2005 outubro | Game Girl
iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de outubro, 2005

24/10/2005 - 21:35

Quem não se comunica, se trumbica

Compartilhe: Twitter

Sei que muitas de vocês, talvez, nem se lembrem do Chacrinha, entretanto preciso dizer que o Velho Guerreiro tinha toda a razão quando falava, em seu programa de sábado à tarde, que “Quem não se comunica, se trumbica”.

E não pensem vocês que os games são exceção no que diz respeito a teoria da comunicação (vixi, isso me lembrou uma matéria que tive na faculdade). Os MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game), mesmo que timidamente, chegaram ao Brasil e estão fazendo a alegria dos antigos freqüentadores de salas de chat.

Os títulos, que já ganharam espaço com propaganda publicitária na TV, são sensação no país e já correspondem a uma boa fatia dos players brasileiros. O Ragnarök, por exemplo, pioneiro do gênero em terras tupiniquins, em menos de um ano acumulou uma modesta base de 700 mil usuários e já chegou ao pico de 20 mil jogadores simultâneos.

Mas por que os MMORPG chamam a atenção de tanta gente? Fácil, fácil! O grande diferencial dos massives é a interação que eles proporcionam aos jogadores. São milhares de pessoas online, vivendo em um mundo de fantasia, dispostas a se conhecer, não só virtualmente, mas pessoalmente também.

Há algum tempo fiz uma matéria sobre casais que tinham começado a namorar jogando algum massive e, só então, a ficha caiu. Eu, que achava um absurdo alguém se relacionar com outra pessoa tendo como intermediário um jogo (e esquecendo do número de pessoas legais que conheci em chats, icq, msn, fóruns e afins, cuja mecânica é praticamente a mesma) passei a olhar esse “mundo de mentira” por um outro ângulo.

Mas a gota d’água mesmo foi quando me peguei consolando uma amiga que tinha se apaixonado jogando Everquest. E não falo de nenhuma adolescente de 13 anos, não. A moça, muito da adulta por sinal, ficou caidinha por um rapaz, cujo primeiro contato foi com o seu personagem.

Mesmo depois de ouvir muitas histórias sobre a nova maneira de conhecer pessoas, muito da incrédula, fiz questão de realizar o teste pessoalmente. Aproveitei a onda do Ragnarök, ressuscitei minha aprendiz (pobrezinha, tinha um laço lindo, mas ainda não era uma noviça ) e fui em busca de…hehehe…novos amigos.

E não foi que deu certo! Bastou deixar a Debbie (nome da aprendiz) sentadinha por cinco minutos em Prontera, para três garotos (meninas, eu falei TRÊS garotos!!!) chegarem para “trocar uma idéia” e perguntar o meu msn (ops, o da Debbie). Agora me digam: “Em que balada chegam três gatinhos para uma conversa interessante no curto período de cinco minutos?”

A conclusão que cheguei depois de ignorar, duvidar, aceitar e, enfim, testar um MMORPG para fazer amigos é que, como tudo na vida, online ou não, basta uma boa dose de simpatia e disposição para conhecer gente bacana.


Uma graça, não?

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/10/2005 - 11:06

$$$$$$$

Compartilhe: Twitter

Como foi imensamente solicitado o preço do Nintendogs nos comentários do último post, segue uma “mini” comparação de valores para que vocês fiquem por dentro:

Americanas.com: R$ 199,00
Submarino: R$ 199,00
Amazon: US$ 29,99
Mister Bros Games: R$ 175,00
Brinquedos Laura: R$ 179,00
UZ Games: RS 169,00
EBgames: US$ 34,99
KBtoys.com: US$ 29,99

Mas não se desesperem, girls! Algumas dessas lojas virtuais também disponibilizam jogos usados por um preço muito mais interessante.
Para saber tudo sobre o Nintendogs, acessem www.nintendogs.com

Beijos e até mais!!!

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/10/2005 - 21:34

Au! Au!

Compartilhe: Twitter

Qual o jogo mais bonitinho, simpático e irresistível do ano? Ok, eu sei que se não fosse pelo título deste post seria praticamente impossível adivinhar. É claro que estou falando do fofíssimo Nintendogs, a nova – já não tão nova assim – sensação da Nintendo para o seu portátil, o DS.

Para quem não conhece o simulador canino (é engraçado enquadrar um jogo nesse…gênero), vai uma dica: CORRAM ATÉ A LOJA MAIS PRÓXIMA E COMPREM! Desculpem a empolgação, mas esse game é, simplesmente, demais.

Vocês lembram daqueles “toscos” tamagotchi? Eu, no auge dos meus 12 ou 13 anos, tive um. Era horrível! Parecia um ovo, meio verde-água, se a memória não me falha. Pois bem, o Nintendogs é quase um tamagotchi, mas MUITO melhor, muito mais interativo, muito mais fofo e muito mais legal.

