Setzer & Eu: A Resposta
Queridos leitores, gamers e curiosos,
Há um mês, mais ou menos, entrei em uma discussão com o professor Valdemar Setzer. O começo de tudo pode ser conferido em posts anteriores (aqui e aqui).
Garanti ao professor que sua resposta teria espaço e destaque no GameOver, também garanti que ela seria transcrita em sua totalidade, NADA seria editado. Como o texto de Setzer ficou longo, hoje publico a primeira parte e amanhã a segunda.
Após a devida publicação, na quinta-feira, darei meu parecer final sobre a questão. Eu dei o direito de resposta a Setzer e ele aproveitou como achou correto, então, após esse espaço a discussão entre eu e meu mais novo leitor acaba.
Senhoras e senhores, com vocês, Valdemar Setzer:
Olá a todos,
Lembranças de Mannheim, na Alemanha, não muito longe de Winnenden, onde se passou a tragédia objeto de comentários neste blog. O tempo está realmente maluco: está quente como se o verão tivesse dado uma rasteira na primavera, mas as árvores estão achando que estamos nesta, pois estão explodindo em brotos novos e algumas estão lotadas de flores, depois de um atraso devido a um longo e rigoroso inverno
O Caio escreveu-me em e-mail que havia feito aqui neste blog um comentário sobre a entrevista feita comigo pelo Heródoto Barbeiro na CBN de São Paulo, se me lembro bem, no dia 13/3/09. A partir de 15/3 eu estava viajando, e com acesso precário à Internet. Escrevi a ele comentando brevemente suas afirmações naquele e-mail e em subsequente, e desculpando-me por não poder contribuir para o blog. Agora posso fazê-lo. Não vou usar o que ele escreveu nos e-mails, pois ele não os transcreveu aqui. Vou comentar apenas o que ele mais outras duas pessoas escreveram no blog.
> [Caio] Para piorar, o professor de Ciências da Computação da USP, Valdemar Setzer, afirmou algumas coisas “interessantes” na CBN hoje (ouça o áudio completo da entrevista na CBN, se tiver estômago):<
Estômago? O que é isso, preconceito contra ouvir idéias diferentes?
> “O problema é que os videogames violentos acabam condicionando imagem e ação, muito pior que a televisão. Com isso o jogador não pode parar para pensar, e isso tudo que ele experimenta acaba gravado em seu subconsciente, e em uma situação extrema, esse treinamento realizado pelos games acaba sendo colocado em prática.”<
Essa é uma síntese. Várias frases minhas foram puladas nessa transcrição, e minhas palavras até mudadas (recomendo que se ouça o original). Note-se que o “com isso” não combina com a frase precedente. O ponto anterior, a que ele se refere, e que foi pulado, é o fato de nos jogos violentos as imagens se sucederem com muita rapidez.
> “Há algumas evidências sobre a relação entre games e violência, mas nenhuma científica. Por exemplo, no massacre da escola Columbine, os jovens usaram jogos de tiro para executar sua matança, simulando até o ambiente escolar nos jogos.”<
O que eu disse é que não há estudos científicos sobre os casos de matança como a de Winnenden, pois são muito poucos. Há inúmeros artigos científicos comprovando que video games violentos (e violência na TV) induzem agressividade, como eu mencionei no momento 6:47 da gravação. Essa agressividade vai desde a verbal até a física; felizmente, são raros os casos de homicídios, como os de Winnenden, Erfurt, Littleton, Paducah, etc. Vou comentar minha opinião sobre essa raridade mais adiante.
> “Houve um outro caso muito importante, na cidade de Paducah, no Kentucky, em que um garoto entrou numa sala de aula durante um curso dominical em uma igreja e começou a disparar. Deu oito tiros mirando cabeça ou tórax e acertou 100% dos tiros. O mais impressionante é que ele nunca tinha pego uma arma antes, foi tudo treinado com videogames. Em uma solução tipicamente americana, os pais dos garotos que foram atingidos nesse ataque processaram a companhia que transmitiu o filme que, se não me engano, era com o Leonardo DiCaprio, que era justamente sobre um garoto que entrava na sala de aula e matava seus colegas.” <
Aqui também foram puladas palavras minhas, mas a síntese não está má. Cometi um engano: deveria ter dito “a companhia cinematográfica que produziu o filme.”
> O argumento de Setzer continua por mais alguns minutos e nunca, em momento algum, dando uma prova cientifica e irrefutável da ligação entre games e violência. Além disso, o locutor Heródoto Barbeiro, que conduz a entrevista, também não questiona o professor sobre tais provas. A CBN errou FEIO ao tratar as palavras de Setzer, que não é psicólogo, como lei. Errou ainda mais em não trazer nenhum profissional especializado para mostrar o outro lado da história, e piorou a situação, pois o caso de Kretschmer é uma das notícias mais importantes dos últimos dias. Ou seja, tripudiou sobre uma questão secundária para “requentar” a pauta, fazer mais uma chamada e aumentar sua audiência.<
Em primeiro lugar, eu fui informado que teria 5 min para falar, e por isso falei depressa – por muito favor, deram-me cerca de 6 min. Nesse tempo, como eu escrevi ao Caio, é impossível ficar citando trabalhos científicos – só dá para falar dos resultados. Esses trabalhos existem, em número cada vez maior, para TV e para vídeo games violentos. Veja-se em meu artigo “Efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças e adolescentes”, em
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html
a citação e resumo de vários deles, por exemplo o altamente significativo de Anderson e Dill (2000). Quem acha que TV e vídeo games violentos não induz violência não conhece a literatura científica a respeito, absolutamente conclusiva. Aliás, não é preciso estudá-la, como eu fiz. Alguém que acha que ficar jogando games violentos não tem nenhuma influência na pessoa, principalmente em crianças e adolescentes, não deve ter um pingo de bom senso. Todas as vivências que o ser humano experimenta acabam por influenciá-lo, pelo menos um pouquinho, pois ele incorpora todas elas. Por exemplo, quem ler esta contribuição até o fim não será mais exatamente aquele que era antes de tê-la lido. A propósito, não vou ficar repetindo aqui as citações bibliográficas que já tive o trabalho de fazer no citado artigo. E vejam outros em meu site, como por exemplo “A TV antieducativa”, em
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/tv-antieducativa.html
Não percam, amanhã, a segunda parte da resposta de Setzer.
Notas relacionadas:

Belo post, parabéns!
Muito bem. Parabéns. Que tal fazer um estudo sobre o tão falado BBB para saber o quanto ele influencia o cotidiano? A propósito, até apologia as drogas e prostituição me pareem bem definidos no programa. Será????????????????
Com todo respeito à opinião acima… mas ao meu ver , não existe relação alguma dos jogos com a violência. Acaso todo pit bull é um cão assassino ? Claro que não. Sempre existirá entre os animais aquele que tem comportamento inadequado. Se com os animais já é assim…. pq não pensar o mesmo com humanos.
Ora, existem outros fatores muito mais impactantes que podem levar uma criança à violência. Ao meu ver o maior é a falta de amor; falta da presença dos pais etc etc.
Um jogo de computador fomentar violência… somente para aquela criança a exemplo do pitbull com desvio de comportamento.
Hitler e outros grandes criminosos da história não tinham videogames. O principal motivo destes ataques é a exclusão do elemento e o preconceito, que leva o sujeito a se isolar e a nutrir um ódio pelos demais que conseguem um entrosamento maior entre os jovens.
Acusar os games por crimes acontecidos é pura falta de lógica, pois enquanto são comercializados centenas de mihões de jogos pelo globo todo, apenas alguns crimes são de fatos estimulados por um ou outro game. Não temos assassinos na mesma proporção dos games comercializados. Quando se acha um culpado pelos crimes, no caso os games as autoridades deixam de fazer o seu papel que é fiscalizar e proibir a venda de armas e manter umas vigilância maior em casos de bulling nas escolas. Sou pai de adolescente e chego a jogar games com meu filho. Quando se da uma boa base familiar nada neste mundo tira um jovem do bom caminho. O perigo está nas ruas, no traficante que está na esquina ou na porta da escola.
