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Arquivo de março, 2009

30/03/2009 - 20:43

Discussões: Jornalista de games afirma que a indústria de jogos eletrônicos é estúpida e criança

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Antes de mais nada, desculpem-me pela ausência. Estou, desde sexta-feira, tentando limpar minhas artérias de toda a tequila que bebi… Bom, até o momento só posso afirmar que meu fígado me odeia… Voltando à nossa programação:

Durante uma palestra na Game Developers Conference, que aconteceu semana passada em San Francisco, um bando de jornalistas de games foi colocado para debater sobre a indústria. Em minha opinião, isso nunca dá certo. Não se coloca jornalista para debater mercado ou qualquer outra coisa, não me levem a mal, mas nossa profissão é informar e não formar opinião (utopicamente falando), logo, tal debate só poderia ser uma imensa encheção de linguiça chata… Se não fosse pela jornalista Heather Chaplin.

Ela, que é autora do livro “Smartbomb” e crítica de games, afirmou o seguinte na palestra: “Eu cubro games há oito anos, na maioria das vezes em revistas mainstream, e normalmente me vejo atuando simplesmente como uma tradutora”. Sem cansar, Heather já emendou: “… Não é que o meio esteja em sua adolescência (por games serem uma mídia relativamente nova), mas é que vocês são umas porras de adolescentes”, se dirigindo aos desenvolvedores e participantes do evento.

É lógico que os outros jornalistas presentes foram na onda de Heather (jornalista é tudo assim, é só um deles ser do contra que todos também são, automaticamente), mas ninguém foi tão incisivo quanto ela, que ainda disse que não existia nenhum Bob Dylan na indústria de games porque todos nela são bebês.


Sim, eu que dei o HS no Bob Dylan. E foi de mata-pombo… sem mira

Olha, eu realmente poderia sair catando falhas na base de argumentação da jornalista – que para mim só queria botar lenha na fogueira de graça -, mas prefiro me focar no ponto de vista de Jim Sterling, um blogueiro do site Destructoid com quem eu, geralmente, concordo.

De acordo com Sterling, o problema no discurso de Heather é que qualquer um que cobre o mercado de games não deveria nem se considerar jornalista, afinal de contas, “se ser pago para jogar videogames e dizer a estranhos que jogos eles devem comprar não é um trabalho ridículo, eu não sei o que é”, afirmou.

Epa epa epa! Para tudo, Sterling! Não que eu me sinta diretamente ofendido por isso. De fato, ser pago para jogar videogames é um sonho, e eu vivo ele. Mas dizer que o que eu faço, os meus plantões, meus prazos de entrega, minhas metas de unique visitors, minha audiência no Arena Turbo e minhas cobranças são ridículas, aí é sacanagem! Eu não sou pago apenas para jogar, eu tenho responsabilidades, pô!

Sterling diz que considera ter um trabalho ridículo, “mas não entendam errado, eu amo o que eu faço”, ou seja, ele ama ser ridículo. “De qualquer forma, eu acho que atrelar um nome tão importante quanto ‘jornalismo’ a o que fazemos é simplesmente babaca”. Hm… Deixe-me pensar sobre isso, Sterling. Na realidade, o que eu acho babaca é atrelar tanta importância ao jornalismo em si, colocar ele em um pedestal mais alto do que qualquer mortal, ou nicho que se cubra.


Não, o jornalista não é o Senhor dos Magos

Normalmente as pessoas tem esse problema: ou me idolatram por ser jornalista, “que profissão chique!”, ou me odeiam, “seu manipulador de opiniões desgraçado!”. Não façam isso. Jornalismo e, AINDA MAIS, jornalistas não são tudo isso. Não acreditem piamente em nós, não tomem o que falamos como verdade absoluta. Enfim, sejam humanos e usem sua massa encefálica e pensem. Vivam com as próprias pernas.

Quanto ao Sterling, bem, ele já deu melhores pontos-de-vista, então essa passa, garoto.

Notas relacionadas:

  1. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Eventos, Notícia, Opinião Tags: , , , ,
26/03/2009 - 19:47

Convite… (tenho medo do que isso vai gerar)

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Só para não falarem que eu não chamei…

Galere,

Se você está recebendo este convite, das duas uma: ou você está sendo, de fato, convidado, ou você recebeu por engano. Se você é convidado, favor comparecer, se você não é convidado, favor aparecer… com mais bebida, ou melhor, com mais dinheiro para pagar bebida para mim.

