Abaixo a censura
Enquanto Schwarzenegger, o ex-EXTERMINADOR do Futuro, luta para colocar em prática a lei que proíbe a venda de jogos violentos para menores na Califórnia, Estados Unidos, no Brasil, o deputado Carlos Nader, do PL-RJ, segue “obedientemente” os passos do governador.
Segundo uma nota publicada hoje na “Agência Câmara de Notícias”, Nader está à frente de um Projeto de Lei que prevê a não comercialização de jogos violentos e obscenos para todo e qualquer público no Brasil; o projeto veta também a importação de títulos de temática adulta.
Ainda é prematuro prever se o Projeto chegará ou não ao Senado, já que o processo depende da análise de várias Comissões e da aprovação do Plenário da Câmara.
Durante a Electronic Game Show do ano passado o Ministro da Cultura Gilberto Gil reconheceu os games como um produto audiovisual e comparou-os ao cinema. É de se estranhar, no entanto, que uma lei de tal natureza consiga causar qualquer tipo de discussão entre os parlamentares.
Será coerente proibir a venda de jogos “adultos” em um país onde crianças dançam ao som de “funksaxés” cujas letras beiram a pornografia? Será coerente proibir a comercialização de jogos “adultos” em um país onde 90% dos títulos vendidos são frutos da pirataria? Eu confesso que fico “moralmente” abalada como todas essas comparações.
E por que será que essa lei também não se aplica ao cinema, a novela e, claro, a música? Games, segundo o próprio Ministro, é entretenimento como qualquer outro meio citado acima.
Entendo perfeitamente a preocupação geral da população com o fenômeno da banalização da violência e sou totalmente contra a venda de jogos “adultos” para menores. Acho que deve, sim, existir um controle. Mas acreditar que a proibição será capaz de sanar um problema “sociocultural” é pura ingenuidade.
Já que temos que pagar mais de R$ 100,00 por um jogo (o salário mínimo no país é R$ 300,00), o direito a escolha parece ser um beneficio, no mínino, plausível. O que você acha?

Hillary Clinton foi uma das personalidades que
criticou San Andreas








