Arquivo de dezembro, 2005
19/12/2005 - 21:37
Segunda-feira. Após encarar um trânsito infernal você só consegue chegar em casa à s 23h30. Seu seriado preferido, que começou à s 21h, acabou faz tempo, assim como aquele pudim de leite condensado deixado na geladeira pela manhã, antes de sair para o trabalho. Seu cachorro fugiu e rolou na lama após tomar banho, seu projeto foi recusado, seu carro quebrou e seu computador, assim do nada, deu “tilt” e não quer funcionar nem com reza brava. Detalhe: o chefe enviou um e-mail urgente que “teria” (deixemos bem claro: TERIA) que ser respondido o mais rápido possÃvel.
Antes de imitar o Michael Douglas e reviver, literalmente, o filme “Um dia de fúria”, que tal ligar seu Playstation 2 e jogar The Warriors? O game, baseado no longa “Os Selvagens da Noite”, recria a Nova York da década de 70 e, na minha opinião, pode ser classificado oficialmente como o jogo das segundas-feiras.
O tÃtulo da RockStar é perfeito para quem gosta de uma boa…briga. Com golpes incrÃveis, realistas e perfeitos, The Warriors chegou como uma alternativa à queles que gostam de cenários livres, mas não abrem mão de socos, pontapés e safanões.
Classificado por alguns sites especializados como um jogo do gênero “beat’em-up” (pancadaria), o remake pode ser utilizado como uma ótima válvula de escape em casos extremos, quando a lei de Murphy resolve conspirar contra você. Eu juro que funciona!
Os gráficos são legais e lembram muito o filme, assim como todos os cenários que envolvem a história. Os personagens são cativantes e os diálogos engraçadÃssimos. É curioso ver como os “manos” da década de 70 se comportavam.
E a adaptação é tão fiel que quando fui assistir “Selvagens da Noite” achei que tivesse colocado o DVD errado no console. A introdução é, simplesmente, perfeita!
Preciso dizer – e ressaltar – que a RockStar foi bem feliz ao escolher “The Warriors” para o seu remake. Depois de assistir ao filme (a edição recente, totalmente remasterizada), ficou claro que seria um desperdÃcio não aproveitar o excelente enredo para um game, no qual interação é o que conta.
Pode-se dizer que o tempo de adaptação aos comandos do controle é razoável, assim como sua jogabilidade. Algumas vezes, durante as brigas de rua, quando toda a gangue está envolvida, a visão fica um pouco prejudicada, já que o game não utiliza aquela “façanha” de deixar os personagens e cenários transparentes quando o protagonista (quem você controla) está atrás de um coadjuvante (quem coopera).
O mapa, diferente de outros jogos, é de fácil interpretação e muito bem localizado na tela. Os golpes podem ser incrementados por combos, alguns ensinados logo no inicio, ainda no tutorial.
Enfim, ficou nervoso, com raiva, furioso ou P%#@ da vida? Jogue The Warriors e quebre tudo. Quebre tudo “virtualmente”, é bom deixar claro!