Por meio desta eu prometo ficar bêbado o suficiente para amar todo mundo incondicionalmente, achar que sou rico o suficiente para pagar a conta de todos e fazer danças estranhas até que as pessoas se sintam incomodadas o suficiente para me mandarem parar.

Como estarei completando meus 23 solstícios de inverno, provavelmente é o último ano em que você poderá me zuar por faltar apenas um ano antes de fazer 24 anos no dia 24 de março. Sim, sim, minha mãe não teve a MORAL de fechar as pernas por míseras 24 horas para me poupar das brincadeiras que me seguem desde a 5ª série (que foi quando o Júlio Mascarenhas, babaca honorário da minha sala, descobriu o maldito Jogo do Bixo, por falar nisso, ele foi convidado e ele será devidamente oferendado ao deus Quetzcontl como pagamento pelo bom clima no dia da festa).

É isso, compareçam, ou irei pilhar suas aldeias, queimar suas colheitas, envenenar seus poços d´água, usar suas mulheres como escravas sexuais e matar o seu gado.

Grato,

Caio, O Teixeira

Serviço

Onde: Casa Club – Rua Mourato Coelho 973, Vila Madalena
Dia: 27/03 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h – até o último cair
Como funciona: comanda individual, R$ 5 para entrar.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não) Tags: ,
25/03/2009 - 14:43

Steam e a minha iminente falência

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Eu sou jornalista, ok? Isso é sinônimo de “pessoa que não recebe suficientemente bem”. Com isso em mente, por que, raios, o Steam e a Ubisoft estão fazendo esta maldita promoção?!

Só essa semana eu já comprei o “Assassin’s Creed” por US$ 10, “Audiosurf” (ok, esse não tava na promoção… mas tá MUITO barato!) por US$ 7 e, hoje, o “Brothers in Arms: Hell’s Highway” por US$ 15. Assim, SÉRIO, alguém quebra o meu cartão internacional! E o pior: a promoção da Ubisoft vai até sexta-feira… Crap

Enquanto isso não acontece… Alguém quer comprar um rim? Vendo o meu em três vezes, sem juros, e a primeira parcela fica para daqui a 60 dias.

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, games Tags: , ,
23/03/2009 - 20:22

Os 20 jogos de NES hackeados mais ofensivos de todos os tempos

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É, caro amigo, houve uma época em que hackear os cartuchos de games e fazer versões próprias dos títulos era uma arte para poucos, mas apreciada por muitos. Hoje os tempos mudaram, ainda existem as tais “paródias gamers”, entretanto, o glamour se perdeu. De qualquer forma, o site The -Minus World fez uma lista com os 20 games hackeados de NES mais ofensivos (leia-se: com sexo e racismo).

Não vou colocar a lista toda aqui para poupar espaço:

#12: “Ernie & The Muppets Take It All Off”“Sesame Street ABC” Hack

Falar o que de um jogo que seria chato até para uma criança com menos de 4 anos? Mas se dar ao trabalho de hackear ele e colocar um Muppet se masturbando embaixo de uma lua com o Batsinal merece um destaque.

#9: “Kiss Goes Golfing Starring Gene Simmons” – “Golf” Hack

Às vezes eu me pergunto: “será que o Kiss fica fantasiado o tempo inteiro?”, a resposta automática da minha mente sempre é: “Eles são o Kiss! Eles iriam a um funeral vestidos daquele jeito!”. Pois é, Gene Simons foi jogar golf…

#1: “Super Amish Bros.”“Super Mario Bros. 1” Hack

Ahh os Amish! Que povo mais “interessante”! Eles se negam a aceitar a tecnologia (o que me lembra uma certa pessoa…) e mesmo assim são zuados nos games. Neste hack, os cogumelos que dão vida ao Mario são substituídos por ferramentas, as fases viram fazendas, os Goombas e as Plantas Piranha se tornam em automóveis do mal e tomadas elétricas. Eu não conseguiria citar outras referências que tiram uma com a cara dos Amish, pois tudo o que sei sobre eles aprendi no South Park

Confira a lista completa no The -Minus World.

