Onde tudo acontece
Assim como em qualquer outro segmento, os grandes lançamentos sempre são marcados com majestosas festas. E com os games isso não é diferente. Se para o consumo eletrônico há a CES (Consumer Electronic Show), momento no qual as principais novidades são anunciadas, para os jogos eletrônicos há a E3 (Electronic Entertainment Expo) e a TGS (Tokyo Game Show).
Enquanto uma feira faz movimentar a indústria aqui no Ocidente, a outra faz brilhar os olhos dos Orientais. É difícil comparar as duas em termos de importância, já que um evento acaba por complementar o outro.
A E3, que já está em sua décima edição, acontece em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, no mês de maio. Já a TGS sempre ocorre em setembro na capital japonesa Tókio. Ambos eventos marcam o inicio e o fechamento “comercial” de cada ano. Todos os grandes lançamentos acontecem antes ou durante tais feiras.
É engraçado ver como o mundo – dos games – pára durante esses dois acontecimentos. É como se, durante uma semana, todas as atenções se voltassem para um único ponto.
A movimentação em torno das coletivas de imprensa é fenomenal. São centenas de jornalistas do mundo inteiro disputando uma vaga para poder ver em primeira mão um determinado lançamento. E a briga é feia. Vale tudo para ter o nome na lista de “tal” press conference.
Ir para uma feira de tal porte e não comparecer a nenhuma coletiva é como comprar um ingresso para um show e assistir do lado de fora, se é que entendem. As principais novidades do ano são anunciadas durante tais eventos.
E não vá pensando que o “jeitinho brasileiro” ajuda na hora de garantir um lugarzinho. Embora o mercado nacional tenha provado aos quatro ventos que está em ascensão, fazer as multinacionais olharem para a imprensa com mais credibilidade é uma tarefa árdua e bastante cansativa.
Um dos fatores mais interessante dessas feiras, sem dúvida alguma, é o intercâmbio cultural. Encontrar pessoas do mundo inteiro que escrevem sobre a mesma coisa que você é curioso e bastante intrigante. Chega a dar um certo frio na barriga, confesso.
Quem já foi garante ser inesquecível. Quem nunca pôde “trabalhar” em um evento como esse, chora as pitangas e demonstra uma certa “invejinha” saudável dos colegas. Eu mesma proibi os garotos de comentarem qualquer coisa a respeito dias antes de embarcarem para LA no ano passado.
Enfim, o que importa desse “blá, blá” todo é que o Brasil marca, mesmo que de forma tímida, sua presença em feiras e conferências internacionais. E melhor que isso: os profissionais tupiniquins têm conquistado, cada vez mais, seu lugar ao sol. Um brinde à imprensa brasileira de games!

E3 2005

Cade o jogo???
Sensacional. Esta foto tem a katamari de verdade da feira do ano passado. Todo mundo que passava podia “grudar” alguma coisa na bola. No terceiro dia de feira, ela estava enorme! Isso é E3 !
É, o Brasil tá crescendo nos jogos! Prova disso é o número cada vez maior de produtoras e eventos como a premiação dos melhores do ano da Gameworld. É bom chamar atenção do resto do mundo, nós também jogamos!
cade o jogo entro todo dia pra joga