Arquivo de abril, 2006
26/04/2006 - 20:51
Embora seja o esporte predominante e de maior importância – e destaque – no país, o futebol não agrada a todos. A minoria, composta por namoradas, esposas, extremistas e “garotas que detestam futebol simplesmente”, geralmente passa por louca, quando não, por alienada e pouco patriota.
Pode parecer estranho confessar fazer parte deste “seleto” grupo em um ano em que o principal evento marcado a caneta em todos os calendários do Brasil é a Copa do Mundo – mais importante que a própria Eleição, para alguns.
Não sei de onde veio tal antipatia, mas o mais engraçado de toda a história é que, embora fique “fula” da vida nos plantões de final de semana, quando todas as notícias giram em torno dos campos de futebol mundo afora, me divirto MUITO jogando Winning Eleven e FIFA.
No começo fiquei assustada. Já começava a jogar desconfiada, achando que controlar “homenzinhos” em um campo verde, tentando a todo custo lançar uma bola em uma rede, seria pura perda de tempo. Era contraditório e pouco provável. Para não fazer feio frente a todos os meus amigos “doentes” (no sentido literal da palavra) por futebol, evitava qualquer reação de satisfação.
Aí o tempo foi passando e passando. As partidas de sábado à noite, todas regadas a cerveja e salgadinhos, passaram a se tornar um tanto quanto divertidas e, apesar do constante “pé atrás”, resolvi assumir o gosto pela coisa – para mim mesma, é óbvio.
Peguei um Winning Eleven emprestado e levei para casa. Comecei devagar, afinal não queria passar a utilizar meu Playstation apenas para tal jogo. Muitos dos que conheço são tão viciados ao ponto de se recusarem a abrir o drive para tirar o DVD (é sério).
Joguei, joguei, joguei. Por mais que tentasse demonstrar indiferença ao gol do Brasil sobre a Argentina, nos últimos minutos do segundo tempo, foi impossível não assistir ao replay. Também não deu para segurar as ofensas (nada educadas) ao juiz ladrão que roubou aquele pênalti ou que deixou passar batido uma falta.
Enfim, passei a entender do assunto (superficialmente, que fique bem claro) por meio do game. Apesar de causar espanto, repulsa e dúvida na cabeça de muitos, digo para quem quiser ouvir: “Odeio futebol, mas jogo Winning Eleven”.

Screenshot de Winning Eleven 9
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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19/04/2006 - 21:52
As mulheres sempre estiveram ligadas ao universo gamer. Jogando ou brigando com o namorado que não sai da frente do PC ou TV, elas nunca foram figurinhas obscuras nesse meio, predominantemente, masculino.
Isso sem citar a exploração – ora positiva, ora negativa – da imagem da mulher (e suas curvas, particularmente) nos milhares de jogos publicados desde que o Atari era artigo de luxo.
Até aqui, nenhuma novidade.
Mas qual será a imagem da garota que joga atualmente? Será que o estereotipo de menina cheinha, dentuça, com espinhas e mal-amada ainda prevalece? Eu respondo, caros blogueiros: “Sim, prevalece!”.
É incrível como ainda fazem esse tipo de associação em um mundo tão, digamos, “globalizado”. A figura feminina na indústria de entretenimento digital, seja na área de desenvolvimento, seja como consumidor final, tem se firmado como nunca e tem causado polêmica no meio.
E as últimas a escandalizarem atendem pelo nome de “GirlsofCS”. As garotas, jogadoras de Counter-Strike, resolveram de uma vez por todas acabar com a imagem “Mônica” adotada pela maioria das pessoas. As moças tiraram a roupa e posaram “quase nuas” para fotos um tanto quanto ousadas na tentativa de chamar a atenção do público gamer.
E evidentemente chamaram muito mais do que a atenção. Alguém duvida?
Embora ache exagerada a chancela, não acredito ser de todo o mal esse tipo de “revolução sexual” (nos games, quem diria!). É importante mostrar que o estereotipo criado há anos é equivocado e que, assim como o cinema, os jogos possuem públicos distintos e heterogêneos.
Mas o que as mais feministas pensam a respeito? Vale a pena se expor de tal maneira para provar algo que está tão nítido? Será válido ter que tirar a roupa para confirmar presença? Muitas garotas não acreditam que seja esse o melhor caminho para conquistar o devido espaço; outras defendem que atitudes do gênero apenas incentivam o machismo, infelizmente ainda presente em nossa sociedade – gamer ou não.
Eu prefiro ficar encima do muro. Embora não tenha coragem de tirar a roupa nem pelo Dante do Devil May Cry – que sejamos sinceras, é um belo protagonista -, longe de mim criticar as garotas do “GirlsofCS”. Atitude (exagerada ou não) é sempre um ótimo combustível para trazer à tona discussões pertinentes.

GirlsofCS
Crédito: GirlsofCS
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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10/04/2006 - 21:56
Assim como em qualquer outro segmento, os grandes lançamentos sempre são marcados com majestosas festas. E com os games isso não é diferente. Se para o consumo eletrônico há a CES (Consumer Electronic Show), momento no qual as principais novidades são anunciadas, para os jogos eletrônicos há a E3 (Electronic Entertainment Expo) e a TGS (Tokyo Game Show).
Enquanto uma feira faz movimentar a indústria aqui no Ocidente, a outra faz brilhar os olhos dos Orientais. É difícil comparar as duas em termos de importância, já que um evento acaba por complementar o outro.
A E3, que já está em sua décima edição, acontece em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, no mês de maio. Já a TGS sempre ocorre em setembro na capital japonesa Tókio. Ambos eventos marcam o inicio e o fechamento “comercial” de cada ano. Todos os grandes lançamentos acontecem antes ou durante tais feiras.
É engraçado ver como o mundo – dos games – pára durante esses dois acontecimentos. É como se, durante uma semana, todas as atenções se voltassem para um único ponto.
A movimentação em torno das coletivas de imprensa é fenomenal. São centenas de jornalistas do mundo inteiro disputando uma vaga para poder ver em primeira mão um determinado lançamento. E a briga é feia. Vale tudo para ter o nome na lista de “tal” press conference.
Ir para uma feira de tal porte e não comparecer a nenhuma coletiva é como comprar um ingresso para um show e assistir do lado de fora, se é que entendem. As principais novidades do ano são anunciadas durante tais eventos.
E não vá pensando que o “jeitinho brasileiro” ajuda na hora de garantir um lugarzinho. Embora o mercado nacional tenha provado aos quatro ventos que está em ascensão, fazer as multinacionais olharem para a imprensa com mais credibilidade é uma tarefa árdua e bastante cansativa.
Um dos fatores mais interessante dessas feiras, sem dúvida alguma, é o intercâmbio cultural. Encontrar pessoas do mundo inteiro que escrevem sobre a mesma coisa que você é curioso e bastante intrigante. Chega a dar um certo frio na barriga, confesso.
Quem já foi garante ser inesquecível. Quem nunca pôde “trabalhar” em um evento como esse, chora as pitangas e demonstra uma certa “invejinha” saudável dos colegas. Eu mesma proibi os garotos de comentarem qualquer coisa a respeito dias antes de embarcarem para LA no ano passado.
Enfim, o que importa desse “blá, blá” todo é que o Brasil marca, mesmo que de forma tímida, sua presença em feiras e conferências internacionais. E melhor que isso: os profissionais tupiniquins têm conquistado, cada vez mais, seu lugar ao sol. Um brinde à imprensa brasileira de games!

E3 2005
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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