Obs.: Continuo encontrando talentos escondidos! Novo Arena News está no ar, e nesta edição o viciado Bruno “Bagaço” Vasone, nosso repórter de especiais, dá o ar da graça! Assiste lá, rapaziada!

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), arena news, games Tags: , , , , , , , , ,
19/03/2009 - 18:50

Sobre aquela moça que adora colocar gatinhos na boca

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Olha, por mais que ultimamente eu tenha sido um tanto engajado, na realidade eu sou sem-noção. É verdade! Só ler uns posts antigos meus. Mas esse problema com o professor Setzer tem me tirado do caminho da “luz”. Voltemos a ele com a notícia da senhorita Shoko Nakagawa ter comprado um videogame. Mais exatamente um Xbox 360.

E você deve se perguntar: “Ok, e o que isso tem de relevante?”. Lhe respondo, pequeno gafanhoto: Primeiramente, Shoko é uma japa gata; além de ser gata, ela tem uma estranha mania de colocar gatinhos na boca; e o último motivo é… hm… Eu aceito qualquer desculpa esculachada para colocar fotos de mulheres lindas no GameOver.

O pessoal do Kotaku e do Destructoid já estão tentando adicioná-la na lista de amigos da Xbox Live. Eu também tentei, mas não tive êxito. Isso só porque eu queria jogar umas partidas de “Resident Evil 5” com ela (informações confirmam que “RE5” foi o primeiro jogo que ela comprou).. Alguns mais ousados pretendem dar um pulo no Japão para conhecê-la pessoalmente, eu estou tranquilo, prefiro não morrer sufocado pela minha namorada.

Ok… Esse post ficou mais non-sense do que eu imaginei…

Notas relacionadas:

  1. “Resident Evil 5”: Quase… quase o jogo do ano
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não) Tags: , , , ,
18/03/2009 - 17:12

Setzer & Eu

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Parem as prensas! O professor Valdemar Setzer respondeu meu e-mail, meu convite para um debate.

Devo admitir que foi um choque ele ter respondido tão rapidamente, e tão avidamente! Uma surpresa boa, pois eu realmente esperava que ele, solenemente, ignorasse meu contato. Bom, seguindo a conduta usual do GameOver, publico agora a resposta dele e, logo em seguida, minha re-resposta (ou algo assim…). Setzer respondeu meu e-mail parágrafo por parágrafo, então, para facilitar, pintei as respostas dele de vermelho, esta foi a única alteração que fiz ao texto dele, o resto mantive tudo, inclusive os erros e “maneirismos” dele. E sim, ele ficou bravo:

Valdemar Setzer

Olá, Caio,

Meu nome é Caio Teixeira. Sou jornalista especializado na área de Games do portal iG. Envio este e-mail para lhe indicar a leitura de um post meu a respeito do assassino alemão e a entrevista que o senhor participou na rádio CBN (segue o link: http://colunistas.ig.com.br/gameover/2009/03/12/tava-demorando-imprensa-afirma-que-assassino-alemao-era-jogador-de-counter-strike/).

Infelizmente, estou sem acesso contínuo à internet. No momento, estou usando uma Lan House em Ilhéus, antes de voltar para o navio que está me levando para a Europa.

Entendo a posição do senhor, mas quero que saiba que sem provas de que games são nocivos a saúde, seus argumentos são inválidos. Como doutor e professor da Universidade de São Paulo, com dezenas de artigos escritos, alguns livros publicados

Mais de uma dezena, 4 no exterior.

e uma boa divulgação na mídia, a sua entrevista para a CBN foi triste.

Puxa, eu achei que foi boa! Vamos ver seus argumentos objetivos para não concordar comigo…

Imagino, sim, que o senhor possa apresentar alguns dados (que eu veementemente contestarei) científicos

Por favor, veja por exemplo meus artigos “Efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças e adolescentes” e “A TV antieducativa”. Por favor, conteste OBJETIVAMENTE os dados das inúmeras pesquisas científicas que cito, bem como minhas próprias idéias.

orroborando sua tese de “Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos e computadores/Internet”, encontrada em sua página do IME (http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/)…

Uaaaaaaaaaaai,por que não contestou?E não se trata de veemência, tente ser objetivo como eu sempre fui.

