Arquivo de julho, 2006
28/07/2006 - 19:59
A bicharada está solta. Além do lançamento “Os Sem-floresta”, chega em outubro para PCs e consoles o The Sims 2 Pets; o anúncio foi feito nesta semana pela Electronic Arts. No telão absurdamente gigante exposto no estande da EA durante a E3, um dos jogos que mais chamava a atenção era a expansão da simulação. Com bichinhos fofos e para lá de carismáticos, a multinacional deve repetir o sucesso da franquia, consagrada desde sua estréia, em 2000.
Se alguém duvidava do êxito dos pets nos games, Nintendogs foi, com certeza, o responsável pela brusca mudança de opinião. Depois de se consagrar com milhões de cópias vendidas em todo mundo e de fazer bonito em jornais e revistas “não especializadas” (grande mídia), o título da japonesa Nintendo mostrou que bichinhos virtuais podem ser tão carentes quanto animais de verdade.
Agora se o estilo “Tamagotchi” de ser não agrada alguns, a possibilidade de viver na pele de um cachorro pode empolgar outros. E esse é o meu caso. O Nintendogs é muito bacaninha, mas passar horas olhando para um bichinho que não se pode apertar é algo que me deixa meio “cabreira”.
Passei muito tempo querendo jogar “Dog’s Life”, título da Hip Games, lançado em setembro de 2004. Achava a sinopse interessante e os gráficos super simpáticos, mas sempre pensava: “Caramba, Renata, você já é uma mocinha muito grande para querer jogar isso, né?”.
Os anos passaram até que surgiu a oportunidade de conhecer “Jake”, o cão protagonista do game. No começo fiquei meio desconfiada, com o pé atrás, mas 10 minutos depois de começar percebi que o jogo é extremamente divertido.
E não vá pensando você que as missões são fáceis. Embora os gráficos façam referência a um jogo infantil, é preciso pensar e, algumas vezes, quebrar a cabeça para passar as fases.
A jogabilidade é ótima e a liberdade de exploração nos mapas fantástica. Os comandos são bem simples e respondem muito bem a ação. O bom humor do jogo é genial e faz do game um ótimo entretenimento para as segundas e quartas, quando a vontade de explodir tudo e todos impera.
Enfim, Dog’s Life comprovou o que eu desconfiava: ser um cachorro é animal! (hahaha).

Pessoal, esse é o Jake (uma graça, não?)
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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17/07/2006 - 21:19
Há algumas semanas a Sony tem se transformado em alvo de criticas. Depois da novela LocoRoco, game da empresa para PSP tido por alguns como um jogo racista (chegaram a citar que os inimigos faziam referência ao “Blackface”, figura comum no teatro popular musical dos Estados Unidos, no qual atores brancos pintavam o rosto com tinta preta e satirizavam danças da cultura negra), chegou a vez do portátil da multinacional gerar polêmica.
Agora as especulações giram em torno de uma campanha publicitária veiculada na Holanda para divulgar o modelo branco do PSP . No outdoor, exposto nas ruas de Amsterdã, uma mulher branca aparece segurando o rosto de uma mulher negra.
Para alguns a imagem traz claramente a mensagem de submissão, enquanto para outros a fotografia simplesmente destaca o contraste do branco no preto – ou vice-versa.
Em entrevista ao site Gamesindustry.biz, um porta-voz da Sony respondeu às criticas de maneira categórica; segundo ele, a campanha em nenhum momento teve – ou tem – a intenção de passar qualquer tipo de mensagem racista.
Não é o que acha a maioria dos usuários adeptos aos fóruns “web afora”. Pelo que pude perceber navegando por aí, muita gente não curtiu a campanha, julgando-a como apelativa etc e tal.
E o representante da Sony no Reino Unido é da mesma opinião: “Eu gostaria de afirmar que nós não veicularemos essa campanha no Reino Unido”, disse em entrevista ao site Gamesindustry.biz.
Eu, particularmente, acho tudo isso uma tremenda tempestade em copo d’água, embora concorde que é preciso muito bom senso na hora de criar uma campanha publicitária.
Imagino que no lugar dos publicitários faria algo diferente. Apesar de vivermos em um mundo “globalizado”, livre de “preconceitos”, lidar com questões raciais (e aí incluo todas as RAÇAS) ainda é algo muito delicado.
Acho que o assunto merece debate. Ficaria muito chateada se percebesse que, apesar da tecnologia de ponta e das ações de vanguarda, o mercado de games pudesse “eventualmente”, em uma rara possibilidade, demonstrar, mesmo que sutilmente, qualquer tipo de tendência racista.
Enfim, eu prefiro acreditar que tudo isso não passa de especulação barata. E você?

Polêmico outdoor
Imagem/crédito – Joystiq
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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05/07/2006 - 21:15
Ah, impossível não soltar os cachorros neste post. Depois de passar alguns dias me lamentando por não conseguir sentar em frente ao videogame para jogar alguma coisa, me deparo com uma grande decepção.
E toda minha insatisfação tem nome: X-Men: The Official Game. Claro que não posso dizer que não fui avisada. Todos os reviews que havia lido até então falavam mal do título, mas cética que sou, preferi conferir com os próprios olhos.
As apresentações são lindas e remetem ao quadrinho, mas na hora do “vamos ver”, não há como ficar contente com o resultado.
O Wolverine, meu mutante preferido, parece mais um bonequinho animado. Os golpes, que sempre me agradam dada a violência com que são aplicados, estão “murchinhos, murchinhos”. Os combos são inúteis, o cenário não interage com o personagem (quase nada quebra) e a câmera é péssima e limitada.
Os únicos outros dois mutantes disponíveis são Homem de Gelo e Noturno. Tenho ressalvas pessoais quanto ao primeiro herói, mas confesso que jogar com Noturno está entre as poucas coisas legais do game. Embora seus golpes sejam ruins demais, o fato de poder brincar de esconder com seu poder de teletransporte é bem divertido.
Ah, e os inimigos! Colocar o homem das garras de ossos mais nervoso dos quadrinhos para enfrentar aqueles “chefinhos” – no sentido pejorativo da palavra – chega a ser um pecado contra a Marvel.
Enfim, depois de provar do “doce veneno” preciso afirmar que X-Men Legends é muito melhor. Não só pela gama de personagens, mas pela inteligência com que a história se desenrola.
Duvida? Respire fundo, peça paciência aos céus e gaste algumas horinhas em frente ao Playstation 2 jogando X-Men: The Official Game. Depois só não diga que deixei de avisar!
O Ministério dos games bacanas adverte: jogar X-Men: The Official Game por mais de 30 minutos pode causar gastrite nervosa, enjôo, dor de cabeça e mal estar. Se algumas horas após desligar o videogame os sintomas não passarem, sugiro que jogue We Love Katamari às pressas.
Fui!

O screenshot até que engana bem
Dica: Nem só de games vive uma “gamer”. Conheçam o http://sampaist.com. O que é BOM precisa ser divulgado
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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