iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de janeiro, 2009

30/01/2009 - 13:37

Corram para as montanhas! Zumbis começam seus ataques nos EUA

Compartilhe: Twitter

Eu falo, falo e falo, mas ninguém escuta. Todo mundo acha que eu estou brincando, ou que simplesmente estou louco, quando afirmo que é questão de tempo para que uma horda de zumbis domine a Terra. A prova cabal que mostra que estou certo em minhas previsões foi noticiada pelo Gizmodo: o site afirmou que placas de sinalização eletrônica foram hackeadas para exibir mensagens de alerta “engraçadas”, mas eu tenho certeza de que os avisos são reais!

E você achando que games como “Left 4 Dead” e o novo “Resident Evil 5” estão apenas se fazendo de engraçadinhos… Que nada! Eles estão nos treinando, tentando nos avisar do perigo eminente que nos assombra em cada tumba, em cada cemitério!

Minha própria família já sofreu com os malditos mortos-vivos. Minha tia avó Noraide era um desses não-vivos que vagava pelas ruas de São Paulo em busca de cérebros, mas NÃÃÃO, o Caio é maluco e só fala besteira! A sorte é que devido sua cegueira e lerdeza, própria dos zumbis, ela não conseguia se alimentar. Com isso titia acabou entrando em um estado de hibernação (meus parentes falam que ela morreu, mas eu não acredito) e foi enterrada.


Esse foi o primeiro kit de segurança que comprei para meu apartamento

É por essas e outras que já li o “The Zombie Survival Guide” e “World War Z”, do Max Brooks. Conclamo a todos: se virem alguém com um andar cambaleante vindo em sua direção, atire primeiro e pense depois! Esse ser não é mais seu vovô, agora é um dos que “levantaram”!


E você achando que estava seguro enquanto seu avô cantava “balança caixão”…

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
  2. Mais um sociopata é colocado no hall de gamers
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Estórias, Opinião, Teorias Tags: , , , , , ,
27/01/2009 - 17:15

Mais um sociopata é colocado no hall de gamers

Compartilhe: Twitter

Foi noticiado nesta terça-feira que Erik Salvador Ayala (foto ao lado), acusado de atirar contra nove pessoas em uma danceteria de Portland, nos Estados Unidos, era um jogador assíduo de shooters. Ayala teria feito os disparos em frente a uma boate chamada The Zone, matando duas adolescentes e ferindo mais sete, antes de atirar contra si mesmo.

A matéria, publicada no jornal Oregonian, informa que seis das vítimas não eram dos EUA e estavam em um programa de intercâmbio do Rotary Club. Ayala não morreu, mas está em estado grave no hospital.

De acordo com o artigo do jornal, o motivo dos disparos ainda não foi esclarecido (eu chuto que foi por causa da espinha imensa na testa do rapaz, coisa nojenta), mas afirma que Ayala jogava muito “Resistance: Fall of Man” e “Left 4 Dead” – quem sabe Ayala não estava tentando salvar a humanidade de um ataque de zumbis? Na matéria não é feita nenhuma ligação entre os games e a ação do atirador, mas, sério, precisava? Depois de dar todas essas “dicas”, duvido muito que não seja exatamente este link que as “senhoras repeitadoras da moral e bons-costumes” estejam fazendo.

É engraçado como, atualmente, toda e qualquer ação psicopata é causada pelos games. Ao que parece, os shooters têm treinado muito bem (nem tanto, afinal, Ayala “só” matou dois entre nove. Péssimo frag) os sociopatas do mundo. Os jornais deveriam começar a pensar que cada vez mais pessoas jogam games, logo, cada vez mais assassinos já terão tido algum tipo de contato com videogames. É como relacionar morte diretamente com a vida, já que a grande maioria das pessoas que batem as botas já viveram algum dia.

Proponho que, a partir de agora, assassinatos em massa sejam motivados por resfriado, rubéola e amendoins. Afinal, todo mundo que já comeu um amendoim que estava meio torrado teve aquela insana vontade de pegar a carabina do seu avô e sair atirando contra criancinhas no parquinho, tipo essa:

Notas relacionadas:

  1. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Opinião, Teorias, games Tags: , , , , , ,
24/01/2009 - 02:55

Campus Party: Overdose de energético deixa nerds alucinados no evento

Compartilhe: Twitter

É triste, as drogas hoje em dia não perdoam mais ninguém. E você achando que aquele nerd acanhado, que ficava sentado, encolhido, no canto da sala era o fundo do poço da comunicação… Os nerds da Campus Party, na madrugada deste sábado, mostraram que os tóxicos estão aí, fazendo a vez. “Como assim, drogas no evento?”, você deve se perguntar. Exatamente, drogas, que nesse caso são aceitas pela sociedade: o famigerado energético, que para este grupo, é o suficiente para jogá-los em uma tortuosa alucinação coletiva. No afã do cumprimento da missão jornalística, consegui gravar algumas cenas. Cuidado: as cenas são fortes.

Tudo começou inofensivamente. Por volta das 23h40, um grupo de pessoas iniciou uma ola, tranquila, até mesmo divertida…

Em dado momento, um conglomerado decidiu dar um passo além. Horrorizado, observei os nerds empunhando suas cadeiras e correndo, ensandecidos*, em volta da arena.

É, meus caros, o energético, a bebida maléfica, já corria nas pobres veias dos pequenos nerds, turvando suas mentes, destruindo a timidez, embotando seus sentidos… Basicamente os deixando sem-noção mesmo.

Após alguns minutos de frenesi quase religioso, eles pararam em frente a área musical do evento e começaram a gritar em coro: “Liga o som, liga o som, liga o som!”. Alguns urravam e babavam, outros batiam suas cadeiras no chão, a maioria regredindo ao nível do homo habilis.

Mais alguns minutos e eles decidiram tomar o palco da Campus Party. Fazendo uma estranha corrida de cadeiras, chegaram ao palanque e quando o dominaram, começaram a comemorar como se tivessem acabado de derrubar a Bastilha.

Foi um momento glorioso, mas durou pouco.

Sob o julgo tirânico da organização do evento, seu ânimo foi desmembrado pela carranca bestial do verdugo… Tá, não foi tão difícil assim acabar com a graça do pessoal, afinal, nerds. Seu habitat natural é virtual e não real.

“Pessoal, ontem (quinta-feira) recebemos uma intimação judicial para que parássemos com as festas depois da meia-noite”, disse o Diretor de Comunicação e Marketing (é assim que chamam os carrascos hoje em dia), Beto Andrade. “Existe um hospital logo atrás da Campus e por isso não podemos continuar a música e o barulho”. Alguns protestos tímidos aconteceram, mas a palavra foi fatal: “hoje parou pessoal, mas conseguimos para amanhã (sábado) uma autorização especial para realizarmos a festa de encerramento”.

Cada um voltou ao seu computador meio cabisbaixo, meio vitorioso. O mal havia sido detido. Os anarquistas controlados. Mas eu vi, no olhar de cada um, a sanha de sangue, o ardor da batalha.

Digito este texto escondido embaixo de uma mesa. Escutei boatos de sacrifícios humanos em homenagem ao deus Linuxus. Ainda bem que cortaram o energético.

Errata: Como o caridoso e gentil leitor Van der Lancaster fez o favor de apontar, ensandecidamente escrevi “insandecidos”. Obrigado pelo toque e pelas belas palavras, Lancaster.

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
  3. Sobre tretas, álcool e games na Campus Party
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Estórias Tags: , , , , ,
23/01/2009 - 14:58

Sobre tretas, álcool e games na Campus Party

Compartilhe: Twitter

Tava demorando para a organização da Campus Party conseguir fazer com que os nerds levantassem da cadeira (por isso merecem uma salva de palmas) e fossem reclamar da música apresentada no evento. E olha que não vou falar que eu avisei.

Ontem de noite, durante a apresentação da banda Leme, que veio ao palco principal da Campus com o rapper De Leve, o produtor Flu e o guitarrista Luciano, uma boa parte dos campuseros foi em frente ao palco e fizeram corinho de “Ih… Fora!” (retomando o sucesso de 2005) e alguns mais exaltados acenderam* tochas e pegaram suas foices para fazer com que o grupo, gentilmente, deixasse o palco. Ok, ok, De Leve manda bem e sempre gosta de colocar um humor no seu trabalho. Não vou entrar no mérito se a banda tocava bem ou não, a questão é simples: os nerds não gostam. Os nerds não tem gostado das músicas desde o Teatro Mágico, era questão de tempo para eles se mobilizarem.

Deu vergonha alheia? Claro! Quem gosta de música odeia ver esse tipo de coisa acontecer com uma banda. Poderia ter sido um manifesto diferente do público da Campus? Lógico! Mas no final, a organização do evento merecia – não a banda e nem os campuseros -, já que eles decidiram ignorar solenemente o gosto da maior parte do público. SIM, eu sei que “maioria” não é sinônimo de “sabedoria”, mas peraí, quando você coloca algo no palco principal do evento, com o som no máximo, não quer dizer que você quer agradar a maioria?

Ah sim, e para fechar com chave de ouro, alguns “nerds” decidiram comer bombons com lícor e acabaram ficando bêbados, os iniciantes. Acabaram causando na parte de acampamento da Campus Party e foram expulsos. Mas algo de bom eles fizeram: depois do acontecido, os seguranças sairam feito cães perdigueiros cheirando as bebidas de todos do evento, algo deveras engraçado.

De qualquer forma, tenho que aplaudir meus caros compatriotas gamers. Sabe como é, simplesmente estamos acima dessas frivolidades mundanas. Temos coisas mais importantes para fazer como, sei lá:

Motivationals que só nós achamos engraçados:

Fugir de casa ao nos proibirem de jogar:

Fazer vídeos bizarros:

E outras coisas de mesma importância. E por causa dessas e outras:

Atualização

Acabo de receber um comunicado oficial da Campus Party (segue o print):

Pontos a ressaltar:

1º – Eu sei que todo mundo tem direito de errar, mas “fional” em um comunicado oficial é feio;
2º – E sobre a briga? Sobre a bebida? O que aconteceu com o De Leve? Onde o Mestre dos Magos se meteu?!
3º – Vão repensar sobre as bandas que se apresentarão?

Bom, obrigado, organização, por me mandar um comunicado que não explica nada e pede uma coisa que já estava no site desde o começo do evento.

Errata: como devidamente indicado pelo colega Gravataí Merengue, este blogueiro, que reclamou do erro gráfico no comunicado oficial do evento, também errou ao escrever “ascenderam” ao invés de “acenderam”. É lógico que, ao reclamar de um erro de grafia, eu também cometeria um. Agradecemos ao Santo Murphy pela graça alcançada. Obs.: não precisa de print da tela, Gravataí! Como eu mesmo afirmei no post, todos somos passíveis de erro! ;) E obrigado pelo toque!

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Garotas gostosas odeiam zumbis
  3. Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Opinião Tags: , , , , , , ,
22/01/2009 - 15:51

Campus Party erra feio com música (ou) Gamers atraem multidões com “Rock Band”

Compartilhe: Twitter

Vamos analisar uma coisa rapidamente: o que é a Campus Party, resumidamente falando? Um lugar pró-tecnologia e interação digital. Público alvo: em sua maioria jovens do sexo masculino (booooring). Ok, com isso em mente, alguém me responda por que, raios, as principais atrações musicais foram Teatro Mágico e depois uma banda que misturava algumas mixagens (estranhíssimas) com música africana? Antes de qualquer coisa, não estou falando que as bandas são ruins, mas cacilda, por que logo essas?


Não saiu um mísero “Toca Raul“… Esse é o fundo do poço da carreira musical

Alguém precisa dar um toque para a organização da Campus Party (já fiz isso com a assessoria de imprensa) e falar que a maior parte do público não quer isso. Boa parte dessa molecada aqui acha que é metaleira e, com certeza, a outra parte escuta tudo quanto é pop rock. Estou generalizando? Estou. Mas garanto que com isso em mente a organização teria escolhido melhor os artistas que se apresentaram até agora (excluindo os DJs, que conseguiram a façanha de que as cabeças por detrás dos monitores 24h ligados balançassem. Levemente).

Nessa mesma linha sonora, os gamers fizeram bonito. Enquanto uma banda “x” tocava na noite de quarta-feira, com sua dúzia de gatos pingados entusiastas (as Meninas Cantoras de Petrópolis causariam mais furor), alguma alma abençoada decidiu ligar “Rock Band” no telão da área de games e – como diria Durval Lelys, do Asa de Águia, ou qualquer outra banda de axé que o valha – tirou o pé do chão da galera. Ou tirou o chão do pé da galera, ou tirou o pé da galera no chão… não entendo a física envolvida no processo do axé, meu rei (ou rainha).


Isso é axé

Tá, não se pode afirmar que gamers tem como melhor característica a interação física, mas garanto que a animação era maior.


