Arquivo de janeiro, 2006
30/01/2006 - 20:32
Enquanto Schwarzenegger, o ex-EXTERMINADOR do Futuro, luta para colocar em prática a lei que proíbe a venda de jogos violentos para menores na Califórnia, Estados Unidos, no Brasil, o deputado Carlos Nader, do PL-RJ, segue “obedientemente” os passos do governador.
Segundo uma nota publicada hoje na “Agência Câmara de Notícias”, Nader está à frente de um Projeto de Lei que prevê a não comercialização de jogos violentos e obscenos para todo e qualquer público no Brasil; o projeto veta também a importação de títulos de temática adulta.
Ainda é prematuro prever se o Projeto chegará ou não ao Senado, já que o processo depende da análise de várias Comissões e da aprovação do Plenário da Câmara.
Durante a Electronic Game Show do ano passado o Ministro da Cultura Gilberto Gil reconheceu os games como um produto audiovisual e comparou-os ao cinema. É de se estranhar, no entanto, que uma lei de tal natureza consiga causar qualquer tipo de discussão entre os parlamentares.
Será coerente proibir a venda de jogos “adultos” em um país onde crianças dançam ao som de “funksaxés” cujas letras beiram a pornografia? Será coerente proibir a comercialização de jogos “adultos” em um país onde 90% dos títulos vendidos são frutos da pirataria? Eu confesso que fico “moralmente” abalada como todas essas comparações.
E por que será que essa lei também não se aplica ao cinema, a novela e, claro, a música? Games, segundo o próprio Ministro, é entretenimento como qualquer outro meio citado acima.
Entendo perfeitamente a preocupação geral da população com o fenômeno da banalização da violência e sou totalmente contra a venda de jogos “adultos” para menores. Acho que deve, sim, existir um controle. Mas acreditar que a proibição será capaz de sanar um problema “sociocultural” é pura ingenuidade.
Já que temos que pagar mais de R$ 100,00 por um jogo (o salário mínimo no país é R$ 300,00), o direito a escolha parece ser um beneficio, no mínino, plausível. O que você acha?

Hillary Clinton foi uma das personalidades que
criticou San Andreas
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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24/01/2006 - 01:32
Eles dominaram o pedaço. Chegaram de mansinho, como quem não quer nada, e simplesmente viraram referência quando o assunto é games. Não adianta competir. Alguns até conseguem lutar de igual para igual, mas no final, quando a criatividade e a originalidade são colocadas à prova, são os japoneses que saem na frente. Seja pela tecnologia de ponta, seja pela disciplina.
Desde que a Nintendo dominou o mercado de consoles o Japão abriu os olhos para uma nova oportunidade de negócio que, na época, ainda caminhava a passos curtos. Embora o primeiro jogo para computadores tenha sido desenvolvido em 1958, nos Estados Unidos, foi só na década de 80 que eles se tornaram populares a ponto de invadirem, definitivamente, as casas das famílias.
É difícil entender o porquê do Japão se destacar tanto nesse segmento. Muito se deve a cultura, evidentemente, mas outros fatores também influenciaram para o que os games se tornassem tão fortes na terra do sol nascente. Hoje, os jogos eletrônicos ganharam tal espaço que é difícil imaginar a cultura nipônica sem eles.
Recentemente a revista “Made in Japan”, da editora JBC Brasil, comemorou sua edição número 100 listando cem motivos pelos quais amamos o Japão. Entre gueixas, sashimis e bonsais, lá estavam os games, cheios de resplendor e tão importantes quanto qualquer outra expressão cultural. Segundo a revista, o mercado consumidor japonês é tão grande que muitos jogos sequer saem da ilha.
Talvez os jogos eletrônicos tenham feito o caminho inverso do cinema. Enquanto Hollywood exportava filmes para todo o mundo, o Japão aprimorava-se e exportava games. Hoje isso já começou a mudar. Os Estados Unidos têm se mostrado forte e, graças a uma aliada chamada Microsoft, pode mudar completamente o cenário nos próximos anos. E com o cinema não é diferente. Os filmes orientais estão cada vez mais presentes no Ocidente e tem servido de referência à sétima arte mundial. Prova disso foi a capa da revista Bravo!, Editora Abril, do mês de dezembro. A influente publicação dedicou um espaço nada modesto ao “novo cinema do oriente” e chegou a mencionar que as obras vindas do outro lado do mundo são as mais inquietantes e originais da atualidade.
Certamente seria uma loucura colocar aqui, pelo menos, 25% dos games produzidos no Japão que conquistaram os de olhinhos abertos. Faltaria espaço, tempo e saco de vocês, blogueiros, para ler tantos nomes. De qualquer forma alguns jogos recentes merecem destaque:
Winnin Eleven – Konami: A Electronic Arts que me desculpe, mas essa série é incrível mesmo para garotas como eu que ODEIAM futebol.
MogiMogi – Esse jogo é contemporâneo e mostra como originalidade não tem limite. Em MogiMogi itens virtuais são escondidos em um mapa GPS e podem ser adquiridos por meio do celular.
Killer 7 – Capcom: Amado por alguns, odiado por outros. Apesar das opiniões diversas o game merece nossa admiração pela ousada jogablilidade e pelos gráficos diferentes.
Fatal Frame – Tecmo: O que dizer de uma franquia que mistura interação e terror japonês?
Mario Bros – Nintendo: Esse dispensa comentários. Só para lembrar: Super Mario Bros, do NES, foi eleito o melhor jogo de todos os tempos pela revista Electronic Gaming Monthly, em sua edição comemorativa de número 200.
We Love Katamari – Namco: Depois de Katamari Damacy não tinha como ser diferente. Quem jogou afirma: “Nada é tão divertido como rolar uma bola”.
Chulip – Natsume: Esse não chegou aqui e nem deve aparecer tão cedo. O “simulador de beijos” representa muito bem a gama de jogos bizarros típicos do Japão.

Objetivo de Chulip: Beijar, beijar e beijar.
Nada mal, né?
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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13/01/2006 - 20:44
O que será que está acontecendo com esses desenvolvedores de jogos, hein? Nunca vi tantas adaptações bizarras de GTA na minha vida. Parece que o mundo resolveu virar “mano”.
Depois de encher os bolsos de grana da RockStar, o “proibido” Grand Theft Auto: San Andreas virou referência e, automaticamente, exemplo de game bem sucedido.
E os clones não pararam de surgir. O enredo, sempre bem previsível, inclui algumas características básicas como abordagem violenta, gírias, cenários escuros e protagonistas “bombados”.
True Crime: New York City, 50 Cent: Bulletproof, Crime Life: Gang Wars, NARC e Fight Club são apenas alguns exemplos de títulos cujo principal objetivo é dar porrada. Mas a diversão “vazia” não fica apenas entre socos e pontapés. Esses jogos sempre chegam recheados de policiais com “cara de banana” e personagens “mano”. Nunca percebeu? Pode reparar!
Os roteiros, aparentemente, seguem sempre a mesma lógica:
1- Tema: sexo, drogas e hip hop
2- Cenário: grandes metrópoles sujas e escuras (Nova York é sempre a mais cotada)
3- Personagens: bombados, cheios de tatuagens, donos de si e folgados
4- Linguagem: gíria (sempre)
A trilha sonora não poderia ser outra: hip hop. Os gestos, sempre exagerados, mostram protagonistas “descolados”, cheios de ginga, prontos para detonar quem ousar impedi-los de qualquer coisa.
Sangue também não pode falar, assim como becos, armas e super carros. Mulheres seminuas, sempre submissas aos machões, dão aquele “toque especial” e fazem a alegria dos menos exigentes.
Veja abaixo alguns screenshots e tire, você mesmo, suas conclusões:

50 Cent: Bulletproof

Crime Life: Gang Wars

Fight Club

GTA: San Andreas

NARC

True Crime: New York City
Enfim, qualquer semelhança é mera coincidência. Ou qualquer coincidência é mera semelhança?
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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06/01/2006 - 20:55
Louvada seja a camiseta. Além de cair bem com toda e qualquer roupa, ela ainda pode expressar tudo o que temos vontade de sair gritando por aí. São incontáveis os modelos, cores e tamanhos. De bandas, futebol, grupos revolucionários (hahahaha) ou games, as “T-shirts” são espelhos do que realmente somos – ou gostaríamos de ser.
Para falar a verdade, as de bandas (de rock and roll, que fique claro!) e games são as mais legais. E “modéstia à parte”, disso eu entendo bem. Confesso que não sabia que alguns colegas nerds “descolados” – com todo o respeito – produziam camisetas cujos temas são jogos. E fiquei bem feliz quando descobri, evidentemente.
Pensei, então: “Se já existem no Brasil pessoas que se preocupam em vestir bem a galera (hahahahaha), como será que isso acontece em outros paises? Fui ao adorado Google (será que alguém já fez uma camisetinha com a frase “I Love Google”?) e pesquisei o que há de semelhante mundo a fora.
Ao todo, são inúmeros sites que oferecem roupas customizadas com Pac Mans, Mários, Luigis, etc e tal. Fiquei maravilhada com tantas opções. E o melhor: também existem bolsas (lindas, por sinal), cachecóis, bonés, blusas e buttons.
E os trabalhos são irados. O Thinkgeek.com, site internacional predileto dos…nerds legais, oferece uma série de modelos àqueles que possuem calos nos dedos de tanto jogar. Na seção “T-shirts” há uma aba, a Gaming, que dá acesso a uma página com, pelo menos, 40 camisetas diferentes. Os preços variam de US$ 15 a US$ 25; é uma loucura!!!
O 80stees.com, outro site internacional de “geeks fashion”, também comercializa T-shirts customizadas. Cada camiseta custa, em média, US$ 20 e as estampas são diversas.
Agora se você não está nem um pouco a fim de fazer transações em dólar, fique tranqüilo: o Brasil já entrou na rota da moda das camisetas de games. O Camiseteria.com (não tem br, mas é produto interno bruto) possui algumas à venda, assim como o Gardenal.org. Ambos os sites são de coleguinhas legais, portanto colaborem comprando algumas para toda a família (eu ainda não ganho comissão, mas não perdi as esperanças…).
O que você ainda está fazendo olhando para esta página? Corra até algum desses sites e compre, você também, uma camiseta do Mário. Eu já estou atrás da minha

Não falei que a bolsa era linda…
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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