Espere um segundo… É impressão minha ou o senhor grita contra o acesso à internet e você mesmo possui um sítio online? Estranho… estranho.

Estranho você não diferenciar o que eu escrevo no caso de crianças e adolescentes e no caso de adultos! Principalmente adultos conscientes — ultimamamente tenho tido preocupações comadultos incultos, como a grande parte da população semi-analfabetade nosso país.

Voltando ao assunto dos games: gostaria muito que o senhor enviasse tais estudos comprovando como games são piores do que má educação e má criação.

Leia o artigo citado, “Efeitos negativos…”. Mas eu não faço comparação com o que você chama de “má educação” e “má criação”;posso no entanto adiantar quecertamente os video games pioram qualquer educação, seja ela boa ou má.

Gostaria de ver os números mostrando que jogos eletrônicos são piores que o meio social no qual as crianças/adolescentes estão inseridos.

Uaaaaaaaaaaai, dar armas de verdade,droghas, fumo, etc. para crianças é certamente ruim,independente do meio social, não é? O mesmo se passa com os video games.

Aliás, se possível, mostre-me também alguns dados sobre como a Primeira, a Segunda Guerra e o Vietnã (apenas alguns exemplos, mas posso continuar a citar atrocidades desde o início das aglomerações minimamente organizadas de seres humanos) foram influenciados pelos “malditos” jogos eletrônicos.

Você sabe quando os jogos eletrônicos apareceram? (Ele não entendeu a minha piada…)

Aliás, se é para generalizarmos, o que acha da relação entre pão e assassinos? Alguns dados apontam que a esmagadora maioria de matadores que já existiram no mundo comiam pão e, por incrível que pareça, o faziam até 24 horas antes de perpetuarem seus atos.

Vou dar-lhe um exemplo melhor que sempre uso para mostrar o erro de correlções bivariadas como essa: háuma altíssima correlação entre número do sapato e salário, pois as mulheres infelizmente ganham menos do que os homens. Em seu racioncínio, passe a usar um número maior de sapato e ganhará mais!

Leia meu post (se isso não for completamente contra a sua religião),

Não tenho religião, não acredito em nada. Em particular, não acredito na religião de que os video games não são prejudiciaisàs ciranças e adolescentes.

leia os comentários nele e depois faça uma reflexão sobre suas próprias palavras. Não é só porque o senhor possui alguns diplomas, está em uma universidade de renome e conseguiu um lugar na mídia que suas palavras são lei.

Eui sempre terminho minhas entrevistas dizendo aos ouvintes e leitores para lerem e observarem por conta própria, e não acreditarem em minhas palavras. Devo ter terminado assim a da CBN — se o Heródoto me deu a chance, já aocnteceu de ele cortar a entrevista por causa de tempo.

Eu vivo e amo o que faço: games. Sua entrevista foi, no mínimo – citando meu próprio blog -, “obscena”. Sem dados, sem provas, sem base, sem estrutura e sem lógica.

Como é que você queria que eu citasse dados científicos em uma entrevsista? Não é o lugar apropriado para isso!

Abro um espaço em meu blog para que o senhor, caro Valdemar Setzer, defenda-se da minha acusação. Sua resposta será totalmente transcrita e devidamente destacada.

Puuuxa, isso seria sensacional. Já respondi acusações contra mim em blogs (*por exemplo, do ombudsman da TV Cultura) e que foram censurados. Mas só poderei fazê-lo, com muito prazer e alegria, após o dia 3/4,quando chegarei à casa de minhas filhas na Alemanha. Avise seus leitores sobre essa minha impossibilidade.

Gostaria muito de um debate inteligente com vossa senhoria, e não apenas um apanhado de “achismos” proferidos para a massa que não pensa, só engole. Isso é fácil e qualquer um pode fazer.

Eu cito em meus artigos muitos dados concretos, e idéias minhas justificadas. Não encontrei nada disso em seu e-mail, espero que eles estejam em seu blog!

aaaaaaaaaaaaaaaaaaa,

E agora segue o meu e-mail em resposta ao texto de Setzer. Todo esse “bate-papo” aconteceu na tarde desta quarta-feira:

Professor Setzer,

Primeiramente, muito obrigado pela resposta e atenção! Tive medo que o senhor fosse ignorar meu e-mail, mas fiquei alegremente surpreso!

Como o senhor já justificou, aguardarei sua chegada para podermos debatermos melhor. Lerei os dois artigos que o senhor indicou com ávida atenção! Mal consigo esperar a hora de encontrar os números! ADORO números!

Quanto a objetividade que o senhor tanto contestou em meu e-mail, bom, não foi nele que a coloquei, a objetividade está no post, que, ao que me parece, o senhor não teve tempo de ler. Mas, infelizmente, tanto na entrevista quanto na sua resposta ao meu e-mail, o senhor ainda não me mostrou nenhuma prova. Espero encontra-las em seus artigos, porque se nem lá elas estiverem, infelizmente, nosso debate será inútil.

Ah sim, não posso deixar de dizer que comprar games com drogas e armas foi extremamente “interessante”, deu um ar mais “jovial” ao seu e-mail! Espero que possamos conversar desta forma!

Nossa, e como pude esquecer da melhor citação do senhor? “Como é que você queria que eu citasse dados científicos em uma entrevista? Não é o lugar apropriado para isso!”, não mesmo? O senhor tem certeza ABSOLUTA que em uma entrevista SÉRIA não devem ser mostrados dados científicos, provas cabais do que o senhor diz ser A VERDADE? Preciso voltar a estudar jornalismo…

E o ombudsman da TV Cultura o censurou? Logo o da CULTURA? Isso é um ultraje e um acinte à minha classe! Realmente sinto-me envergonhado por tal atitude, e lhe asseguro completo e total espaço em meu blog! Assim como total e merecido destaque! Nenhuma censura e nenhuma edição em sua resposta (aliás, esta troca de e-mails será devidamente reproduzida no blog)! O senhor merece, eu mereço e, acima de nós dois, os leitores merecem.

Não vou entrar mais em pormenores sobre ideias, objetividade e argumentos… Se eu não o fiz no e-mail que lhe enviei (acreditando que, logo após, o senhor leria meu blog), o senhor tampouco o fez na resposta. Estamos quites.

Então, até dia 3 de abril, professor Setzer!

Abraços e Bon Voyage!

Caio Teixeira

Galera, que bonito! Acho que estamos ficando miguxos! YEY!

Notas relacionadas:

  1. Criador de “God of War” debate sobre comercialização de games usados
  2. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
  3. Mimimi: Entre reclamações e zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, games Tags: , ,
17/03/2009 - 19:24

“Resident Evil 5”: Quase… quase o jogo do ano

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Como eu anunciei ontem aqui, “Resident Evil 5” chegou na redação para testarmos e lá fui eu. Tudo o que eu queria era uma boa e velha carnificina, atirar primeiro e nunca perguntar, estraçalhar cada cabeça semi-morta que encontrasse pela frente – se matasse alguns inocentes na jornada também… aceitável. Mas lá vou eu cair em outra polêmica: o dito racismo de “Resident Evil 5”.


Isso, definitivamente, é uma conjuntivite da brava, meu filho!

Ok, ok, senhores politicamente corretos. O game acontece na África. A maior parte do tempo você passa abrindo o seu caminho entre hordas zumbis africanas. O cenário é baseado em vilarejos africanos. Um dos personagens principais é um típico “Capitão América” branquelo, o Chris “Bomberman” Redfield. Tudo isso é fato, e, assim como Jim Sterling do Destructoid, eu achei “RE5” tão não-racista! Acho difícil ficar prestando atenção nesse tipo de questão superficial (hey! No jogo eu estou lutando pela minha vida, todo o resto é superficial sim!). Isso sem falar nas diversas vezes que os africanos, tadinhos, viravam monstros diretamente saídos dos piores pesadelos de H.P. Lovecraft, descarecterizando completamente a questão racial.

A mídia não-especializada vai encher o saco? Opa se vai! Até alguns da especializada vão ficar de “mimimi” com o game. Mas fica meio difícil você enxergar além do racismo se tudo o que você quer ver é o racismo.

