situação desagradável lhes faça de vitimas, e, evitar fazer com que elas sejam privadas do que tem de bom nesta vida.
    Jogos violentos não são bons para ninguém, que dirá para crianças em tão tenra idade! É só!

    Obrigado pela oportunidade!

  29. Gabriel Barudi disse:

    ^^ então oque o professor quer dizer é que jovens adultos que quando criança jogaram jogos violentos só precisam do estopin certo pra matar?
    Que se alguem estuprar minha irmã, eu por ser um jogador de videogames violentos não terei um menor controle sobre minhas reações e matarei o estuprador?
    Ao ver meu filho ser atropelado por um motorista bebado, eu por ter jogado C.S. , DOOM, HALO, Half Life, Wolfeinstein, Duke Nuken, Postal, Mortal Kombat, Hitman, Metal Gear Solid, God o War, Gears of War, Kilzone, Call of Duty, vou ter menos controle sobre mim doque um pai qualquer que nunca jogou videogames mas anda armado?

    Concordo sim que videogames PODEM ajudar a dessensibilizar, mas que dessensibiliza mais:
    Uma familia amorosa e estruturada, que permite os jogos violentos mas vive concientizando a criança de que aquilo que esta no jogo não é real…. Ou uma familia desestruturada sem afeto, violenta e que não da a minima pra oque a criança acredita ser real?

    PS:
    12 anos de idade e nunca jogou videogames? Tem total certeza disso? Por acaso ela ja foi na casa de algum amiguinho?

  30. tiago disse:

    Você deveria elaborar melhor estes posts. Está muito confuso a forma como você distribuiu as falas e encurtou suas próprias perguntas (não entendo o motivo… economia de bytes?).

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