Futebol – só nos games!
Embora seja o esporte predominante e de maior importância – e destaque – no país, o futebol não agrada a todos. A minoria, composta por namoradas, esposas, extremistas e “garotas que detestam futebol simplesmente”, geralmente passa por louca, quando não, por alienada e pouco patriota.
Pode parecer estranho confessar fazer parte deste “seleto” grupo em um ano em que o principal evento marcado a caneta em todos os calendários do Brasil é a Copa do Mundo – mais importante que a própria Eleição, para alguns.
Não sei de onde veio tal antipatia, mas o mais engraçado de toda a história é que, embora fique “fula” da vida nos plantões de final de semana, quando todas as notícias giram em torno dos campos de futebol mundo afora, me divirto MUITO jogando Winning Eleven e FIFA.
No começo fiquei assustada. Já começava a jogar desconfiada, achando que controlar “homenzinhos” em um campo verde, tentando a todo custo lançar uma bola em uma rede, seria pura perda de tempo. Era contraditório e pouco provável. Para não fazer feio frente a todos os meus amigos “doentes” (no sentido literal da palavra) por futebol, evitava qualquer reação de satisfação.
Aí o tempo foi passando e passando. As partidas de sábado à noite, todas regadas a cerveja e salgadinhos, passaram a se tornar um tanto quanto divertidas e, apesar do constante “pé atrás”, resolvi assumir o gosto pela coisa – para mim mesma, é óbvio.
Peguei um Winning Eleven emprestado e levei para casa. Comecei devagar, afinal não queria passar a utilizar meu Playstation apenas para tal jogo. Muitos dos que conheço são tão viciados ao ponto de se recusarem a abrir o drive para tirar o DVD (é sério).
Joguei, joguei, joguei. Por mais que tentasse demonstrar indiferença ao gol do Brasil sobre a Argentina, nos últimos minutos do segundo tempo, foi impossível não assistir ao replay. Também não deu para segurar as ofensas (nada educadas) ao juiz ladrão que roubou aquele pênalti ou que deixou passar batido uma falta.
Enfim, passei a entender do assunto (superficialmente, que fique bem claro) por meio do game. Apesar de causar espanto, repulsa e dúvida na cabeça de muitos, digo para quem quiser ouvir: “Odeio futebol, mas jogo Winning Eleven”.

Screenshot de Winning Eleven 9