Tirando toda essa babaquice, “Resident Evil 5” é um ótimo jogo! Muito bom mesmo! Mas possui um GRANDE defeito. Imagine a seguinte cena: lá está você, andando serelepe entre barracos de uma vila africana qualquer e então, mais que de repente, zumbis começam a, literalmente, brotar do chão. Pulam grandes, caem do teto e outros parecem cagar não ligar para as leis da física e simplesmente aparecem. Enfim, como qualquer ser pensante armado, seu instinto é empunhar sua arma (não importa qual ela seja) e sair correndo para algum lugar mais protegido enquanto atira. Ok, lá vamos nós, a horda aparece, eu seguro o LT (estou com a versão de Xbox 360) para empunhar a arma, aperto o A (para correr) e mexo no analógico esquerdo para definir a direção e… Pera, o que aconteceu? SOLDARAM AS MINHAS MALDITAS PERNAS NO CHÃO ASSIM QUE PUXEI A ARMA! Exato, você NÃO PODE correr e atirar ao mesmo tempo e isso vale para facas, ou seja, se você quiser fatiar algum espertinho, puxe o facão e espere pela bondade do inimigo para se aproximar o suficiente…


Pssst! Psst! Vem, zumbi! Veeem, zumbi fofo!!

Tirando isso, o jogo é ótimo, como já falei antes. Além do “boob locator“, tem até zumbis pilotando motos (no mesmo nível do Evil Knievel!)O modo cooperativo online é muito divertido… Bom, é para mim, agora para um tal de Mitchel23 que jogou comigo, não deve ter sido muito, afinal, morrer duas vezes com um raio solar que EU refleti nele com um cristal não é o que eu chamaria de diversão… Mal ae, champz!


Contemplem o Evil Zombie! Muahaha!

Notas relacionadas:

  1. Corram para as montanhas! Zumbis começam seus ataques nos EUA
  2. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
  3. “Resident Evil 5” e o ápice da criação humana: o localizador de peitos
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Inutilidade (ou não), Notícia, Opinião, games Tags: , , ,
16/03/2009 - 19:26

Mimimi: Entre reclamações e zumbis

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Hoje foi um dia corrido. Gravar Arena News, editar o Arena Turbo, receber o “Resident Evil 5” para análise e moderar os comentários do GameOver.

De qualquer forma, arranjei um tempo para fazer algo que deveria ter realizado semana passada, logo após publicar o post: mandar um e-mail para o professor Valdemar Setzer, afinal, o homem precisa se defender de minhas acusações, oras!

Bom, para registrar formalmente, segue o e-mail que enviei a Setzer:

Caro Valdemar Setzer,

Meu nome é Caio Teixeira. Sou jornalista especializado na área de Games do portal iG. Envio este e-mail para lhe indicar a leitura de um post meu a respeito do assassino alemão e a entrevista que o senhor participou na rádio CBN.

Entendo a posição do senhor, mas quero que saiba que sem provas de que games são nocivos a saúde, seus argumentos são inválidos. Como doutor e professor da Universidade de São Paulo, com dezenas de artigos escritos, alguns livros publicados e uma boa divulgação na mídia, a sua entrevista para a CBN foi triste. Imagino, sim, que o senhor possa apresentar alguns dados (que eu veementemente contestarei) científicos corroborando sua tese de “Deixe as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos e computadores/Internet”, encontrada em sua página do IME… Espere um segundo… É impressão minha ou o senhor grita contra o acesso à internet e você mesmo possui um sítio online? Estranho… estranho.

Voltando ao assunto dos games: gostaria muito que o senhor enviasse tais estudos comprovando como games são piores do que má educação e má criação. Gostaria de ver os números mostrando que jogos eletrônicos são piores que o meio social no qual as crianças/adolescentes estão inseridos. Aliás, se possível, mostre-me também alguns dados sobre como a Primeira, a Segunda Guerra e o Vietnã (apenas alguns exemplos, mas posso continuar a citar atrocidades desde o início das aglomerações minimamente organizadas de seres humanos) foram influenciados pelos “malditos” jogos eletrônicos.

Aliás, se é para generalizarmos, o que acha da relação entre pão e assassinos? Alguns dados apontam que a esmagadora maioria de matadores que já existiram no mundo comiam pão e, por incrível que pareça, o faziam até 24 horas antes de perpetuarem seus atos.

Leia meu post (se isso não for completamente contra a sua religião), leia os comentários nele e depois faça uma reflexão sobre suas próprias palavras. Não é só porque o senhor possui alguns diplomas, está em uma universidade de renome e conseguiu um lugar na mídia que suas palavras são lei. Eu vivo e amo o que faço: games. Sua entrevista foi, no mínimo – citando meu próprio blog -, “obscena”. Sem dados, sem provas, sem base, sem estrutura e sem lógica.

Abro um espaço em meu blog para que o senhor, caro Valdemar Setzer, defenda-se da minha acusação. Sua resposta será totalmente transcrita e devidamente destacada. Gostaria muito de um debate inteligente com vossa senhoria, e não apenas um apanhado de “achismos” proferidos para a massa que não pensa, só engole. Isso é fácil e qualquer um pode fazer.

Grato,

Caio Teixeira

Para minha infelicidade, alguns segundos após enviar, recebi uma resposta automática:

Desculpe, estarei sem conexão com a Internet até 3/4/09.

I’m sorry, I’ll have no access to the Internet until April 3, 2009.

Es tut mir Leid: bis April 3, 2009 werde ich keine Verbindung zum
Internet haben.

V.W.Setzer

Chique o moço, não? Bom, enquanto esperamos a resposta do professor. O que acham de discutirmos sobre a titia Globo (será que eu não posso criticar ela? Ah, agora já foi!) jogando a culpa do monstro que derrubou o avião com a filha em Goiás, na semana passada, em cima do “Flight Simulator” (eu não achei essa maldita citação em nenhuma matéria do caso no G1, mas tenho certeza que ela foi feita no Jornal da Globo do dia 13)? Eu acho que eu só não tive uma síncope, nem um AVC, devido aos remédios que tenho tomado para curar uma inflamação na garganta…

Caros leitores, não entrarei novamente em um turbilhão de ódio e repulsa a tal afirmação por dois motivos: 1º: puta assunto chato de ficar batendo, não tenho paciência para isso; 2º: eu considero a Globo como aquela tia velha, chata de doer, que está em todas as festas familiares. Ela é tão velha e tão chata que todo mundo deixa ela falar, nem que seja sozinha, só para não ter que ficar olhando para a cara feia dela, mas às vezes a tia chata dá um “tapa na pantera” só para descontrair e fala coisas engraçadinhas como, sei lá, Xuxa e Sasha (ou seria Sussa e Xaxa? Sempre confundo), Didi apresentando programas (ele não saberia o que é uma piada nem se ela estripasse a família inteira dele enquanto ele olhasse) e Luciano Huck tentando imitar, na cara dura, programas da People & Arts.

… Ou eu não vou debater sobre Globo porque o que eu quero mesmo é testar logo o “Resident Evil 5”? Dúvida cruel…

Notas relacionadas:

  1. Corram para as montanhas! Zumbis começam seus ataques nos EUA
  2. Liberado vídeo de comparação entre versões para Xbox 360 e PlayStation 3 de “Resident Evil 5″
  3. Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião, games, video Tags: , ,
12/03/2009 - 16:59

Tava demorando: Imprensa afirma que assassino alemão era jogador de “Counter-Strike”

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Sério, qual é o problema da imprensa que não é especializada com os games? Ou melhor: qual é o problema da sociedade com os games? Essa semana não está fácil para nós, gamers. Primeiro o Ministério da Saúde da Grã-Bretanha lança uma campanha colocando os videogames como vilões do bem-estar público (de novo), depois uma organização dos Estados Unidos repudia games violentos para Wii e agora essa do atirador alemão, Tim Kretschmer, ser jogador de “Counter-Strike”.

“Um rapaz de 17 anos que forneceu somente seu primeiro nome, Aki, disse que estava estudando com o atirador neste ano em uma escola privada, e o descreveu como uma pessoa quieta e reservada. Aki disse que os dois jogavam poker juntos, pessoalmente e online, assim como um jogo para multiplayer chamado ‘Counter-Strike’ que envolve matar pessoas para completar objetivos”, declarou a AP. Via Baixaki Jogos.


Tim Kretschmer

A primeira coisa que penso é: “e daí que ele jogava ‘CS’?”. É claro, é mais fácil a imprensa esquecer que o pai de Krestchmer tinha 16 armas licenciadas em casa. Mais fácil ainda é esquecer o quão idiota o mesmo pai foi de deixar o arsenal de fácil acesso para Kretschmer. Tampouco a imprensa cogitou a ideia de que, talvez, o governo tenha errado ao legalizar o uso de armas por civis (não que eu seja contra, mas a pauta deve ser levantada. Todos ângulos tem que ser abordados!).