Olá.
boa tarde,
Sobre o assunto descrito acima, os jogos violentos não são os principais causadores desses casos de violência.
Os principais causadores dessa violência são em alguns casos, a falta da família na educação do indivíduo e a índole desse indivíduo.
Por que jogos não ensinam a destravar armas nem a odiar pessoas em geral. Os jogos ensinam cooperação, estratégia, pensar rápido e etc.
Por fim se o indivíduo for fazer o crime ele cometerá de qualquer maneira, com ou sem ajuda desse tipo de jogos.
Possívelmente o “mestre Valdemar Setzer” nunca jogou vídeo-game. E se caso jogou, deve ter jogado “barbie como salvar o poney encantado”
Parabens Caio !!!
Finalmente achei um blog que trata de assuntos interessantes e sem sensacionalismo.
Acabei de ler os outros 2 posts de suas conversas com o Setzer.
Achei as acusações e teorias dele completamente sem fundamento….a midia sempre coloca a culpa nos videogames pelas atrocidades cometidas pelo ser humano…..Mas sempre esquece de mencionar a educação que o individuo teve.
SE VC TIVER UMA BOA EDUCAÇÃO, OS VIDEOGAMES NÃO INFLUENCIAM EM ABSOLUTAMENTE NADA NO SEU COMPORTAMENTO SOCIAL.
Videogame é uma maneira de lazer, assim como: jogar bola, andar de bicicleta, etc……se for “apreciado” com moderação e controle não faz mal nenhum.
Abçs e Parabens novamente.
bem, isso explica e esclarece algumas coisas, mas jogar toda a culpa nos computadores é algo meio não totalmente ignorante
pois somos nós que decidimos o que, e quando fazer, isso também funciona com maquinas, certo? ou errado? Se a pessoa não tem capacidade mental para fazer certos tipos de coisas ao longo tempo de sua vida como ver violencia, ser romantico, ter ou fingir cuidar de sua própria familia, de seus bens e etc…
então o que eu posso dizer é que sinto muito, no caso de adulto
geralmente é uma falta de raciocinio lógico, que faz com que ela pense ser o rei salomão, hulk da erva, e as vezes até deus. E por isso eles saem matando gente pois ja que eles não tem nada eles tiram a vida de quem tem.
ja no caso de jovens 99% da culpa de tudo são de seus próprios pais que não tomam cuidados na hora de terem relações e ae cagam um doido, sendo que ao longo do tempo as mesmas pessoas que se dizem ou fingem serem pais da coisa não dão a minima para ele, e só passam a mão na cabeça dele, então ele cresce briga com todo mundo, acha que os outros tem que ser escravos dele, vira vagabundo começa a usar maconha, edai vai indo pras outras coisas muito piores, até chegar a certo ponto em que ele acha que é melhor que um mafioso ou coisa do tipo,
quando na verdade não passa de uma menininha de marginal.
finalizando e é por isso que coisas do tipo acontecem, e lembre-se são os humanos que decidem o que fazem e não os computadores, nem qualquer outro tipo de maquina, por isso (99%) da culpa de tudo serão sempre dos pais.
FIM
Falar é facil quero é que prove cientificamente, pois no mundo moderno o que não tem base científica não é digno de atenção.
Vi os primeiros jogos surgirem, desde pong ateh hj. Não são os jogos q influenciam os jogadores e sim o contrário. Jogar desrespeitando adversários (xingamentos, brigas), deixando de estudar, deixando de namorar, etc, tem prejudicado muito o mundo dos games. Ae sim surgem os jogadores violentos. Ae sim está a origem dos problemas. Garanto q se todos se unissem para jogar qualquer tipo de jogo, com o intuito de se divertir, qualquer jogo continuaria sendo apenas um jogo, e não um pretexto para algo na política, ou algo violento no mundo real.
Bom, eu nunca cheguei a entrar nesse blog, mas à partir de hoje ele fará parte dos meus favoritos.
Gostei muito do post e com certeza amanhã estarei aqui para ver a conclusão do texto, mas já posso adiantar um pouco da minha opinião como um bom amante não somente de vídeo games, como também de jogos violentos, que não necessariamente são “externados” em minhas atitudes.
Atualmente tenho 25 anos, sou formado em Direito e atuo como advogado em um órgão ligado a Administração do Estado de São Paulo, não uso isso como forma de demonstrar que sou melhor que alguém, mas tão somente demonstrando que apesar de gostar de vídeo game isto em nenhum momento chegou a prejudicar meu desempenho na escola ou no serviço.
Nunca arrumei briga na escola, nunca fui suspenso, nunca fui expulso, nunca cheguei a tirar notas baixas a ponto de repetir de ano, nunca deixei de ter amigos (afinal dizem que pessoas que jogam esses jogos são quietas e sem amigos), nunca deixei de namorar, nunca deixei de me dar bem com minha família, e também, nunca deixei de jogar vídeo game.
Acho complicado falarmos tanto em “estudos científicos” em uma tentativa de descrever o comportamento humano, existem diversos estudos que não condizem com a realidade, que são efetuados com pessoas “suspeitas”, que acabam distorcendo a verdadeira face da situação.
Eu sou fã de todos os jogos violentos que vocês podem imaginar, eu jogo quase todos os dias, isso ajuda a aliviar um dia de estress. Veja bem o que eu disse: Eu jogo para aliviar o estress, e não o contrário. Na forma que as noticias de morte são rotuladas, parece que a pessoa joga vídeo game, sai alucinado de casa, compra uma arma e resolve matar outra pessoa somente por “diversão”.
Em uma sociedade em que vivemos em meio a jogos eletrônicos, onde podemos dizer que (estou usando bom senso, e não estudos científicos ok) 10 em cada 10 crianças e jovens tem contato com algum tipo de jogo violente quer seja pelo computador ou pelo aparelho de vídeo game convencional, não podemos generalizar e colocar que o jogo violento foi a causa de uma pessoa matar a outra em meio a uma turma de alunos. O mesmo seria dizer que como todo assassino já tomou um copo de água um dia, então esse seria o motivo de sua revolta com a raça humana não é mesmo?
Bom não vou mais me alongar no assunto, só queria tentar demonstrar que o problema não necessariamente é o vídeo game, o filme de ação ou uma revista em quadrinhos do Spawn, só queria dizer que antes de falarmos certos pontos tão polêmicos e que influenciam na vida de milhares de pessoas, repensar um pouco antes de rotular uma situação como sendo culpado um jogo que visa somente ao entretenimento e não formar batalhões de fuzileiros para uma guerra.
PS: Não li os outros dois posts ainda então desculpa se fui redundante em algo já dito.
Att
Daniel
Caio,
Se você reparar o professor Waldemar se refere e cita estudos que involve crianças com menos de 6 anos.
E nisso ele tem razão quanto ao videogame/TV ser prejudicial. Principalmente se comparado com brincadeiras/esportes sadios.
Porém eu não encontrei nenhuma referência que veja problema no meio, mas no contêudo.
Quatro crianças de 6 anos jogando WII Sports não é muito diferente de quatro crianças brincando de boliche.
E isso me parece claro.
Achei muito interessante o assunto deste post, mas concordo plenamente com o leitor Daniel que fez o seu post em 07/04/2009 às 16:20, por isso não vou repetir os seus argumentos, vou apenas acrescentar um pouco do meu pensamento. Tenho 34 anos, pai de família, trabalhador desde os 15 anos, sou fanático por video-game, já tive todos os possíveis, e no momento tenho os de última geração. Após um longo dia de trabalho e stress, após colocar as minhas filhas para dormir, alguns minutos no video-game servem para me aliviar, de preferência se o jogo exigir bastante no nível de dificuldade e concentração. Quanto a tais estudos científicos que comprovem o quanto o video-game é a verdadeira mazela da humanidade do século 21. Tenho certeza que também existem os mesmos estudo que comprovam o benefício de um cálice de vinho para a nossa saúde, e também tenho certeza que existem os mesmos estudo que compravam que se eu beber uma garrafa de vinho por dia, isto não irá me fazer muito bem.