Isso não é axé, que pelo lado musical é ótimo, mas por todos os outros lados é horrível. Sério, não tem um ângulo que salva essa galera…

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
  2. Garotas gostosas odeiam zumbis
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos, Opinião, games Tags: , , , , , ,
21/01/2009 - 20:02

Garotas gostosas odeiam zumbis

Compartilhe: Twitter

Ok, estou na Campus Party me divertindo aos baldes com um bando de maluco que prefere passar meses montando uma coisa como essa…


Que não serve para nada, a não ser dar trabalho

Do que, sei lá, organizar uma passeata pelo re inclusão do Dodô no Terra.

Mas o que eu quero ver mesmo não está aqui. Tenho um certo bloqueio quando o assunto é juntar um monte de gente – 6 mil e cacetada, sendo que mais de 60% é homem – embaixo do mesmo teto e racionar a comida. Isso normalmente não dá muito certo, e aqui, na Campus Party, só não acontece uma tragédia violenta porque todos os participantes estão devidamente hipnotizados por seus computadores. De qualquer forma, o que eu quero ver é sangue, cabeças rolando, zumbis e garotas bonitas de bikini (nessa exata ordem).

E não é que alguém escutou minhas preces?! A D3 deve lançar ainda no começo de 2009 o incrível game “Onechanbara: Bikini Zombie Slayers” para Nintendo Wii (algo que, sozinho, faz com que eu repense minhas críticas ferrenhas ao console “de namorada”).

Em 1 minuto e 19 segundos de vídeo de apresentação o jogo se tornou motivo para eu querer um Wii agora. Mentira, ele me conquisto com “Bikini Zombie Slayers”, porque eu não faço idéia do que seja “Onechanbara”, mas sei que não é nada de comer, logo, desnecessário.

Antes de qualquer reação, pegue uma fatia minúscula do seu dia e assista o trailer:

SÉRIO: “Hot chicks hate zombies (Garotas gostosas odeiam zumbis)” é o ápice léxico de qualquer game já produzido, quiçá, de qualquer mídia já inventada! Se bem que disputar com “Die monster! You don’t belong in this world!” recitado com a mesma animação de um monge tibetano mudo no começo de “Castlevania: Symphony of the Night” é um páreo duro.

Notas relacionadas:

  1. Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!
Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Opinião, Trailer, games Tags: , , , , , , ,
20/01/2009 - 20:53

Companheirismo nada! Eu quero é a sua banda-larga!

Compartilhe: Twitter

É engraçado ver como as pessoas que tem pouca afinidade com os games os encaram. Hoje um amigo veio me perguntar sobre como estavam os gamers na Campus Party. Parei, ponderei:

- Como assim, “como estão”? – retruquei
- É! Como estão? Deve ser mó legal um monte de gente que gosta das mesmas coisas juntos, se divertindo juntos…
- Não é exatamente assim…
- Ah, fala sério! Eles devem combinar partidas, comemorar juntos e tals!

Obviamente que este meu amigo tem o mesmo conhecimento do mundo de games que eu tenho sobre o mundo da matemática. Eu sei que se Joãozinho tem uma barra de chocolate e ganha mais ele vai ficar com duas, além de ser um tremendo sortudo e ter de se esconder da horda de pessoas que irão querer um pedaço. E o conhecimento se acaba logo como começou, na semi-nulidade.


Counter-Strike” é o provável fator que irá provocar a Terceira Guerra Mundial

Tive de explicar ao meu amigo o erro crasso que ele cometia. Gamers não são amigos de outros gamers somente pela coincidência de gostarem de apertar botões e ficarem hipnotizados por pontinhos brilhantes. E vou mais longe, pegue a seguinte situação: você acaba de conhecer um cara que diz “gostar de videogame”, uma incerteza já se implanta ali. Logo em seguida um sorriso amarelo brota nos lábios dos dois. “Qual jogo você gosta?”, alguém solta. Pronto. O alerta sobe para o nível DEFCON-2 e o mundo espera pelo próximo movimento. Se os dois gostarem do mesmo jogo a postura irá mudar automaticamente para um tom cordial, como se dois lordes ingleses acabassem de ter combinado os termos do duelo mortal entre si. E foi algo do tipo que aconteceu nesta situação.


Left 4 Dead” é a prova suprema de amizade. E ele vai te mostrar que você não tem nenhum

Eles marcarão uma data para a partida e, durante alguns minutos, será a sua vida, quero dizer, a vida deles. E isso exemplifica o clima dos games na Campus Party. Assim que outro jogador identifica qual jogo você está rodando em sua máquina, ele vai encontrar o seu servidor e ele vai te desafiar. Não importa sua idade, sua cor ou seu gênero (pensando assim, jogos são um dos campos de batalha mais democráticos do mundo), ele vai querer jogar contra você. “E os jogos com modo cooperativo?”, você deve se perguntar. BALELA! Te respondo. Cooperativo é o prelúdio de uma traição tão suja quanto a do Patolino se fazendo passar por coelha para pegar o Pernalonga.

