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02/07/2009 - 20:30

Entrevista: Maurice Benayoun

Artista francês fala sobre a sua participação em exposição de games

O artista francês Maurice Benayoun, pioneiro na utilização de novas mídias em seus trabalhos, é um dos convidados para a mostra “Gameplay”, evento organizado pelo Itaú Cultural, que começa nesta semana, em São Paulo.

Um dos primeiros “mídia-artista” de sua geração, Benayoun vem ao Brasil com a instalação “World Skin”, de 1997, considerada um marco na história da arte e tecnologia. Suas obras exploram a potencialidade dos meios digitais e já foram premiadas em diversas exposições no mundo inteiro.

Crédito: Christina Rufatto

Milu Villela, Maurice Benayoun e Gilbertto Prado no coquetel de abertura da mostra GamePlay

Conversamos com Benayoun por e-mail, horas antes do coquetel de abertura da mostra “Gameplay”, que aconteceu na última quarta-feira. O bate-papo você confere logo abaixo:

Renata Honorato: Essa é a primeira vez que você vem ao Brasil?

Maurice Benayoun – Estive aqui a primeira vez para o Emoçao Art.ficial, em 2002, como palestrante. Algumas pessoas devem lembrar-se da minha participação quando fingir “ser alguém” e expliquei porque meu trabalho não era sério.

RH: Como a cultura gamer pode contribuir para a arte contemporânea?

MB: Não somente a cultura gamer, mas a exploração de novos caminhos na criação de uma narrativa. Isso já foi visto antes. Assim como o cinema foi a arte dominante no século 20, o videogame será a arte dominante do século 21. Sua nova maneira de contar histórias e sua proposta vanguardista, onde a pessoa atua como um visitante e não um espectador, está começando uma grande mudança na narrativa. Os “serious games” estão introduzindo significado à experiência e criando situações para viver no lugar de objetos para ver. Quando comecei a trabalhar com tecnologias próximas aos games (realidade virtual, imagem e som em tempo real, interação, imersão, dinâmica de espaço e narrativa…) o jornal francês Le Monde chamou a minha obra “Is God Flat?”, de 1994, de “primeiro game metafísico da história”.

RH: Quais tecnologias você usou em “World Skin, a Photo Safari in the Land of War”? Quanto tempo gastou nesse projeto?

MB: A primeira versão foi realizada em uma caverna (um quarto virtual imersivo composto de um cubo com projeções que se moviam) com um computador enorme, o SGI ONYX. O custo desse equipamento, na época, foi de quase US$ 1 milhão. Ele me ajudou a mostrar esse trabalho em vários países do mundo, embora já tivesse exibido o projeto antes mesmo de possuir esse equipamento.

A segunda versão utiliza um PC, um projetor estereoscópico, um sistema estéreo 4.0 (quatro canais de áudio onde os alto-falantes são posicionados em quatro cantos de uma sala) – produção de Jean-Baptiste Barrière -, e um sistema que utiliza Wii Remote, webcam e LED (Diodo Emissor de Luz). Máquinas fotográficas SLR (Single-lens reflex) ficam à disposição dos visitantes.

RH: Paris é um ícone das artes na Europa. Como é a cena da arte contemporânea e como os novos artistas têm trabalhado com a tecnologia e a influência da game arte?

MB: Eu acho que a nova geração nasceu com os videogames; eles não se sentem como estranhos nesse novo cenário cultural.

RH: Você está trabalhando em alguma coisa nova?

MB: Eu estou trabalhando em alguns novos projetos. Uns são parte da série “Mechanics of Emotions”. Depois de “Emotional Market”, “Emotion Vending Machine” – que vende as emoções do mundo criando ringtones – e “Still Moving”, eu trabalho agora na “Emotional Forecast”. Estou envolvido também em um projeto de uma rede social e game chamada “Last Life”. Trata-se de uma grande instalação urbana como a “NeORIZON”, exibida em outubro em Xangai. Outro projeto envolve o aumento da realidade de um telescópio sobre o Arco do Triunfo, em Paris.

RH: Quais são suas expectativas para essa mostra brasileira?

MB: Essa é minha primeira exposição na América do Sul. Eu estou contente em conhecer pessoas, a cidade (não o país, ainda) e também estou feliz em ver de perto todos os novos trabalhos que refletem uma visão específica de mundo e do que a arte pode (ou poderia) ser.

Mais: Itaú Culural recebe mostra de game arte

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/05/2009 - 11:53

Video Game Girls Burlesque

Ficou confuso? Bem, eu explico! “Burlesque”, ou “Burlesco” em português, é um gênero teatral que surgiu no século 19 em Nova Iorque, nos Estados Unidos 17 na Itália e França e, mais tarde, se popularizou nos Estados Unidos. Na época, moças bonitas, com pouca roupa – e menos vergonha ainda -, dançavam, cantavam, mostravam o “corpitcho” e, evidentemente, contavam piadas sujas.

Aposto como você ainda não conseguiu entender a relação do teatro burlesco com os games, né? Bem, é que no início do mês, em Los Angeles, aconteceu um evento bastante curioso apelidado de Video Game Girls Burlesque. A festa foi realizada em um lugar curioso chamado Bordello Bar.

A materialização do sonho nerd de qualquer gamer contou com a apresentação de garotas bonitonas fantasiadas de Princesa Peach, Princesa Zelda, Chun Li e BloodRayne. Um sucesso!

Gostou da ideia? Então confira a galeria completa no LA Weekly.

PS. Muito obrigada pela correção, Pattoli.

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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