O cineasta Jason Reitman não poupou elogios ao filme “Scott Pilgrim vs. The World”, uma adaptação para o cinema do HQ de Bryan Lee O’Malley de nome homônimo. Segundo o diretor de “Juno”, o longa assinado por Edgar Wright (Grindhouse) deve se tornar um marco da sétima arte ao transportar para as telonas a linguagem dos games.
A declaração foi feita em seu Twitter após assistir, em Londres, um trecho de 30 minutos do filme. Scott Pilgrim será interpretado por Michael Cera (Juno, Paper Heart, Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música) e na trama o protagonista terá de lutar contra os sete diabólicos ex-namorados de sua atual namorada, a colegial Ramona Flowers. Será que ele vai fazer alguma referência ao eterno caso de amor entre a Princesa Peach e Mario?
Ainda de acordo com Reitman, o filme será o primeiro a conquistar o que ele chamou de “geração do joystick” ao incorporar uma linguagem convergente, capaz de se tornar, a médio ou longo prazo, um novo gênero cinematográfico.
“Scott Pilgrim vs. The World” será lançado no próximo ano.
A onda das “live-action” parece estar realmente trazendo resultados às produtoras. Embora essa não seja uma estratégia recente de divulgação no mercado de games, a “humanização” dos personagens chama a atenção da audiência, cada vez mais abrangente e disposta a encarar de maneira positiva a convergência proposta por todos os meios de comunicação em massa – o que inclui, evidentemente, os jogos eletrônicos.
O case mais recente e de maior impacto, certamente, é o vídeo “We Are ODST”, parte da promoção de “Halo 3: ODST”. Dirigido por Rupert Sanders e produzido pela HBO, os diálogos são todos em húngaro e a trilha sonora do trailer é embalada por uma versão em gaélico da canção “Light of Aidan – Lament”, da banda Café del Mar.
A produção – de primeira, diga-se de passagem – também colaborou para o considerável número de vendas de “Halo 3: ODST” – quase 1 milhão e meio de cópias -, desde seu lançamento em 22 de setembro.
De olho no sucesso da Bungie, a empresa por trás do desenvolvimento de “Halo”, a Ubisoft aproveitou a moda e, em parceria com um estúdio de efeitos especiais de Hollywood, produziu uma série de 3 episódios de um live-action, cujo objetivo será divulgar o seu próximo grande lançamento: “Assassin’s Creed II”. Embora não tenha o apelo emocional de “We Are ODST”, “Lineage”, e os próximos dois episódios que serão divulgados ao longo das semanas seguintes, devem ajudar nas vendas do game que retrata o período renascentista, em Veneza, na Itália. Confira:
Você consegue imaginar como seria um documentário sobre o game “Street Fighter IV”? Eu não!
Bom, Ian Cofino, o diretor de “I Got Next”, ficaria feliz em saciar nossa feroz curiosidade. O estudante da Purchase College, School of Art and Design, nos Estados Unidos, começou o seu documentário como um projeto de conclusão de curso e, mais tarde, transformou-o em algo muito maior.
O filme, que tem ganhado espaço na mídia por conta do seu assunto “peculiar”, é baseado em torneios reais de “Street Fighter IV” e, segundo o diretor, não pode ser considerado uma obra sobre games e sim sobre pessoas.
A primeira exibição pública de “I Got Next” foi realizada em maio. A estreia do filme acontece na próxima sexta-feira, às 20h00 EST (Eastern Standard Time), na UfragTV.
Bom, esse é o nome do ótimo filme de Matheus Souza, que leva para os cinemas todo aquele clima de Nick Hornby, The Strokes e “Quase Famosos”, assim, tudo junto, no mesmo lugar e de uma só vez. Cultura pop na veia e muitas, muitas, mas muitas referências ao meu, ao seu e ao nosso dia a dia.
Okay. Agora você gostaria de entender o motivo pelo qual estou publicando isso aqui, certo? É o seguinte: o filme, um retrato fiel dessa geração que acompanhou de perto os encontros e desencontros de Rob Gordon, em “Alta Fidelidade”, não poderia deixar de citar os videogames em algum momento. E Matheus Souza o faz, obviamente.
Em uma das cenas do filme, os protagonistas discutem a importância da Nintendo e da Sony, trazendo à tona a clássica rivalidade entre sonystas e nintendistas. Um barato! E não é só essa a referência aos jogos presentes no longa. A “namorada”, que defende a dupla dinâmica Luigi e Mario, critica o “namorado” por perder baladas para jogar “Kingdom Hearts”. Não é à toa que “.apenas o fim.” termina com aquele tradicional aviso: “Os nomes, personagens e histórias são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência…”
Os cinéfilos sabem bem que a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começou na última sexta-feira, dia 17. Agora será que os gamemaníacos sabem que durante esta 32º edição serão exibidos 2 filmes que abordam, diretamente ou indiretamento, os games?
“Hobby”, do espanhol Ciro Altabás, e “Max Payne”, do irlandês John Moore, estão na programação do festival e são boas opções para quem gosta do misto cinema/games.
Veja abaixo uns “quotes” que peguei no próprio site da Mostra.
- “Hobby” – Espanha – 2008
Hobby começou como uma inocente jornada para testemunhar o lançamento de um console para videogame no Japão, mas pouco a pouco, transformou-se num retrato dos diversos tipos de lazer que os japoneses criam para passar seu tempo livre. É um documentário de entretenimento que fala sobre entretenimento.
- “Max Payne” – EUA – 2008
Thriller de ação baseado no famoso videogame que vendeu mais de 3,5 milhões de unidades em todo mundo. Em Nova York, o agente da DEA, cuja família foi assassinada como parte de uma conspiração, e uma assassina buscando vingar a morte da irmã, juntam-se para resolver uma série de assassinatos. A dupla será perseguida pela polícia, pela máfia, e pela implacável corporação.
Jornalista, vinte e poucos, blogueira etc. Escreveu para a Rolling Stone, Top Magazine, EGM Brasil e Sampaist. Edita o Arena Turbo, canal de games do iG, além de colaborar com o blog Bebidinhas.