Douglas
queria saber quais games são os piores ,vou citar 3 será que eles são: GTA BULLY Medal OF honor.
O mais engraçado é a achar por que alguém joga um jogo como Call of duty, sabe atirar com uma arma . Eu fiz uma gravação numa acadêmia de policia , ao final o instrutor pergunto se a equipe de filmagem gostaria de atirar . Lógico que dissemos sim. Recomendaria ao professor jogar esse jogo e em seguida pegar uma armas e dar uns tiros .É quase a mesma coisa. Tá , isso é irônia. O homem convive com a violência desde sempre , por que agora seria diferente? Na antiga Grécia, em Roma , no Egito, na China imperial, sempre houve Guerras, que por sinal é bem pior que a violência dos games .Essa é uma discussão inútil, o cara nunca vai dizer que tá errado.
Se a criança joga “hitman” ela vai ser um matador.
Entao quer dizer que quem jogar “the sims” vai ser um ótimo prefeito.Devemos mandar os politicos jogarem the sims.
Me parece bastante obvio que games e filmes violentos, banalizam a violência. Transformar atos hediondos em competições divertidas, é no minimo, uma coisa de mau gosto.
Quem se diverte cortando a cabeça dos outros, ou tem como herói um maniaco homicida, com certeza tem algum problema. Mas acredito que pessoas normais, podem discernir entre realidade e fantasia, já as pessoas que tem dificuldade de fazer este dicernimento, acabam cometendo crimes inspirados em seus heróis. Mas em qualquer caso, a banalização da violência, não é uma coisa boa, diria mesmo que é péssima. Mesmo pessoas normais, se tornam menos sensiveis a dor do próximo, se forem constantemente expostas a cenas de degradação humana. E esta falta de empatia, faz com que consideremos normais, agressões que há dez anos atrás, eram inconcebiveis para um ser humano. Não me venham dizer que video game não tem nada a ver com isto.
amigo voçe pode ser professor respeitado, cheio de estudos e bla bla bla,,,,,,mas amigo o que determina a indole da pessoa com certeza naum sao jogos ou programas de tv, concordo que influencia e muito, inegavelmente, mas a criaçao a base da criança e adolescente e formada pelos pais, pela criaçao e convivencia, e isso vai mais alem, essa pessoas que praticam essas barbaridades tem sim uma inclinaçao para isso, é impossivel colocar exclusivamente a culpa em games e tv, alias é facil ne rsssss,,,,,,a falta de uniao familiar e de um total descontrole dentro da famila, isso sim agregado a jogos e tv, fazem um estrago na cabeça de qualquer um, nem precisa ser criança e adolescente, pare de tentar achar razoes esdruxulas pra tentar explicar esses fatos terriveis causados pelo lado escuro que o ser humano guarda a tempos dentro dele, naum é de hj, e vai aprender a jogar um bom jogo,,,,,me ajuda ai aposto que nunca pegou em um video game antes, assim fica dificil entender uma critica de uma pessoa que naum dispoe de experiencia naquilo que fala,,,,,rssssss,,,,,,OBS começe pelo mario bros ta,,,,,,,,,,,,,,,,,vai com calma……..
É só sumir com as armas de fogo e o próximo ataque a inocentes será feito com estilingue.
Não é o jogo que influência e mata é o acesso facilitado as armas de fogo. Sem armas sem problema.
Zanni e outros com o mesmo raciocinio…. quem mais banaliza a violência somos nós mesmos, ou vc não ve jornal nacional? Isto é até uma forma de defesa humana, pois se nos “sensibilizassemos” com tudo, ao sair na rua hoje deveriamos andar chorando, só do trabalho para casa passo por gente pedindo esmola, crinaças passando forme, somos assaltados, vemos assaltos e vamos para o outro lado da rua, assassinatos passam aos borbulhões nos jornais e por aí vai… o problema não é o jogo e sim a sociedade. Como disse um colega acima, violência sempre fez parte do ser humano, uma das primeiras ferramentas que se bolou foi o tacape. E como atirador e jogador de games posso afirmar, atirar na vida real não é a mesma coisa que atirar nem com chumbinho, mas também te digo, os jogos hoje por serem tão detalhados dão sim informação suficiente para uma pessoa com boa inteligência (raciocínio) utilizar uma arma e até acertar 100% dos tiros a uma distância de uns 5 metros para uma cabeça e uns 8 ou 10 para o corpo, não são tiros díficeis e as armas modernas são de fácil manuseio.
entao vamos proibir filmes violentos e games e alguns esportes…(terror,guerra, cidade de deus, Tropa de eleite… o Jason em sexta-feira 13 que esqueça que será o primeiro a sair das telas..), programas igual o do Datena ou internet…(site da barbie pode) melhor bloquear tudo… não assista futebol americano nem hockey… pq eh mto violento…(ah futebol brasileito tb…) ou seja… vah brincar de playmobill, barbie (de preferencia sozinho, vai que seu(sua) amiguinho(a) é um(a) assissino(a) ! ***Nao brinque na rua, vc pode ver alguem ser assaltado ou atropelado e se revoltar contra o mundo!
tava esquecendo….eeeee tb nada de jogos de carta viuuuu pq se nao vc podem fazer igual no filme MAVERICK!
Pelo amooooorrrr….Sabe oq faltaa???
Mais Respeito e Amor pelo próximo… Pai e Mae como antigamente, falta crença, religião, exemplos a serem seguidos! e principalmente vergonha na cara…so falta isso!
Legal cara, eu nem li ainda pq to no trabalho mas assim que chegar em casa, vai ser a primeira coisa que vou fazer, li uma parte consideravel do ensaios que ele te indicou (muito chato!) e quero acompanhar ate as ultimas esse round!
Só por causa disso vou jogar CS!
A falta de pouco caso dos governantes não MATA?
O que eles roubam não MATA?
A guerra no oriente nao MATA?
O dia-dia do povo miseravél, sem ter trabalho ou se quer o que comer… não MATA?
Sabe exitem milhões de coisas piores que alguns jogos… mas vamos fazer o seguinte… fazer de conta que os problemas do mundo são os jogos, é mais fácil né!?
Gosto mto de jogos de tiro. Qquer um! Mesmo assim nunca matei ou tentei matar ninguém por isso, não que me lembre! :P Nem de Arma eu gosto.
EU SABIAAAA! EU FALEI PARA O BINLADEN NAO JOGAR CS e Flight Simulator! Vocês viram no que DEU!!!!
E olha que ele era péssimo no CS.
o Valdi Setzer eh um MiiiITOOOOOH!
Não sou a favor de se proibir tudo. Mas será que vale a pena, por causa de um joguinho, ou por causa de um filminho, de mau gosto, vivermos toda esta violência. O Jornal Nacional, ou o Jornal Da Record, ou o Datena, tanto faz, mostra a realidade do que acontece. E não tenho duvidas que mesmo a violência que é mostrada em telejornais, incentivam mentes atormentadas a cometerem crimes. Depois qua a pobre Isabela, foi jogada pela janela, vários outros casos ocorreram com crianças, que misteriosamente também cairam de edificios. Muitas lições podem ser aprendidas nos telejornais, de como se faz para assaltar caixas eletrônicos, em suas reportagens, eles mostram o material usado, e o modo de como deve ser instalado. O Datena, num furo de reportagem quando uma menina foi morta e colocada dentro de uma mala, noticiou que já tinham descoberto em que loja a mala foi comprada, qualquer criminoso, ao ver isto ia desaparecer de vez. Sem contar, quando a policia está indo atrás de um criminoso, e o helicoptero vai acompanhando a trajetória, o ladrão só precisa ficar assistindo a TV, jantando e quando a policia estiver no quarteirão próximo, ele sai da casa e se esconde no vizinho. Meu subconsciente me diz que qualquer proibição é errada, mas conscientemente sou obrigado a pensar que algumas coisas devem ser proibidas, certas coisas não devem ser mostradas na TV, e que liberdade demais leva ao caos.
Os japonezes são viciados em games mais do que ninguém, e não vejo manchetes sobre massacres por lá.
Parabéns, Caio! Gostei muito do post!
