Este mundinho machista me estressa. Pronto, falei! Depois de notar que as mulheres só aparecem nos games como gostosonas, siliconadas e burras, chegou a vez dos consoles virarem objetos de adorno para “modelos”.
E o público masculino, claro, vai ao delírio. O blog do usuário Hamza CTZ Aziz, que fica dentro do fórum Destructoid, é um sucesso de audiência. Os picos de acesso, evidentemente, acontecem quando CTZ publica uma espécie de coluna chamada “Nerdcore” onde, delicadamente, cede espaço para as moças que se amarram (literalmente) nos games.
Mas a gota d’água mesmo aconteceu ainda há pouco quando recebi por MSN o link de um vídeo comercial do jogo para PC Juiced. Na propaganda dois garotos tiram a roupa de uma menina controlando um joystick.
Deprimente, né?
Crédito//Imagem: Hamza CTZ Aziz (http://www.destructoid.com)
Se você morreu de rir ao assistir filmes como “Alta Fidelidade” (High Fidelity) e “Escola de Rock” (School of Rock), onde o ator/cantor Jack Black dava um banho de bom humor com suas divertidas peripécias, a novidade que estampou a capa da revista norte-americana “Game Informer” certamente lhe chamou a atenção.
O jogo da vez, mais conhecido como “Brütal Legends”, faz analogia à banda de Black, a “Tenacious D”, e leva para o mundo mítico dos games toda a magia do rock’n'roll. Tim Schafer, quem assina o título, é conhecido por outros jogos como Psyconauts e descreve o novo projeto como um “road show”.
Em “Brütal Legends” o protagonista chama-se Eddie Riggs e, segundo a revista, será dublado pelo ator Jack Black. Na semana passada foi disponibilizado um teaser do jogo em diversos sites internacionais, entretanto ainda é difícil detalhar o enredo do game.
O investimento em marketing não parece ser dos menores. O site IGN, por exemplo, recebeu um press kit deveras interessante. A Vivendi, produtora do jogo, enviou para a redação dos “caras” uma espécie de vitrola, um vinil de uma banda fictícia chamada “Tainted Coil” (com o single “Corpse of Hope”) e um flyer meio “tosquinho”. No pequeno disco havia a inscrição “Riggs Records”.
Pelo que pude entender, o jogo não deve economizar em sangue e violência. Ainda de acordo com o trailer, “Brütal Legend” respeita fielmente os estereótipos “roqueiros” e deve - mais uma vez - repetir nos games aquela já conhecida atitude rock’n'roll.
Bem, mesmo não sendo fã de heavy metal e afins, achei a proposta “bacanuda” e confesso estar curiosa para ver de perto o projetinho do pai do astuto Razputin ;p
Ah, claro, já ia esquecendo: o jogo, ainda sem data de lançamento, estará disponível nas versões para Playstation 3 e Xbox 360.
Quando você escuta a palavra Atari o que imediatamente vem a sua mente? Embora esteja falando de uma marca importante, que virou ícone no mercado de games no final da década de 70 e início da década de 80, a imagem que vem a minha cabeça é sempre aquela do console em madeira, no chão da sala, com uma caixa de papelão cheia de cartuchos empoeirados ao lado.
Para quem tem mais de 20 anos é muito complicado desvincular a marca Atari do clássico modelo 2600, responsável “máster plus” pela paixão pelos games cultivada até os dias atuais . E por isso uma data como esta, a comemoração de seus 30 anos, não pode passar despercebida pelo Game Girl.
Há 3 décadas, em outubro de 1977, chegava ao mercado a mais revolucionária parafernalha de entretenimento, capaz de fazer subir as pareder qualquer garoto de 10 anos. O Atari 2600 e seu clááááááássico joystick chegavam botando banca e mostrando que podiam, sim, servir como um divisor de águas para aquele universo geek que nascera há poucos anos, graças ao desenvolvimento tecnológico.
Vai me dizer que não lembra de jogos como Asteroids, Blackjack, Canyon Bomber, Enduro, Frogger, Pac-Man, River Raid e mais uma infinidade de títulos simplesmente incomparáveis?
Lendas que nossas mães insistiam em contar:
- Videogame estraga a televisão;
- Videogame faz “mal para a vista”;
- Jogos deixam as pessoas violentas;
- Basta soprar o cartucho para ele funcionar direito;
- Quem joga videogame não gosta de estudar;
- Jogar Enduro dá tontura.
O que mais seus pais costumavam falar quando se recusava a desligar o videogame para fazer a lição de casa?
No primeiro post desse blog, há quase dois anos, falei um pouco sobre como é trabalhar em um mercado tão masculino como é esse de games. Citei algumas dificuldades, mas também ressaltei o quão é bom ser paparicada pelos marmanjos que preferem “apelar” para os especiais do que jogar limpo e perder para uma garota.
E foi por causa de toda essa atitude (ohhh), que a Game Girl aqui foi convidada para participar de um projeto “trilegal”, desenvolvido pela agência de publicidade - alternativa - LiveAD e pela Ilhabela, linha de calçados teen da Grendene: o HellBabes.
Trata-se de uma web série fantástica - a primeira do Brasil - que colocou em um mesmo patamar 10 meninas dos mais diversos lugares do país e um ator global.
E como o Game Girl entrou nessa? Bem, fui chamada pela equipe de produção dessa web série para ajudar na seleção dessas garotas e para, de quebra, acompanhar os bastidores da gravação . A escolha das mocinhas aconteceu da seguinte forma: uma equipe em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, fez uma “limpa” nas escolas estaduais para descobrir talentos, enquanto uma outra turma bacana veio para São Paulo, com o objetivo de rodar outros colégios estaduais atrás de “bandeirantes” de atitude. No momento da seleção rolou um teste de vídeo para saber quem melhor se adequava a câmera. Em virtude dessa vida louca de jornalista que cobre games não pude ir aos colégios, mas quem compareceu me contou que foi incrível e bastante divertido.