The Lizzies – gangue feminina de The Warriors
que bota muito machão para correr
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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09/12/2005 - 20:53
Se um dia alguém perguntar quais as coisas mais legais da vida (tirando aquelas que a gente não pode falar em público…hahahaha) eu responderia: 1- música, 2- cinema e 3- games. É inacreditável como podemos nos divertir com esses três meios de entretenimento. Imaginem agora juntar tudo em um lugar só!?! Pois não foi que a Activision ouviu minha prece e fez um jogo onde: 1 – a música é boa e 2- o objetivo é produzir filmes. Ai, não deu outra, me “entreguei”, literalmente, e com cara e coragem fui criar o meu primeiro estúdio.
A fusão de “The Movies” é perfeita, sim senhor! Principalmente porque pude criar, com todo amor e carinho, o “Honorato Pictures”. Tudo bem, sei que à s vezes não faço jus aos 23, mas desde criança gosto de dar nome as coisas. Fico super feliz quando, na hora de criar um profile, aquele tecladinho é exibido. Em The Warriors é assim.
Mas voltando ao fantástico mundo da Renata, The Movies é um jogo bastante interessante para os cinéfilos que sempre sonharam em ser donos de um MEGA estúdio. Afinal, precisamos concordar em uma coisa: a 7º arte é muito envolvente.
É claro que nem tudo é um “mar de rosas” no tÃtulo distribuÃdo no paÃs pela EA. O efeito do zoom não é satisfatório e toda que vez que precisamos dar uma panorâmica no cenário, a impressão que se tem é que a visão é limitada.
O microgerenciamento exigido pelo game também enche o saco após algumas horas de jogatina. Como citado acima, o objetivo de “The Movies” é criar um estúdio, e isso inclui a construção de toda a infra-estrutura. O problema é que depois de ver o primeiro filme pronto, você desencana de ficar se preocupando com banheiros e caminhos que interligam os prédios. Afinal, há coisas muito legais para se fazer.
Os gráficos lembram a série The Sims (melhorados, é claro), assim como o estilo de jogo: simulação da vida real. O mais interessante é poder (e ter que fazer isso) lidar com o ego dos atores, que se preocupam com suas atuações e imagem. Sempre que algum de seus “funcionários” estiver descontente, seja pelo salário, seja pela aparência, você precisa negociar aumentos e dar aquele trato no dito cujo com maquiagens e novo figurino.
Tudo começa na década de 20, portanto roupas, trilha sonora e gêneros seguem a tendência da época. É divertido ver os anos se passarem e a “mecânica” das produções seguir as mudanças.
O clÃmax do game, sem dúvida alguma, acontece na hora de conferir a criatura (o filme) produzida por você (o criador). Juro que fiquei com vontade de chorar ao ver em letras grafais a inscrição “HONORATO PICTURES”, logo na introdução do meu primeiro curta. A vontade de chorar ficou ainda mais intensa ao ver a repercussão do filme. Segunda a crÃtica, chamar o meu curta (bem curto, por sinal) de pobre é ofender aos que não têm dinheiro. Buáááááá!!! Tudo bem, um dia a gente aprende, né?

Vista panorâmica do meu lindo estúdio, o
“Honorato Pictures”
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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02/12/2005 - 21:00
Remake virou moda. É filme que vira jogo dali, é jogo que vira filme daqui, enfim, criatividade virou artigo de luxo e otimização de trabalho regra número 1 na “maravilhosa” indústria mundial de entretenimento eletrônico.
É claro que precisamos louvar o que de bom apareceu em 2005; God Of War, We Love Katamari, Shadow of the Colossus e Killer 7 são exemplos de tÃtulos que fizeram sucesso sem precisar de personagens clichês ou enredos baseados em grandes obras hollywoodianas, cheias de ação e muito “confete” (se é que me entendem).
Mas nem todas as adaptações são fracassos. Incredible Hulk: Ultimate Destruction, Ultimate Spider-Man e X-Men Legends II não decepcionaram essa modesta escriba e fizeram bonito diante de tanta coisa sem conceito, diferencial e criatividade.
E foi exatamente jogando esses games que uma idéia fenomenal veio a minha cabeça: “E se produtores ‘cheios da grana’ investissem pesado em bons remakes, todos baseados em desenhos animados das décadas de 70 e 80?”.
Fui ao êxtase ao viajar nesse assunto. Poder jogar um massive do “Caverna do Dragão” ou um adventure do “Nossa Turma” seria, simplesmente, fantástico, divertido, inimaginável, desconcertante e incrÃvel.
Então pensei em outras possÃveis adaptações. Desenhos como Cavalo de Fogo (não dá para esquecer a Sara, né?), Coelho Ricochete, Lula Lelé, Super Mouse, FamÃlia Buscapé, Os Snorks (esse, só de lembrar, faz apertar o peito), Ursinhos Gummi e Thundercats (não vale contar o game para C64 de 1987) poderiam virar ótimos jogos e, quem sabe, dar um novo fôlego a indústria que, literalmente, anda “produzindo em série”.
Sim, sim! Entendo que muitas de vocês sequer tinham nascido na época em que eu passava a manhã desvendando as aventuras de Daffney (a criaturinha roxa de “Os Snorks” que usava uma presilha de estrela no cabelo). Entretanto precisamos ressaltar que o que é bom não tem idade. Cinema, quadrinho, música e literatura, por exemplo, são como vinho: quanto mais velho, melhor!
E sabe a que conclusão cheguei após todo esse exercÃcio de memória? Descobri que o problema não está nas adaptações games/cinema ou vice-versa, o grande impasse está na cabeça de quem “idealiza” produtos descartáveis; fórmulas de sucesso absoluto, campeões de bilheteria ou recordes de cópias vendidas.

Turma toda de “Os Snorks”
Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria
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