Sou psicóloga e tenho três pós-graduações, entre ela o meu mestrado na área de análise do comportamento e educação.
O que posso dizer é que concordo absolutamente com os dizeres de Setzer. A violência assistida na televisão, na vida real ou no vídeo game de fato influenciam MUITO o comportamento de todas as pessoas, mas em especial, o comportamento de crianças. As crianças ainda não têm seus valores morais formados, não conhecem ainda os valores da sociedade e acabam entrando em contato com uma forma de extravasão de seus sentimentos (no caso desses jogos violentos, o sentimento de raiva, ódio) que não é aceitável por nós na vida real. E aí acredito morar outro problema: crianças também não são completamente capazes de distinguir fantasia de realidade.
É claro que a educação dada pelos pais é importantíssima, são eles que ensinam aos filhos o que é certo e o que é errado, o que pode e o que não pode… Mas quem não sabia que cigarro fazia mal antes de experimentar? E que drogas são piores ainda? A grande maioria dos pais ensina isso aos seus filhos, mas isso não impede que eles façam o que querem quando podem. Quando falamos da violência, acho que a situação é pior. Todos nós sentimos raiva, possivelmente até muitas vezes por dia, mas aprendemos a controlá-la. Aprendemos quando crianças que devemos nos conter, que existem meios mais civilizados de expressar nossos sentimentos do que agredir outras pessoas. O que está em discussão é que essas crianças que passam seus dias atirando, socando, estuprando, matando, humilhando, estão aprendendo uma forma de resolver seus problemas também. Estão tendo modelos dados por outras pessoas, aprovação de seus colegas e até mesmo dos pais, que muitas vezes não enxergam que isso pode se tornar um problema. E crianças aprendem muito por modelos, observando como as pessoas se comportam, se vestem, se relacionam.
É fato que muitos de nós jogamos vídeo game e assistimos a filmes violentos quando crianças e nem por isso somos matadores ou extremamente agressivos, mas é preciso atentar para as mudanças que têm ocorrido nos últimos tempos. A maioria dos pais tem passado cada vez menos tempo com seus filhos, e tem tido cada vez menos paciência para conversar com eles por causa do trabalho e do estresse causado por esse. Cada vez mais pessoas possuem armas em casa para se defenderem de ameaças causadas pelo descaso dos governos. E os jogos que têm surgido apresentam cada vez mais violência. São crianças que têm passado HORAS jogando esses jogos, sem praticamente nenhuma supervisão de adultos (porque em geral o vídeo game é tido como uma ótima babá!). Alguns jogos já foram proibidos em quase todos os países do mundo, menos no Brasil, outros ainda estão liberados para crianças de qualquer idade. Os resultados estão na mídia: crianças matando dezenas de pessoas como em um jogo de vídeo game…
Sugiro que leiam, sim, as pesquisas apontadas pelo professor Setzer. Ainda não pude lê-las, mas já conheço vários resultados de pesquisas na área por causa de minha formação. Em suma, as pesquisas colocam crianças em contato com algum tipo de violência e observam o comportamento delas em seguida e depois de algum tempo.
No Japão crianças jogam jogos para crianças.
Esse assunto ainda vai dar muito pano pra manga, e acho perda de tempo discutir isso, sempre vão ter os contra….. bom sempre joguei videogame e nunca me influenciou em nada e olha que ja joguei todo tipo de jogo incluindo jogos violentos. Mas paciencia…só espero que não proibao
PROIBIR PRA QUE ? TODO MUNDO BAIXA NA NET E JOGA ASSIM MESMO… DEVERIAM E SE PREOCUPAR COM A SEGURANÇA URBANE E A EDUCAÇÃO, o resto é sensura idiota…
em todos os cantos da sociedade existe violencia,e,não seria diferente com os games,agora acusalo de ser o grande responsavel pela violencia que está aí,é pura baboseira,talvez se o professor olhar melhor em sua volta,veria que,a televisão com sua ganancia por audiencia e por dinheiro,massacra as nossas crianças e jovens com programas muito mais violentos que os games,que a bandidagem e a policia matam muito mais que os games e isto tudo é mostrado em horario nobre as vistas de todos nós.oque realmente está faltando é a midia começar a mudar a sua atitude,parar de influenciar na vida das pessoas e entender que existe regras para serem cumpridas e não para ingnora-las.parar com essa mania de querer ser maior que outra,porque no final quem paga somos nós mesmos e,contra nós mesmos.
É verdade que os jogos exercem influência sobre os jogadores, crianças ou não. O problema são crianças que não possuem ambiente familiar em que são ensinados os VALORES que devemos sempre ter mente, como respeito, amizade, boa vontade e discernimento.
Qual jogador de CS que, ao levar um headshot (tiro na cabeça) de um camper (sujeito que fica parado em cantos do mapa) e não teve vontade de pegar o indivíduo pela goela?
O que lhe faz enxergar o óbvio, que aquilo é apenas um jogo, que a melhor solução é dar o troco apenas no jogo e seguir adiante é justamente o discernimento que você aprende em casa, que lhe faz ver a diferença entre o certo e o errado.
Proibir a venda de jogos violentos, creio eu, é absurdo. Deveríamos antes é mostrar às pessoas que filhos não são bichos de estimação e nem enfeites. Se quiser tê-los, prepare-se e dê a devida criação e atenção a eles.
A questão não é proibir!A questão é EDUCAÇãO!Não adiantar proibir uma coisa,se a criança ou adolescente não tem “noção” do CERTO e do ERRADO!,REAL e IMAGINÁRIO!Não aprende nem com a família nem com as escolas que estão aí!(Afinal a educação e o respeito nas escolas foram pro lixo a muito tempo!!!)É fácil arrumar uma desculpa!!!Difícil é admitir que a sociedade humana,no geral está indo pro buraco!!!SEM FAMÍLIA NÃO HÁ SOCIEDADE!!!Se cada um fizer a sua parte(começando em CASA!!),o Mundo há de melhorar!!!
Vemos que dessas vez há uma pequena moderação no texto do nosso amigo professor, que bom!
Com certeza jogos influenciam pessoas, mas nao da maneira como foi destacado, como causa principal. Os jogos nao tem tanto poder assim! Como em varios outros casos nós vemos que quem comete tais atos tem problemas mental.
A pergunta é o seguinte:
Por que colocar os jogos como fator principal(pelo menos como a midia destaca)?
O mundo é um video game,oque podemos fazer!!!
Me parece uma visão restrita e superficial pôr a culpa nos jogos de ação por causa de atos violentos praticados por jovens. Se os jogos violentos são tão maléficos e persuasivos assim, diariamente, teríamos notícias de assassinatos e massacres praticados por uma juventude cada vez mais descontrolada. Que estatística é essa utilizada pelo professor Valdemar W. Setzer do Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da USP? Justo ele, que em seus artigos faz uso extenso dessa mesma estatística? Ora, sabemos que os casos violentos associados aos jogos são 1 em 1 milhão (talvez 1 em 10 milhões). O que comprova, estatísticamente, que associar um ato violento a um jogo é, no mínimo, forçar a barra. Cadê a lógica nisso? Será que a estatística serve apenas para quando os dados são a favor dos argumentos do professor?
Mas o caro professor dirá que estudos comprovam que um jogo violento é capaz de aumentar o nível de agressividade de uma pessoa. Claro que é capaz, assim como argumentos forçados. Nem por isso os contrários às suas opiniões vão sair por aí xingando-o ou tentando matá-lo. Meu nível de agressividade aumenta diariamente ao ver os jornais. Será que sou um assassino em potencial?
Seria muito mais nobre se o professor se mantivesse no campo moral do debate em vez de querer nos empurrar pesquisas que não comprovam seu argumento. É óbvio que um jogo violento não deve ser oferecido a uma criança. Justamente por que uma criança não está preparada para ver imagens violentas, assim como uma criança não está preparada pra ver imagens de nudez e sexo. Justamente por isso existe a classificação etária nos jogos. Os jogos com temas violentos, são todos, destinados a adultos.