O objetivo do game é cuidar de um pet, ou seja, de um cãozinho que, como os reais, exigem atenção, dedicação e bastante paciência. Você pode ensinar tudo aos seus filhotes, além de utilizar os comandos de voz do DS para chamar o seu animalzinho sempre que tiver vontade. É uma graça!

Mas como falei, de nada adianta começar a cuidar de um cão e depois abandoná-lo ao relento. Assim como os bichinhos de verdade, eles precisam de água, banho, passeio e muito carinho.

E a Nintendo deve estar bem feliz com os resultados. O título, que foi lançado no último dia 07 na Europa, já vendeu 160 000 unidades e ultrapassou a marca das 1.5 milhões de cópias nos Estados Unidos e Japão.

E não pensem vocês que somente as meninas estão se encantando pelos felpudos cachorrinhos. Tem muito marmanjo andando por aí com seus Totós e Tobs a tiracolo. Só para ilustrar esse fato, o criador da comunidade “Nintendogs” no Orkut é um tal de Fernando Torres. Viram? Um garoto!

Bateu aquela dúvida do que pedir para o namorado de Natal? Bingo, Nintendogs na cabeça! Só não deixe o cônjuge pegar emprestado o seu bichinho virtual “muderno”. Garanto para vocês que, além de demorar um bocado para entregar o seu filhote, o cãozinho chegará às suas mãos com pulgas e carente. Afinal, vocês sabem como são esses meninos, né?


Impossível não querer um!

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/10/2005 - 15:30

O primeiro post

Compartilhe: Twitter

Nada como a primeira vez. Desde que comecei a escrever sobre games, muitas coisas passaram a ser encaradas como “a primeira vez”. Como vocês já devem ter percebido por aí, o mercado é dominado, quase que, exclusivamente, por homens. Confesso que não sei dizer se isso é legal ou ruim. Trabalhar com meninos, por mais contraditório que pareça, é muito divertido. Começa que eles nunca estão de TPM e sempre têm uma piadinha engraçada para contar. É incrível como gostam de alugar os amigos e falar de futebol, né? Eu estou me adaptando e já consigo até entrar na dança durante as coletivas de imprensa onde dividimos o mesmo ambiente.

Para quem não me conhece, segue uma apresentação decente. Meu nome é Renata Honorato, sou editora do Arena iG, o canal de jogos do iG, e respondo pela área de games do portal. Escrevo para uma revista especializada, a EGM Brasil, publicada pela Futuro Comunicação e tenho alguns projetos pessoais de dominação mundial (pena que ainda não posso divulgar nada a respeito).

No começo foi estranho falar para os amigos com o que trabalhava. Enquanto uns diziam que estavam cobrindo política, cotidiano ou economia, eu, com a maior seriedade do mundo me gabava: “Escrevo sobre games”. Era impossível não perceber o desdém de alguns e a surpresa de outros. Os comentários do tipo “Você ganha para isso!” se tornaram rotina e passaram, a partir de um certo momento, a não incomodar mais.

Mas, sem dúvida, não foram os colegas de faculdade que deram trabalho. Ser menina nesse universo, predominantemente, masculino não é muito fácil. Primeiro porque todo mundo acha que somente homens gostam, “piram” e escrevem sobre games. A cobrança dos leitores é muito maior e a sensação de sempre ter que provar algo paira na consciência mesmo durante o sono. É um estresse “desafiador”, eu diria.

Eu sei que a participação da mulher nesse mágico mercado de entretenimento eletrônico tende a ser muito mais efetiva nos próximos anos, assim como aconteceu com outros setores. Para ser ter uma idéia, segundo uma pesquisa da Entertainment Software Association (ESA), 43% do público “gamer” mundial é do sexo feminino. Incrível, né? As garotas gamemaníacas já são quase metade dos jogadores potenciais. Sabe que fiquei felicíssima com a notícia?

Enfim, girls, a conclusão que podemos chegar depois de todo esse blá, blá, blá é que somos garotas lindas, simpáticas, femininas (sim, porque o fato de jogar não nos tira todo aquele “q” digno de qualquer mulher), inteligentes e curtimos, sim, uma jogatina. E mais importante do que isso: o fato de carregar um joystick na bolsa, junto do perfume e do batom, não no torna diferente do resto da humanidade. Alguém dúvida?

Se já podemos seguir carreira política, jogar futebol, dirigir ônibus e táxi, optar por engenharia ao invés de letras e lutar boxe, por que não ser uma ciberatleta ou jornalista de games?

Autor: Renata Honorato - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo