Vi esse vídeo no YouTube e achei incrível. As notas musicais são todas produzidas em softwares que rodam em um Nintendo DS e em dois iPhones. Adivinhe que jogo está no portátil? Electroplankton, é claro!
A última semana foi caótica. O Campus Party mudou a rotina de todo mundo e, certamente, deixou um ar de nostalgia na Bienal do Ibirapuera. Infelizmente não consegui passar a semana inteira por lá; acabei visitando o evento somente na sexta, sábado e domingo.
A área dos games foi a que mais chamou a atenção do público depois do espaço dedicado ao software livre. E, claro, o que não faltaram foram manifestação acerca do caso “Counter-Strike”. O jogo foi retirado da programação oficial do evento em virtude da decisão judicial que proibiu sua venda no Brasil há pouco mais de um mês.
Por todo o pavilhão era possível deparar-se com cartazes e adesivos que pediam pela liberação do game nas dependências. A galera carregava sem censura os dizeres e circulava pelas bancadas onde, evidentemente, havia pessoas jogando o… “Counter-Strike”. Eu achei ótimo!
Era divertido acompanhar algumas partidas. Os meninos tinham gritos de guerra e quebravam o raro silêncio que tomava conta do local à noite. Eu realmente queria saber como era o clima durante as madrugadas por lá.
Assisti algumas palestras, trabalhei bastante, tirei muitas fotos e encontrei amigos. Fiquei por dentro dos “babados” e descobri que até contrabando de “vódega” aconteceu durante o Campus Party. Coisa de louco!
O mais bacana do evento, em minha opinião, foi a miscigenação de tribos. Andando pelos corredores da festa - por que o clima era de festa mesmo - pude esbarrar em nerds clássicos (aqueles que usam a calça na cintura), nerds “metaleiros” (aqueles que usam cabelos compridos e roupas pretas), nerds wannabe cool (aqueles que fingem ser indie e, algumas vezes, até são mesmo), nerds executivos (aqueles que combinam o cinto caramelo com o sapato caramelo), nerds emos (aqueles que se entregaram de corpo e alma ao movimento “free hugs”) e algumas outras subcategorias que merecem menos atenção. Achei TUDO!
Ano que vem tem mais e isso já é certo. Se estarei lá? Com certeza!
Quem mais deu uma passadinha na meca geek no último final de semana?
Embora ainda não tenha conseguido tempo para dar “aquela” passadinha no Campus Party, tenho acompanhado TUDINHO via Twitter. Depois do show do Ministro Gilberto Gil, dos free hugs distribuídos Bienal afora, das reclamações exacerbadas acerca dos preços dos alimentos no pavilhão e do menino que desmaiou enquanto TIRAVA FOTOS (pelo menos segundo a FSP) - há quem diga que o pobre estava jogando -, o clima está para lá de animado.
Desde segunda-feira, 11, quando começou o evento, o Twitter anda movimentadíssimo. Mesmo quem está fora das imediações do Ibirapuera consegue acompanhar, quase que em tempo real, tudo o que está acontecendo. Eu estou adorando - e morrendo de inveja.
E vejam só, caros coleguinhas: segundo “fontes ultra-master-big secretas”, embora seja expressamente proíbida a venda ou consumo de bebidas alcoólicas no pavilhão, tem gente esperta levando substâncias etílicas “camufladas” para o Campus Party. Vocês conseguem imaginar milhares de geeks “animadinhos”, circulando madrugada adentro, com seus laptops a tiracolo, discutindo questões políticas acerca do creative commons? Eu confesso que fico com um certo medinho ;p
Bom, amanhã vou conferir TUDO de perto e prometo trazer alguns babados fortes para quem se amarra no lado “gossip” do mundo gamer.
“Roubei” a fotinho do flickr da Helena, companheira geek que está acampando por lá!
Começa nesta segunda-feira o maior e mais importante evento de entretenimento eletrônico do país, o Campus Party. O encontro, que reúne 3000 inscritos na Bienal, ali no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, será realizado entre os dias 11 e 17 e terá uma ampla cobertura da imprensa.
Falei há pouco com o Marco “Whale” Quezada, responsável pela organização da área “Games” do evento, e ele deu uma prévia de como está a Bienal neste exato momento. Além da fila enorme de pessoas com máquinas a tiracolo, equipes de TV começam a chegar ao local.
*****Atualização*****
Quem quiser acompanhar ao vivo o que acontece na área “Games”, basta clicar aqui, oh!.
Jornalista, vinte e poucos, blogueira etc. Escreveu para a Rolling Stone, Top Magazine, EGM Brasil e Sampaist. Edita o Arena Turbo, canal de games do iG, além de colaborar com o blog Bebidinhas.