Cabe aos pais da criança o dever de educar e fiscalizar a que tipo de conteúdo seu filho está tendo acesso. Mas ainda assim, se um menino, inapropriadamente, tiver acessso ao “famigerado jogo assassino”, será que ele se tornará também um assassino por causa disso? Os dados estatísticos, ou a falta deles comprovam o contrário, categoricamente.
Gente que que é isso???? Culpar os games???
Só um desajustado mesmo pra ligar o que faz de verdade com o que pratica nos jogos…
Eu joguei um tempão com minhas filhas o Day of Defeat, e achei maravilhoso.
A gente conhece pessoas do mundo todo…conheci engenheiros advogados, médicos, etc etc etc…fiz muitas amizades, e como disse um participante acima…os japoneses são os maiores jogadores e não ficam se matando por isso.
Agora…o perígo mesmo é se voce colocar um game em que voce pode invadir um lugar cheio de políticos corruptos e meter bala…aí a coisa pode ser perigosa (pra eles é claro)…rsrsrs
Valeu…
Robson
Mariana,
Se as crianças passam horas jogando os jogos violentos, horas sem os seus pais, a culpa não é dos jogos violentos, destinados a adultos, assim como um filme com conteúdo adulto. A culpa é dos pais.
Se a culpa é do conteúdo, seja lá qual for, então teremos que queimar tudo numa grande fogueira. Tudo que é inapropriado a crianças terá de ser queimado. Pergunto, é justo proibir um jogo de ser vendido?
O problema é que o senhor Valdemar generaliza os jogadores como se todos eles matassem. E os jogadores como eu e todos daqui deste blog que sempre jogamos e nunca fizemos mal a uma formiga?
Realmente é melhor o senhor Valdemar rever seus conceitos em relação aos jogadores, pois se seguirmos a linha de raciocínio dele a produção de videogames/jogos deve ser interrompida imediatamente.
Apesar de respeitar a opniao alheia (não sou professor, sou somente um morador da periferia que convive com a violência real) acho que os Professores deveriam assistir alguns filmes e documentarios que não estão fora da realidade a que vivem as crianças e jovens e mostram muito bem como se forma um delinquente e assassino, note que não verá ninguem jogando video game pois podem aprender tudo na prática e tambem não vai ver nenhuma relação sadia familiar e de respeito ao proximo, direito a educação e alimentação de que falam os estatutos.
Vamos justificar os desvios de conduta desses jovens com entretenimentos que foram criados para pessoas de mente sadias ou atacar a raiz dos problemas sociais?
Sugiro: “Ultima Parada 174″, “Cidade de Deus” e outros tantos
Existe pessoas que nunca jogou game e,no entanto matou mais que as telas dos games,na verdade oque está acontecendo é que,as pessoas não tem mais a quem culpar e se acham no direito de culpar alguém ou ‘aquilo’ na verdade a culpa é de todos nós que não sabemos oque é influencia virtual e,até que ponto ela pode fazer mal.
Concordo com o prof. Setzer e não sei como um pai ou uma mãe com bom senso podem defender o uso de jogos violentos pelos seus filhos pequenos. Eu ficaria bem preocupada se meus filhos só tivessem esse tipo de distração. Não tenho nada contra jogos eletrônicos. Minha filha tem um DS e eu também jogo um pouco. Tenho um sobrinho de 14 anos, aficcionado por games, mas super inteligente, leitor de clássicos da literatura e filosofia, apreciador de teatro e artes. Talvez o possível efeito nefasto dos games violentos seja uma combinação de fatores desfavoráveis, tais como, pais ausentes, falta de valores éticos e morais, falta de alternativas de lazer, etc. De qualquer forma, não posso permitir que minha filha de 9 anos considere normal encher outra pessoa de pancada ou matar, estrangular, atirar, atear fogo, numa fase de formação de valores morais.
Pior que apertar um botão de um game é,apertar a mão de um politico,você pode morrer na primeira tela.Proibir jogos violentos é abrir ‘além de outros’um novo caminho para o contra bando,a bandidagem vai fazer a fésta.o professor não tem mais oque fazer não é?
O JOGO E PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS, E SO COMPRIR A LEI. E PROIBIDO MENOR JOGAR E SIMPLES…..
O JOGO NAO TRAS VIOLENCIA PARA MAIORES DE 18 ANOS…
PROIBIR O JOGO E PERDA DE TEMPO, TEM TANTAS COISAS QUE TEM QUE SER PROIBIDAS……
MEDO, muito MEDO….
Antes da segunda Guerra mundial houve uma crise de escala mundial, que afetou principalmente os USA, a famosa crise de 1929, ou Grande Depressão. Esta, junto com INÚMEROS FATORES, causou o surgimento e fortalecimento de partidos e facções de extrema direita (nazismo, facismo, etc). Para nazistas e facistas, os dados eram claros, os judeus eram um problema para a sociedade, prejudicava a economia do país, então vamos acabar com eles. Na ditadura militar, a liberdade de expressão era um problema para o país (na opinião dos militares), então vamos acabar com ela. Agora, alguém diz que jogos e filmes violentos influenciam negativamente e por isso …. vamos acabar com eles … estranho não ?(excessivamente simplificado … mas ainda sim, válido). Querer culpar um fator por um problema complexo é qause sempre errado.
Existem inúmeros fatores que podem despertar e aguçar a agressividade e moldar o caráter do ser humano. A sociedade e a família são instrumentos para garantir a formação moral, cultural e comportamental das crianças. Seu papel é educar e vigiar. Os governos devem proteger a ordem e dar condições de sobrevivência, saúde e educação. Será que a falta desses fatores, que considero de vital importância, não são relevantes para o comportamento violento? Será que problemas psicológicos não são fatores que contribuem para matanças ? Falhas de caráter ? Falta de educação e orientação?
Com certeza a violência de alguns jogos influencia negativamente, mas pára por aí, influencia mas não determina nada, cabe ao ser humano e o ambiente em que ele se socializa determinar o que é irreal e o que é real, bem como as medidas a ser tomadas (matar, não matar, violência, bondade). Colocar a culpa nos games é tentar empurrar a sujeira pra debaixo do tapete e colocar a culpa nos outros, nos eximindo dos próprios erros.
Existem jogos em todos os países do mundo, os jogos em países responsáveis são fiscalizados e distribuidos ou recomendados de acordo coma faixa etária, destinando os mais violentos para os adultos que, teoricamente, tem melhor discernimento da realidade e uma moral formada.
Em países como o Canadá, Japão, Noruega, Itália, Grécia não existem jogos de video-game ? Lá a violência não chega a conhecimento da população ? Claro qe chega, mas como países bem estruturados, a população (exceto em tempos de crise …hehehe) tem emprego, educação, saúde, etc. e por isso é que não acontecem chacinas. O fator cultural é extremamente importante também. Cada país tem o perfil de lidar com determinadas pressões à sua maneira. No Japão, os indíces de suicídio são altos entre os desempregados e adolescentes que não passam no vestibular. Nos USA, doenças cardíacas afetam mais a classe trabalhadora que lida com o stress diário da maior economia do mundo e precisa lidar com essa responsabilidade. No Brasil a falta de condições histórica e o decaso governamental obriga a população a fazer o possível pra sobreviver. Imagine a rotina de um garoto da favela. Cercado de violência, crime e mortes. Dificilmente será um garoto normal, se levarmos em consideração que o que ele vê influencia tão determinantemente que pode ser o culpado da violência. Mas posso garantir que tem pessoas muito boas, exemplos de compaixão, trabalho e honestidade, vivendo nas favelas. E aí? Como fica o estudo que diz que ver violência induz violência ?
É muita pretenção querer dizer que um único fator é determinante do comportamento de alguém. Claro que pode influenciar, claro que pode deformar a presonalidade, embrutecer, tornar mais duro e insensível, mas culpar por todos os problemas é simplificar demais. O comportamento humano é determinado por um enorme conjunto de fatores. Simplificar demais é bobagem.
Eu sou aluno do mestrado de ciências da Computação da UFSCar, jogo video-games e vejo violência desde a minha infância (o que, concordo não ser o ideal, nem muito saudável), mas tive pais responsáveis e uma boa educação que me mostraram o caminho correto. Nunca briguei, nunca agredi ninguém, nem cometi crimes. Assim como muitos, muitos mesmo, amigos meus e colegas de curso tem o mesmo perfil.