Concept art de um dos cenários
Enquanto decidiam-se quem seriam as futuras HellBabes off line, acontecia na internet uma outra seleção, muito mais abrangente às garotas que moravam em outros estados do Brasil. Um roteiro foi sugerido às interessadas e esses vídeos, fruto da criatividade das candidatas, eram publicados no You Tube. Os materiais com mais views iam para uma fase final, onde uma equipe especializada - inclusive a moça aqui - escolhia as vencedoras da etapa on line.
Depois que o time de 10 garotas foi formado, chegou a hora de embarcar para Porto Alegre, onde aconteceram as gravações. As HellBabes foram alguns dias antes para poder participar de uma oficina de vídeo, onde aprenderam os segredinhos de quem o tempo todo está na telinha. E foi só na cidade do “chimas” que as meninas souberam com quem iriam trabalhar na tal web série. O ator global convidado foi Alexandre Slaviero, que interpretou Kiko na Malhação e hoje vive Heraldo Carreira na novela das 20h, a “Duas Caras”, da Rede Globo.
Slaviero e as HellBabes
O frenesi foi total, entretanto as garotas, mesmo sem qualquer experiência anterior na televisão, cinema ou teatro, foram super profissionais e deram um banho no simpático Slaviero. “Eu achei super interessante essa idéia. O projeto abre novas oportunidades”, contou o ator para o Game Girl depois de passar um dia inteiro gravando com as mocinhas.
Slavieiro nos falou também que tem um Playstation 2 em casa e que, vez ou outra, chama os amigos para uma jogatina. Mesmo não sendo um gamer “ativo”, ele confessou curtir o entretenimento (rs).
As meninas, por sua vez, não pouparam elogios e nem disfarçaram a satisfação de participar de uma web série, principalmente, assim, “tão bem acompanhadas”. A Jú, por exemplo, em quem votei ainda na fase on line, estava radiante, apesar do cansaço. Nascida Juliana Krause, a gaúcha afirmou ser “tribom participar do projeto por causa de toda equipe, figurino, maquiagem, diretor etc”. Mas a vida de atriz não é mole, não: “A rotina é cansativa por que tu tem que estar encima de um salto durante vários dias; estar disposta a fazer tudo o que o diretor manda fazer”, explicou a HellBabe mais from hell da turma ;p
Jú Krause
Karla Braga, então, atravessou, literalmente, o país para fazer parte do time. A moça, que mora em Porto Velho, Rondônia, não poupou esforços e mesmo depois de muitas, muitas horas de vôo, chegou intacta em Porto Alegre. A HellBabe explicou o quão importante foi essa experiência: “Para mim estar aqui é uma experiência interessante e bem singular. Na região Norte é difícil ter oportunidades desse jeito”, contou a moça cujo codinome na série é “A Misteriosa”. Apesar de parecer ter nascido para a coisa, Karla confessa “nunca ter feito nada do gênero, como comerciais e afins”.
HellBabes e a equipe
Bom, agora que você já sabe como foi todo o processo de gravação da web série, confira o resultado. Aproveite por que está fresquinho; o primeiro capítulo foi ao ar nessa quinta-feira, dia 04.
PS. Um grande beijo para as blogueiras fofas que também acompanharam toda a saga das garotas: Mari, Vivi, Paula e Lia, que não nos acompanhou em POA por que tem medo de avião (pronto, falei!).
E ai pessoal que se amarra no Capitão Nascimento! Recebi ainda pouco dois screenshots do game BOPE, aquele que, segundo as especulações, foi baseado no longa de José Padilha “Tropa de Elite”.
Pedi informações adicionais a respeito do projeto, mas alegaram não poder divulgar outros detalhes…por enquanto.
Bom, vamos continuar tentando, né? Afinal, o filme estréia nesta sexta-feira, 05, e o pessoal responsável pelo desenvolvimento do jogo não vai querer perder o “time”. Eu acho!
Master Chief que se cuide por que Capitão Nascimento vem aí. Segundo um site misterioso, o polêmico longa “Tropa de Elite“, dirigido por José Padilha, deve servir de inspiração para um game on line. Batizado de BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), o jogo deve reproduzir cenários familiares como os morros cariocas e o subúrbio do Rio de Janeiro.
Não é a primeira vez que a Cidade Maravilhosa e sua discrepância social são vistas em um jogo. Há alguns anos o FPS (First Person Shooter - jogo de tiro em primeira pessoa) “Counter-Strike” ganhou um mapa que reproduzia os becos e favelas cariocas. O “CS Rio”, segundo alguns jogadores, é muito bacana e já virou hit nas LAN Houses brasileiras; o mapa também já ganhou alguns prêmios e conquistou adeptos de outros países.
Procurei por outras informações no site do BOPE, o jogo, mas pelo jeito só saberemos do que realmente se trata o game após o lançamento do filme em circuito comercial, no dia 12 de outubro.
Bem, já me cadastrei por lá. Agora basta esperar por novidades…
Segundo a assessoria de imprensa do filme “Tropa de Elite”, a data de estréia do longa nos cinemas brasileiros acontecerá na próxima sexta-feira, dia 05. A antecipação ocorreu em virtude da pirataria.
Jornalista, vinte e poucos, blogueira etc. Escreveu para a Rolling Stone, Top Magazine, EGM Brasil e Sampaist. Edita o Arena Turbo, canal de games do iG, além de colaborar com o blog Bebidinhas.