2005 novembro | Game Girl
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Arquivo de novembro, 2005

25/11/2005 - 17:12

Xbox 360, ele chegou!

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O mundo está mudando e, junto com ele, os consoles. É sério! O próximo sistema da próxima geração já chegou abafando, embora muitas pessoas tenham se decepcionado um pouquinho com o que seria para ser uma SUPER MÁQUINA. Sua performance, destacada descomunalmente pela Microsoft nos últimos 12 meses, ficou abaixo do esperado e sua qualidade gráfica não impressionou os mais exigentes.

O Xbox 360 chegou às lojas de todo o mundo na última terça-feira e causou frisson nos que não podem perder uma novidade. Todas as unidades americanas foram vendidas antes mesmo do lançamento mundial e celebridades como Paris Hilton participaram da grande festa realizada pela Microsoft.

Para nossa surpresa e de todo o mercado, os brasileiros puderam conhecer, tocar e jogar o 360 antes do lançamento. O console ficou durante todo o final de semana exposto na EGS, Electronic Game Show, a maior feira de games do país.

Nem preciso falar que as filas para “experimentar” o primeiro da próxima geração eram enormes. Eu, após muito esforço, consegui colocar, pela primeira vez, minhas mãos na gracinha. Se fiquei decepcionada? Sim! Minhas expectativas eram outras e confesso que saí do estande da Microsoft com o coração partido.

Joguei um pouco de Project Gotham Racing 3 e não achei nada demais. Como já era de se esperar o 360 não será comercializado oficialmente no Brasil, ou seja, todas as peças serão importadas e teremos de pagar o “olho da cara” para adquirir um brinquedinho desses.

Ainda não se sabe a quanto será vendido o console em terras tupiniquins, mas a expectativa é de que o sistema custe entre R$ 1800,00 e R$ 4000,00. Segundo Milton Beck, diretor de Negócios de Jogos e Entretenimento Eletrônico da Microsoft, o modelo de negócio (vulgo taxas surreais de impostos) não é aplicável e inviabiliza a venda de um console no Brasil. Para quem não sabe, quando um videogame entra no país são “acrescidos” ao seu valor real 60% de imposto de importação, 18% de alíquota de ICMS, além das taxas de frete e courrier.

As questões são políticas e todos sabemos disso. Agora restam as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft acreditarem no nosso mercado e lutarem por um modelo comercial viável.


Eu e o Bruno ainda meio bobos
ao poder tocar no Xbox 360

Vou aproveitar o espaço para agradecer a organização do SBGames (Simpósio Brasileiro de Games) pelo convite para a festa da ABRAGAMES. O evento foi divertidíssimo e louvável, já que é raro encontrar pessoalmente colegas de outros estados com quem trabalhamos de forma direta ou indireta durante todo o ano. Um grande beijo a todos os que marcaram presença e um puxão de orelha no Wandeko (Banana Games) e no Théo Azevedo (UOL Jogos) pelo furo.

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/11/2005 - 21:52

LET’S GO!

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Como aconteceu no ano passado, rola neste mês a segunda edição da EGS, Electronic Game Show, uma feira totalmente especializada em games. O evento será realizado no Expo Center Norte, Capital, São Paulo, entre os dias 18 e 20 de novembro e reúne, em um só espaço, toda a indústria de entretenimento digital do país.

O mais legal da EGS é a chance de ver de perto quem está por trás de tudo o que é produzido nesse universo mágico dos jogos. Desde desenvolvedores, até jornalistas especializados (isso mesmo, os que escrevem os reviews que lemos por aí): TODOS estarão presentes durante os três dias da feira.

O ingresso, bem salgadinho para nós, pobres brasileiros, custa R$ 20,00. Mas se você tiver comprado um jogo original nos últimos dias, poderá ganhar um desconto BEM legal, além de receber tratamento VIP (acesse www.electronicgameshow e saiba como).

Tirando as promotoras com pouca roupa que circulam pelo espaço (a gente não gosta de concorrência, né?), todo o resto é bem bacana. Torneios são realizados, empresas apresentam seus produtos, debates são organizados e todos os viciados em games (como eu e você) podem aproveitar o encontro para trocar experiências.

E eu juro pelo meu PS2 que não são apenas os nerds que dão as caras na feira. Muita gente legal, interada, e que pensa em outras coisas que não jogos, detonados e consoles, marcam presença no evento. É sério!

Eu confesso que estou muito ansiosa. Primeiro porque encontrarei todos os meus amigos “garotos” que trabalham com isso, ou seja, as horas de diversão já estão garantidas. Até estamos tentando marcar um happy hour “pós primeiro dia”. Afinal, este ano não teremos festa de lançamento do Half Life 2 como em 2004. Vou contar um segredo, mas vocês têm que prometer que não falarão para ninguém! Todo mundo se revela nessas festinhas, sabe? Hummm, melhor nem entrar em detalhes (hihihi).

Mas, sem dúvida alguma, o que mais chamará a atenção de toda a galera será a presença do Xbox 360, o novo console da Microsoft. A empresa traz em primeira mão, antes mesmo do lançamento mundial, a sua “menina dos olhos” para terras tupiniquins. E mais do que isso, girls: poderemos ver, tocar e JOGAR! Quer coisa melhor?

A expectativa é de que, aproximadamente, 27 mil pessoas circulem, durante os três dias, os corredores do Expo Center Norte. Se eu fosse você, tentaria comparecer; eu estarei lá, com certeza! (trabalhando, é claro!).

Até lá!

Papagaio de pirata: na EGS 2004 tive que “grudar”, literalmente, no cangote do “Seu Ministro” para conseguir uma exclusiva. Achei as provas no site oficial da feira. Ai, que vergonha, meu Deus!

As setinhas estão bizarras (tanto quanto as próprias fotinhos). Sabe como é, né? Manjo tanto de Photoshop quanto de programação C++ (bah!)

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/11/2005 - 17:08

Uhu! “Nós amamos” Katamari”

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Eu juro que não acreditei quando me disseram que We Love Katamari, um jogo cujo objetivo é, literalmente, rolar uma bola, era o máximo. Mais engraçado ainda foi ouvir de todo mundo que a trilha sonora do game era incrível. “Como um jogo de enredo tão…estranho pode ter boas músicas?”, pensei. Os dias foram passando e o número de pessoas a elogiar o título foi aumentando e aumentando. As críticas, sempre positivas, alimentaram minha curiosidade e, mesmo achando tudo uma grande bobagem, fui experimentar o game.

É claro que para minha surpresa – e de todos ao me redor – fiquei perplexa ao ligar o Playstation 2 (não o meu, porque o coitado está se recuperando após uma pane em seu sistema) e ver, pela primeira vez, todas aquelas…cores. A primeira lembrança que veio a minha cabeça foi a do clássico “Alice nos País das Maravilhas”.

Passei pelo tutorial, assisti ao vídeo que conta a história da vida do “Rei de todo o Cosmo” (uma espécie de Deus), rolei a minha primeira Katamari, criei um planeta, achei alguns “cousins” (bichinhos estranhos que você encontra pelos cenários) e, quando me dei conta, estava há horas na frente da TV, dançando ao som psicodélico das músicas, sem piscar os olhos e me divertindo um monte controlando os primos engraçados.

A jogabilidade, para quem não conhece Katamari Damacy, é boa, mas pode confundir um pouquinho no começo. Isso porque, embora os controles sejam bem simples, fogem do padrão de outros jogos. Lembro que no inicio sempre girava minha Katamari para o lado errado…

O enredo é muito divertido, os cenários interativos e as músicas empolgantes. É impossível não balançar o esqueleto com a trilha sonora “viajante” de We Love Katamari (em japonês, imaginem!!!).

Mas assim como em “Alice no País das Maravilhas”, a temática do game da Namco é para adultos. Por trás das piadinhas do Rei e da maneira satirizada de tratar os “cousins”, está um “cara” problemático, que teve uma infância difícil, cheia de atritos com o seu pai. É sério, podem acreditar, os vídeos são tristes.

De qualquer maneira, o ponto forte -e um dos atrativos mais visíveis- do jogo é seu humor. Toda vez que você cumpre uma missão (criar uma bola de 15cm, por exemplo) o Rei faz questão de exprimir o seu desdém e dizer em alto e bom som (ops, mais ou menos, já que sua voz parece um sintetizador) que nunca viu uma Katamari tão pequena e blá, blá, blá, blá. A cada objetivo alcançado, o seu cosmo ganha um novo planeta, satélite ou estrela. E mais do que isso: os astros de We Love Katamari são lindos e para lá de diferentes; alguns com formato de origami, outros parecendo bombons…

Além de encontrar primos pelo cenário (que ficam presos a bola assim como todo e qualquer objeto), o jogador acha presentes “bizarros” como um chapéu de girafa, uma máquina fotográfica ou um nariz de palhaço. A mecânica da Katamari é simples: gruda na bola tudo o que for menor que ela.

We Love Katamari é didático, criativo, diferente e intuitivo. Uma dádiva, se comparado as mesmices que chegam todos os dias ao mercado. Para quem procura um game sem tiros e politicamente correto (sem parecer chato ou careta demais), bora jogar esse game! Eu garanto que diversão é o que não vai faltar!


Vejam que LINDO o chapéu de girafa!!

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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