Acredito, então, que certamente os games violentos inadequados para a idade (crianças principalmente) e a banalização da violencia podem ser má influencia, mas pára por aí, na influencia. O papel decisivo no comportamento é a educação, dada pela sociedade, escola e principalmente família. Se a sociedade está em crise, se o consumismo e as demasiadas horas de trabalho prejudicam a formação moral das crianças, sua educação e seu comportamento. Este é o fator fundamental para a violência e não os instrumentos que nos mostram a violência.
Resumindo, querer culpar games por matanças é o mesmo que qurer culpar a tecnologia ou a ciência por todas as mortes do mundo, já que a evolução científica criou armas que matam mais e mais eficientemente. A economia criou disputas por soberania que levaram a guerras (muito mais que uma chacina). A física proporcionou a bomba atômica. A química, armas químicas (extremamente cruéis), e por aí vai. Será que a culpa é delas pelo mau uso dos recursos ou da sociedade desajustada ??
Por que outros países campeões na venda de games não tem estatísticas de atentados como o da Alemanha e USA ?
Sinto muito, mas acho pouca inteligência e muito comodismo, buscar um único fator como culpado pra tudo. Somos muito mais complexos que isso, e afirmar que games causam matanças é muito irresponsável para um cientista dizer, sem maiores explicações detalhadas e sem citar outros fatores que geram violência.
Desculpe ter escrito demais, mas vejo essa discussão (inútil na minha opinião) com frequência e vejo muitas simplificações perigosas nela (inclusive neste texto para não alongá-lo demais)…
Espero ter sido claro …
Acho que não existe essa influência toda que o professor diz. O que existe é falta de discernimento de algumas pessoas que misturam ficção com realidade. Novamente,não se pode julgar uma parte pelo todo.
Acho que se trata muito mais de um problema comercial. A industria de jogos é a que mais cresce, e tudo que cresce rápido gera desconfiança e vira alvo de possiveis problemas. Qualquer coisa pode virar uma valvula de escape para uma mente cuja tendencia de violência seja maior que as outras, desde um video game até uma brincadeira entre amigos (quem nunca brincou de policia e ladrão?) Violência se cura com educação e nao com proibição.
Gostei muito do tópico. Pois sou técnico em informática e professor da rede pública e digo, com larga experiência, que existem pessoas que se deixam influenciar por não possuírem uma formação cultural, educacional, pessoal e familiar completa. Essas pessoas são vulneráveis absorvendo todo tipo de informação sem avaliar suas consequências. E como todos nós temos o hábito de “por a culpa no outro”, ao invés de ficar procurando de quem é a culpa, no caso a TV e jogos, devemos nos preocuparmos com nossas bases: educação familiar, respeito, limites e outros que não vou ficar enumerando mas que são importantíssimos para que o ser humano possa desenvolver sua opnião própria e sua crítica construtiva!
Ótimo assunto para ser discutido! Abraço a todos.
Todo e qualquer estímulo à violência, gera violência.
As crianças e os jovens são influenciados por tudo o que ouvem e veem. São frutos do meio em que vivem.
Infelizmente, os políticos estão muito ocupados com os próprios interesses e não zelam pelo bem da sociedade.
interessantes as observações até aqui! Algumas: jogos deviam tbem ter o poder de fazer c q as pessoas realizassem coisas boas(afinal existem jogos voltados p/ esse assunto,não só de violência).Então por que o Sr.professor nunca realizou estudos nesse sentido, já q tds tem em maior ou menor grau a utilização de games p/ distração. Seria melhor aproveitado o tempo dele e o nosso, já q é impossivel saber se os atiradores citados nas reportagens tinham usado games como inspiração…Como pessoa acostumada ao manuseio de armas, garanto q não é facil manipular uma pistola por ex., exigindo certa habilidade e força para municiar e carregar…Outro fator é a pontaria exibida pelos atiradores…cabeça ,peito( foi dito no blog) dificil heim…só quem participou de tiroteios sabe como é complicado acertar alvos em movimento, e ao ver as imagens, nota-se q os disparos acertam locais diferentes…Outra coisa td mundo tá se armando?? mas como isso, se p comprar arma está quase impossível??o preço está astronômico e a exigência então…Agora essa não é minha,to plagiando: ARMAS NÃO MATAM PESSOAS: PESSOAS MATAM PESSOAS! Usam armas, pedras,paus, machados, facas,tijolos,artes marciais, etc,etc…A verdade é q o ser humano as vezes vem c problemas de fabricação, acaba sendo moldado em ambiente errado, não sabe o q é AMOR, FAMILIA, EDUCAÇÃO, RESPEITO AO PRÓXIMO entre várias outras coisas. Realmente se isso fosse um parametro real, imaginem q quantidade de crimes q aconteceriam ao dia, e quer saber, criança de 5,6 anos dificilmente consegue jogar esses jogos, pq são de ação rápida e exigem reação imediata, ou eles ” morrem” ! Amem, eduquem, acompanhem, desfrutem seus filhos como filhos, não como incomodo, expliquem a diferença entre certo e errado, pois nunca vi quem não saiba isso, a não ser alienados e esses não precisam de videos…
Em meu livro “Algumas idéias para um país interessante”, Editora Baraúna, descrevo o circuito psicosocioeconômico que pode levar algumas mentalidades a uma espécie de programação neurolinguística involuntária para a alta violência.
Porém, mesmo com estudos conclusivos apoiando a correlação violência/mídia violenta, levará 30 anos ou mais até vencermos o bloqueio gerado pelo poder econômico para que essa verdade não interfira decisivamente na realidade. Mais ou menos como no caso dos cigarros.
Ola para todos,sempre e bom lembrar que nos brasileiros estamos mais preocupados em SAÚDE ,EDUCAÇAO,SEGURANÇA,EMPREGO,SANEAMENTO…E sempre tem alguns que disviam os assuntos mais importantes do país ,por um simples jogo…É brincadeira!
Vamos se preocupar em melhorar nosso país,com boa educaçao,saúde,segurança, ao invés de querer tampa o sol com paneira,e apenas um jogo…Uma coisa e certa!
Antes de criticar,primeiro faça a sua obrigaçao valer a pena,e nao e isso que eu vejo acontecendo…para melhorar o país rico por natureza e pobre por politicos gananciosos e corruptos…e sem falar ,que o BBB e outra porta para a prostituiçao…porque na casa so tem desse tipo…BBB e marketing,mas infelizmente existe pessoas “burras que assiste” essa porcaria sem cultura…abraço a galera de BRASILIA.
Resumindo o que o Rodrigo falou: Toda generalização é burra! Ta usando uma desculpa esfarrapada para justificar uma imbecilidade.. O cara que assassinou John Lennon, Mark David Chapman, estava lendo “O Apanhador no Campo de Centeio”, qual seria a relação? Qual a justificativa? Já tentaram incriminar um sem número de músicas de incentivarem o suicídio!! Sinceramente isso é pura perda de tempo.
Infelizmente muitas pessoas transformam algo que poderia ser proveitoso para edificação do bem em objetos de propagação do mal. Existem pessoas, crianças principlamente , que não tem condições de discernir o certo do errado , o bem do mal com grande clareza. Um game com indícios violentos claros ou subilinhares pode condicionar a mente de tais crianças e por que não dizer de certos adultos. Uma coisa é certa : o bem vence o mal quando Jesus é o cabeça . Eu creio na força do bem e na propagação da verdade. O que tais vídeos violentos podem produzir de bem na mentalidade das crianças e de certos adultos ? Pais que muitas vezes não querem , não podem ou não desejam ter esclarecimentos deste tipo de assunto , fica mais fácil dizer que” não tem nada a ver “. Acorda povo , os dias mals já estão a porta. Jesus está voltando para buscar sua Igreja.
Acho que deveríamos proibir tb o ABRAÇO, principalmente entre funcionários da mesma empresa, entre professores e alunos, pois assim evitaríamos os processos e traumas de um assédio sexual ou uma violação sexual…(eu vi isso numa série esta semana: Justiça sem limite …no AXN e achei interessante).
A base de TUDO é a FAMÍLIA e hj ela está deixando a desejar na formação moral e ética do pequeno cidadão que ao se ver pressionado se agarra aquilo que sabe fazer de melhor se defender, e como? pelos mesmos meios que usa para jogar: a violência, mas o jogo não mostra as consequências, nem mesmos os filmes se alguem morre, só quando é o principal. Então mais uma ideia, proibir os FILMES de AÇÃO…Nossa lista vai aumentar: Jogos, Abraços, Filmes, quem dá mais???
Sou contra a proibição, a FAMÍLIA tem que fazer a sua parte, assim como minha mãe e meu pai fizeram comigo.
Cresci brincando de policia e ladrao na rua. sempre com armar ficticias. seja de plastico, armas de pvc que atiravam milho, e aquelas replicas perfeitas, que quando eu era jovem virou moda, que atiravam uma bolinha plastico. Fora as brincadeiras de G.I. Joe. Nos EUA os jovens treinam e brincam com armas de verdade, exemplo do video bastante divulgado de colombine.
Naad disso qur dizer ABSOLUTAMENTE NADA. assim como os games violentos. se proibir, a molecada vai jogar mais ainda, voces podem ter certeza. entenda Sr. Professor idiota da USP, homens sempre vao brincar de guerra cara. senao, é bicha o moleque. A guerra, o conflito armado, faz parte da escencia do homem, e sempre fará. pode ter certeza. seja simulado no video game, ou numa brincadeira de rua, ou no tiro esportivo, ou em filmes de guerra, ou no futebol (pq nao?). Nada que voce faça, ou diga irá mudar isso.
(Acho que niguém vai ler um comentário tão grande mas…)
Caio, sou Game Producer da Magus Ludens e estudo jogos a muitos anos. Além de ser jogador desde que me entendo por gente.
Parabéns por levantar a polêmica mostrando os dois lados. Em verdade, concordo um pouco com cada uma. Por mais que pareça, não são visões totalmente antagônicas.
Não entrarei no mérito se o estímulo a violência é maior em mídias de interatividade ou em mídias de simples interação. Me contentarei apenas em afirmar que a resposta a elementos dramáticos é diferente de pessoa para pessoa e, normalmente, maior em crianças. Também não vou entrar no mérito se este fator é pela idade das mesmas ou pela intimidade com a mídia mas devo chamar a atenção do professor Valdemar para o elemento catártico do jogo e para a implicações do “círculo mágico” presente na mídia. Não devemos confundir os diferentes escopos na análise sistêmica do jogo e nem podemos misturar a transitividade ou intransitividade do resultado quantificável dos mesmos.
Poderia ser equivocado também associar o estímulo dos elementos cartárticos no cortex com a influência sobre o sistema límbico pois é um assunto ainda muito controverso e carente de estudo. A influência dos signos presentes na imagem já são mais estudados. Ainda mais evidente é a influencia do tipo de conflito envolvido. Isto está além dos elementos dramáticos; além das regras operacionais que constituem o jogo. O cerne desta polêmica deve primeiro entender as influências das consequências nas regras constitutivas do jogo; em sua estrutura lógico-matemática.
Conjecturas acadêmicas e testes limitados são encontrados de ambos os lados desta polêmica. Algumas ponderações profundas como da professora Lynn Alves tentaram levar essa polêmica para um desempate mediante coleta de dados mas a coleta sempre parece insuficiente e incompleta pois como já chamei a atenção a resposta não é a mesma para todos.
Se o jogo possui inicio e fim em si mesmo é mais que uma reflexão sobre o escopo que abrange a análise, é também, uma variante individual em que o fator de diferenciação não foi completamente desvendado.
Parabéns pelo Blog.
[]`s
Olá, a todos,
Não li todas as contribuições. Por agora, só dois pequenos comentários. Achei curiosíssimo que tantas pessoas comentaram minhas palavras sem ter aguardado a segunda parte, sem a qual a primeira fica truncada. Quem sabe isso é falta de paciência, atitude induzida em parte pelos games e pela TV??? Fiquei também impressionado como minhas palavras não foram lidas cuidadosamente antes de se comentá-las.
aaaaaaaaaaaaaaa, VWSetzer.
tenho 54 anos, desde de que me aposentei passei a ser um “viciado” em games. Nem por isso tornei-me violento ou tive desvio de condulta.
O maior problema que influencia nossos jovens não são games, TV, e cinema, mas sim a falta de impunidade, a falta de respeito, educação, etc. Tudo isso “promovido” por esse código de defesa do menor e do Adolecente, onde nós os pais, sim somos violentados no direito de educar e conduzir nossos filhos no bom caminho.
Quem tem uma boa formação não se deixa influenciar e sabe perfeitamente o que é real e o que é virtual.
O problema são os maus leitores… (lêem mas não entendem)!
Minha Opinião sobre o tema em questão:
“Tv e Games Violentos são prejudiciais sim para crianças e adolescentes, por isso existe classificação etária. ou seja a culpa são dos pais que permitem estes jogos ou filmes, em suas casas.”
A grande verdade é que jogar a culpa pela violência e deturpação da mentalidade nos games é mais fácil do que aprofundar na questão moral e social do indivíduo.
Ganhei meu primeiro video-game aos 10 anos de idade, e sempre joguei todos os tipos de jogos – desde Castle of Illusion com o Mickey até Mortal Kombat, Carmaggedon, Doom, Duke Nuken, CS e etc (jogos considerados violentos e que são muito citados/vistos em massacres atribuidos a jogos0. Hoje tenho 27 anos, nunca tive nem uma multa de trânsito por excesso de velocidade, nunca esquartejei ninguém e muito menos pulei na cabeça de um indivíduo.
Isso porque venho de uma família sólida, estruturada e graças a Deus tive uma boa educação dos meus pais, e muitos amigos que também jogaram comigo e que nunca chegaram perto de armas ou coisa do tipo.
Acho que os psicólogos e afins deveriam ficar mais seus esforços no indivíduo e sua psiquê e não tentar fugir para culpar os jogos. A culpa é do indivíduo deturpado que já possui problemas psicológicos, não nos jogos.
meu esse professor nao tem mais o k fazer, colocar a culpa nos games sobre a violencia, eu sempre joguei jogos violentos de todos os tipos , tenho 37 anos sou uma pessoa simples ,calma e nem por isso sai matando pessoas, jogo pra tirar o estress do dia a dia, pra me distrair pra me sentir vivo, vai catar cokinho professor, vai jogar algum game e ve se muda de opiniao , zé mané
O melhor deste tipo de post são os comentários. Todos com a mesma base moral, independente dos lados que defendem. O mais divertido de tudo é os dois lados presos a “ciência” dos dados, como se ser provado cientificamente significasse algo. Será que não percebem a falácia que é o principio matemático da indução em que toda a ciência é baseada?
E a moral absurda que defendem? Nessas horas que vejo como Ted Kaczynski estava certo quando disse:
The moral code of our society is so demanding that no one can think, feel and act in a completely moral way. For example, we are not supposed to hate anyone, yet almost everyone hates somebody at some time or other, whether he admits it to himself or not. Some people are so highly socialized that the attempt to think, feel and act morally imposes a severe burden on them. In order to avoid feelings of guilt, they continually have to deceive themselves about their own motives and find moral explanations for feelings and actions that in reality have a non-moral origin. We use the term “oversocialized” to describe such people.
Muitas pessoas “oversocialized”. Com medo da violência por causa de uma moral imposta socialmente, e não veem que esta imposição moral é mais violenta que a violência que temem não por moral mas por medo. Medo de ser com eles, e aceitam a moral deturpada da sociedade simplesmente para justificar o medo. Agora citando Chuck Palanhiuck em Clube da Luta:
Conheci Deus na sua longa mesa de nogueira com seus diplomas pendurados na parede, e Ele me pergunta:
— Por quê? Por que causei tanto sofrimento? Eu não percebia que cada um de nós é sagrado, um floquinho de neve único e especial em sua exclusividade? Não via que somos todos manifestações do amor? Eu olhava para Deus atrás daquela mesa, tomando notas num bloquinho, mas Deus entendeu tudo errado.
Não somos especiais. Também não somos merda nem lixo. Apenas somos. Apenas somos e o que acontece, acontece.
E Deus diz:
— Não, isso não está certo.
É. Bom. Tudo bem. Não se pode ensinar nada a Deus.
Incrível!!!
Como alguém pode escrever sobre jogos se possívelmente nunca os jogou? Ou talvez só tenha olhado mas nunca estudado tal “jogo violento”? Sempre joguei games desde quando me conheço por gente. Desde o Atari até o PS3, passando por PC´s e jogos de mto sangue e terror. Sou uma pessoa má por isso? Não, tenho meus defeitos (assim como todos)…não gosto de algumas coisas (assim como todos)….gosto de mtas coisas boas como paisagens, pássaros, montanhas, uma boa leitura, livros e notícias (assim como todos). Tive maravilhosos pais que sempre me ajudaram e nunca desviaram sua responsabilidade de me ajudar na educação, seja profissional ou intelectual. Sou formado, tenho um bom emprego, estou iniciando minha pós-graduação, tenho minha religião, sou casado e mto feliz com minha esposa! Nunca fui agressivo com ela e só briguei uma única vez na minha vida, com 19 anos! Mais nada! Ahh, agora o autor diz: “Vc é uma excessão”, eu digo não! Conheço mta gente que não consegue jogar games de competição (Basquete, futebol, tennis) por que se perdem, perdem também o controle e se tornam agressivos, por um simples jogo de “esporte”. Ou seja, não são os jogos que fazem mal, o que faz mal é não ter um auxilio de pais, mestres, escola e religião! Vc não nasce “bonzinho” e se torna mal, vc nasce sendo já aquilo que viveu antes mesmo de nascer, na barriga de sua mãe por exemplo. O problema não é o jogo e sim, a falta de limites imposta pelos pais aos filhos. Qualquer jogo após 2 horas é depreciável! O problema que hj, não são mais colocados “limites” aos filhos, os pais tem medo dos filhos, são covardes!! Resumindo, o filho do autor deve ter um monte de jogos violentos, jogapos sem limites pois tenho certeza que seu pai, nunca deu atenção necessária, pois estava em demasiado sem tempo (Pelos seus estudos, livros e etc) para tal. Ou seja, como já dizia minha falecida avó (Aliás mto tempo antes de qualquer jogo!!) “Casa de ferreiro, o espeto é de pau”"
Um abraço!
Se quiserem trocar e-mails, fico a disposição.
Qui nada desde meus 6 anos de idade eu jogo, todos os tipos de jogos, de violetos a esportivos e hoje com meus 29 nunca ne vi como uma pessoa violenta.Pelo contrario gosto de Paz e adoro jogar CS 1.6! VIVA A LIBERDADE
Essas pessoas sempre acham alguma coisa para se inspirar, se nao se inspirarem em um game vao se inspirar em uma musica. O proprio charles manson se inspirou numa musica dos beatles para iniciar uma matança. Os games nao tem influencia para uma pessoa saudavel.
professor.se não entende oque comenta,então não comente.temos coisas mais importante ”nesse país abandonado pelos politicos” pra resolver,então faça-me o favor!!!
Caro professor Valdemar W. Setzer do Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da USP,
Ufa! Li os seus artigos antes de comentar, por isso não preciso esperar a segunda parte da sua resposta, visto que seus argumentos estão expressos nos artigos. Mas eu nem precisava ter lido. Como já disse em comentário acima, onde estão os dados estatísticos? Aqueles, comprovando que, numa assustadora revolução mental, cada vez mais jovens agem incoscientemente, saem nas ruas e matam pessoas numa prova de treinamento adquirido pelos “jogos assassinos” .
Digo que não precisava ter lido nada, por que seus argumentos já são furados desde que nenhum dado estatístico comprova a situação fantasiosa citada acima. Existem milhões de jogadores no mundo, centenas de milhões. 0,000001 cometem crimes violentos comprovadamente associados à prática de jogos violentos. Esse 0,000001 comprovam justamente que os jogos violentos não tem o poder de treinar ou induzir ninguém, como insiste em afimar o professor em seus artigos. Comprovam que assassinatos cometidos por jogadores, são nada mais que coincidências, assim como os assassinos que comem pão todo dia e cometem assassinatos.
[...] quem não acompanhou o debate desde o começo, ontem eu publiquei a primeira parte da resposta de Setzer junto de alguns links do começo da [...]
Olá,
Como vai caro Professor Valdemar Setzer,
Com referência ao debate (encarado por mim apenas como um direito de resposta dado ao senhor, pasmo eu, pois o blogueiro em questão é um jornalista) com o Caio Texeira e veiculado – e faço um aparte aqui para depois: não nos esqueçamos disto – num meio eletrônico, gostaria de registrar que estou de acordo com suas idéias e opiniões. Não li nenhum material escrito pelo senhor, situação esta que em breve mudará, pois em casa, minha esposa e eu estamos apenas começando a jornada para a criação de nosso filho de 2 anos.
Tenho certeza de que o que ele vê na TV ou em games vai influenciá-lo em sua vida, pois me parece uma pequena esponja crescendo sempre mais a cada dia absorvendo tudo que o mundo tem para lhe mostrar, mas não só isso e sim tudo.
Por isso, em minha opinião, é ai que entra o papel fundamental dos pais na criação dos filhos, onde devem filtrar (apesar deste mundo modernizado e valores tão diferentes de nossos avós, ainda temos poder para isso) toda e qualquer informação que possa prejudicar o bom desenvolvimento dos pequenos e só, em tempo oportuno e apropriado, mostrar-lhes tudo aquilo que seria impossível resguardar o contato com um bom preparo e acompanhamento.
Agora ao aparte: os meios eletrônicos estão e estarão cada vez mais incutidos em nossas vidas, não dá para fugir, a TV está mais digital e interativa do que nunca. Não dá para disfarçar ou ir contra a onda como disse em 1897 o ex-presidente da Royal Society, Lord Kelvin: “O rádio não tem futuro”, ou o presidente da Western Union, William Orton, ao rejeitar a oferta de Graham Bell para a compra da sua deficitária companhia telefônica.
Portanto discordo apenas e totalmente da idéia de banir os games de violência ou ações como das autoridades francesas de proibir o canal Baby TV, pois mostra e leva a um caminho perigoso de intransigência, mão única, autoritarismo que um dia existiu por aqui e que já foi embora. São esses games que geram simuladores de aviões, carros e até mesmo cirurgias médicas que ajudam e desenvolvem profissionais de diversos setores.
Defendo a idéia do livre arbítrio onde cabe a cada um escolher aquilo lhe parece o mais correto a se fazer, e dos pais serem os totais responsáveis pela criação, todos os atos e atitudes de seus filhos, pois, talvez, seja o único meio de fazer os responsáveis irresponsáveis (como o pai o garoto de Winnenden, que mantinha um arsenal de guerra em casa) a criarem e cuidarem melhor de seus filhos, criando seres civilizados aptos a viver em sociedade.
Para ser mais breve e concluir, eu com 30 anos hoje, sempre joguei e pretendo continuar até não ter mais condições, quero educar meu filho da melhor maneira possível introduzindo-o aos meios eletrônicos de forma responsável e gradual para não prejudicar o seu desenvolvimento e torná-lo um cidadão de respeito, e quero que eu, ele e as gerações futuras sempre tenham o direito de escolha, que acho fundamental para se manter um mundo livre, justo e harmonizado.
Como gostaria de compartilhar esta idéia com as pessoas que lêm o blog e o Caio Texeira, vou transcrever integralmente este nos comentários no blog “GameOver”.
Um abraço,
Marcelo Gouveia
[...] prometido, nesse dois últimos dias dei completo direito de resposta ao professor Valdemar Setzer, que o utilizou como [...]
[...] a discussão do meu colega de trabalho Caio Teixeira e o professor Valdemar Setzer (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5). Uma discussão interessante, onde no meu ponto de vista não existe [...]