Game animal
A bicharada está solta. Além do lançamento “Os Sem-floresta”, chega em outubro para PCs e consoles o The Sims 2 Pets; o anúncio foi feito nesta semana pela Electronic Arts. No telão absurdamente gigante exposto no estande da EA durante a E3, um dos jogos que mais chamava a atenção era a expansão da simulação. Com bichinhos fofos e para lá de carismáticos, a multinacional deve repetir o sucesso da franquia, consagrada desde sua estréia, em 2000.
Se alguém duvidava do êxito dos pets nos games, Nintendogs foi, com certeza, o responsável pela brusca mudança de opinião. Depois de se consagrar com milhões de cópias vendidas em todo mundo e de fazer bonito em jornais e revistas “não especializadas” (grande mídia), o título da japonesa Nintendo mostrou que bichinhos virtuais podem ser tão carentes quanto animais de verdade.
Agora se o estilo “Tamagotchi” de ser não agrada alguns, a possibilidade de viver na pele de um cachorro pode empolgar outros. E esse é o meu caso. O Nintendogs é muito bacaninha, mas passar horas olhando para um bichinho que não se pode apertar é algo que me deixa meio “cabreira”.
Passei muito tempo querendo jogar “Dog’s Life”, título da Hip Games, lançado em setembro de 2004. Achava a sinopse interessante e os gráficos super simpáticos, mas sempre pensava: “Caramba, Renata, você já é uma mocinha muito grande para querer jogar isso, né?”.
Os anos passaram até que surgiu a oportunidade de conhecer “Jake”, o cão protagonista do game. No começo fiquei meio desconfiada, com o pé atrás, mas 10 minutos depois de começar percebi que o jogo é extremamente divertido.
E não vá pensando você que as missões são fáceis. Embora os gráficos façam referência a um jogo infantil, é preciso pensar e, algumas vezes, quebrar a cabeça para passar as fases.
A jogabilidade é ótima e a liberdade de exploração nos mapas fantástica. Os comandos são bem simples e respondem muito bem a ação. O bom humor do jogo é genial e faz do game um ótimo entretenimento para as segundas e quartas, quando a vontade de explodir tudo e todos impera.
Enfim, Dog’s Life comprovou o que eu desconfiava: ser um cachorro é animal! (hahaha).

Pessoal, esse é o Jake (uma graça, não?)