Para piorar, o professor de Ciências da Computação da USP, Valdemar Setzer, afirmou algumas coisas “interessantes” na CBN hoje (ouça o áudio completo da entrevista na CBN, se tiver estômago):

“O problema é que os videogames violentos acabam condicionando imagem e ação, muito pior que a televisão. Com isso o jogador não pode parar para pensar, e isso tudo que ele experimenta acaba gravado em seu subconsciente, e em uma situação extrema, esse treinamento realizado pelos games acaba sendo colocado em prática.”

“Há algumas evidências sobre a relação entre games e violência, mas nenhuma científica. Por exemplo, no massacre da escola Columbine, os jovens usaram jogos de tiro para executar sua matança, simulando até o ambiente escolar nos jogos.”

“Houve um outro caso muito importante, na cidade de Paducah, no Kentucky, em que um garoto entrou numa sala de aula durante um curso dominical em uma igreja e começou a disparar. Deu oito tiros mirando cabeça ou tórax e acertou 100% dos tiros. O mais impressionante é que ele nunca tinha pego uma arma antes, foi tudo treinado com videogames. Em uma solução tipicamente americana, os pais dos garotos que foram atingidos nesse ataque processaram a companhia que transmitiu o filme que, se não me engano, era com o Leonardo DiCaprio, que era justamente sobre um garoto que entrava na sala de aula e matava seus colegas.

O argumento de Setzer continua por mais alguns minutos e nunca, em momento algum, dando uma prova cientifica e irrefutável da ligação entre games e violência. Além disso, o locutor Heródoto Barbeiro, que conduz a entrevista, também não questiona o professor sobre tais provas. A CBN errou FEIO ao tratar as palavras de Setzer, que não é psicólogo, como lei. Errou ainda mais em não trazer nenhum profissional especializado para mostrar o outro lado da história, e piorou a situação, pois o caso de Kretschmer é uma das notícias mais importantes dos últimos dias. Ou seja, tripudiou sobre uma questão secundária para “requentar” a pauta, fazer mais uma chamada e aumentar sua audiência.


No dia seguinte ao ataque, escola foi palco de homenagens às vítimas (foto: Reuters)

Resumindo: se seus pais escutaram tal entrevista obscena na CBN, eles foram instruídos a não deixar mais você jogar videogame e nem ter um computador próprio em seu quarto.

Enquanto não mudarmos essa mentalidade a sociedade perde, pois não são somente os games que são acusados de barbaridades que, na realidade, vem do berço. Isso acontece com todas as mídias, com todos os meios de informação e diversão. Enquanto os “defensores da moral e bons costumes” do Brasil não se informarem para opinar e ainda receberem atenção da mídia, nosso País, e o mundo, continuará sendo empurrado para a imbecilidade. E a família continuará respirando tranquila, podendo tirar a responsabilidade de suas crianças das costas e culpando terceiros.

Update: Como o amigo Tião afirmou, “fazer essa relação entre ‘Counter-Strike’ e soldados melhores é a mesma coisa que afirmar: garotos viciados em ‘SimCity‘ serão ótimos prefeitos”. Resumo perfeito, Tião!

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Notícia, Opinião Tags: , , , , , , , ,
11/03/2009 - 18:35

Estudo determina quantas vezes a “Princesa está em outro Castelo”

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Quantas vezes você “ouviu” aquele maldito cogumelo Toad falar “The Princess is in another castle”, no Super Mario? Dependendo do seu tempo de gamer, pelo menos milhares. Mas calma, a ciência veio para nos salvar e um estudo (sério, eu queria ser pago para esse tipo de pesquisa) provou que, ao contrário do que você acha, não é sempre que ela está em outro castelo.

De acordo com a pesquisa, a Princesa só está no outro castelo (não importa qual, simplesmente não é onde você está mesmo…) em 87,5% das vezes, ou seja, a cada oito tentativas, sete a vadia Princesa estará do outro lado do mundo.

Por que, raios, ela simplesmente não fica trancada no quarto dela? Aliás, como ela consegue ser raptada por tartarugas? TARTARUGAS!

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Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Inutilidade (ou não), Notícia, video Tags: , ,
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