A Campus Party é isso. Esse bando de jogadores só está junto aqui para dividir a banda-larga de 10 GB de conexão e poder tentar se matar mais rapidamente. Não acredita? Grita “noob” no meio dessa galera. Vão ter que te raspar do chão com uma pá.


Não acredita em mim? Você acha que ele aí cima, que trouxe uma TV de 32 polegadas para a Campus Party iria brincar com essas coisas?

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Campus Party, Eventos Tags: , , , , , ,
19/01/2009 - 22:54

E no começo existiu Zeus

Compartilhe: Twitter

Por gentileza, antes de começar a ler este blog, clique no link logo abaixo e continue o texto. Vale a pena.

<Background de impacto!>

Há muito, muito tempo atrás… Quer dizer, nem tanto tempo assim. Mas isso é relativo. Para uma mosca, que tem uma vida média de uma semana, quatro dias é mais que metade de sua existência. Já para uma tartaruga marinha, que pode chegar a mais de 80 anos sem se esforçar muito – ela nem precisa de uma taça de vinho tinto por dia para ajudar o coração, não que eu ache isso uma grande vantagem -, uma década não é nada.

Enfim, do que estávamos falando mesmo? Era algo sobre o tempo… Longevidade e tartarugas. Não… Ah, sim! Dê um play novamente na música acima, por favor.

Há muito, muito tempo atrás. Algo em torno de 22 anos, encare como quiser. Nascia um pequeno rebento que traria ao mundo o número de R.G.: 43.456.687-9, além de sua incrível sapiensia. Não, esse não era quem vos fala. Quem lhes escreve estava no quarto ao lado, lutando para se desvencilhar do cordão umbilical que o sufocou por mais de um minuto. Médicos afirmaram que isso traria sequelas, mas hoje só sinto uma estranha vontade de andar de lado quando escuto “Meu Deus, o que aqueles flamingos estão fazendo ali junto do Homem-de-Lata e duas lhamas?”.

Aos 4 anos ganhei meu primeiro videogame: um Mega-Drive novinho, com apenas o jogo “Altered Beast”. Durante anos berrei “Rise From Your Grave!” em plenos pulmões toda vez que acordava. Minha mãe, que tinha um senso gamer tão apurado quanto o seu humor, me levou a uma psiquiatra por isso. Fui diagnosticado hiperativo e disléxico, diagnóstico do qual discordo veementemente, afinal, decorar todas as falas de “Altered Beast” (37,5, se você contar que quando leva uma porrada durante um “Power Up!” vale meia frase) é um feito e tanto para uma criança disléxica. A hiperatividade eu não discuto.

Me formei em jornalismo alguns anos após quebrar os dentes da frente de um coleguinha de classe enquanto eu brincava de ser o Jaspion e ele o Satan Goss – por isso fui gentilmente convidado a me retirar do colégio e ditatorialmente proibido de assistir TV por meses.

Ao entrar no mundo jornalístico eu realmente queria ser um repórter de guerras, sabe como é: encontrar outros hiperativos (e suicidas, e psicopatas, e sociopatas, e piromaníacos) como eu. Enfim, levar uma vida tranqüila e produtiva na sociedade. Mas prontamente entendi que o que eu gostava mesmo era de videogame, e logo em seguida descobri que existia jornalista disso também. Passei pela EGM PC, EGM e TRIP antes de chegar ao Arena Turbo, onde fui recebido de braços abertos pela game girl Renata Honorato e seu bichinho de estimação que cuida dos Fóruns do Arena, Thiago “BeGOD” Vilela. Desde então troco minhas folgas pela redação, já que lá temos uma máquina de teste de jogos e “posso” conseguir mais achievements para “Left 4 Dead” e “Team Fortress 2”, entre outros.

E esse blog? Ah, esse blog não pretende ser sério, tampouco puramente inútil. O GameOver quer deixar seu dia um pouco mais surreal, mas ainda assim levando alguma informação no meio. Como fazer isso? Não faço a menor idéia, continue aparecendo. Talvez eu consiga isso. Ou não.

De qualquer forma: “RISE FROM YOUR GRAVE!

Autor: Caio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
Voltar ao topo