
Okay. Okay. Essa galerinha dos vinte e tantos anos – já até falaram para eu mudar o “vinte poucos” alí do perfil, mas eu me recuso – é bastante simpática à ideia dos pais jogarem videogame com seus filhos, afinal eles mesmos, que cresceram com o Atari, já estão criando a sua própria prole.
Entretanto, a poucas semanas do Dia dos Pais, a reportagem publicada pelo jornal El País, intitulada “Juega con tu hijo”, ganha força e torna-se um assunto deveras interessante até mesmo para quem prefere não participar efetivamente do processo de população do mundo.
O El País destacou com propriedade o fenômeno do console doméstico e a sua glamourosa chegada à sala de estar. Chamando a atenção para o Wii, o jornal espanhol ressaltou: “O console conseguiu algo revolucionário: sair do reduto dos quartos das crianças para invadir o local onde os ‘adultos’ se entretem”. Um grande passo, eu diria.
De acordo com o jornal, a experiência de jogar um game ajuda a entender melhor os gostos e preferências das crianças, além, é claro, de proporcionar algumas boas horas de diversão aos pais. E mais: o El País “jura de pé junto” que essa é uma oportunidade única de ensinar importantes valores aos filhos. Por essa você não esperava, certo?
A reportagem comenta a necessidade de impor limites, assim como a importância de escolher o jogo certo para cada idade. Isso não é nenhuma novidade, a gente sabe bem, mas vale ressaltar que não é correto colocar um pimpolho para jogar “Manhunt”, né?
Para quem não conhece, o site GamerDad é uma ótima opção aos pais meio perdidões que não sabem ao certo se seu filhinho de 5 anos pode jogar Gears of War. A ESRB (The Entertainment Software Rating Board), que responde pela classificação etária dos games nos EUA, também possui uma ferramenta bem legal, capaz de auxiliar os familiares na hora de presentear “aquele pestinha”. Eles explicam cada símbolo impresso nas embalagens dos jogos – AO (Adults Only), por exemplo – e também detalham o motivo pelo qual o título é indicado para crianças, adolescentes ou adultos (conteúdo contém violência intensiva, sexo, drogas, álcool etc).
O What They Play é outro reduto de conforto àqueles que ainda encaram os games com certa desconfiança ou perigo à família. O site traz, além de previews e reviews, matérias especiais e podcasts sobre uma variedade infinita de assuntos. Vale a pena dar uma olhadinha.
Será que meu pai toparia um multiplayer? Hummm. Não sei!
Imagem//Crédito: Getty Images
**********
E esta é uma dica do Begod!
…se o Mario fosse um MMO. Amei!
